21/06/2018

Semana em Belém

Amanhã chega ao final minha rápida passagem por Belém, iniciada na quarta, 13, ao final do encerramento de minha temporada de praticamente um ano em Maceió. Como falei no post anterior, foi por Belém que se deu minha entrada na Amazônia, há 8 anos. O que eu não disse na ocasião, até por só ter me dado conta disto alguns dias depois, é que Belém é a única cidade onde estive todos os anos desde 2010, nem que seja da forma atual - uma semana em rápida passagem. 

Nesses dias, aproveitei para fotografar lugares daqui pelos quais eu sempre passei, mas nunca tinha parado para registrar. Na quinta, 14, foi a Basílica de Nossa Senhora de Nazaré, no bairro Nazaré, o primeiro onde morei aqui. Já ontem foi a vez do Museu Paraense Emílio Goeldi, que abriga uma rica variedade de fauna e flora da Amazônia, e que eu só tinha visitado uma vez, justamente em minha primeira viagem a Belém - em agosto de 2005 (!). Entre uma coisa e outra, também estive novamente no Mangal das Garças (cenário desta foto e de um ensaio no ano passado) para fazer meu segundo ensaio com a modelo Suzan Arraes, isto no sábado, 16. Parece pouco, mas são mais de 1.100 imagens (fora umas 300 com o celular). 

Abaixo, pela ordem, vemos uma foto da Basílica, outra do Museu e depois do Mangal, todas com a Nikon L330 e inéditas.







O post encerra com fotos que fiz com celular no até agora único evento cultural que cobri esta semana - o lançamento do clipe da canção "Tereza Navalha", da cantora Gláfira. O evento aconteceu na segunda, 18, no Cine Líbero Luxardo. A imagem é uma foto que fiz da própria tela do cinema, com dizeres inseridos através do aplicativo do Instagram para celular. A publicação no meu perfil aconteceu na terça, 19, quando o clipe foi publicado no YouTube.




As fotos feitas nesta semana com a Nikon L330 devem marcar sua despedida, já que ao final da visita ao Museu a câmera passou a apresentar sério problema de foco associado ao zoom. Pelo tempo de uso (2 anos e 1 mês) e por já ter sido adquirida usada, não valeria a pena tentar o conserto mesmo que a Nikon não houvesse abandonado o Brasil no ano passado. De Altamira, onde chego no sábado, pretendo iniciar pesquisa para adquirir um novo equipamento Canon com o qual possa atender minhas clientes e tocar projetos pessoais.


10/06/2018

Rumo ao Norte

É curioso como às vezes percebemos que nossa vida parece obedecer a alguns ciclos. 

Há 8 anos, nesta data (10.6.10), saí de Porto Alegre para morar em Belém. No ano anterior, tinha lançado o blog Som do Norte e logicamente não fazia mais sentido seguir morando no Sul. Foi o começo de sete incríveis anos onde morei entre Belém e Macapá, e onde meu trabalho foi aos poucos migrando do jornalismo cultural eminentemente musical para a retomada de minha carreira como fotógrafo e me permitindo começar a trabalhar com Cinema, uma antiga paixão minha. O ápice deste período é sem dúvida o projeto As Tias do Marabaixo, que desenvolvo desde 2014. 

Exatos oito anos depois (10.6.18), eis-me a voltar para o Norte, após passar praticamente um ano em Maceió. A primeira parada é, justa e novamente, Belém. Devo ficar uma semana na cidade, e de lá ir para Altamira (com previsão de ficar duas semanas) e mais alguns dias em Santarém, de onde parto então para Macapá.


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Última foto feita em Maceió, 
hoje pela manhã


A Semana nº 55

Como informei n' A Semana nº 54, meu novo curta, Visitando os Tukano-Dessana, foi selecionado para o festival russo International Ecological Film Festival TO SAVE AND PRESERVE. 

Realizado na cidade de Khanty-Mansiysk, o festival existe há 21 anos e, de acordo com o site do evento, teve sua cerimônia de abertura no próprio dia 4. O texto informa ainda que os vencedores seriam anunciados no dia 7; a lista ainda não está divulgada no site. 

