23/08/2019

Sexta no Site 1

A partir desta semana, toda sexta às 20h19 meu site https://fabiogomesfotocinema.com.br será atualizado.

Acabaram de entrar no ar:



Para receber as atualizações do site em seu Whatsapp, me envie uma mensagem clicando neste link: https://wa.me/558281644169?text=Atualiza%C3%A7%C3%B5es


Arquivo 2014: Grupo Imbaúba em Macapá


Poucas pessoas (não mais que 25) prestigiaram agora à tarde a apresentação do Grupo Imbaúba, de Manaus, em Macapá, dentro do projeto SESC Amazônia das Artes. O show, intitulado Vivo na Floresta, foi apresentado no auditório da Escola SESC, zona sul da capital amapaense.

O espetáculo reuniu poemas, canções e temas instrumentais, com instrumentos tradicionais (violão, bandolim...) e outros que remetem a sonoridades da floresta, como a bacia com bolas que todos tocaram logo na abertura. No repertório, músicas dos cinco discos que o grupo já lançou (há mais dois prontos para sair), e mais dois clássicos nortistas: "Igapó", de Sebastião Tapajós, e "Pérola Azulada", de Zé Miguel e Joãozinho Gomes, esta cantada em coro pelo público.

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  • Making-off do post - Publicado em 24.8.14 no Som do Norte, com o título "Galeria: Grupo Imbaúba em Macapá".

22/08/2019

Arquivo 2014: Zulusa

Em 3 de agosto, dia em que o Som do Norte completou 5 anos no ar, Patrícia Bastos fez um grandioso show ao ar livre em Macapá, em frente à Casa do Artesão (espaço que até recentemente não era utiilizado para shows, apenas raramente para apresentações de teatro de rua).  

A base do repertório do show foi o CD Zulusa, lançado em 2013, e premiado como o melhor CD brasileiro daquele ano pelo site Embrulhador. Neste show, o primeiro que fez com o repertório do disco em Macapá após ser premiada como a melhor cantora regional do Brasil no Prêmio da Música Brasileira, em maio, Patrícia contou com uma banda composta por músicos de três estados: Dante Ozzetti (violão) e Du Moreira (baixo), de São Paulo; o Trio Manari (percussão), do Pará; e Fabinho (violão e guitarra), do Amapá - todos, à exceção do último, participaram da gravação do disco. O show encerrou a programação do evento Macapá Verão, que durante o mês de julho e o primeiro final de semana de agosto levou atrações musicais para os balneários e locais de lazer da capital. 



O show iniciou com "Canoa Voadeira" e, após alguns ajustes no som, prosseguiu com "Zulusa", cujo refrão a numerosa e calorosa platéia cantou junto com Patrícia. 


Seguiram-se "Incantu", com bela performance de Nazaco Gomes na percussão, e "Boi de Rua", que o público acompanhou com palmas o tempo todo e cantou a uma só voz com Patrícia, que em seguida permitiu-se uma incursão ao trabalho anterior, cantando "Demônio de Batom", do CD Eu Sou Caboca (2009).

Entre uma canção e outra, a cantora saudava amigos que identificava no meio do público, inclusive a paraense Lucinha Bastos, que cantara no Marco Zero na véspera com seus colegas de Trilogia (Nilson Chaves e Mahrco Monteiro). 

De volta ao repertório do Zulusa, Patrícia cantou "No Laguinho", outra da qual o público participou ativamente, principalmente do final, que cita o marabaixo "Aonde tu vai, rapaz?", que remonta aos tempos da criação do bairro do Laguinho (1945). 

A artista anunciou então a primeira participação especial, a de seu irmão Paulo Bastos. Juntos, os dois cantaram a inédita "Espartano". 



A guitarra de Fabinho destacou-se bastante nas canções seguintes, "Causou" e "Mais Uma", esta bastante aplaudida. 

Chamou-se então o convidado seguinte, o percussionista Nena Silva, que tocou caixa de marabaixo acompanhando o clássico "Mal de Amor", que todos na praça cantaram do começo ao fim. 



O público foi sempre um show à parte

Após cantar "Linha Cruzada", Patrícia passou o microfone ao percussionista Kleber Benigno, que chamou Nena Silva de volta ao palco - de onde ele não mais saiu até o final do show. Nesse retorno, Nena brilhou tocando tambor em "O Batuque", canção do grupo Senzalas que Patrícia regravou no Zulusa (música esta que neste show ganhou toques de guitarrada, através da guitarra de Fabinho).



Com "Rodopiado" e "U Amassu i u Dubradú" (que contou com o coro e a dança da platéia), Patrícia pretendeu encerrar o show, mas basta ver como a galera estava nesse momento para constatar que isso seria impossível...




... então, após poucos minutos fora do palco, Patrícia retornou para encerrar em grande estilo com "Jeito Tucuju" e "Gogó do Nego". 



  • Making-off do post - Publicado no Som do Norte em 25.8.14 com o título Foi Show: Zulusa


  • Existe na minha fan page do Facebook um álbum com 315 fotos deste show.

  • O grande intervalo entre o dia do show e a data da publicação se deveu a um grande colapso na rede de internet de Macapá (o primeiro que me atingiu; houve inúmeros outros posteriormente. O último que vivenciei durou 21 dias em fevereiro de 2019).

