21/10/2017

Coisas do Mundo: A manga no banco



Uma das Coisas mais inusitadas que já fotografei neste Mundo foi esta manga deixada por alguém em 31 de janeiro de 2014 dentro de um caixa automático do Bradesco que existia na época junto ao supermercado Líder da avenida Alcindo Cacela, em Belém. Na época, eu morava praticamente em frente ao mercado (parte da casa onde morei aparece refletida no vidro). 

No mesmo dia, postei a foto em meu Facebook pessoal, acompanhada desta legenda:

P: O que uma manga está fazendo no caixa do Bradesco?
R: Tá fazendo o extrato que o tomate pediu. 

Nessas horas, você lamenta não ter um cartão do Bradesco, pra poder abrir a porta do banco bancário e pegar a manga. 

19/10/2017

Pra frente é que se anda

Neste domingo, 15, eu estava - como de hábito - andando pela orla de Maceió e fazendo alguns registros com minha câmera Nikon S3500, até que, quando fui desligá-la, vi uma mensagem "Erro de lente", seguido de um ponto de exclamação em vermelho (!) e a partir dali o equipamento não mais funcionou. Eu não conseguia nem ligar a câmera, nem desligar. Lamentei, claro, cheguei a pesquisar assistências técnicas da empresa aqui na cidade pra mandar consertar na segunda, mas ainda no domingo descartei a ideia. Me dei conta de que mandar consertá-la simplesmente não fazia sentido.



Última foto da Nikon S3500:
grupo de capoeira encerra apresentação de maculelê
- Ponta Verde, 15.10.17, 17h17


Não que eu a usasse pouco. Ao contrário! Na atual temporada em Maceió, desde o final de junho, já fiz mais de 2 mil fotos, a imensa maioria com a Nikon S3500. A mesma coisa nos memoráveis três meses que passei na Bahia, em 2015, quando ela gerou cerca de 1.500 registros. Aliás, sem dúvida este é o aparelho que mais usei para fotografar nos últimos três anos.

Já não lembro a data exata em que eu havia comprado a Nikon S3500, mas com certeza foi em 2014. Recordo que ao fotografar a Festa de São Jorge no Formigueiro, em Macapá, em 23 de abril daquele ano, percebi que a Canon T3i Rebel chamava muito a atenção, fazendo-me sentir muito exposto em um evento noturno ao ar livre. Talvez eu tenha feito esta aquisição em agosto, após o show Zulusa da cantora Patrícia Bastos junto à Casa do Artesão, no dia 3, na qual usei a Canon. Quando fiz registros do show Tática, de Brenda Melo, em 6 de setembro, já foi com a Nikon.


Primeiro show registrado com a Nikon S3500:
Tática, de Brenda Melo - Macapá, 6.9.14


A partir dali, esta câmera compacta passou a ser minha companhia constante nas caminhadas no fim de tarde pela orla de Macapá. Servia também como equipamento reserva nas coberturas onde a Canon era ainda o equipamento titular.

Porém, em maio de 2015, de uma hora pra outra a Canon emperrou, passando então a Nikon a ser a titular. A usei, por exemplo, na cobertura do Ciclo do Marabaixo 2015 e em todas as fotos da Campanha de Valorização do Marabaixo. Foi com ela nessa condição de titular que embarquei para minha maior viagem até aqui - a dos 11.920 km pelo Brasil, incluindo a já citada temporada na Bahia. Quando estava em Salvador, ainda tentei mandar consertar a Canon, mas ela voltou da assistência quase tão ruim quanto havia chegado lá.

A Nikon ficou então sendo a titular - foi com ela que registrei o Encontro dos Tambores 2015 e todos os ensaios da Campanha Vamos Sonhar Juntos em Macapá e Belém, no começo de 2016 (e também alguns eventos do Ciclo do Marabaixo) - até o começo da viagem dos 10.049 km, quando então adquiri outra Nikon, a L330.

Desde maio de 2016, portanto, a L330 vem sendo usada principalmente para os ensaios pagos e fotos para projetos mais relevantes, voltando a S3500 para seu papel de instantâneos do dia-a-dia.