Na página com a lista dos participantes, meu nome aparece seguido da localização (Brasil, Maceió), grafado da seguinte forma: 

131.          Бразилия, г.Масейо, Фабио Гомез

Outros seis filmes brasileiros foram selecionados, de Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo.  O festival recebeu mais de 300 inscrições de 53 países.


04/06/2018

A Semana nº 54


  • Ontem, 3, a exibição do meu curta Visitando os Tukano-Dessana encerrou a sessão de vídeos do evento EX_TENSÃO, no Rio de Janeiro

  • E às 19h43 de hoje, 4, fui informado que este mesmo curta foi selecionado para o International Ecological Film Festival TO SAVE AND PRESERVE, que acontece nesta semana (!) em Khanty-Mansiysk (Rússia). 

Coisas do Mundo: Pássaros pousados nos fios


Fiz esta foto com o celular em 21 de maio, caminhando por uma rua da Ponta Verde, aqui em Maceió. Mais ou menos no mesmo lugar onde fiz outra foto semelhante, há quase 2 anos, já publicada aqui no blog, também de celular (no caso, o antigo). A antiga, embora menor, foi feita um pouco mais de longe, de modo que passou melhor a ideia de ser uma partitura do que esta. 

Certamente não consegui o efeito pretendido porque com o sol que batia no visor do celular na hora, eu não via praticamente nada do que estava sendo captado, só em casa é que vi que - mesmo sem ficar parecendo tanto uma partitura - a foto tinha de fato suas qualidades, e a postei no Instagram no dia seguinte.





28/05/2018

A Semana nº 53

N'A Semana anterior, noticiei aqui que meu curta Visitando os Tukano-Dessana será apresentado na VI Edição do EX_TENSÃO. O evento acontece no dia 3 de junho, das 17 às 21 horas, no Espaço MOVA, localizado no bairro Glória, no Rio de Janeiro (RJ). No dia 11, a fanpage do projeto divulgou esta arte onde meu nome consta entre os selecionados.




Já na segunda, 21, um post na fan page apresentou o cartaz e a sinopse do meu curta. 

E no sábado, 26, parte do cartaz foi incluída no vídeo-teaser do evento, também publicado no Facebook. 



23/05/2018

Belezas Naturais: Minimalismo



Tenho vasculhado meus arquivos de fotos em busca de imagens para enviar aos bancos de imagens (falo mais sobre este processo aqui) - no momento contribuo com apenas dois, o Shutterstock e o iStock. De todos os quase 40 serviços similares que testei ou ao menos contatei de novembro para cá, são os únicos sites onde obtive vendas, de modo que acabei por me desligar dos outros para focar nestes dois.

Nesse processo de arqueologia digital nos meus HDs, acabo surpreendido com fotos de que nem me lembrava, como esta, feita sobre a Praça Gogó da Ema, na praia da Ponta Verde, em Maceió, no dia 10 de julho de 2017, com a Nikon Coolpix S3500. 

Postei-a ontem no Facebook, com a legenda Levando o minimalismo ao extremo, e hoje no Instagram (com leve correção na luz) apenas como "Minimalismo". Aqui no blog a imagem está original, sem edição alguma. 



22/05/2018

Modelo da Semana: Juliana Michelin



Nossa modelo desta semana é a alagoana Juliana Michelin, que fotografei aqui em Maceió, nas praias da Pajuçara e da Ponta Verde (foto acima) no dia 11 de maio. 

Apareci (involuntariamente, é bom dizer - risos) em algumas fotos, já que a modelo usou óculos espelhados. Mas acabei aproveitando a ocasião para fazer uma "selfie diferente", como vemos ao lado. 

Vou viajar para o Norte nos primeiros dias de junho, então se você mora em Maceió ou cidades vizinhas e quer fazer um ensaio comigo, peço que entre em contato no máximo até o próximo dia 30, pelo Whatsapp 82-98164-4169.