21/08/2019

Arquivo 2014: Mayara Braga no Museu Sacaca

A cantora Mayara Braga apresentou o show Encontro dentro do projeto Fim de Tarde no Museu (Museu Sacaca, Macapá), no dia 7 de agosto. Acompanhada de banda formada pelos músicos José Maria Cruz (violão), Jeffrei Redig (teclado) e João Batera (bateria), interpretou uma série de sucessos regionais (como "Formigueiro", de Val Milhomem) e nacionais (como "Lanterna dos Afogados", dos Paralamas do Sucesso, e um pot-pourri em homenagem a Tim Maia). 



Participaram do show...


... Karol Diva, cantando com Mayara "Meu Lugar", e depois fazendo solo "Mal de Amor", clássico marabaixo de Val Milhomem e Joãozinho Gomes...



... Carmem Peniche, que cantou a música "Dona da Maré", de sua autoria, com Mayara...


...e a própria filha de Mayara, Shayna Braga, que dividiu com a mãe o vocal de "Esquadros". 


Uma grande surpresa foi ver Mayara dançando ao lado da convidada Letícia Paixão, durante a execução da música "El Vito". Veja abaixo um vídeo que montamos a partir das fotos que fizemos durante a apresentação de Letícia. 





  • Making-off do texto - Publicado no Som do Norte em 15.8.14.

  • O vídeo ao final foi o primeiro que fiz a partir de fotos, antecipando a forma como passei a postar ensaios de 2016 em diante, e que hoje constitui a base do meu novo site.  

19/08/2019

A Semana nº 91

  • Desde a quarta, 7, conto com novo equipamento: uma câmera Canon EOS Rebel T5, minha primeira DLSR desde maio de 2015, quando a Canon T3i que eu tinha enguiçou, o que me fez vendê-la no mesmo ano. 

  • Na sexta, 16, foi inaugurada oficialmente aqui em Belém a loja colaborativa Tribus, onde estão à venda camisetas, cartões-postais e ímãs de geladeira com fotos minhas, com exclusividade. Desde a quinta, 15, encerrei as atividades da minha lojinha virtual no Mercado Livre. Acesse o Instagram da Tribus e fique por dentro de tudo que o espaço oferece. 

  • Também na sexta, entrou no ar o site que fiz inteiramente dedicado a meu trabalho com Fotografia & Cinema. Se ainda não visitou, acesse este link. O site reúne trabalhos realizados entre setembro de 2013 e julho de 2019 (um vídeo que incluiu foto do mês anterior), feitos nos estados de Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro, Rondônia e Sergipe. O estado de Roraima também está presente através de um vídeo que gravei em Macapá no show de Ben Charles, de Boa Vista. Quase metade do país, portanto, se faz presente no site, que abrange até o momento quatro regiões do país: Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. 

  • O post mais acessado deste blog na semana foi o textão Construindo o site (um making-off) publicado no sábado, 17, e já lido 17 vezes. Doze das pessoas que leram o texto acabaram visitando o site. 


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ESTATÍSTICAS DO MEU SITE

  • A partir desta semana, vou incluir nesse post semanal as estatísticas do meu site. Como o provedor apresenta os dados agrupados por mês, naturalmente nessas primeiras semanas os dados irão incluir muitos dos meus próprios acessos do período de confecção da página, mas beleza, são os dados que temos.

  • O site recebeu 81 visitas desde a sexta. Foram vistas 195 páginas. O dia com maior acesso foi a sexta, com 34 páginas vistas. O horário com maior acesso é 20h (39 páginas), e os menores acessos são às 2h e às 5h da manhã (apenas 2 páginas). O Brasil é o país que mais visitou (144 páginas no total). Também foram registrados acessos dos Estados Unidos, Chile, Irlanda, França, Canadá, Nova Zelândia, Suíça, Marrocos, Alemanha, Grã-Bretanha e Grécia. Quatro visitantes ficaram mais de uma hora no site (!), mas o maior volume de acesso é de menos de 30 segundos (111 vezes - nesse caso o dado é a partir de 1.8 e não da entrada do site no ar. Lido assim parece não fazer sentido, mas ocorre que até o lançamento do site eu utilizava o endereço para encaminhar quem o acessasse para este blog). A maioria dos acessos é feita através do navegador Chrome, usando sistema operacional Linux, e vem da versão do Facebook para celular. 

  • O conteúdo mais baixado foi o ensaio Bad Girl com a modelo Emile Brown Abdon (5 vezes). A página mais acessada, fora a home page do site, é aquela que traz o menu dos vídeos com as Modelos para Você Enaltecer (6 vezes). 


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ESTATÍSTICAS DO MEU INSTAGRAM

  • Estou no momento com 2579 seguidores, 14 a mais do que na semana anterior (5 a 11.8). Meu perfil recebeu 133 visitas na semana de 12 a 18.8, sendo 28 na sexta 16 e 16 na terça 13, quarta 14 e domingo 18. Já 10.233 contas descobriram meu perfil durante a semana, sendo 4,8 mil na segunda 12 e 720 na quarta. 


  • Publiquei 82 conteúdos, 9 a mais que na semana anterior. O post mais visto foi esta foto do ensaio com a modelo Bruna Xavier, postada ontem e já visto 257 vezes.