Não que ela não fosse boa. Ao contrário, senão não poderia ter sido minha titular durante praticamente um ano. Basta dizer que a partir de registros dela fiz esta imagem da Bahia exposta em Florianópolis (abaixo), a maior parte do material do curta Você é África, Você é Linda, e TODO o material do meu oitavo curta, Visitando os Tukano-Dessana, recentemente exibido num festival em São Gonçalo (RJ). Além de parte do material do vídeo Play - inclusive mesmo o material do vídeo que captei com a L330 foi adaptado para ficar com o visual dos registros da S3500 #ui #desculpa
Por estas e outras, já a chamei uma vez de "intrépida" num textão aqui do blog (este).

Pôr-do-sol na Bahia de Todos os Santos
- Salvador, ago/15


Se eu a usava tanto e ela era boa, então por que, como afirmei lááá no começo do texto, não fazia sentido mandar consertar a Nikon S3500? Pelos seguintes motivos:

Ela era boa, não ótima. À noite, aliás, já a partir do entardecer, já não captava bem. Era um equipamento para luz do dia, apenas.

O conserto custaria no mínimo o valor de um modelo igual, usado - encontrei vários no Mercado Livre em torno de R$ 250, mais do que paguei pelo próprio equipamento (R$ 200, lá por agosto/setembro de 2014).

A Nikon não fabrica mais a S3500; pelo que vi na minha pesquisa no domingo, foi substituída pela A100, que apresenta as mesmas características, inclusive não ser boa com fotos noturnas. Só que o valor da A100 já está muito próximo do que paguei pela Nikon L330 ano passado - só que esta veio para ser titular; não há porque gastar o mesmo com um equipamento reserva.

E quando cheguei neste ponto foi que me caiu a ficha: qual o sentido em comprar hoje uma câmera compacta? O valor que eu gastaria numa Nikon A100, por exemplo, com certeza será melhor empregado num smartphone, que, além de fazer fotos e filmar, já permite o envio direto para o Instagram e demais redes sociais. Este é o caminho a seguir. Pra frente é que se anda!


  • Em tempo: Só pra constar nos autos (risos): por volta do dia 10 de setembro, outro equipamento meu, a minifilmadora Sony HD Blogger, também parou de funcionar. Com ela filmei parte do curta Você é África, Você é Linda e todo o curta Tia Zezé no Encontro dos Tambores, ambos de 2015. Pelo visto, é tempo de renovação!

09/10/2017

Belezas Naturais: Quando a maré baixa....

... revela belezas que estão ali, bem na sua cara, mas que no dia-a-dia não conseguimos ver. Exemplo:

Foto de ontem de manhã


Essas formações rochosas na praia da Ponta Verde, em Maceió, geralmente ficam submersas e não as vemos.


A Semana nº 41



Desde a sexta, 6, meu curta
Tia Zezé no Encontro dos Tambores está participando da etapa de votação popular do 6º Festival de Vídeo Curta na UERJ, que neste ano tem como tema "Identidades". A votação popular vai até o dia 20; cinco dias depois, serão anunciados os finalistas do festival. Para votar no meu curta, clique aqui

07/10/2017

Coisas do Mundo: Em busca da pipa do amigo



Domingo, 10 de setembro, final da manhã. Caminhando pela praia da Ponta Verde, passei por um grupo de garotos que empinavam pipa na faixa da areia. Como eles corriam, e eu não, em dado momento passei a vê-los bem adiante de mim.

Ao chegar próximo à área de Maceió conhecida como Sete Coqueiros, porém, vi que algo detivera o avanço da garotada. A pipa de um deles ficou presa  no alto de um coqueiro. 

Sem demora outro garoto escalou o coqueiro, com agilidade impressionante, para resgatar a pipa do amigo. Soltou-a e em seguida iniciou a descida, naturalmente com mais cautela. Tudo isso em menos de um minuto!


05/10/2017

O que você quer celebrar?

