31/07/2016

Agosto no blog

Na manhã desta segunda, 1 de agosto, saio de ônibus de Maceió rumo a Rondonópolis, no Mato Grosso - são 48 horas (!) de viagem, superando a mais longa que eu havia feito até hoje (Belém-Goiânia em julho do ano passado, prevista para 32h mas que levou 36h...) - mais longa de ônibus, é claro, pois no geral segue imbatível a viagem de navio Porto Velho - Manaus em novembro de 2015: 72h! Durante a viagem, naturalmente o acesso à internet é precário, tornando impossível atualizar o blog quando estiver literalmente na estrada.

De todo modo, a previsão é que eu não esteja atualizando o blog todos os dias durante minha estada no Mato Grosso, que irá se estender até início de setembro, pois em boa parte do tempo estarei fora de perímetros urbanos. Postarei sempre que puder e informarei nos canais habituais - Facebook, Google+, LinkedIn e Twitter.


Pôr do sol sobre a ponte sobre o Rio Vermelho
no Cais - Rondonópolis, 4.8.16


A Semana nº 6

  • Na terça, 26, republiquei no LinkedIn o texto Toda encomenda será paga. Simples assim!, postado originalmente aqui no dia 7.



  • No sábado, 30, atualizei meu livro Cinema Independente, escrito há praticamente um ano durante minha temporada em Salvador. Você pode baixar este material, na íntegra e de graça, clicando aqui


Foto do Dia: Selfie iluminada



Fiz essa selfie próximo à Praia da Graciosa, em Palmas (Tocantins) em 19 de julho de 2015. Ao fundo, é possível ver um pouco do Lago de Palmas. 

Gosto desta foto pelo contraste que consegui entre a área mais escura onde está meu rosto e o sol intenso que se percebe no segundo plano (emoldurando minha cabeça e refletido nos carros ao fundo). 

Ao editar agora no Fotor para publicar, usei um filtro Sand/Snow que intensificou um pouco o contraste mencionado. 

30/07/2016

Coisas do Mundo: Sacos petrificados



Junto ao ponto da praia de São Luís que apelidei de Lugar Perfeito, além do muro de pedras cobrindo a elevação do terreno a partir da faixa de areia (muro que é comum nas praias de lá, ao menos nas do "eixo" Ponta d'Areia-Litorânea, que foram as que conheci), existe essa curiosa e estranhíssima trilha do que parecem ser sacos de areia na cor verde-escuro. 

No dia que fiz esta foto (manhã de 30 de maio de 2016), cheguei a tocar, primeiramente, com o pé algum dos sacos para ver se eles se mexiam. Surpresa: todos estes sacos estão petrificados!!! Sim!!!!! Sabe-se lá há quantas décadas podem estar ali, né? O fato é que a ação da natureza tornou-os tão sólidos quanto as rochas que lhe são vizinhas. É possível até andar por cima deles (sim, eu fiz isso :)

Foi uma das primeiras fotos que fiz com a nova Nikon L330, sem flash porque não precisava. Ao editar agora no Fotor, usei um filtro Cloudy, que realçou a cor dos sacos e permitiu distinguir o Oceano Atlântico, numa pequena faixa diagonal no canto superior direito da imagem. 


29/07/2016

Belezas Naturais: Bicho Preguiça



Tive a felicidade de fotografar esse bicho preguiça em 17 de novembro de 2015, ao fazer um passeio turístico por ilhas do Rio Negro, próximo a Manaus (é um passeio oferecido pelas agências de turismo da capital amazonense; recomendo). 

Foi de fato uma feliz coincidência a preguiça estar em solo na hora em que nosso barco aportou nesta ilha, já que ela passa a maior parte do tempo sobre as copas das árvores, descendo delas apenas um dia por semana para, digamos, "ir ao banheiro". 

A preguiça é um animal extremamente dócil, algumas crianças moradoras da ilha brincavam com filhotes, inclusive oferecendo-os para serem segurados por pessoas que estavam no mesmo passeio que eu.


28/07/2016

Meu primeiro quase site

Recentemente, postei no LinkedIn um artigo detalhando minha trajetória como autor de blogs. Outro dia, pensando sobre o assunto, me ocorreu que jamais contei por escrito a história do site que eu planejei ainda nos anos 90 (uau! rs) mas que não saiu do papel. Foi, por assim dizer, meu primeiro quase-site. E, sim, ele tem tudo a ver com fotografia. 

Ali por 1999, a internet no Brasil já tinha 3 anos e eu contava com quase uma década como fotógrafo (iniciara oito anos antes em Bento Gonçalves-RS, como já contei aqui). Desde 1994 morando em Porto Alegre, acumulava já um belo e numeroso acervo retratando recantos históricos e naturais da capital gaúcha. Paralelamente, também vinha atuando como cartunista, recebendo até alguns menções honrosas em salões realizados na Região Metropolitana da capital, e cheguei a pensar em criar cartões, ou melhor, cartuns postais, porém esbarrei no alto custo que teria com gráficas e também com a questão de como gerenciar os contatos com as livrarias (na época, o contato seria basicamente presencial, o que ficava difícil para quem, como eu, trabalhava em horário comercial). De modo que, se não funcionava para os cartuns, a opção 'postais' também não iria funcionar para as fotos.





Enfim, me pareceu interessante aproveitar a internet para ganhar algum dinheiro com minhas fotos. E internet em 1999 era sinônimo de site. Já havia blogs brasileiros, mas o novo formato só foi se popularizar quatro anos mais tarde. Se eu já soubesse da possibilidade de ter um blog em '99, essa história poderia ser diferente ;)

Na época eu não entendia nada de HTML (só fui estudar a linguagem quando assumi a edição do meu primeiro site, o Brasileirinho, no começo de 2003) - aliás, pouco entendia de internet, pois só vim a acessar regularmente a rede (ainda assim, em conexão discada), quando ganhei um PC de minha mãe em 2000, já visando a realização do meu TCC (trabalho de conclusão de curso, que na época chamávamos mesmo monografia) no ano seguinte. Mesmo assim, lia nas revistas que havia fotógrafos faturando através da internet com seu trabalhos e resolvi ao menos me informar a respeito. 

Então um belo dia estava eu num escritório de design (ainda não se falava webdesign) em Porto Alegre (creio que indicado por algum colega da Faculdade de Comunicação) para tratar do meu talvez-futuro-site. Mesmo sem ter entrado em nenhum site na vida até então, me aventurei a levar um esboço de como eu pensara a navegação da página (ousado! risos) - a bem da verdade, há uma certa lógica meio inevitável na webnavegação, então não chegou a ser assiiim uma façanha, mas beleza, prossigamos. 