  • Belém, Macapá e Maceió têm, cada uma, 14% do meu público. Seguem-se São Paulo com 5% e Boa Vista com 2%. Mundialmente, o Brasil lidera com 92%, seguindo-se Estados Unidos (1%) e Alemanha, China e Índia com menos de 1% cada. 

  • 70% do meu público é feminino, principalmente das faixas etárias de 18 a 24 anos e de 25 a 34 (com 36% cada). A faixa 25-34 predomina também entre os homens (42%) e no público geral (37%). 

  • Tive 1,7 mil seguidores online durante toda a semana, menos no domingo (1,6 mil). Os dias de maior concentração de acesso foram a quarta e a quinta 15.

  • De acordo com o Gerenciador de Anúncios do Facebook, os horários de maior resposta aos meus anúncios são as 23h (7,19%) e as 21h (6,81%). Os estados que mais respondem são o Amapá (33,79%), o Pará (23,16%) e o Ceará (8,23%). 


17/08/2019

Construindo o site (um making-off)



Desde a noite desta sexta, 16, está no ar meu site de fotos & vídeos! Oficialmente foi a partir das 20h19 que ficou disponível o conteúdo no link https://fabiogomesfotocinema.com.br/ (mas na hora anterior eu já estava realizando diversos testes para garantir que tudo funcionasse a contento, então talvez você tenha conseguido ver alguma coisa antes do horário oficial). Acima, você vê o aspecto do cabeçalho do site nessa noite inaugural.  

E aqui ao lado, vê o primeiro "esboço" registrado do site, em imagem do dia 19 de julho. Pois é, fiz o site basicamente em um mês - para ser mais exato, dos primeiros movimentos para o site, em 18 de julho, até sua publicação efetiva, se passaram 28 dias. E (até posso dizer, curiosamente) em momento algum eu duvidei de minha capacidade de fazê-lo (e só me dei conta disto ontem, já horas após ele estar bonitinho no ar).

Mas que motivos eu teria para duvidar? Basicamente, seriam dois:

1. A última vez que eu montei um site tinha sido ali por 2009 - há 10 anos, portanto. Foi o site de um músico brasileiro então vivendo na Europa. Na época não cheguei a assiná-lo (ou seja, pedi para meu nome não constar no site como o responsável por ele). Mesmo assim, uma outra artista brasileira (já não recordo de que área) entrou em contato comigo porque a produtora do músico informou à artista que eu fizera o site. A "proposta" da artista era de que eu fizesse um site para ela sem cobrar, aliás ela me "pagaria" com divulgação - correndo eu então o sério risco de vir a fazer outros sites gratuitos... Antes disso, em 2008, fiz o site de uma fotógrafa, pelo qual fui creditado (em tempo: fui pago pelo site do músico e da fotógrafa). Nenhuma destas duas páginas se encontra mais no ar. Aliás, nem os sites que fiz para mim - o Brasileirinho, lançado em 2002, saiu do ar em 2016; já o Jornalismo Cultural, de 2005, foi descontinuado agora no dia 8 (por coincidência, ambos duraram 14 anos). Mesmo que os sites estivessem no ar, eu já não os atualizava há um bom tempo, então a rigor há 10 anos eu não mexia pra valer em HTML.

2. Eu temia que o novo site não fosse amigável para celulares. Explico: meus antigos sites foram projetados numa época em que acessar a internet era algo feito em casa, a partir de um computador desktop, com conexão discada (sim!! risos). Inclusive o Brasileirinho saiu do ar em 2016 já sem página de fotos (explico: ali por 2002, era raro você ter fotos em todas as publicações de um site, havia um certo padrão de haver uma página só para fotos, em função da dificuldade de acesso. O visitante já sabia que aquela página era mais pesada e demoraria para carregar). O Jornalismo Cultural também tinha raros artigos com fotos, e nem lembro mais se chegou a ter uma página específica para elas. Vídeo então só se disseminou pelos sites em geral apenas após o advento do YouTube, antes o que se dizia era que além de subir o vídeo (um arquivo naturalmente pesado) você precisaria construir o player dele utilizando flash (só ler a respeito já servia para te desestimular de ao menos iniciar a tarefa). Ao longo da última década, porém, a conexão padrão passou a ser a banda larga e o dispositivo preferencial de acesso à rede se tornou o celular. Então se eu não temi não conseguir fazer o site, confesso que tinha grande receio de o resultado não "conversar" a contento com o celular.

A decisão por fazer o site foi algo repentina. Leitores mais atentos deste blog podem ter ficados perplexos com a seguinte sequência:


  • Em 11.7, eu encerrei a republicação do artigo de 2016 Os blogs poderão voltar a ser mais relevantes que as redes sociais? com um making-off onde dizia "A dúvida exposta no último parágrafo já não me acomete. Recentemente, descartei em definitivo a ideia de criar um site sobre meu trabalho de Fotografia & Cinema. O principal motivo? Não vejo o que eu poderia publicar num site que eu não possa postar num blog." A dúvida, no caso, seria esta: "Pra concluir: por muito tempo ouvi a pergunta, geralmente a propósito do Som do Norte: "Ah, seu blog é tão legal, por que você não o transforma num site?" " 

Emile Brown Abdon


Respondendo então a pergunta do título, há atualmente duas alternativas seguras: os Status do Whatsapp (...) ou então você postar conteúdo adulto em seu próprio site. Em seu site, você não estará sujeito às regras e restrições que os donos das redes sociais impõem para quem delas queira fazer uso. Inclusive estou revendo minha posição, expressa aqui no blog no dia 11.7, de descartar a criação de um site voltado para meu trabalho em Fotografia. Aguardem!

