16.8.17

Vídeo: 53 Revolução Cultural Mutum



Em julho de 2015, estive em Taquaruçu, distrito de Palmas, Tocantins, cobrindo o Mutum - 1ª Mostra de Música Instrumental e Cultura Popular do Tocantins. A viagem rendeu uma resenha do evento, publicada no Som do Norte, e uma entrevista que concedi ao programa de TV Revolução Cultural, que vai ao ar aos domingos pela TV Assembleia (o canal da Assembleia Legislativa do Tocantins na TV a cabo).

Me pediram para falar de dois temas: minhas impressões sobre o Mutum (o que aparece no vídeo acima, de 3:18 a 4:51) e meu projeto As Tias do Marabaixo - trecho que acabou de fora da edição final. O programa foi ao ar em 2 de agosto de 2015; possivelmente a entrevista comigo tenha sido gravada em 12 de julho, o dia final do evento.

Também participam do programa o produtor cultural Diego Britto, idealizador do Mutum, e a quilombola Elais Rodrigues da Silva, da comunidade Barra da Aroeira (Santa Tereza do Tocantins)


11.8.17

Belezas Naturais: Ilha dos Frades

Uma publicação compartilhada por Fabio Gomes Foto & Cinema (@fabiogomes.fotocinema) em


Fiz essa foto durante um passeio turístico que me levou de Salvador à Ilha dos Frades e em seguida a Itaparica, em 3 de outubro de 2015.

Esta ilha faz parte do município de Salvador, estando no centro da Baía de Todos os Santos.

Na minha cabeça, a ilha sempre se chamou "do Frade" pois é assim, no singular, que Gilberto Gil a menciona em "Ladeira da Preguiça", gravada por Elis Regina em 1973 e pelo próprio Gil no mesmo ano, vindo a ser o dueto dos dois artistas no projeto Phono 73 (ouça).

Formenteira é uma ilha
Onde se chega de barco, mãe
Que nem lá
Na Ilha do Medo
Que nem lá
Na Ilha do Frade
Que nem lá
Na Ilha de Maré
Que nem lá
Salina das Margaridas


10.8.17

"Tudo is$o por uma foto?"

Agora pela manhã estive num atelier de moda aqui em Maceió, que havia me encomendado fotos publicitárias com modelo. Não tendo chegado a um acerto, quando eu já estava quase saindo, a gerente do local quis saber quanto eu cobraria para fotografar um vestido em um manequim do estabelecimento. Pensei um pouco e falei: Cinquenta reais

Não preciso dizer, né, que a gerente arregalou os olhos e retrucou: Nossa, eu achei que daria no máximo 10 reais... Aí falei que no mínimo eu teria que ir ao atelier duas vezes: uma com minha câmera, com as pilhas carregadas, para fazer a foto - aliás, só uma não, no mínimo eu faria umas 10, é dificílimo você fazer só uma foto e ela sair divina-perfeita-maravilhosa (claro que não é impossível), depois disso retornaria à minha casa para editar as fotos; e voltaria ao atelier com a(s) melhor(es) foto(s) editada(s) em CD. Em resumo, eu não estaria cobrando pelo produto fotografia, e sim pelo meu serviço prestado (leia mais sobre fotografia ser produto ou serviço aqui). Além disso, há a questão de a foto solicitada estar sendo feita sob encomenda para fins publicitários - dificilmente em propaganda é dado o crédito ao fotógrafo, que além disso fica impedido de utilizar essa foto para outros fins. Tudo isso influi no valor. 




Sem dúvida este é um dos temas mais controversos quando se fala em viver de fotografia. Raramente, aliás, pensamos em termos de quanto custa uma foto?, esta é em geral uma dúvida trazida pelos clientes - em parte, um resquício do tempo da fotografia de filme, como mencionei no texto linkado acima, e que só me parece fazer sentido se o cliente quiser comprar uma foto do meu acervo (o que jamais me aconteceu, todos querem fotos feitas especialmente). Claro que já no tempo da foto de filme havia profissionais que cobravam a chamada "saída" (ou seja, as horas que o profissional estará dedicando ao cliente), mas a praxe na época era a venda das fotos reveladas e impressas. A etapa da edição, que hoje cabe ao fotógrafo, não existia; em seu lugar, havia a revelação do negativo, que já não há, e que cabia ao laboratório. Ou seja, por melhor que seja a digitalização da Fotografia, é fato que hoje o fotógrafo tem mais trabalho do que tinha no modelo anterior. E tudo influi no valor. 