21/05/2018

A Semana nº 52


  • No dia 10, meu primeiro curta - Tia Zefa no Dia da Consciência Negra 2014 - foi exibido no Cineclube Jacareí, dentro do Festival de Curtas, como já informei n'A Semana nº 51. Abaixo, o cartaz do evento. 





  • Já no dia 11, fui informado de que meu mais recente curta, Visitando os Tukano-Dessana, fará parte da programação da VI Edição do EX_TENSÃO. O evento acontece no dia 3 de junho, das 17 às 21 horas, no Espaço MOVA, localizado no bairro Glória, no Rio de Janeiro (RJ). Será a segunda apresentação do curta no estado, a primeira na capital. Ano passado, o filme estreou publicamente no festival Cine Tamoio, em São Gonçalo



09/05/2018

A Semana nº 51

Amanhã, quinta, 10, meu primeiro curta será exibido em Jacareí (SP). Tia Zefa no Dia da Consciência Negra 2014 será o segundo filme a ser apresentado no "Festival de Curtas" do Cineclube Jacareí. A sessão acontece na Sala Mário Lago (Pátio dos Trilhos, s/nº, Centro), a partir das 19h, Outros 13 curtas serão apresentados - a relação completa você encontra na página do evento no Facebook. A classificação indicativa do evento é a partir de 16 anos.

Conforme eu já mencionei n'A Semana nº 50, todos os filmes que são exibidos às quintas no Cineclube Jacareí irão concorrer em 6 de dezembro ao 11º Prêmio Cineclube Jacareí: Corvo de Gesso. 

É a primeira vez que um filme de minha autoria será apresentado no estado de São Paulo. 


03/05/2018

Coisas do Mundo: Urubuservação



Há exatamente um ano, publiquei no Facebook esta foto que fiz naquele mesmo dia 3.5.17 em Belém, com meu celular da época (felizmente já aposentado). Ele não era exatamente muito bom, então a qualidade da imagem é precária, mas creio que dá para reconhecer que retrata um urubu curvado sobre o leito da rua.  

Qual rua exatamente, não consigo identificar pela foto, mas pelo horário da postagem (12h37) creio ser em algum ponto da Cidade Velha, ou pelo menos imediações do Centro, já que era por ali que eu almoçava naquele tempo. 

Apesar da (falta de) qualidade da foto, quis trazê-la hoje para o blog porque a encontrei hoje nas Lembranças do Facebook, junto com a minicrônica bem-humorada que escrevi para acompanhar a postagem. É o que lemos na sequência.

***

Só urubuservo

Esse urubu pousou no leito da rua, afastando várias pombas que estavam por ali e saíram em revoada, quase passando por cima de mim. Segui caminhando e ao deparar com o urubu, que degustava um filhote de pássaro morto, eis que o urubu se assustou ao me ver (!), quase perdendo o equilíbrio (!!) e por pouco não caindo de costas no asfalto (!!!).

De onde será que esse urubu me conhece????


19/04/2018

Encomende seu ensaio em Maceió até o final de maio!

Está se aproximando do final minha atual temporada em Maceió - devo ficar aqui, ao que tudo indica, no máximo até o começo de junho. Estarei aceitando encomendas de ensaios, portanto, até o final de maio. Aproveite esta oportunidade, porque depois dessas datas não sei quando eu retorno para Alagoas!

Abaixo seguem, resumidamente, as condições de cada um dos pacotes de ensaio - o Ensaio Digital, o Ensaio Completo e o Monte o seu Pacote

Para encomendar, utilize o formulário ao final do post. Tendo qualquer dúvida, entre em contato através dos canais indicados neste link

Minha vida é fotografar a sua!

Fabio Gomes








A modelo desta campanha é a incrível Bruna Xavier.





16/04/2018

A Semana nº 50

  • Nos dias 24 e 25 de março, inscrevi 6 de meus curtas no 11º Prêmio Cineclube Jacareí: Corvo de Gesso, garantindo assim sua exibição em sessões a serem definidas do Cinema de 5ª, realizadas toda quinta-feira na Sala Mário Lago em Jacareí (SP). O Cineclube da cidade resolveu fazer um festival diferente: em vez de escolher um número reduzido de filmes e exibi-los num espaço curto de tempo (em média os festivais duram de 3 a 5 dias), todos os filmes inscritos são exibidos em ao menos uma sessão ao longo do ano, sendo a premiação entregue em 6 de dezembro. 