Mas talvez não tenha havido perplexidade, já que a decisão anunciada era coerente com o exposto no texto citado. Enfim, o caso é que já no dia seguinte parti para a produção do site. 

Editor e referências 

O primeiro passo foi escolher um editor de HTML - para quem não sabe, HTML é a linguagem usada para elaborar um site, e é fundamental ter um programa para editá-la. Escolhi o NVU (baixe aqui a versão grátis para Windows), que eu já usava para eventuais edições nos blogs. Cheguei a considerar usar um outro programa, porém ele utiliza php, com que eu nunca trabalhei, salvo casos pontuais (sabe aquelas páginas de sites onde você manda uma mensagem e na resposta aparece o seu nome, como se fosse alguém falando com você? Elas usam php). Achei que voltar a mexer com HTML depois de 10 anos já era desafio suficiente; claro que se a única opção para o site fosse usar php eu encararia o desafio, mas também já sabia que dificilmente não existiriam alternativas. 

Com o NVU, e também páginas dos antigos sites Jornalismo Cultural (que, como ainda estava no ar, eu acessava diretamente no HD virtual do meu provedor) e Brasileirinho (há páginas antigas disponíveis no Wayback Machine), fui montando o site, que se você for ver bem é bastante simples. A página inicial apresenta minha biografia, informações de contato, formulário para agendamento de ensaios e acesso direto a vários ensaios e vídeos, além dos links para as galerias completas. Também no momento há uma área de Destaque, que pode aparecer ou não (ali pode ir, por exemplo, meu roteiro de viagens). A inspiração dessa estrutura básica de apresentar o máximo possível em uma só página eu busquei no antigo site da cantora Anitta; sua página era assim ali por 2015, quando eu procurei referências para fazer o site de uma artista, o que acabou não acontecendo. Atualmente, porém, o site da Anitta não adota mais este formato. Segui pesquisando e vi que o site da cantora Alcione segue a linha que eu tinha em mente (em linhas gerais, já que ele usa php e eu não - risos). Outra referência buscada em 2015 e que se mantém como naquela época é o site do poeta Vinicius de Moraes. Mas referência quer dizer exatamente isto, ver como outros programadores fizeram e pensar em como eu posso fazer para tornar a apresentação do meu conteúdo funcional e agradável.

No site do Vinicius, naturalmente, há muito texto - tanto das poesias e crônicas quanto as letras das músicas. Mas eu descartei ter área de texto no site, vou seguir postando textos no blog e o site fica reservado para a divulgação organizada do meu material fotográfico e audiovisual. A ideia é usar o melhor de cada ferramenta. Um dos motivos que me levou a na prática abandonar o site Brasileirinho ali por 2009 foi justamente a imensa quantidade de texto que o site já reunia, e as ferramentas de pesquisa da época não estavam mais dando conta; lembro de pessoas dizendo que não encontravam no site o texto que buscavam.

Publicando vídeos

Enfim, tendo a página inicial esboçada e descartando a publicação de textos em profusão, só restava equacionar a publicação das fotos e dos vídeos. Comecei por estes, até por saber que boa parte de como eu decidisse publicar os vídeos serviria também para as fotos. Mas aí eu me impus um desafio - como poderia eu ter vídeos no site sem depender do YouTube? O recente artigo sobre censura nas redes sociais teve como consequências a vontade de criar meu site e o desejo de não depender justamente destas redes censoras para fazer meu trabalho chegar até você. 

Fui pesquisar então alternativas para a publicação de vídeo e em seguida me deparei com este artigo do site WikiHow com quatro formas de publicação (a primeira, para espanto de ninguém, é o YouTube - risos). A quarta forma, utilizando hiperlink, foi justamente a que mais me agradou, por não exigir nenhum código complexo nem recorrer a site externo - e principalmente por funcionar a contento tanto no notebook quanto no celular. Inclusive fiz um teste e vi que o mesmo mecanismo funciona às mil maravilhas também para áudios (abrindo um caminho para usos futuros, já que, pelo tema do site ser eminentemente visual, não haveria agora áudios a postar).

Impasse nas páginas de fotos

Estruturada a seção de vídeos, faltava então a de fotos, que eu sabia ser a que mais atenção requer. Primeiro, dada a própria natureza do site, ou seja apresentar o meu trabalho como fotógrafo. Um trabalho que já é bastante amplo e cuja tendência é aumentar. Claro que há a expectativa de os vídeos também irem aumentando, mas podemos pensar no crescimento destes como aritmético e no das fotos como geométrico ou exponencial. Então a forma de publicar as fotos deveria ser bastante prática para mim e facilmente acessável pelo público, e ainda levar em consideração que o volume de fotos estará sempre aumentando.

Voltei a pesquisar e localizei duas ideias no site W3Bai: uma de galeria usando CSS e a outra, uma galeria responsiva (que se ajusta à largura da tela onde é exibida), ambas dispensando a criação de miniaturas, uma das coisas mais trabalhosas relativa à publicação de página de fotos.