Modelo Amanda Maria - Maceió, 7.9.17
(veja aqui o ensaio que fizemos)


Tem me acontecido com uma certa frequência: entrego meu cartão de visita e a pessoa que o recebe me pergunta se eu fotografo casamentos, ou comenta que seu filho irá fazer aniversário em janeiro, ou quer saber se eu faria as fotos de sua formatura. Ou seja, imediatamente relaciona fotografia com eventos.

Tudo bem, boa parte das fotos feitas diariamente no mundo são mesmo de eventos - para ficar só em um setor, as fotos de casamento têm até congressos específicos, é mesmo um mercado à parte. 

Se formos pensar, isso até faz (muito) sentido, afinal eventos têm a ver com comemorações - como os já citados aniversários, casamentos e formaturas, enfim, momentos que, creio que ninguém irá discordar, devem mesmo ser celebrados.

Mas por que esperar apenas momentos específicos para celebrar - e, por extensão, fotografar? Diariamente vivenciamos o milagre da vida. Mesmo que cientificamente seja muito provável haver vida em outros planetas, em outras galáxias, o fato é que até o momento habitamos o único planeta onde sabemos existir vida. A vida é um milagre que se repete diariamente. Por que não celebrar isto com mais frequência? 

Naturalmente cada pessoa terá sua maneira de celebrar - pode ser saindo com os amigos, pode ser fazendo a viagem dos sonhos (essas duas opções, aliás, costumam render ótimas fotos ;), pode ser da maneira que quiser, inclusive com a realização de um ensaio fotográfico.

Seja um ensaio apenas seu, seja com a pessoa que você ama, com sua mãe, ou seu pai, ou seus filhos, com quem, enfim, você queira figurar em belas imagens. Há quem faça ensaios para dar de presente - uma moça, por exemplo, chama um fotógrafo para produzir imagens que serão presenteadas ao namorado dela. E também há quem opte por presentear  com um ensaio a si mesmo, registrando (e celebrando!) seu atual momento de vida. 

E então? Vamos celebrar? 
=) 


  • Neste link, eu explico como é o meu trabalho com ensaios fotográficos (incluindo o valor). Em Maceió, você pode me contatar pelo fone 82-98164-4169. Para outras localidades, de qualquer parte do Brasil, peça orçamento pelo e-mail fgfotocinema@gmail.com


04/10/2017

Belezas Culturais: Heitor dos Prazeres

Neste dia 4 de outubro, no ano de 1966, falecia Heitor dos Prazeres, nascido em 1898. Sambista, pintor e poeta, Heitor foi parceiro de bambas como Noel Rosa e Herivelto Martins.

Fotografei um quadro seu, datado de 1964, ao visitar há quatro anos a Feira de Antiguidades do MASP, que funciona no vão livre no térreo do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, na avenida Paulista, aos domingos. Postei a foto em meu Facebook pessoal em 19.10.13, então possivelmente a foto tenha sida feita no domingo anterior, dia 13. 





02/10/2017

Belezas Culturais: Sereia de Mestre Zezinho



A orla da praia da Pajuçara, em Maceió, conta desde 29 de setembro com nova obra de arte pública. Trata-se da réplica em 6 metros de altura da escultura Sereia, do artesão Mestre Zezinho. O artista esteve presente na inauguração, que faz parte das comemorações dos 200 anos da criação da capitania de Alagoas por Dom João VI em 16 de setembro de 1817, em consequência da Revolução Pernambucana

José Cícero da Silva, o Mestre Zezinho, é natural de Arapiraca (AL) e vive atualmente em Campo Alegre. Hoje com 50 anos, sempre esculpiu, mas só aos 30 anos descobriu que poderia viver de sua arte. 


Sereia está no começo da avenida Antônio Gouveia, a poucos metros de outra escultura, a que homenageia o ator Paulo Gracindo (ao lado), instalada em julho. As fotos do post foram feitas no sábado, 30 de setembro. Na noite de 27, quarta, ao passar pelo local, acompanhei parte da montagem da obra; algumas pessoas já faziam selfie com a obra antes mesmo dela ser inaugurada oficialmente. 