  • Em 5 de abril, fui comunicado pelo Darbhanga International Film Festival que meu curta Visitando os Tukano-Dessana foi selecionado para o evento. O festival acontece na cidade de Darbhanga, na Índia, de 20 a 22 de abril. Se meu filme for de fato exibido, será minha estreia no exterior. Digo "se" for exibido porque o festival selecionou mais de 180 filmes e irá priorizar a exibição das obras cujos diretores estiverem presentes. Claro que eu adoraria ir, mas sendo comunicado com tão pouca antecedência, a viagem se torna impossível - marcar um vôo de Maceió a Nova Délhi, ida e volta, com apenas 15 dias de antecedência, não sairia hoje por menos de R$ 5.700!


A imagem pode conter: atividades ao ar livre


  • No sábado, 14, as duas fotos que inscrevi no Brasília Photo Show deste ano foram publicadas no Facebook do festival. Ambas são inéditas aqui no blog. A primeira, "Devoção" (acima), é de 2015 e mostra fitas de promessas amarradas na grade da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, no Pelourinho (Salvador). A segunda, "Velho Chico" (abaixo), foi feita em 2016 e apresenta uma vista do Rio São Francisco no lado sergipano. Clicando no link contido nos nomes, você acessa a publicação das fotos na fan page do Brasília Photo. Ao curtir, comentar e compartilhar estas postagens, você ajuda a comissão julgadora do concurso a entender o impacto e o apelo público das obras; de todo modo, a decisão sobre quais obras premiar caberá unicamente ao júri.

A imagem pode conter: céu, oceano, nuvem, montanha, atividades ao ar livre, natureza e água


  • E no domingo, 15, outro foto minha feita em Sergipe no ano retrasado - mais especificamente no Canyon do Rio São Francisco, no município de Canindé do São Francisco -, também inédita no blog, entrou em votação online. Trata-se do concurso italiano "Viaggia Scatta e Vinci!". Neste caso, quem define o vencedor é a votação do público - que pode ser feita curtindo, comentando e compartilhando/repostando a foto no Facebook ou no Instagram do Ecobnb. Conto com seu voto!




Verde sobre Verde

Essa foto encerra a "trilogia do limão", que começou com o post Verde sobre vermelho e seguiu com O silêncio de depois - ambas postagens de novembro de 2016, remetendo ambas a um almoço meu em Belém em abril daquele ano. 

A foto de hoje também é de um abril, no caso do dia 16.4.17, onde retornei ao mesmo local dos posts anteriores, levando meu limão, e notei que a cor da toalha do restaurante, que costumava ser vermelha, agora era verde. 

É uma foto ainda do meu antigo celular, que comprei (salvo engano) em meados de 2014 e funcionou até 9 de março deste ano. Sua câmera era nada mais que razoável, e ultimamente só fotografava através do aplicativo do Facebook. 





21/03/2018

Coisas do Mundo: Apagão

Na tarde de hoje, praticamente metade do Brasil (todo o Nordeste, mais quatro estados do Norte - Amapá, Amazonas, Pará e Tocantins, num total de 13 unidades da Federação), foi atingido por um apagão. Aqui em Maceió, estivemos sem energia por aproximadamente 3 horas e meia (das 15h50 às 19h10). 

Perto das 18h, fiz da varanda do prédio onde moro estas fotos de uma rua do bairro Ponta da Terra - são as duas últimas; a primeira é o reflexo da lanterna do celular na parede do meu quarto. Pelas fotos externas, é possível ver como, de fato, anoitece bem cedo nesta parte do Nordeste (lembro que há dois anos, em João Pessoa, vi postes de iluminação pública acesos já por volta de 17h20!). Nos outros estados onde morei (Rio Grande do Sul, Pará e Amapá), você sempre tem alguma luz natural ainda perto das 19h.