Cheguei a montar algumas páginas de ensaios como galeria responsiva, mas algo não me agradava de todo. Para a página não pesar muito, eu teria que limitar a quantidade de fotos em no máximo 20 por página. Fora isso, eu não conseguia ter muito controle sobre o aspecto final (para isso, teria que ficar às vezes horas reposicionando as fotos a partir do código HTML e ir testando até chegar a um resultado satisfatório). Enfim, embora tenha chegado a utilizar essa solução em uma página que entrou na versão final do site (o ensaio Sensual, com Emile Brown Abdon, com apenas três fotos), não me parecia o ideal.

Paralelo a isso, eu queria ter alguma forma de animação com fotos no site. Lembrei que na página inicial do Brasileirinho havia uma função de javascript que fazia charges se alternarem, através de uma janela de iframe. Cheguei a localizar um código para iframe no site CriarSites e consegui criar uma alternância de imagens combinando informações de diversas fontes (motivo pelo qual não tenho um link específico para citar aqui). Nos testes no meu notebook o código funcionou tão bem que cogitei trocar a apresentação dos ensaios da já citada galeria responsiva para essa animação via iframe. Porém as pessoas a quem enviei o link não conseguiram abrir - ou conseguiam, mas só viam uma foto parada. Fui me informar em fóruns da internet e fiquei sabendo que o iframe é um recurso quase em extinção, justamente por não funcionar a contento em boa parte dos navegadores atuais. Acabei criando apenas uma animação com artes divulgando meu trabalho em si (com ditos como "Minha vida é fotografar a sua" e "Quer ficar bem na foto? Me chame"), que fica rodando no pé da página inicial, onde não há problema se você consegue ver as artes se alternando ou apenas uma arte parada.

Enfim, eu estava num certo impasse: tinha uma solução relativamente funcional para apresentar as fotos, embora com limite de imagens por página, e não conseguia levar a ideia de animação para as páginas de fotos. E creio não ser muito difícil entender a diferença entre você fazer o que imaginou e ter que se contentar com o que conseguiu fazer.






A solução estava na minha frente o tempo todo

Foi aí que me dei conta de que eu podia resolver tudo isto de uma forma muito simples, e que inclusive eu já utilizava! SIM! Desde julho de 2016, eu publiquei diversos ensaios no blog e no YouTube (e, posteriormente, no IGTV) editados em vídeo no Windows Movie Maker. E hoje eu me dei conta de que nunca contei como comecei a fazer isto.

Em 16.6.16, o músico e produtor Félix Robatto estreou em Belém a festa semanal Lambateria, no bar Fiteiro (o evento depois passaria por diversos locais). Nesse dia, foi apresentada uma  exposição de trabalhos do fotógrafo Thiago Araújo (falecido aos 28 anos em 11.7.15), no formato de vídeo; cada foto ficava em exibição por 5 segundos. Não estive na festa (na ocasião me encontrava em Maceió), mas tive acesso ao vídeo através das redes sociais e considerei uma excelente forma de apresentação de material fotográfico, passando então a utilizar esta ideia para meus ensaios, apenas alterando a permanência de imagem em tela para 4 segundos, que me pareceu o ideal.


  • Observação: a bem da verdade, eu já fizera ao menos um vídeo nesse estilo antes da Lambateria. Foi um vídeo com fotos da dançarina Letícia Paixão, em 2014. Mas foi só depois que vi a homenagem a Thiago Araújo que passei a sistematicamente produzir vídeos nesse estilo. 


Então bastava seguir fazendo os vídeos com as fotos no Movie Maker ou no app DuRecorder e publicar no site usando hiperlink, com uma grande vantagem: em vez de ter que subir para o HD virtual do site todas as fotos que serão vistas, eu subo apenas o vídeo, o que reduz em cerca de 80% o espaço utilizado no HD. Dito de outra forma: no espaço que um único ensaio ocuparia da forma "tradicional", eu consigo ter agora cinco ensaios! Além de ficar mais leve, o método se adequou perfeitamente à exibição via celular, eliminando aquela grande preocupação que eu tinha a esse respeito.

Solucionado esse impasse, o restante foi só organizar as páginas de navegação entre as diversas coleções de fotos e vídeos, e linkar tudo entre si. Para organizar a exibição das miniaturas nas diversas páginas, usei o código de tabelas que encontrei nesta página do CLEM-UFBA (Departamento de Composição, Literatura, e Estruturação Musical da Escola de Música da Universidade Federal da Bahia).

Preparar pra decolar

Um ponto importante desta reta final foi a criação de páginas específicas para cada ensaio ou vídeo, facilitando o compartilhamento do material por parte das modelos ou mesmo dos visitantes. Eu estava mais ou menos nesse ponto quando, na noite de 1.8, a tela do meu notebook ameaçou se soltar. O equipamento esteve na assistência até o dia 14 (com um breve retorno à casa de 9 a 12.8) e, quando de fato pude voltar a trabalhar no dia 15, bastaram quatro horas para concluir tudo. Eram cerca de 14h30 da quinta. (Obs: não excluo esses 14, ou 11 dias se considerar que estive com o notebook em casa em parte do período, por entender que mesmo sem conseguir trabalhar no código eu seguia pensando na confecção do site e planejando o que faria a seguir. Seria irreal dizer que fiz o site em 14 dias)

Precisei porém aguardar até a noite desta sexta, 16, para publicar o site, porque ocorreu uma manutenção do data center utilizado pelo meu provedor, que fica em Miami (EUA). Havia o risco de, publicando antes, o site ficar indisponível por alguns períodos. Para quem como eu já havia aguardado 28 dias, o que eram mais algumas horinhas né?