O escritório que visitei certamente tinha pessoal e recursos específicos para fazer sites, mas esta não era bem a praia deles. Isso porque antes da popularização da banda larga, havia um bom mercado para CD-Roms temáticos; o escritório que eu visitei era especializado em criar CDs para cursos (hoje eles estariam gravando videoaulas para o YouTube). De modo que, conforme a conversa com eles avançava, o futuro-site ia virando quase-site, por dois motivos. 

O primeiro: eles me informaram que não haveria como eu faturar com as fotos pela simples visita de internautas ao site; eu teria que criar algum mecanismo para efetuar alguma venda, ou de algum modo remeter o visitante a ações rentáveis offline. Ok, lição aprendida, veio o tiro de misericórdia com o segundo motivo: o escritório cobraria R$ 7.200,00 para criar o meu site. Vamos repetir: SETE MIL E DUZENTOS REAIS! :o

Para ter uma ideia do que isso representava em 1999, basta dizer que o salário mínimo em maio daquele ano passara a valer R$ 136,00. Ou seja, o meu futuro-site custaria a bagatela de quase 53 salários mínimos (praticamente quatro anos e meio de salário). Seria o mesmo que hoje alguém lhe cobrar R$ 46.640,00! Mesmo que eu dispusesse daqueles 7.200, a criação do site nesses termos não era recomendável, uma vez que eu não teria, ao menos não de imediato, um mecanismo que gerasse renda a partir do próprio site, muito menos em tal volume. Enfim, só me restava agradecer a atenção da galera do escritório e arquivar a ideia do site, e foi o que fiz. 

Meu trabalho posterior na internet, seja com sites, seja com blogs, foi quase sempre centrado na minha atuação como jornalista cultural; só recentemente passei a dar destaque a meu trabalho com a fotografia, primeiro em 2014 através dos blogs Som do Norte e As Tias do Marabaixo, e este ano com a criação deste blog que vos fala, que de certo modo retoma a ideia do quase-site de 1999. 

  • À falta de fotos minhas da época disponíveis no momento, ilustrei o post com minha homenagem ao Brique da Redenção, a grande feira popular dos domingos no Bom Fim, meu bairro natal. Destaco, à esquerda, um índio Kaingang vendendo cestos na calçada; e à direita, no leito da rua (que fica bloqueada para carros aos domingos) o artista popular Zé da Folha, que segundo eu soube mais tarde era natural de Bento Gonçalves. Ao fundo, o Colégio Militar com seu tradicional relógio. Para fazer cartuns como este, eu geralmente ia ao local e batia dezenas de fotos (3 a 5 filmes de 36 poses, naqueles tempos pré-foto digital) e depois ia esboçando os elementos que entrariam no desenho. 


27/07/2016

Curta: Você é África, Você é Linda



O curta destacado hoje aqui no blog é o meu mais recente trabalho no cinema e o primeiro de ficção. Filmado na Bahia, tem no elenco duas das alunas da primeira Oficina de Cinema Independente, realizada na cidade de Jequié: Selma de Oliveira (que aniversaria neste 27 de julho) e Elmira Trindade (que quem frequenta o blog já conhece - ela foi nossa segunda Modelo da Semana). 

O tema do filme é o chamado racismo capilar, ou seja, a discriminação racial dirigida contra alguém centrada nas características do cabelo desta pessoa; a presença de cachos ou o cabelo ser crespo são fatores que demonstram que a pessoa tem origem africana. De modo irracional, essas características, tão naturais como o olho puxado dos orientais, são tomadas por sinal de inferioridade pel@s adept@s da "ditadura do cabelo liso", que passou a ser considerado "padrão de beleza" de uns tempos para cá (saiba minha opinião sobre "padrões de beleza" neste texto). 

A narrativa do curta é simples (Elmira é uma jovem afrodescendente que quer deixar para trás um passado de insegurança em relação a seu cabelo e procura Selma, que lhe foi indicada como uma especialista em turbantes; enquanto mostra vários estilos de turbante, Selma vai incentivando a auto-estima de Elmira, que ao final se sente empoderada) e serve como um veículo para Selma apresentar suas ideias sobre o tema.

Rodado em Jequié em 12 de setembro de 2015, o curta foi lançado no YouTube em 16 de outubro e no blog Jornalismo Cultural no dia seguinte. Para gravar, usei a minifilmadora Sony HD Blogger e também a Nikon S3500; a edição foi feita no Windows Movie Maker. Quase todo o filme saiu do take filmado com a Sony (o segundo); do primeiro, aproveitei basicamente o trecho em que Selma puxa um fio de cabelo de Elmira e diz que os cachos representam a África, fala que acabou inspirando o título do curta. Devido à grande diferença de cor nos dois takes (repare na parede ao fundo), optei por não inscrever o filme em festivais. 



26/07/2016

Modelo da Semana: Kat Torres



A Modelo desta Semana é a estudante amapaense Kat Torres.

Fizemos o ensaio para a Campanha Vamos Sonhar Juntos na tarde de 7 de maio de 2016, em vários pontos de Macapá - bairro Laguinho, Curiaú e Parque do Forte. 

Nesta foto Kat está às margens de um açude na Área de Proteção Ambiental do Rio Curiaú, a cerca de 8 km ao norte da área urbana de Macapá. 

Era uma hora de sol bastante intenso, o que me levou a usar um filtro Darken ao editar a imagem no Fotor. A câmera usada foi a Nikon S3500. 


25/07/2016

Belezas Culturais: Brenda Melo reverencia Tia Chiquinha



Hoje é o Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha. Mulheres negras são protagonistas de boa parte de meu trabalho com foto & cinema - são figuras centrais em todos os meus seis curtas-metragens já lançados, e inúmeras fotos, inclusive dos recentes ensaios fotográficos da Campanha Vamos Sonhar Juntos, que venho publicando aqui. Estava então na dúvida de que foto poderia representar melhor esta data, justamente no dia da semana em que o blog destaca as Belezas Culturais. A dúvida foi eliminada quando constatei também que hoje é o aniversário da cantora Brenda Melo.(que também esteve aqui no post de estreia da seção).

Nascida em Brasília, ainda muito pequena Brenda foi morar com a família no Amapá e hoje encontra-se plenamente identificada com o estado e suas tradições. Em seu trabalho musical, sempre valoriza a pura expressão da musicalidade amapaense, em especial o Marabaixo e o Batuque. Foi muito próxima de Tia Chiquinha (1920-2015), uma d'As Tias do Marabaixo, a quem chamava carinhosamente de "vó".

Enfim, considerando tudo isso, vi que a foto a ser escolhida só poderia ser esta. Ela registra o momento em que Brenda reverencia Tia Chiquinha em pleno palco do Teatro das Bacabeiras (Macapá), na noite de 6 de setembro de 2014. A cantora lançou na ocasião seu CD Tática, cuja faixa de abertura é "Preces, Louvores e Batuques", de Cléverson Baía, com a participação especial do grupo Raízes do Bolão, fundado e mantido pela família de Tia Chiquinha. Para o show, Brenda renovou o convite ao grupo, que assim abriu com ela o espetáculo. Aos 94 anos, esta foi a última vez que Tia Chiquinha apresentou-se em um teatro. 