Além de registrar esse fato lamentável acontecido hoje, aproveito o post para compartilhar com vocês minha primeira postagem múltipla no Instagram, até hoje eu sempre fizera por lá postagens com uma única foto (ou vídeo).


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12/03/2018

A Semana nº 49




08/03/2018

Modelo da Semana: Bruna Xavier (3)



Neste Dia Internacional da Mulher, pensei em postar uma foto de alguma modelo tipicamente brasileira. Depois percebi que esta é uma tarefa de execução muito difícil, já que o Brasil é um país com grande diversidade na formação populacional. Se, porém, elegermos como critério adotado o maior tempo habitando o território que hoje forma nosso país, será difícil não apontar neste quesito os povos indígenas. Daí a escolha por trazer novamente como Modelo da Semana a jovem modelo mato-grossense Bruna Xavier, descendente de índios Bororo. 

Jovem na idade - Bruna está a poucas semanas de completar 18 anos -, a modelo já tem muita experiência na carreira, tendo conquistado muitos títulos de Miss e realizados inúmeros ensaios e desfiles desde os 8 (!) anos. Isto sem que seu tipo físico se encaixe nos chamados padrões - ela mesmo relatou críticas que ouviu e preconceitos que sofreu em texto que publicamos em junho de 2017. 

A foto que ilustra a post foi feita em 4 de agosto de 2016, em Rondonópolis (MT), cidade natal de Bruna, que hoje reside em Santa Fé do Sul (SP). Era inédita até o domingo, 4, quando, publicada no meu Instagram, obteve até o momento mais de 100 curtidas - 110, para ser exato. 

Bruna já foi nossa Modelo da Semana em agosto de 2016 e março de 2017 e ganhou um ensaio completo também em agosto de 2016. 

Ao reverenciar esta jovem com um belo futuro pela frente, estendo meus cumprimentos a todas as mulheres pela passagem de seu dia internacional. 


28/02/2018

A Semana nº 48

Na sexta, 23, republiquei no blog do Digestivo Cultural o texto Existem vários modos de vencer, que havia postado aqui minutos antes. Foi por causa da republicação, aliás, que o texto ganhou o título definitivo - quando o concluí, ele tinha um título bem maior, que chegou a ser divulgado no Facebook como vemos abaixo. 




23/02/2018

Existem vários modos de vencer!

A ideia de escrever este artigo me ocorreu após publicar aqui no blog - mais exatamente no post A Semana nº 47 - que fiquei em 5º lugar em recente seleção, via edital, para uma exposição em Maceió. Me parece natural divulgar isto em um blog criado para compartilhar informações sobre meu trabalho como fotógrafo e cineasta. Mas é evidente que não desconheço que, numa sociedade competitiva como a nossa, muitos não aprovam, ou ao menos não costumam, compartilhar "derrotas".

Coloco "derrotas" entre aspas porque não considero, a rigor, a aludida colocação no concurso como uma derrota de fato. Havia apenas uma vaga, e como houve cinco candidatos que preencheram todos os requisitos do edital - sendo eu um deles - evidentemente o júri apontou o trabalho que, no seu entender, melhor fechava com a proposta da instituição que abriu a seleção. Onde outros podem ver uma derrota, vejo uma oportunidade de aprendizado. Sim, porque você pode ficar se lamentando - ou pode analisar o resultado e pensar o que poderia ter feito melhor para, numa próxima oportunidade, obter melhor classificação.


Maré baixa na Ponta Verde
- Maceió, 8.10.17


Durante alguns anos no começo desta década, trabalhei como produtor/ produtor associado de alguns profissionais da área da Música, e o tema "editais" era tópico constante nas conversas. Certa vez uma cantora me questionou se valia a pena ela, morando no Sudeste, se inscrever em um festival do Norte, pois o evento não previa ajuda de custo para a viagem. Respondi que valia a pena sim se inscrever, pois era uma grande oportunidade de ter seu trabalho avaliado por profissionais do ramo - como vocês sabem, em geral as opiniões que nos chegam sobre nosso trabalho são de familiares e amigos próximos. Um júri de festival tem uma isenção em relação a nós que parentes e amigos não têm, por mais que possam querer. Obtida uma classificação, ela poderia pensar num modo de viabilizar as passagens. 