  • Maceió já conta com outra escultura de sereia, criada em 1962 pelo escultor pernambucano Corbiniano Lins. A obra está sobre um rochedo, sobre a barreira de corais dentro do mar, na praia que desde a instalação da estátua passou a ser conhecida como Praia da Sereia. Desde então, a figura da sereia se incorporou ao imaginário popular sobre a cidade, inspirando ao cantor e compositor alagoano Carlos Moura a canção "Maceió, Minha Sereia", lançada por ele no LP Rosa de Sol (1982). 



29/09/2017

Coisas do Mundo: A charge escaneada de Noel Rosa

Em 2008, eu editava um site especializado em samba e choro chamado Brasileirinho (que ficou no ar entre 2002 e 2016), e tive a ideia de criar dentro dele um hotsite dedicado a Noel Rosa, cuja obra passava então ao domínio público. 

A imagem que escolhi para ser a capa do hotsite foi esta charge, uma autocaricatura que Noel fez já próximo ao final da vida. 

Como a imagem se encontra na página 2 da segunda edição (1977) do livro No Tempo de Noel Rosa, de Almirante, foi um pouco difícil escanear, resultando então nessa faixa mais clara à direita (a falha no 'e' da primeira linha é do próprio livro). Como se tratava, na ocasião, de um impresso de mais de 30 anos, o papel já estava levemente manchado (a mancha mais visível é a que está abaixo do cigarro, há outras no canto superior direito). E por algum motivo a imagem escaneada não ficou com o fundo branco, e sim levemente rosado. 

É evidente que, tendo Noel morrido em 1937, ao longo desses 80 anos esta imagem já deve ter sido reproduzida incontáveis vezes (nesta notícia de 2008, aparece uma outra versão da mesma charge). Mesmo assim, considero incrível constatar como essa charge que eu escaneei dentro da minha casa, em Porto Alegre, há 9 anos, ganhou o mundo. 

Você pode vê-la:

  • Na Galeria da página de Noel Rosa na Wikipedia em espanhol
  • E nesta matéria da revista Exame, de 2.12.13, onde achei a pista que esclarece por que justamente a imagem que eu escaneei ganhou o mundo. Mesmo que a Exame tenha publicado a imagem com recortes, é possível identificar a 'famosa' mancha abaixo do cigarro, e na legenda esta imagem tem por crédito "Creative Commons".

Fui então no site https://creativecommons.org/ e pesquisei "Noel Rosa charge". Vejam que o primeiro resultado da pesquisa....




.... tem como referência justamente a imagem que estava no site Brasileirinho, à qual, há exatos cinco anos (29.9.12), alguém resolveu atribuir uma licença Creative Commons, embora ela não seja necessária por se tratar de obra já entrada no domínio público. 

  • Desde a semana passada, estou republicando no blog Jornalismo Cultural o conteúdo que outrora esteve no hotsite do Brasileirinho, e naturalmente foi esta charge a escolhida para novamente ser a identidade visual da série. Acompanhe as postagens semanais por lá através da tag Sextas do Noel.




27/09/2017

Minha estréia no Cinema

No post nº 200 deste blog, comentei minha carreira como cineasta, que completava então dois anos, a contar do lançamento do curta Tia Zefa no Dia da Consciência Negra 2014, em 26.2.15  (daí o nome do post, Dois anos de Cinema). E cheguei a citar que meu primeiro projeto de filme inscrito em um edital data de 2005. O que não cheguei a comentar naquele texto é que bem antes disso eu já havia participado de algumas produções - seja dando depoimento para documentários musicais, seja como figurante em ficção. Sim!

Foi exatamente como figurante que apareci pela primeira vez numa produção cinematográfica. Trata-se do curta-metragem O Guarda-Linhas, de Liloye Boubli. Você pode assistir este filme no Vimeo


Marcelo Picchi e Gianfrancesco Guarnieri
em O Guarda-Linhas


O curta, com roteiro da própria Liloye em parceria com Geraldo Carneiro, é baseado no conto "El guardagujas", que integra o livro Confabulario, publicado em 1952 pelo escritor mexicano Juan José Arreola (1920-2001). Confabulario foi um dos títulos que deu a Arreola a fama de um dos mais importantes nomes do conto fantástico no México - o crítico americano Seymour Menton escreveu que, em contos como "El guardagujas", Arreola revelava estar "constantemente preocupado pelo verdadeiro sentido do mundo em que vive". 