A foto, feita com a Nikon S3500, foi publicada já no dia seguinte ao show no Som do Norte, um dos apoiadores do show. Outras fotos, incluindo mais uma com Tia Chiquinha, foram incluídas no post com a resenha do show, publicada em 9 de setembro. Além de Brenda, Tia Chiquinha e dançadeiras do Raízes do Bolão, vemos na foto a professora e dançarina Piedade Videira (de turbante vermelho, atrás de Brenda) e, à esquerda, os músicos Fábio Mont'Alverne (bateria) e Taronga (baixo). À direita, Nena Silva (percussão) e Jeffrei Redig (teclado). Esta imagem fará parte do livro As Tias do Marabaixo, ainda em fase de produção.

O Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha é comemorado em 25 de julho desde 1992, sendo esta uma das decisões do 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, realizado em Santo Domingo, na República Dominicana; o Encontro também criou a Rede de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas. No Brasil, 25 de julho é também o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, instituído pela presidente Dilma Rousseff pela Lei 12.987. O site da Fundação Palmares informa que

Tereza de Benguela foi uma líder quilombola, viveu durante o século 18. Com a morte do companheiro, Tereza se tornou a rainha do quilombo, e, sob sua liderança, a comunidade negra e indígena resistiu à escravidão por duas décadas, sobrevivendo até 1770, quando o quilombo foi destruído pelas forças de Luiz Pinto de Souza Coutinho e a população (79 negros e 30 índios), morta ou aprisionada.


24/07/2016

A Semana nº 5

  • No domingo, 17, republiquei no LinkedIn o texto Todos podemos ser modelos, que foi postado originalmente aqui no mesmo dia. Lá, o artigo ganhou o título de A quem servem os padrões de beleza?, recebendo este belo comentário desta leitora de Campinas (SP) na sexta, 22:



  • Também no domingo, anunciei via mural do LinkedIn e Facebook deste blog que em breve abrirei espaço aqui para colegas mostrarem seu trabalho. Depois não toquei mais no assunto publicamente, o que não quer dizer que eu o tenha esquecido. De modo algum! Apenas pensei que, já que ainda estou em meio a uma viagem, o melhor será fazer isso após retornar a Macapá, em setembro. Aguardem! 

  • A semana também foi marcada por recordes de acesso ao blog. No domingo, foram 110 visitas. Na terça, 19, os acessos chegaram a 141. Até agora a maior marca foi registrada na quarta,  20, com 197! 



  • Na segunda, 18, republiquei no Digestivo Cultural meu texto A Imagem do Som. Este mês, publiquei lá dois textos, excepcionalmente (o primeiro foi o Eu blogo, tu blogas?), para compensar não ter postado nada em junho (nem sempre em meio a uma viagem a gente consegue cumprir todos os prazos, né, embora eu me esforce o máximo pra não deixar de atender nenhum compromisso que tenha assumido). Na quinta, 21, foi a vez de "A Imagem do Som" ser postada aqui, agora sendo possível ouvi/ver todos os clipes citados no texto. 

  • Já na terça, 19, uma surpresa boa trazida pelas Lembranças do Facebook. Um ano antes, eu fizera esse post que foi a origem da criação do primeiro espaço dedicado a meu trabalho como fotógrafo e cineasta - a página FabioGomes FotoCinema no Facebook. Claro que o blog d'As Tias do Marabaixo é anterior, mas evidentemente ele só abrange o material ligado ao projeto em si. Enfim, todas as pessoas que comentaram apoiaram a idéia, o que me levou a colocar a página no ar naquele dia mesmo. E, logicamente, a página foi precursora deste blog, que entrou no ar menos de um ano depois. 




  • Também nesta semana, anunciei oficialmente que irei a Nova Olímpia (MT), na segunda quinzena de agosto (devo chegar à cidade próximo ao dia 20/8) para realizar ensaios fotográficos. 


  • E ontem, sábado, 23, este blog completou um mês no ar. Até este momento que escrevo, estamos com 36 posts, num total de 1822 acessos (olhem só que número independente rs). Isso significa que, em média, cada post foi visto 58 vezes, e que temos 50 visitas/dia! Fico feliz em ver estes números subindo, e agradeço a todos vocês que me honram com o prestígio de sua visita. Para comemorar inaugurei uma prática que deverá marcar todo dia 23 por aqui: a publicação de um Ensaio - para a estreia, selecionei 10 das fotos que fiz em março com Janaína Rodriguês em Macapá. Ontem mesmo as fotos de Janaína ganharam vida no nosso canal do YouTube (que passou a se chamar, oficialmente, Fabio Gomes Foto & Cinema, unificando as denominações com o blog e a página do Facebook). 

  • Nesse primeiro mês, a imensa maioria dos nossos acessos (67%, ou 2 em cada 3) é do Brasil. Em seguida, vêm Estados Unidos (24%) e depois Portugal, Austrália, Eslováquia, França, Alemanha, Irlanda, Emirados Árabes Unidos e Suíça. Esses são os 10 países de onde mais recebemos visitas. Mas já houve um dia em que fui conferir as estatísticas geradas pelo Blogger e estávamos sendo acessados na China! :D 
  • A maioria dos visitantes nos acessa via Chrome (72%), usando como sistema operacional Windows (38%), Android (36%) e Macintosh (19%). Ou seja, é bem expressivo o acesso móvel, o que muito me alegra, pois esta já é a principal forma de navegação na web atualmente. 


Eu por Prsni Nascimento


Esta foto foi publicada por mim em dois locais do Facebook em 6 de junho de 2015. Na página do projeto As Tias do Marabaixo, intitulei-a "Dever cumprido" e coloquei o crédito de sua autora, Prsni Nascimento. Já no meu Facebook pessoal, onde a postei como capa, a foto foi acompanhada do seguinte texto:

A imagem flagra meu momento de descanso, quase ao final da maratona de projeção da série completa dos meus cinco curtas da série As Tias do Marabaixo, ontem, no Bar do Nêgo, durante o Projeto Vitrola Cultural - o som do vinil. O convite, que muito me honrou, partiu dos amigos Ronnie Santos e Patrícia Camile, grandes parceiros, com a dose necessária de idealismo e ousadia que caracteriza os inovadores na área cultural. 
A eles, e à Prsni, e a todos que nos prestigiaram ontem, meu muito obrigado!