Ela aceitou meu conselho, se inscreveu e teve sua música classificada - porém não conseguiu, dentro do prazo, apoio para as passagens. Mas teve como saldo positivo para o fato de ter se inscrito a certeza de que sua música era no mínimo tão boa quanto as outras selecionadas. No ano seguinte, ela se inscreveu em outro festival, desta vez no estado vizinho no qual reside, classificou novamente e conseguiu as passagens a tempo, apresentando-se no evento e sendo muito elogiada - além de ter um vídeo de sua participação publicado no YouTube. Eis aqui outro "efeito colateral positivo" da decisão de se inscrever: muitas portas podem se abrir para você, o que não aconteceria de modo algum se você optasse por não enviar seu trabalho.

Há ainda outro aspecto que me parece altamente positivo em relação a submeter seu trabalho a editais. Você recebe um forte estímulo para pensar sobre o seu trabalho de formas que, ao natural, não faria. E não estou chamando de estímulo a premiação em dinheiro (embora ela claramente seja muito bem-vinda!). Falo exatamente da fase de inscrição, onde muitas vezes você precisa detalhar em textos de certo fôlego aspectos do seu trabalho sobre os quais, muitas vezes, você não parara para pensar racionalmente (isso, ao menos, acontece direto comigo!).

Por fim, determinados editais pedem como contrapartida a realização de alguma atividade aberta à comunidade, o que pode resultar, por vezes, na criação de novos produtos. Foi isto, aliás, que aconteceu no já mencionado edital de Maceió. Uma das exigências era que o artista oferecesse uma oficina ao público. Isto me levou a criar uma oficina de Fotografia, algo em que eu já vinha pensando há algum tempo, já que minha Oficina de Cinema é, reconheço, um pouco dispendiosa, por só poder ser realizada em locais onde haja notebooks à disposição dos inscritos. A nova oficina, da qual falarei neste blog em breve, foi pensada justamente para ser mais fácil de realizar que a de Cinema.

Ora, se participo de um edital e não sou selecionado, mas nesse processo acabo tendo a "chave" que procurava para criar uma nova Oficina, que poderei inscrever em outros editais e também oferecer para contratação por instituições, não vejo como poderia me considerar "derrotado" nesse processo. A vida no geral é bem mais diversa do que as classificações simplórias querem nos fazer crer.
= )


19/02/2018

A Semana nº 47

  • Na sexta, 16, recebi meu certificado online pela participação no Fotovaral realizado pelo Fotoclube de Rondônia, no Espaço Caboclo (Porto Velho), em 27 de janeiro, durante o evento Feijoada Cabocla - a primeira exposição de que participei neste ano! Em 2016, fotos minhas, impressas, já haviam figurado em outro Fotovaral. Desta feita, o Fotoclube optou por apresentar impressas os trabalhos de fotógrafos de Porto Velho, possibilitando a profissionais de outras cidades enviar fotos por e-mail para serem projetadas na parede. A foto que enviei e foi projetada foi esta inédita, que fiz em Belém no ano passado. Agradeço ao Fotoclube de Rondônia o cuidado que teve, convertendo minha foto para as especificações necessárias para a projeção, algo que eu tentei mas não consegui fazer dentro do prazo solicitado.


  • Também na sexta, publiquei no IMDb uma resenha do clássico filme brasileiro Cidade de Deus, de 2002. Ela ainda é a mais recente crítica sobre o filme publicada no site, podendo ser vista logo que você acessa este link

  • E hoje, segunda, 19, pela primeira vez meu nome saiu no Diário Oficial de Alagoas, a propósito do Edital de Concurso Público para Seleção de Projeto de Artes Visuais para ser Exposto na Galeria do Complexo Cultural Teatro Deodoro. O concurso foi aberto pela Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas para selecionar um único projeto de exposição para a galeria anexa ao teatro, localizado no Centro de Maceió. O edital recebeu onze propostas, seis das quais inabilitadas por descumprimento de itens do edital. De um total de 50 pontos possíveis, o projeto vencedor obteve 50. O meu foi o quinto colocado, com a pontuação de 47,3, ficando 8 décimos atrás do quarta colocada (não é só no desfile de escola de sambas que décimos são importantes para a vitória). O resultado pode ser conferido neste link, na página 27. 