As filmagens aconteceram em Bento Gonçalves e Garibaldi, duas cidades da Serra gaúcha, em abril de 1993. Na época, eu colaborava com a Rádio Viva, de Bento Gonçalves, produzindo o programa A Voz dos Distritos, um radiojornal que abordava temas da área rural do município. Como parte das filmagens do curta aconteceram justamente na área rural de Bento, convenci um dos diretores da rádio, Fernando Rachele, que também era o apresentador do programa, a fazermos uma edição especial sobre O Guarda-Linhas. Excepcionalmente, coube a mim o privilégio de, além de produzir, apresentar este programa, já que naquela semana Rachele não pôde gravá-lo. 

A produção do curta recebeu muito bem a ideia do programa para a rádio - fui autorizado pela própria Liloye, inclusive, a resumir o roteiro no programa, sem restrições quanto a revelar o final da história. Da equipe do filme, apenas o ator Marcelo Picchi não quis gravar entrevista pra rádio; além da diretora, entrevistei o produtor Carlos Del Pino - que apontou a relevância do cinema brasileiro, num momento em que o setor ainda se ressentia da extinção da Embrafilme durante o governo Collor de Mello; lembro que Del Pino comentou que "estamos com uma equipe de cinema inteira aqui, a Rede Globo não viria gravar uma novela em Bento Gonçalves". Conversei também com o ator Gianfrancesco Guarnieri (apenas um dos maiores nomes do teatro brasileiro em todos os tempos), que fez questão de citar meu nome em ao menos uma das respostas (quem já trabalhou em rádio no interior sabe da importância disto); meu contato com Guarnieri me provou, uma vez mais, o quanto são humildes os verdadeiramente grandes.

O Guarda-Linhas foi selecionado para o 26º Festival de Brasília (24 a 30.11.93) e teve três apresentações especiais em Bento Gonçalves nos dias 8, 9 e 10.4.94, no Cine Ipiranga (localizado aliás a poucos metros da estação ferroviária onde decorre boa parte da história). O Ipiranga estava desativado desde dezembro de 1992 e desde então abria apenas esporadicamente - em junho de 1993 chegou a exibir "dois filmes ecológicos", como mencionei na minha coluna do jornal Semanário de 9.4.94 onde noticiei a exibição do curta na cidade:

"O Guarda-Linhas

Este é o título do curta-metragem filmado no ano passado aqui em Bento Gonçalves e que está sendo apresentado no Cine Ipiranga neste final de semana. Com astros como Gianfrancesco Guarnieri e Marcelo Picci [sic], o filme foi rodado na Estação Ferroviária, Cidade Alta, no antigo roteiro turístico ferroviário para Jaboticaba, distrito de Tuiuty, e na propriedade da família Strapazzon e localidade de São Miguel, distrito de São Pedro. Os figurantes foram todos recrutados entre a população local (eu também apareço)."

(Lembro que uma amiga minha riu muito deste 'eu também apareço'... risos)

O convite para fazer esta figuração foi totalmente inesperado. Eu estava cobrindo as filmagens na Estação Ferroviária, um dia depois de fazer as entrevistas e acompanhar as gravações em São Miguel, e a equipe de produção me convidou a tomar parte na cena onde uma multidão tenta entrar no trem. Alguém conseguiu um sobretudo emprestado e é com ele que apareço brevemente entre 10:01 e 10:04 do curta - abaixo, algumas fotos (meu cabelo ainda era preto, afinal eu tinha apenas 22 anos - risos). Lembro que em algum jornal de Bento chegou a sair uma foto onde sou visto com certo destaque, logo atrás de Marcelo Picchi, mas no filme minha aparição é de fato bem discreta (e nem teria porque ser de outra maneira). Olha eu ali à direita, batendo na lataria pro trem parar (risos).