Pois é, em 5 de junho do ano passado aconteceu no Bar do Nêgo, na segunda edição do Projeto Vitrola Cultural, a primeira exibição pública dos meus cinco primeiros curtas (veja todos no YouTube clicando aqui). Como de praxe em ocasiões como esta, convoquei minha amiga Prsni Nascimento (poeta, pianista, aluna do Instituto Federal do Amapá - e talvez a pessoa que mais tenha me fotografado na vida) para registrar minha participação e entreguei-lhe minha Nikon S3500. 

Na hora desse clique, cerca de 1h da madrugada (ou seja, já no dia 6), estava sendo exibido no telão do bar o curta Tia Zezé no Encontro dos Tambores; na imagem aparece também um dos DJs do projeto, Flavio Gutembergue. A referência a "maratona" no texto citado acima vem do fato de que a exibição dos curtas foi feita a intervalos (em média a cada 40 a 50 minutos, aproximadamente), intercalando com as outras atrações do projeto naquela noite. 

23/07/2016

Ensaio de julho: Janaína Rodriguês

Este blog entrou no ar há exatamente trinta dias, em 23 de junho. Pensei em como comemorar cada mês que o blog completar e me pareceu que a melhor maneira é todo dia 23 publicar aqui um Ensaio com 10 fotos. 

Para essa postagem de estreia, fiz uma seleção do ensaio realizado com Janaína Rodriguês no Parque do Forte, em Macapá, às margens do Rio Amazonas, em 12 de março de 2016. Foi um dos primeiros ensaios feitos para a Campanha Vamos Sonhar Juntos




Gosto muito do ensaio inteiro (corujice em grau máximo - risos), e foi difícil escolher apenas 10 das 40 fotos entregues à cliente. Uma das que mais me orgulham é esta:





Aqui tivemos uma incrível colaboração da Natureza. Vimos uma borboleta no gramado do parque. Janaína se aproximou gentilmente....


...estendeu o braço e A BORBOLETA POUSOU NELE! Isso é algo bem difícil de acontecer!!!!





Aqui eu tirei partido de algo que poderia, a princípio, "estragar" a foto:
o sol estar bem forte na minha direção. Pareceu-me válido deixar
o Astro Rei inundar com sua luz cenário e modelo.
Fiquei extremamente satisfeito com o resultado =)









Para ver as fotos no tamanho original, basta clicar sobre elas :)


  • Veja o ensaio em HD no YouTube:



22/07/2016

Belezas Naturais: Garça da Lagoa Jansen



Geralmente as garças que já fotografei ou ao menos vi eram, total ou parcialmente, brancas. Este não é o caso da ave que vemos na foto (que imagino ser uma garça, se eu estiver errado por favor alguém me corrija. Sou fotógrafo, não biólogo). 

Fiz a foto na tarde de 25 de maio de 2016 às margens da Lagoa da Jansen, em São Luís. A lagoa, que em alguns trechos fica a menos de 100m da praia da Ponta d'Areia (cheguei a fazer um vídeo mostrando a proximidade, qualquer hora posto aqui), é o principal atrativo do Parque Estadual da Lagoa da Jansen, criado em 1988. É importante assinalar que lagoa e parque estão inseridos em plena área urbana da capital maranhense, não muito distante do Centro Histórico da cidade. De modo que me surpreendeu não só a beleza vegetal (afinal, algo esperado para um parque), mas também a fauna observável mesmo nas horas de mais intensa movimentação - há uma trilha rodeando a lagoa, de pouco mais de 5km, onde a qualquer hora do dia você encontra gente caminhando ou correndo. 

O nome da lagoa homenageia a chamada Rainha do Maranhão, Ana Joaquina Jansen Pereira, também chamada Donana (1793-1869). descendente de nobres europeus, que foi proprietária de muitas terras no Maranhão e que deixou ao morrer uma fortuna hoje equivalente a 9 milhões de reais! A tal ligação entre a lagoa e a praia na altura da Ponta d'Areia é feita pela Avenida Ana Jansen, que apesar de se chamar "avenida" é pouco extensa, indo da Av. dos Holandeses até a Av. Colares Moreira. 

Para a foto usei a então novíssima Nikon L330, sem flash para não assustar a ave, e a imagem está sem qualquer edição ou retoque (precisava?)

Publiquei esta imagem nas minhas redes sociais no domingo, 17, acompanhada da seguinte frase:
Com todo o respeito aos mestres da pintura que se dedicaram a pintar naturezas-mortas, eu prefiro é fotografar a natureza VIVA! 

21/07/2016

A Imagem do Som

Lívia Mendes em cena do clipe “Filme Europeu”



Num texto que escrevi em abril, intitulado "Etapas em Combustão”, falei dos artistas que se permitem traçar o rumo das próprias carreiras, sem se importar com uma suposta lista de passos a seguir, ou de etapas que não poderiam ser queimadas. O texto de hoje é sobre um desdobramento específico deste tema: o lançamento de clipes.

Até o advento do YouTube, em 1997, lançar um clipe significava rodar um material, quase sempre em película, e batalhar por um lugar ao sol na programação da TV aberta ou de emissoras específicas de TV a cabo como a MTV; tanto investimento em geral só era justificado quando o artista estivesse com CD novo no mercado. O surgimento do site, aliado a fatores como a expansão da internet banda larga no país e a crescente digitalização de câmeras e ilhas de edição, acabou por virar esse jogo.




Hoje é acessível a bandas de todo o Brasil rodar e editar seus clipes em equipamento digital e divulgarem através da internet, independente de estar ou não lançando CD ou EP simultaneamente. Foi isto que fez a cantora paraense Joelma Klaudia, por exemplo: em abril de 2013, publicou no YouTube seu clipe para “Povo Daqui” (Edir Gaya – Cacá Farias), que não constava de seu CD Dias Assim, de 2009. Outra paraense, Lívia Mendes, divulgou o clipe de “Filme Europeu” em novembro de 2015, seis meses antes do lançamento oficial da canção no EP Lívia Mendes.





O formato não chega a ser tão importante; o clipe pode ter imagens externas, pode ser um trecho de um show ou pode se centrar na banda em estúdio - seja se dublando, seja tocando mesmo ao vivo (como é o caso de “Sem Mentiras”, do EP de mesmo nome que a Veludo Branco gravou no estilo ao-vivo-no-estúdio em abril de 2012; o EP saiu em julho e o clipe foi lançado no mês seguinte).




Ou se a opção é criar na prática um curta-metragem que por vezes extrapole a duração da própria música (caso dos clássicos “Thriller”, de Michael Jackson, que inaugurou esta tendência em 1983, ou “Telephone”, que reuniu a incrível dupla Lady Gaga e Beyoncé em 2010, e mereceu um programa inteiro de lançamento, com meia hora de duração, na MTV). Veja os dois clássicos ao final do post. 