15/02/2018

A Semana nº 46


  • Na sexta, 2 de fevereiro, fiz meu primeiro post de imagem em movimento no Instagram - não se trata de um vídeo, e sim de uma foto do Encontro das Águas, feita em 2015, e "animada"  agora através do programa Gramblr. Veja como ficou!


Uma publicação compartilhada por Fabio Gomes Foto & Cinema (@fabiogomes.fotocinema) em


  • Na quarta, 7, criei nova página no blog Jornalismo Cultural, para divulgar Editais Culturais - neste primeiro momento, Editais de Cinema e de Fotografia. Uma curiosidade é que, até os 44 minutos do segundo tempo, a ideia era criar este espaço neste blog, e não naquele. O que me decidiu a hospedar a página lá é a possibilidade de ampliar, num futuro próximo, o mapeamento para editais de outras áreas, como por exemplo a Literatura. Atualizações semanais às segundas-feiras, ou a qualquer momento em edição extraordinária! 

;)





06/02/2018

Como encomendar seu ensaio fotográfico



Apresento hoje a vocês meu novo pacote de ensaio fotográfico. Com o pacote Ensaio Completo, você receberá todas as fotos do seu ensaio, editadas, entregues em mídia digital (CD, DVD ou pen-drive, ou enviadas pela internet, através do serviço WeTransfer), mais 10 fotos impressas no tamanho 15 x 21 cm, além de um brinde exclusivo. Tudo isto por apenas R$ 500,00 (o valor pode ser pago parceladamente).

Você segue tendo a opção de contratar o pacote Ensaio Digital, no qual você terá todas as fotos do seu ensaio, editadas, entregues em mídia digital (CD, DVD ou pen-drive, ou enviadas pela internet), por apenas R$ 400,00 (o valor pode ser parcelado).

A primeira arte ligada a esta campanha é ilustrada por uma foto inédita que fiz da modelo Bruna Xavier no Cais de Rondonópolis (MT), em que a vemos admirando a natureza exuberante do Rio Vermelho, em agosto de 2016. 

Como encomendar seu ensaio

Preencha e envie o formulário abaixo. Em seguida entrarei em contato com você.



01/02/2018

Como meu filme foi parar em dois festivais italianos


Em 15 de janeiro, anunciei aqui no blog que pela primeira vez um filme de minha autoria era selecionado para um festival fora do Brasil. Meu oitavo curta, Visitando os Tukano-Dessana, está entre os finalistas do Cefalù Film Festival, que acontece no segundo semestre em Palermo (Itália).

Exatos 15 dias depois, na terça, 30, o mesmo curta foi anunciado como semifinalista do STIFF - por extenso, o San Mauro Torinese International Film Festival, da cidade de San Mauro Torinese, região do Piemonte, também na Itália, programado para maio. Atualização 5.2.18: A lista dos finalistas ainda será divulgada, só então terei a confirmação de que meu filme será ou não exibido no STIFF. 

Jamais em minha vida imaginei que um filme feito sem grandes recursos (basta dizer que toda a captação foi feita com minha já aposentada câmera compacta Nikon S3500) poderia ter esta carreira internacional. De certo modo, posso dizer que editei o filme pensando nisso, em abril do ano passado, mas com o correr do tempo percebi que não seria algo muito simples. Mas também não é algo de outro mundo, né, do contrário eu não teria conseguido. Resolvi então neste textão contar pra vocês como tudo aconteceu.