  • Agradeço à modelo Larissa Nayane e à estudante Tamires Lima que me auxiliaram grandemente durante a fase de testes do site, acessando e comentando o andamento dos trabalhos. Foram elas que me alertaram, por exemplo, que o uso de iframes não estava produzindo o resultado esperado (ficava aparecendo só a foto parada). Sem o apoio de Larissa e Tamires, talvez eu levasse mais tempo para concluir o site, ou mesmo não atingisse o resultado esperado. Às duas, meus mais sinceros agradecimentos!




11/08/2019

A Semana nº 90

  • Na segunda, 5, não postei A Semana porque meu notebook estava na revisão, por um motivo inédito - a tela começou a cair pra trás. Amanhã ele retorna ao técnico para receber uma solda (!), razão pela qual resolvi adiantar a postagem d'A Semana para hoje. Mas enfim, tudo para garantir que em breve o site entre no ar! #Aguardemmmmm


  • Cheguei a postar um vídeo novo no IGTV, porém ele inexplicavelmente mudava nos últimos minutos de vertical para horizontal, gerando uma megadistorção na imagem. Achei melhor excluir o vídeo e poupar a Humanidade disso. ;)

  • Saiu do ar nesta semana, mais exatamente na quinta, 9, o blog Jornalismo Cultural, lançado em 2011 e onde publiquei diversos textos meus com foto (os mais relevantes já foram postados no Arquivo deste blog). O blog não foi excluído, ele apenas foi deixado como privado, todo seu conteúdo pode ser acessado - caso você tenha interesse em algo publicado por lá, entre em contato. Já na véspera - quarta, 8 -, saiu do ar o site também chamado Jornalismo Cultural, que estava no ar desde 2005, e que não recebia atualizações significativas desde, creio, 2010. 


***

ESTATÍSTICAS DO MEU INSTAGRAM

  • Estou com 2569 seguidores, 17 a mais do que na semana anterior (28.7 a 3.8). Foram 161 visitas ao meu perfil na semana de 4 a 10.8, sendo 37 na quinta 8 e 9 no sábado 10. Meu perfil foi descoberto por 8.225 contas na semana, sendo 2,5 mil na segunda 5 e 909 na sexta 9.

  • Publiquei 73 conteúdos, 5 a menos que na semana anterior. A publicação mais vista foi esta foto do ensaio Ancestralidade, com a modelo Emile Brown Abdon, postada hoje (!) e com 188 views em 17 horas. 


  • Continua o quadro de três cidades concentrando meu público: Belém, Macapá e Maceió têm, cada uma, 14% dos meus seguidores. Seguem-se São Paulo (5%) e Rio de Janeiro (2%). OBS 16.81.19: esqueci de verificar a audiência internacional nesta semana.  

  • 70% do meu público é feminino, concentrado em duas faixas etárias: 18 a 24 anos e 25 a 34 anos, cada uma com 36%. A faixa 25-34 também predomina no geral (38%) e entre os homens (42%). 

  • Tive 1,7 mil seguidores online de segunda a sexta (concentrados de terça 6 a quinta) e 1,6 mil no domingo 4 e sábado.

  • De acordo com o Gerenciador de Anúncios do Facebook, agora em agosto os horários de maior resposta aos meus anúncios são as 22h (7,50%) e as 21h (7,19%). Os estados que mais interagem são o Amapá (36,69%), o Pará (23,91%) e o Ceará (7,82%).

09/08/2019

Arquivo 2014: Festa Tucuju

Patrícia Bastos


Patrícia Bastos fez ontem sua primeira aparição nos palcos após o recebimento do troféu de Melhor Cantora Regional no 25º Prêmio da Música Brasileira (a cerimônia aconteceu no último dia 14, no Rio de Janeiro; na mesma ocasião, o mais recente CD de Patrícia, Zulusa, recebeu o prêmio de Melhor Disco Regional de 2013). O retorno de Patrícia aconteceu no show Festa Tucuju, ao lado da mãe, a cantora Oneide Bastos, e do irmão, o cantor-compositor-multiinstrumentista Paulo Bastos. O espetáculo, apresentado no SESC Centro (Macapá), encerrou a programação do 9º Aldeia de Artes SESC Povos da Floresta. 


Paulo Bastos


Talvez o restaurante do SESC Centro, onde todas as terças acontece o tradicional Projeto Botequim, não fosse o lugar ideal para a apresentação de um show deste porte. Basta lembrar que, no ano passado, o show Quando Bate o Tambor, de Oneide Bastos, integrando a 8ª edição do Aldeia, aconteceu no Teatro das Bacabeiras. Mas enfim, ao menos os artistas procuraram compensar as condições do local trazendo seu próprio som, sua luz (cujo acerto na escolha vocês podem constatar nas imagens feitas por mim que ilustram este post) e ainda um praticável colocado à esquerda do palco onde ficaram dois músicos, o baterista Fábio Mont'Alverne e o percussionista Nena Silva. Isto permitiu um maior espaço no palco, que os artistas aproveitaram para se movimentar o tempo todo.