O importante mesmo é perceber que, nesta era cada vez mais visual em que vivemos, um clipe não pode mais ser considerado um luxo, e sim encarado como artigo de primeira necessidade. Um clipe é uma ferramenta poderosa e indispensável para artistas em qualquer etapa da carreira. No caso de bandas independentes, então, que geralmente têm uma dificuldade maior para gravar CDs, ter um clipe bem produzido na rede pode ser o diferencial que irá alavancar uma carreira de sucesso.

* Publicado originalmente no Roraima Rock'n'Roll







20/07/2016

Vídeo: doc VELUDO BRANCO - Shows no Sul do Brasil (parte1)



Ao postar, em 29 de junho, o vídeo que fiz do roqueiro Ben Charles, de Boa Vista, comentei que anteriormente eu havia filmado shows da banda Veludo Branco, também de Roraima, ficando a edição e o lançamento do material a cargo da própria banda. Hoje, dia em que a banda completa 10 anos de atividade na cena independente nacional, vamos detalhar essa história.

Acompanho o trabalho da Veludo Branco desde agosto de 2009, o mês de lançamento do meu blog Som do Norte. A banda estava na programação do Festival Casarão, de Porto Velho, que aconteceu no começo de setembro (e foi o primeiro evento em que fiz uma 'cobertura à distância', direto de Porto Alegre mesmo rs). Desde então sempre trocava uma ideia com Victor Matheus, vocalista-guitarrista-compositor da banda, via MSNs e Orkuts da vida, e um belo dia ele me informou que a banda iria começar a turnê de lançamento do CD Veludo Branco Rock'n'Roll em Porto Alegre. Sim! Foi uma raríssima oportunidade para o público gaúcho conferir o rock independente da Amazônia.

Bueno, então na noite de 17 de março de 2010 estava eu no famoso bar Dr. Jekyll, na Cidade Baixa, junto ao Largo Zumbi dos Palmares, para conferir a participação da Veludo na festa Las Quartas Locas del Dr. Jekyll. De banda de abertura a Veludo foi promovida a atração principal da noite, fazendo uma performance que ensandeceu a galera que lotava o bar. Minha resenha do show foi publicada no Som do Norte já no dia seguinte. Ao final do texto, eu assim expliquei a ausência de imagens da apresentação: 

O show da Veludo foi filmado na íntegra, na câmera da banda, por um cinegrafista completamente amador: eu! (Simmm!) De todo modo, agora o trio tá na estrada, só voltando a Boa Vista é que vai poder avaliar o resultado desta aventura total e absoluta. Torçamos!

A primeira vez que filmei guarda algumas semelhanças com o que já contei aqui sobre como comecei a fotografar. Pouco antes do show começar, Matheus me mostrou a câmera da banda, explicou como funcionava e pediu pra eu filmar o show. Nessas horas você em geral fica um pouco receoso, né, afinal se não desse certo a banda ficaria sem imagem alguma do show (por isso usei na resenha o termo aventura). 

Enfim...de Porto Alegre a Veludo foi a Santa Maria e de lá iria a Pelotas, mas essa gig acabou furando e eles seguiram direto pra Boa Vista. Lá, o material filmado na viagem (tanto pela própria banda quanto por mim) foi editado, originando dois vídeos (um referente a Porto Alegre, outro a Santa Maria). Ambos foram publicados no canal do então baixista do grupo, Mirocem Beltrão, no YouTube em 9 de junho de 2010, e posteriormente incluídos na página de vídeos do blog da Veludo

O detalhe curioso dessa história é que na época eu não soube da publicação! Em julho de 2010, já morando em Belém, reencontrei a galera da Veludo em Macapá (ambos estávamos na programação do Festival Quebramar, eles na segunda noite de shows, eu num debate sobre Jornalismo Cultural e a cena independente brasileira com Carlos Eduardo Miranda, Alex Antunes e Karen Pimenta, mediado por Jenifer Nunes). Mais uma vez, fui escalado como cinegrafista da banda; parte do que filmei foi incluído no doc que a Veludo fez sobre o festival. Esse foi lançado ainda em julho e eu o assisti em seguida, chegando a postá-lo no Som do Norte. Mas do tal material filmado em Porto Alegre ninguém falou; como eles não tocaram no assunto, imaginei que não tinha prestado e fiquei na minha. 

Sabem quando é que fui ver o show filmado há 6 anos e 4 meses? HOJE! SIMMMM! Ainda na madruga, apareceu nas minhas Lembranças do Facebook o link dessa reportagem de Raísa Carvalho publicada há um ano falando do 9º aniversário da banda, e ao compartilhá-lo eu comentei algo sobre o tal show na capital gaúcha. Decidi procurar e o descobri na página de vídeos do blog da Veludo!!!

Não querendo ser imodesto, devo dizer que ver enfim o material me surpreendeu, não parece algo filmado por alguém que não tinha a menor ideia do que estava fazendo (risos). O enquadramento está bom, os poucos zooms são suaves, enfim, acho que passei no teste! 





19/07/2016

Modelo da Semana: Jéssica Thaís



Destacamos esta semana a atriz amapaense Jéssica Thaís. Fizemos seu ensaio - o primeiro da Campanha Vamos Sonhar Juntos - em 9 de março de 2016, na Praça da Bandeira, em Macapá. A praça havia sido reinaugurada em 4 de fevereiro, dia do aniversário da cidade. 

A própria modelo escolheu o local, que por coincidência eu havia fotografado alguns dias antes, já que ainda não tinha registros da praça após a reforma. 

A foto que vemos foi escolhida por Jéssica para estampar a camiseta que era o brinde-padrão da campanha. A imagem foi feita com a Nikon S3500 e editada no Fotor. 


18/07/2016

Belezas Culturais: Arrastão do Pavulagem 2015



Surgido em 1987, o grupo paraense Arraial do Pavulagem de imediato começou a organizar apresentações na Praça da República (Belém), no intuito de divulgar e valorizar a música de raiz da Amazônia. O trabalho do Arraial logo evoluiu para a realização de vários cortejos anuais e a criação de um Instituto que leva o nome do grupo. Atualmente, esses cortejos reúnem cerca de 15 a 20 mil pessoas. 

Dos vários cortejos anuais, considero que o maior é o do ciclo junino, cuja comemoração no Norte é tão intensa quanto no Nordeste. Ao longo de quatro domingos consecutivos, o Arraial promove o Arrastão do Pavulagem, que sai da escadinha da Estação das Docas, às margens da Baía do Guajará, e percorre a Av. Presidente Vargas, no centro de Belém, até a Praça da República, onde a festa culmina numa grande festa onde tocam vários convidados, ficando o encerramento, logicamente, a cargo do próprio Arraial.

Recém-chegado a Belém, em junho de 2010, participei de um dos cortejos juninos, carregando um boizinho, miniatura do Boi Pavulagem.