Como os clientes querem fotos feitas especialmente, seja o registro de um passeio em família, seja o anúncio de sua loja, o que acaba acontecendo é que cada fotógrafo tem uma tabela de valores de referência, que são adaptados ao que cada cliente especificamente quer (eu, ao menos, trabalho assim). E, logicamente, há os chamados pacotes, que são uma oferta que o profissional faz de determinadas condições por um valor X, ao qual o cliente pode (ou não) aderir - exemplo: o meu pacote de ensaio fotográfico



O quanto cobrar é de fato um equilíbrio bem sutil: por um lado, precisa cobrir a dedicação que o profissional terá (incluindo seu material, seu tempo e seu conhecimento), por outro, precisa ser acessível ao cliente. E aí podemos citar a frase final [SPOILER!] do filme Hitch - Conselheiro Amoroso: "Regra nº 1: Não há regras" [FIM DO SPOILER]. Vejo, em sites, blogs e cursos online, recomendações para que o fotógrafo liste tudo que o seu trabalho envolve, incluindo tabelas para calcular a depreciação do material, mais uma espécie de fundo para renovação do material de trabalho etc etc, chegando-se a um valor X que deve ser dividido pelo número de trabalhos que o profissional espera fazer no mês, chegando-se então ao valor que ele deveria cobrar a cada trabalho.

Penso que aí reside a fragilidade desse cálculo: é impossível você saber quantos trabalhos serão encomendados ao longo do mês - e se você tem vários pacotes, impossível prever quantos serão solicitados de cada modalidade, fora a terrível-mas-real possibilidade de não aparecer encomenda alguma. Vou dar um exemplo que, creio, demonstra como essa linha de raciocínio amparada no número presumido de encomendas é frágil. Digamos que você apurou que seu custo mensal é de R$ 2.000,00, então se você espera ter 4 encomendas, pode cobrar R$ 500,00. Porém o mês avança e lá pro final você consegue só 2. Aí vai fazer o quê? Cobrar R$ 1.000,00 de cada cliente? 



* Fotos feitas ontem na praia de Cruz das Almas, Maceió


8.8.17

Coisas do Mundo: Banco com mensagem

Ontem postei no Instagram essa foto (que compartilho hoje aqui, usando este recurso pela primeira vez =) 

A imagem foi feita na praia da Ponta Verde, aqui em Maceió, no dia 28 de julho. É uma área da praia com muitos coqueiros (ao fundo se vê parte de vários troncos), e onde estão alguns bancos. Este, voltado para a avenida Álvaro Otacílio, foi grafitado com esta mensagem - um raro caso de banco de praça com algum dizer (eu ao menos nunca vi nenhum, fora é claro bancos com algum anúncio, o que não é o caso deste).  


5.8.17

Eu por Carla Pereira


Esse divertido registro foi feito por minha amiga Carla Pereira em um shopping center de Manaus, em 18 de novembro de 2015, durante minha breve passagem pela cidade. 

Postei a imagem no dia seguinte em meu Facebook pessoal, com a seguinte legenda:
Sabe aquelas pessoas que não páram de fotografar um minuto sequer? Então.... 

4.8.17

Belezas Naturais: Paisagem em verdes e azuis



Como é que a mesma água pode ter tantos tons de azuis e verdes diferentes tão pertos uns do outros? Não sei explicar, só apreciar - e trazer para a apreciação de vocês =)

Fiz esta foto na praia da Ponta Verde, aqui em Maceió, no dia 24 de julho.


3.8.17

Belezas Culturais: Mayara Braga


Hoje quem está de aniversário - ou, como se diz no Norte, de berço - é a cantora amapaense Mayara Braga. A esta pessoa linda, com um talento incrível, os nossos parabéns!

Fiz a foto acima em 7 de agosto de 2014, no Museu Sacaca (Macapá), quando Mayara apresentou seu show Encontro dentro da série Fim de Tarde no Museu, que o local promovia todas as quintas-feiras desde 2012 e que acabou meses depois (infelizmente). Este mesmo show já rendeu o vídeo que produzi a partir de fotos de Letícia Paixão dançando tango (com a inesperada participação de Mayara) e que já postei aqui no blog. 

Foi a primeira vez que algum artista me chamou para fazer o registro oficial de um show, o que muito me honrou, só tenho a agradecer à confiança que Mayara depositou em mim. Fizemos posteriormente alguns outros trabalhos, mas este eu considero especialmente marcante.

A própria Mayara chegou a usar a foto acima na divulgação de outro show seu, realizado meses depois no SESC Centro, dentro da série Projeto Botequim




31.7.17

A Semana nº 36

  • Na quarta, 26, publiquei no Jornalismo Cultural o artigo Estátuas de Léo Santana em Maceió, mixando dois textos saídos antes aqui, na seção "Belezas Culturais": Estátua de Graciliano Ramos, publicado em 3 de julho, e Estátuas de Léo Santana em Maceió, do dia 17. 
  • Aliás, na sexta, 28, ao passar pela estátua do Graciliano, fiquei feliz ao constatar que foi colocada uma placa de identificação do homenageado, o que eu sugerira aliás no texto do dia 3. A foto da novidade foi incorporada aos textos já publicados. 