Oneide Bastos


O show foi muito bom e bem dinâmico. Além do trio Bastos, o espetáculo contou ainda com os intérpretes Brenda Melo e Adelson Preto (vocalista da banda Afro Brasil). Os cinco - Paulo, Oneide, Patrícia, Brenda e Adelson - se revezavam ao microfone, e havia ainda o detalhe luxuoso de quando uma das cantoras solava, tinha as outras duas como "backing vocals". Já Adelson e Paulo podiam contar com as três fazendo coro. Esse dinamismo, diga-se de passagem, é raro em termos de shows no Norte do país. 



Brenda Melo


Mas enfim, o importante é que o show foi de fato excelente e agradou em cheio o público que lotou o SESC, havendo muita gente que viu todo, ou quase todo, o show de pé mesmo, já que desde 21h20 chegavam interessados no show anunciado para as 22h e que iniciou perto de 23h, encerrando às 1h10, já no sábado. 


Adelson Preto


Patrícia cantou "Eu sou Caboca" (faixa-título de seu quarto CD, lançado em 2009), "Mal de Amor", do Zulusa, e ainda a inédita "Domingo de Páscoa". "Mal de Amor" teve como acompanhamento apenas a percussão de Nena e a bateria de Mont'Alverne, num arranjo que aproximou este marabaixo de Val Milhomem e Joãozinho Gomes, premiado pelo site Embrulhador como a melhor música brasileira de 2013, dos marabaixos tradicionais, sempre apresentados apenas com voz e percussão. Foi um dos momentos mais belos da noite. Outra composição do Zulusa incluída no roteiro foi "No Laguinho", que Patrícia cantou ao lado de Oneide e Brenda; o trio apresentou também outro clássico da parceria Val-Joãozinho, a animada "Mão de Couro" (que contou com a participação de Adelson nos vocais ao final).


O trio Patrícia-Oneide-Brenda


Oneide cantou músicas do seu CD Quando Bate o Tambor, como "Bacabeira", "Urubu, Mestre do Vôo" e "Bate o Tambor", que foi também o bis. Já Brenda interpretou "Formigueiro", de Val Milhomem, que irá regravar em seu segundo CD, além de cantar faixas do primeiro disco, Tática, ainda inédito. E Adelson sacudiu o salão com sucessos do Afro Brasil, como "Festa na Senzala". Paulo, além de acompanhar a todos ora ao teclado, ora ao violão, ora na caixa de marabaixo, cantou algumas composições suas, como "Balalão" e um agitado-animado rap-reggae-marabaixo. Ao lado do baixista Taronga, Paulo abriu ainda o show com um set instrumental variado que incluiu temas como "I'll Survive", "Amargo", de Lupicínio Rodrigues, e o marabaixo "Rosa Branca Açucena". 





Quase ao final do show, foram chamados ao palco os convidados Enrico Di Micelli (que cantou "Estamparia", do CD inédito Timbres e Temperos), Amadeu Cavalcante (que fez todos cantarem o clássico "Tarumã") e Val Milhomem (que também teve todas as vozes do salão a entoar o coro de "Jeito Tucuju"). 


Enrico Di Micelli


Amadeu Cavalcante


Val Milhomem


  • Making -off do post - Publicado no Som do Norte em 31.5.14 com o título de "Foi Show: Festa Tucuju".


02/08/2019

Arquivo 2014: Estudantes dos Estados Unidos vieram conhecer o Marabaixo e o Batuque no Curiaú



Na última sexta-feira, 23 de maio, estudantes do Warren Wilson College, de Asheville, do Estado norte-americano da Carolina do Norte, acompanhados de duas professoras, estiveram visitando o Quilombo do Curiaú, na zona norte de Macapá. O Som do Norte cobriu o evento com exclusividade. Os alunos preparam um trabalho de conclusão de curso sobre a obra da escritora amapaense Esmeraldina dos Santos, que vemos na foto à cima (no centro, à direita), junto com Adelso Preto (do grupo Afro Brasil) e uma das professoras. 



Chegados ao Brasil na véspera e tendo enfrentado uma longa escala em Brasília (como é de costume...), os estudantes chegaram ao Curiaú de ônibus por volta de 10h da manhã da sexta. 



Nem todos são norte-americanos, como se pode ver nas assinaturas neste livro de presenças. No grupo, havia pessoas da Guatemala, da República Dominicana, da Etiópia e da Turquia. Mesmo entre os americanos, nem todos são da Carolina do Norte; uma das alunas é do Estado de Ohio, por exemplo. 



Logo após chegar, todos foram ver a oficina de Confecção de Instrumentos, onde o coordenador Pedro Bolão mostrou como se faz uma caixa de marabaixo. O couro usado não é de boi, e sim de carneiro, pois este é mais fino e soa melhor. 


Logo depois, Esmeraldina falou sobre a tradição do Marabaixo e do Batuque no Amapá - as semelhanças e diferenças entre os dois ritmos, bem como suas respectivas origens. Falou também sobre o dia-a-dia no Curiaú, sempre tendo a tradução simultânea de uma das professoras (aliás, as duas mestras que vieram falam muito bem o português). A única dificuldade foi com a tradução do termo "ladrão", como são designados os cantos do Marabaixo, mas em seguida a professora encontrou um modo de explicar aos alunos e não houve confusão alguma a respeito. 