As fotos do post são do último cortejo junino de 2015, realizado em 5 de julho. Dessa vez, optei por esperar na praça a chegada dos brincantes. Na foto de abertura podemos ver a multidão que tomou a praça da República, muitos usando o tradicional chapéu com fitas coloridas, assim como os músicos - vemos à direita, tocando violão e cantando, Júnior Soares, um dos fundadores do Arraial. 

Logo abaixo, um momento em que o Boi Pavulagem esteve no palco (também na imagem, de camisa amarela, Ronaldo Silva, outro dos fundadores do Arraial) ...




... e encerrando o post um ponto de venda dos chapéus tradicionais, sobre a grama da praça, a poucos metros do palco armado ao lado do Teatro Experimental Waldemar Henrique.





17/07/2016

A Semana nº 4

  • Na terça, 12, fomos destaque na seção "Blogs" do site Fernanda Pompeu Digital (print abaixo, link aqui). Fernanda Pompeu é carioca, escritora e blogueira, e recentemente lançou este site para reunir sua produção publicada em vários meios ao longo da carreira (recomendo esse belo texto sobre Pablo Neruda) e também para publicar os saidinhos do forno, escritos na última meia hora. A publicação foi uma bela surpresa, que volto a agradecer. 






  • Na quarta, 13, o post Vídeos: Café com Tapioca entrevista Camila Barbalho passou a ser o mais visto desde que o blog é blog. Até agora, já são 108 visualizações (em apenas 11 dias). O mais legal é que essa marca foi alcançada no dia consagrado internacionalmente ao rock, e também o dia em que a banda B3, liderada por Camila, completou treze anos de atuação! Rockkkkk 
\m/

  • Na sexta, 15, informei via nossa página no Facebook (curta agora) minha próxima viagem, ao Mato Grosso. Na primeira quinzena estarei cobrindo um evento; dali em diante tenho disponibilidade para agendamento de ensaios. Reproduzo o texto publicado no 'Face':

Na segunda quinzena de agosto, estarei em Cuiabá. 
Aceito encomendas de ensaios fotográficos na capital 
e cidades próximas (Nova Olímpia, Nortelândia, 
Tangará da Serra etc). 
Valores a combinar. 
Veja aqui como entrar em Contato


Agende-se!


  • E ontem, sábado, 16, o blog atingiu a marca de 1.000 visitas, em apenas 23 dias no ar (mantendo a média de 43 acessos/dia que registramos desde o lançamento. Abaixo, o registro do recorde. 



Todos podemos ser modelos

Algo me acontece muito seguido. Devido a meu hábito de chamar de modelo quem já fez ensaio fotográfico comigo, ou já manifestou a intenção de fazê-lo (ou mesmo recebeu convite meu para tanto), volta e meia recebo a seguinte resposta:

- Imagina, eu nem tenho tamanho para ser modelo, não me encaixo nos padrões!

Na mais recente vez que isso aconteceu, há duas semanas, respondi o seguinte (e veio daí a ideia de escrever este artigo aqui no blog):




Evidente que sei existirem várias outras acepções da palavra "modelo". O conceito que expus acima condiz com o segundo listado pelo Dicionário Online de Português...



... mas percebo que quase sempre as pessoas pensam no quarto significado (pessoa que desfila com roupas a serem exibidas à clientela de casa de modas). Aliás, algo que me intriga é que se perdeu, ao longo dos anos, a distinção que havia até, pelo menos, os anos 1980, entre manequim (que seria a pessoa que desfilaria para a casa de modas) e modelo (pessoa que posaria para fotos). Em algum momento, passou-se a usar a palavra modelo para as duas atividades, e creio que vem um pouco daí a inspiração para as respostas que ouço.

Felizmente, para minha alegria, depois de ouvir meus argumentos, a maioria das pessoas acaba concordando comigo de que os padrões de beleza impostos pela sociedade beiram o irreal. Chegamos ao extremo de considerar doenças coisas tão naturais como estrias e celulite (convido vocês a assistir o vídeo do Nerdologia explicando que celulite não tem tratamento nem cura, pois não é uma doença! Sim! - ou, no caso, Não! risos). 

Se atributos como altura elevada, por exemplo, fossem de fato fundamentais para se ter sucesso como modelo, nossa primeira Modelo da Semana, Suelen Leão, não poderia atuar na área, pois ela tem pouco mais de 1,60m. Aqui a vemos com a camiseta do Som do Norte, em foto que fizemos na Praça Floriano Peixoto (Macapá), em 18.10.14.

Não deixe jamais que alguém, baseado em critérios irreais, acabe com sua auto-estima! 









16/07/2016

Coisas do Mundo: Belém



Hoje compartilho com vocês dois raros registros que fiz de uma tradição da religiosidade popular em Belém - o costume dos fiéis que fazem promessas (também chamados promesseiros) de amarrarem fitas na grade da Basílica Santuário de Nazaré, simbolizando as graças que esperam alcançar rezando para a Santa. 

As duas fotos são uma visão da grade lateral, junto à parede direita da Basílica (cujo pórtico aparece destacado na imagem acima). Publiquei as duas em meu Facebook pessoal em 1 de dezembro de 2013. Na época eu morava no bairro Reduto, porém já residira no bairro Nazaré entre 2010 e 2012 (inclusive, no último ano, a meia quadra da praça do CAN, em frente à qual está situada a Basílica).

A tradição manda que as fitas não sejam removidas, devem se soltar da grade pela ação da natureza, e quando isso acontecer as três graças pedidas serão alcançadas. Mas a Cúria tem - ou tinha ao menos, naquela época - a norma de remover as fitas periodicamente. 
















Reencontrei essa tradição muito forte na Bahia, onde as pessoas não amarram suas fitas apenas nas grades das igrejas. É comum encontrar fitas amarradas assim em quaisquer grades, sejam de residências, de lojas, de hotéis....


15/07/2016

Belezas Naturais: Cânions do Rio São Francisco


Anteontem fiz um dos passeios turísticos mais maravilhosos da minha vida. Fui conhecer a região dos Cânions do Rio São Francisco, na divisa dos estados de Alagoas e Sergipe, e muito próximo da divisa com a Bahia (passamos a 40km de distância do território baiano). 

Saindo de Maceió em torno de 5h da manhã numa van da agência de turismo (há diversas em Alagoas e Sergipe promovendo o passeio), após uma parada para o café da manhã, você chega em torno das 9h à cidade de Piranhas, Alagoas, onde conhece o Museu do Sertão, com uma sala dedicada à história do Cangaço. Dali, você já entra no território de Sergipe, seguindo o passeio a partir de Canindé do São Francisco. Pega-se às 10h30 então o barco (de grande porte, para 250 pessoas) que vai navegar quase 3h pelo leito do São Francisco, na altura do lago da hidrelétrica de Xingó, inaugurada em 1994. Concluído o passeio, almoça-se e retorna-se a Maceió, com chegada no começo da noite. 