  • Na quinta, 27, meu curta Tia Biló encerrou a programação do segundo dia da MILC - Mostra Itinerante Livre de Cinema: Perspectivas Periféricas, no bairro Barra do Ceará, em Fortaleza - trata-se do bairro mais antigo da capital cearense. O coletivo Entre Olhos, promotor do evento, classificou o curta como "vídeo-livre" no cartaz com a programação deste dia - cartaz em que pela primeira vez aparece a sigla de Alagoas ao lado do meu nome, já que a inscrição foi feita pela internet quando eu já me encontrava em Maceió. É a segunda vez que um curta meu é selecionado para exibição em uma mostra de cinema através de edital.  


  • E hoje, segunda, 31, entrou no ar minha coluna de julho no Digestivo Cultural, com o artigo A fotografia é um produto ou um serviço?. Trata-se de uma adaptação do textão "Fotografia é produto ou serviço?", publicado aqui em 13 de julho. 

30.7.17

Aniversário da Revista Ponto M

Ontem cobri meu primeiro evento de moda aqui em Maceió: o aniversário de um ano da revista Ponto M. Foi a maior reunião de blogueiras já acontecida na capital alagoana. Abaixo, vemos todas elas felizes com seu exemplar da edição comemorativa. 




A revista é uma iniciativa da jornalista e fotógrafa Mary Camata, que a criou ainda quando morava em Ji-Paraná (RO); há poucos meses, Mary veio morar em Maceió, por acreditar no potencial da cidade para seu campo de atuação.



Ao longo dos seus primeiros 4 números, Ponto M se consolidou como a única revista do Brasil feita unicamente por blogueiras e distribuída gratuitamente. Agora, ao completar um ano, a publicação agrega a suas páginas a opinião de youtubers e influencers, e lança seu programa de assinaturas, facilitando sua difusão para outros estados do país. Na foto acima, vemos todas as capas da revista, dispostas num espelho do Salão Cícera Cabeleireira, parceiro da revista e que sediou o evento de ontem. 

Outra parceria que a revista comemora é com a Bio Extratus, que aproveitou a inédita reunião de blogueiras alagoanas para lhes apresentar a nova linha de cosméticos naturais Força com Pimenta. Ao lado vemos a representante local da Bio Extratus, Ana Paula Benaton Gomes, falando sobre a novidade.

Também apoiaram a revista no evento: Ikesaki, Studio Lousanne Azevedo e pizzaria Santo Orégano. 

Destaco a seguir algumas presenças que abrilhantaram a festa. Tem mais foto no Instagram @fabiogomes.fotocinema!


Mary Camata, editora da revista


Clara Teixeira, blogueira do @clarateixeiraa e modelo

Caroline Teixeira, do @TopissimoBlog 


Cleia Santos, do @NascideCachos


Andrezza Alves, blogueira do @blogqueridoespelho e modelo


Rizia Cerqueira, estudante de jornalismo e modelo

29.7.17

Coisas do Mundo: Milho no copo

Ano passado, estive um mês e meio em Maceió, e de todas as iguarias que pude provar, creio que há duas que se podem dizer ser tipicamente alagoanas: o sururu (que inclusive era o prato preferido do ator Paulo Gracindo) e o milho no copo (nesse post há uma foto que fiz com o celular em julho de 2016). Este de fato foi o que mais me surpreendeu. É tão simples e prático que é espantoso não se ter adotado esse sistema em outros lugares. 

A preferência dos moradores pelo milho no copo é inegável: no final da tarde, há barraquinhas de milho por todo o canto, seja na praia, seja nos bairros, e raras pessoas comem o milho diretamente na espiga (o que também é ótimo!); os turistas que aqui chegam às vezes estranham um pouco no início, mas logo aderem. Creio que uma grande vantagem é que deste modo você não lambuza suas mãos com a manteiga, nem fica com sal na mão. 

Fiz esta foto com a Nikon S3500 no último dia 9, junto a uma barraca em frente da praia da Pajuçara. 




A bem da verdade, não vejo os alagoanos reivindicando a "autoria" da ideia de comer milho no copo, mas de fato nunca vi comer assim fora daqui, o milho vem sempre na espiga. 

  • Fora do Brasil - Pesquisando no Google na noite da sexta para escrever este post, eis que deparo com esta publicação do blog Cozinha Turca, de 2008, onde Lídia Lopes, que deduzo ser uma brasileira morando na Turquia, descreve o milho no copo como "uma [sic] fast-food que surgiu recentemente na Turquia". Acompanhando o milho, além da manteiga usada em Maceió, há uma profusão de ingredientes, que vai de maionese e azeite até molho de alho e xarope de romã! Será um caso de dois povos distantes terem tido a mesma ideia, ou haverá alguma conexão Alagoas-Turquia que desconheço?