Pouco depois, o grupo Raízes do Bolão começou a tocar Marabaixo, e mais adiante Batuque. Os visitantes logo foram convidados à se integrar à roda...


... o que fizeram, aliás, com muito gosto. Ao final da apresentação, Adelson fez uma homenagem a sua avó, a Tia Chiquinha.

Pouco após o meio-dia, foi servido um almoço bem brasileiro (com feijão, arroz, farofa e diversos tipos de carne, além de suco de cupuaçu. Havia gengibirra também). A sobremesa foi uma surpresa para os visitantes: a comunidade do Curiaú ofereceu um bolo para uma das estudantes, que estava de aniversário justamente naquela sexta e jamais imaginou que alguém saberia disto do outro lado do mundo :) 

Saindo dali, os estudantes foram dar um mergulho no Balneário do Curiáu, de onde voltaram ao hotel no Centro de Macapá. No dia seguinte, rumaram para a cidade de Mazagão, da qual retornam hoje, quarta, indo amanhã para ilhas da costa paraense.



  • Making-off do post - Publicado no Som do Norte em 28.5.14. 

01/08/2019

Arquivo 2014: Show Duas Águas

A  cantora Carmem Peniche comandou ontem uma grande noite de Arte com A maiúsculo no SESC Centro (Macapá).  A atração do Projeto Botequim era seu show Duas Águas - o título vem a propósito de Carmem ser do Pará e estar radicada no Amapá. Mas a noite não se restringiu apenas a seu show (o que não seria problema algum, digo desde já, pois o show foi ótimo). 

Primeiramente, tivemos um pré-show com o cantor e compositor João Amorim, que perto das 21h40 começou a mostrar faixas do seu CD Nômade, recentemente lançado, junto com sucessos de Ed Motta.  

Passado pouco das 22h, iniciou-se uma roda de poesia, com a ilustre presença do convidado especial Jorge Andrade, poeta e letrista vindo especialmente de Belém para a ocasião. Participaram também poetas locais - Kassia Modesto, Annie Carvalho, Andreia Lopes, Lorrana Maciel, Jubson Blada e Lia Borralho, interpretando poemas próprios e ainda clássicos de Carlos Drummond de Andrade, Mario Quintana, Vinicius de Moraes, Manuel Bandeira e Eliakin Rufino, além de textos do próprio Jorge Andrade. 


Jorge Andrade


O início do show Duas Águas já foi de arrepiar. Sob uma chuva de papel picado prateado (tá, meu bem?), Carmem soltou o vozeirão à capella cantando um trecho de "Minha Noite é de Manhã" (Pedro Holanda). Logo em seguida, já acompanhada pela banda (formada por José Maria Cruz - violão, Taronga - baixo e Fábio Mont'Alverne - bateria), trouxe um clássico paraense, "Flor do Grão-Pará" (Chico Sena). 




Se teve boa parte do roteiro dedicada a autores do Norte - como "Pássaros do Meu Canto" (Osmar Júnior - Ademir Pedrosa), "Canção de Amor e Rio" (Sóstenes), "Meu Grande Amor" (Eudes Fraga), que Carmem dedicou a seu marido, e "Porto Caribe" (Paulo André - Ruy Barata) -, o espetáculo também navegou em águas de outras regiões, trazendo sucessos como "É d'Oxum" (Gerônimo), "Moro Longe" (Vanessa da Mata) e "O Meu Amor" (Chico Buarque). 


Após interpretar uma música de Ademir Pedrosa,
Carmem chamou o compositor ao palco para conversar com a platéia


Igualmente, após cantar uma música de Jorge Andrade,
chamou-o novamente ao palco para mais um momento poético


Após novo momento de poesia com Jorge Andrade, começaram as participações especiais. Enrico Di Micelli cantou sua parceria com Jorge, "Estamparia", ao lado das cantoras Patrícia Bastos e Brenda Melo. Em seguida, Brenda fez o único número solo de convidada, interpretando "Tática", canção  também de Enrico e Jorge que intitula o CD que ela já tem gravado. 


"Tática"  - Brenda no vocal e Enrico Di Micelli ao violão


Seguiram-se as participações especiais: com Josy di Lima, Carmem cantou "Filho da Bahia" (Walter Queiroz). Com Mayara Braga, "Dona da Maré" (música da própria Carmem em parceria com Edson Duarte, tema que já tem pinta de sucesso). Com Brenda Melo, "Mal de Amor" (Val Milhomem - Joãozinho Gomes) - ficou lindo o lamento no final, em que Carmem manteve a voz grave, e Brenda fez um agudo com alguns toques líricos. Com Alexandra Moraes e Mayara Braga, "Canadá" (Jana Figarella). Com Taty Taylor, “A Brasileira” (Alfredo Reis - Príncipe). Taty Taylor cantou ainda "Segura Tua Saia", um marabaixo-batuque de sua autoria, com Mayara Braga. 


Josy di Lima e Carmem


Brenda Melo e Carmem


Taty Taylor e Mayara Braga


Alexandra Moraes, Carmem e Mayara


Carmem e Taty Taylor


  • Making-off do post - Publicado no Som do Norte em 10.4.14 com o título Foi Show: Duas Águas.