O ponto alto das 3h de navegação pelo rio, para mim, é um passeio adicional, pago à parte, onde grupos de 10 pessoas seguem de bote para o que os guias chamam 'a gruta' e que é simplesmente você passar no meio de duas formações de escarpas (também chamadas 'falésias'), bastante próximas, como vemos na foto. Em certos trechos, o bote passa sob as escarpas e é preciso cuidar para não bater a cabeça (!). Estas formações rochosas foram esculpidas pela própria natureza, em especial pela ação da chuva e do próprio rio, ao longo de milhares de anos. 

Quinto maior rio brasileiro, o São Francisco banha cinco estados brasileiros (Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe), tendo uma extensão de 2.830km, sendo em sua maior parte navegável. Seu cânion é considerado o quinto maior do mundo.

Para a foto, usei a Nikon L330, e a única edição foi um ajuste automático no Fotor, que basicamente apenas tornou a imagem um pouco mais clara (o que eu chamo de correção de luz). 


14/07/2016

Minha mãe e eu


Hoje, 14 de julho, minha mãe, Glaci Oliveira, completaria 69 anos, se não houvesse deixado este mundo há quatro anos e meio. 

Ouço muita gente comentar de como precisou abrir mão de seus sonhos para agradar pai & mãe, ou de como a família, de algum modo, buscou direcionar suas escolhas pessoais ou profissionais. Comigo isto nunca aconteceu; minha mãe sempre respeitou e apoiou minhas decisões, em especial as duas maiores mudanças que fiz enquanto ela ainda estava entre nós - a saber, sair do serviço público (2003) e ir morar em Belém (2010). Por respeitar e apoiar não quero dizer adesão automática, mas conversamos muito sobre os assuntos e ao final ela compreendeu minhas razões e nunca me questionou. 

Além de ter sido uma das personagens de minha primeira foto, minha mãe me presenteou com minha segunda câmera, uma Canon semi-automática (a primeira foi uma Zenit, que comprei do meu primeiro professor de Fotografia, Sérgio Zanchetti, de Bento Gonçalves-RS, que representava a Fuji na cidade, e também já falecido). Já meu trabalho com Cinema ela não chegou a presenciar, já que inciei essa atividade há apenas dois anos. Porém é de um relato dela que sei que isto já era um desejo meu muito antigo. Há talvez uns 15 anos, comentei com ela minha intenção de inscrever um projeto de pesquisa em um edital, trabalho este que teria como um de seus desdobramentos previstos a realização de um filme, e em sua resposta minha mãe relatou que, muito pequeno ainda, comentara com ela alguma vez a ideia de trabalhar com Cinema e ela pensara (mas acertadamente, não dissera isso para alguém ainda tão jovem): Poxa, Cinema é legal mas é tão caro, como é que vamos fazer? (Felizmente o mundo mudou e hoje na Oficina de Cinema Independente demonstro como é possível realizar, editar e lançar um filme a custos muito baixos). 

Desconheço o autor da foto (se descobrir o creditarei aqui), feita em Porto Alegre talvez ainda em 1971. Nasci nesse ano, em agosto, auge do inverno gaúcho. Minha mãe está de manga comprida, embora a blusa pareça leve, então talvez já estivéssemos na primavera - a partir de novembro, já pode fazer bastante calor na capital gaúcha. Então deixo pra quem entende de tamanho de bebês responder se eu poderia ter um ou dois meses na foto do post. 

Não foi a primeira foto em que apareci, mas foi meu primeiro ensaio (risos). Encontrei várias fotos parecidas no mais antigo álbum da família; localizei também um quadro que foi feito com uma das fotos desse ensaio. Escolhi esta especificamente porque é a única em que, em vez de olhar para minha mãe ou fitar o nada, percebe-se que notei haver mais alguém no recinto e pareço estar perguntando: Mãe, por que esse moço tá segurando essa coisa na frente do rosto dele?? Teria eu então tomado consciência da Fotografia!
:) 



13/07/2016

Vídeo: Karol Diva - Mal de Amor

O vídeo desta quarta traz um clássico da canção amapaense, o Marabaixo "Mal de Amor", de Val Milhomem e Joãozinho Gomes. Lançado por Emilia Monteiro em 1998, desde então a composição teve inúmeras versões; em 2013, o site Embrulhador apontou a gravação de Patrícia Bastos no CD Zulusa como a Melhor Música Brasileira daquele ano. Há algum tempo, alguém me perguntou quais são as músicas que todo amapaense sabe cantar e a primeira que mencionei foi justamente "Mal de Amor".  

A interpretação que vemos aqui é da cantora amapaense Karol Diva, em show no Projeto Botequim do SESC Centro (Macapá), na noite de 21 de outubro de 2014. O vídeo foi postado no dia seguinte no YouTube e publicado no Som do Norte, junto com a resenha e fotos do show, no dia 23. 





Fotos e vídeo foram feitos com a Canon Rebel. A imagem está meio granulada porque a iluminação do SESC normalmente, fora projetos específicos como o Amazônia das Artes ou Aldeia dos Povos, era bem simples, quase sempre uma luz branca, nem sempre direcionada para onde ficava o/a artista principal da noite. E o espaço para dançar era exatamente em frente ao palco, então quando você estava em pé ora precisava desviar de quem dançava, ora precisava evitar ficar na frente do público que estava nas mesas - o que explica os movimentos por vezes meio bruscos de câmera. 


12/07/2016

Modelo da Semana: Leandrah Britto



A Modelo da Semana é a atriz e produtora cultural Leandrah Britto, 19 anos, de Santana, Amapá. Leandrah integra o grupo Zimba. Fizemos as fotos na tarde de 16 de março de 2016 em Macapá, no Parque do Forte. 

Do ensaio, que faz parte da campanha Vamos Sonhar Juntos, escolhi esta foto onde Leandrah está na ruína do revelim da Fortaleza de São José, construção erguida às margens do Rio Amazonas entre 1765 e 1782.

Usei a Nikon S3500 e apliquei um filtro sépia ao editar no Fotor. 

11/07/2016

Belezas Culturais: Alcântara



Uma vista da Praça da Matriz de Alcântara, Maranhão, a partir da sacada da Prefeitura. Dominando a foto, veêm-se as ruínas da Igreja de São Matias. À sua esquerda, em primeiro plano a parte de cima de um antigo poste de iluminação, em segundo plano o Pelourinho da cidade (considerado o único original que ainda pode ser visto no Brasil) e em terceiro plano, a bandeira do Divino Espírito Santo. Usei a nova Nikon L330. 

Estive na cidade em 8 de junho de 2016; a Festa do Divino já havia terminado, mas segundo o guia que contratei é normal que a bandeira fique na praça por algumas semanas após os festejos. O Pelourinho foi instalado em 1648; há quem diga que teria servido apenas como símbolo da autoridade portuguesa sobre a cidade, sem nunca ter sido empregado como local de açoite de escravos que haviam fugido e novamente capturados (o açoite público servia como desestímulo para novas fugas). 

Já a igreja teria sido inaugurada em 1622 e sido por muito tempo a matriz da cidade, até ser atingida por um raio em 1875, o que condenou boa parte da estrutura. O guia me contou que, temendo que o que restara da igreja desabasse sobre sua casa, o morador do imóvel azul clarinho que se vê ao fundo da foto teria derrubado a maior parte do que sobrara de pé, dando às ruínas o aspecto atual. Segundo o guia, quem cometeu este gesto foi o poeta Sousândrade (1833-1902). Não me pareceu uma atitude compatível com um poeta. Na biografia do poeta na Wikipedia, não consta nenhuma referência a ele ter morado em Alcântara. Há, sim, uma citação à cidade no começo do poema "Da Harpa XLV", de 1859:
Eu careço de amar, viver careço
Nos montes do Brasil, no Maranhão,
Dormir aos berros da arenosa praia
Da ruinosa Alcântara, evocando
Amor … Pericuman! … morrer … meu Deus!
Quero fugir d’Europa, nem meus ossos
Descansar em Paris, não quero, não!

Há quem diga também que o poeta nasceu em Alcântara, embora na maioria das biografias conste a cidade maranhense de Guimarães como sua terra natal. Carlos Torres-Marchal, um especialista na obra de Sousândrade, que é citado no blog Literatura Limite, de Raimundo Nonato Fontenelle, menciona que ele poderia ter morado em Alcântara na juventude, embora sem dar certeza, porém (neste caso, a derrubada da igreja seria lenda, pois em 1875 o poeta já contaria 42 anos). Torres-Marchal também relata a existência de muitos contemporâneos do poeta que tinham nome civil idêntico (Joaquim de Sousa Andrade) ou ao menos muito parecido. Um deles seria 
Joaquim de Souza (...) um potentado maranhense, cujo sobrado em Alcântara, situava-se próximo ao dos Andrades, antepassados do poeta. 

Porém a casa azul ao fundo da foto visivelmente não é um sobrado, pois tem só um piso, e não dois, como os sobrados. Enfim, o mistério continua!


10/07/2016

A Semana nº 3

Na segunda, 4, entrou no ar o texto de julho da minha coluna no Digestivo Cultural. Intitulado Eu blogo, tu blogas?, o texto, a propósito do lançamento deste blog, promove uma revisão na minha carreira de blogueiro, iniciada num breve experimento em 2003 e mantida de forma ininterrupta desde 2009, com mais de 10 blogs lançados. Uma curiosidade: como o texto foi escrito de fato no dia 24 de junho, junto a ele ainda aparece o primeiro logotipo que este blog usou, antes da revisão contada em A Semana nº 2

  • Outra curiosidade: na terça, 5, publiquei nova versão do texto no LinkedIn, com o título de Os blogs poderão voltar a ser mais relevantes que as redes sociais?, este já ilustrado com o logotipo atual deste blog. Qual o motivo de revisar e republicar o texto tão de imediato? Fiz isto porque, como dias antes o Facebook anunciara uma nova mudança em seu feed de notícias, vários analistas começaram a falar nos blogs como alternativa para pessoas e empresas publicarem e compartilharem conteúdo. O que aliás eu já recomendo desde 2012 (leia artigo que publiquei em 5 de agosto daquele ano no Roraima Rock'n'RollO FACEBOOK NÃO PODE SER SEU ÚNICO CANAL DE COMUNICAÇÃO PROFISSIONAL). 

Também na segunda, o blog atingiu a marca de 500 acessos, em apenas 11 dias no ar (média de 45/dia). Nesse momento, o total já chega a 734 (a média diária caiu um pouco, para 43, mas mesmo assim uma média semelhante ao de outro blog meu, o Jornalismo Cultural, no ar desde 2011).

O momento do 500º acesso


Já na quarta, 6, dia em que comemorei 25 anos como jornalista cultural, tive a alegria de ver o projeto As Tias do Marabaixo destacado pela artista plástica, roteirista e cineasta independente Fátima Seehagen. Veja a publicação que ela fez no Facebook. 



Fátima Seehagen está produzindo o longa de ficção Eudora, que acompanha a vida da personagem vivida por Iara Ungarelli, uma extraordinária executante da viola de gamba. A beleza, integridade e dedicação a seu ofício que são as marcas registradas de Eudora modificam para melhor a vida de todos que a cercam. A história se passa entre as décadas de 1970 e 90 e tem a participação especial de Fúlvio Stefanini como o padeiro Pai-Doce. O filme aborda questões como a sensibilidade artística, o comportamento dos jovens e temas como crenças, valores e emoções, sob a perspectiva de um olhar feminino. Saiba como apoiar o longa no blog do Eudora



Selfie nos Arcos da Lapa



Domingo sim, domingo não, tem Selfie aqui no blog (alternando com o Eu por...). Abrindo a série, esta imagem que fiz nos Arcos da Lapa, na primeira e até agora única vez em que estive nesse marco arquitetônico do Rio de Janeiro, inaugurado em 1723. Foi a obra de maior porte erguida no Brasil colonial, e consagrada nas canções de inúmeros músicos brasileiros, de Noel Rosa a Gilberto Gil.

Fiz esse sorridente registro em setembro de 2013, numa breve passagem pela Cidade Maravilhosa, onde fui participar de um evento. Usei um tablet Sony Xperia U, que ganhara num desses programas de pontos de uma operadora de telefonia (empresa esta que, quando o presente simplesmente parou de funcionar em menos de um ano, alegou não ter nada com aquilo, e inclusive cobrou o novo chip de tamanho normal que precisei ao comprar um celular novo, já que no tablet usava um microchip. Desconfie quando uma megacorporação lhe der um presente ;)



09/07/2016

Coisas do Mundo: Macapá



A foto de hoje destaca uma frase que foi pintada nos degraus de uma pequena escadaria que fica junto à orla do Rio Amazonas, no Centro de Macapá

Felizmente fiz este registro, publicando-o em meu Facebook pessoal em 15 de dezembro de 2014; hoje seria impossível, pois tempos mais tarde, em uma reforma feita pela prefeitura na orla, a frase foi coberta de tinta branca. :/ 

Gosto desta foto não só pelo registro dessa frase que a insensibilidade oficial cobriu, mas também por ter conseguido captar o momento exato em que o cabelo da garota de blusa preta ao fundo, na mesma linha da cerca branca, está praticamente na horizontal (remetendo à algo estranha expressão gaúcha deitar o cabelo, o equivalente ao carioca ralar o peito, ou ao comum no Brasil todo puxar o carro; enfim, ir embora).