O filme tem 13 minutos e 4 segundos de projeção, e menos de um quarto deste tempo tem o que se poderia chamar de diálogos. A rigor, há apenas uma frase em português, dita por um índio Tukano-Dessana que atua como uma espécie de mestre-de-cerimônias na aldeia que visitei em novembro de 2015, numa ilha do Rio Negro, próxima a Manaus, e o restante são cantos tradicionais desse povo. Na maior parte do tempo, porém, as danças apresentadas são ao som de flautas de variados formatos e tamanhos, além de alguma percussão, sem canto. 

Pensei então que tinha em mãos um bom material para festivais tanto no Brasil quanto no exterior, e comecei a inscrevê-lo em todos os festivais possíveis. De abril para cá, foram 116 inscrições apenas através de um site, o Film Freeway. Existem outros sites, como o Movibeta, o FestHome e o Click for Festivals, mas considero o Film Freeway mais amigável, além de ser o único que apresentou resultados positivos até o momento. Em tempo: poucos festivais brasileiros utilizam os serviços destes sites, então as dicas a seguir servem mais para quem quer ver seu trabalho exibido no exterior, OK? Sigamos. 

Não tem muito mistério. Você, tendo pelo menos um filme de sua autoria, pode criar uma conta nestes sites e subir todas as informações do filme (dá um certo trabalho no começo, mas isso permite que depois você se inscreva com muita facilidade). Concluído isto, você pode pesquisar os festivais que têm relação com o seu filme. No Film Freeway, você pode pesquisar usando alguns filtros - eu sempre pesquiso festivais com sessões presenciais e festivais online, que não cobrem inscrição e que aceitem documentários. Isto gera uma lista pela qual navego procurando os festivais mais interessantes pro meu filme. Aí bastam alguns cliques e pronto! Sites como os citados têm reduzido a exigência de envio de DVDs pelo Correio, com o risco de custar caro e demorar num envio para o exterior.

Alguns festivais só aceitam filmes sobre determinado tema, ou de diretores do próprio país, ou ainda com até determinada idade. Mesmo assim toda semana há dezenas de novos festivais cadastrados em cada uma das plataformas citadas. O Film Freeway tem uma área do diretor onde você pode ver todos os festivais onde se inscreveu e a atual situação em cada um deles, com cores facilitando uma rápida identificação.
  • A questão da cobrança por inscrição - algo raro no Brasil, praticamente uma praxe no exterior - pesa muito. É comum se cobrar algo em torno de 40 dólares por inscrição. Imaginem se eu fosse pagar 40 dólares para cada um destes 116 festivais - daria "apenas" R$ 14.694,88, pela cotação de hoje. Impensável. Lembrando que a inscrição é não-reembolsável: se seu filme não for selecionado, ou mesmo se você desistir de concorrer, este valor não lhe será devolvido. 

Uma coisa que constatei ao longo desses dez meses é que a questão das legendas é mesmo fundamental. Procurarei ficar atento a isto num futuro curta. Por ora, a meta é aproveitar a chamada 'janela' dos festivais - o período entre um a dois anos após a conclusão de um filme no qual os festivais aceitam sua inscrição. 

Enfim, viram como se inscrever não é nenhum mistério? Claro que ler bem em inglês ajuda (o Movibeta tem versão em espanhol, o FestHome tem versão em português, no caso dos outros o Google Translator taí pra dar aquela mãozinha esperta). Se você tem um ou mais filmes concluídos em 2017 ou mesmo este ano, considere a possibilidade de se cadastrar em ao menos um dos sites mencionados. Faça seu cadastro e depois é só acompanhar as newsletters semanais dos sites, sempre destacando festivais novos e aqueles que estão encerrando as inscrições. 

Pra finalizar, uma dica que ouvi no debate "Curadoria e Crítica nos Festivais - Experiências", do qual participaram os críticos e realizadores Camila Vieira e Eduardo Valente, durante a 8ª Mostra Sururu de Cinema Alagoano, no Centro Cultural Arte Pajuçara (Maceió), em 16 de dezembro de 2017. Diretor artístico do Festival de Brasília, Valente procurou desfazer a imagem negativa que os cineastas pudessem ter dos curadores de festivais - ao contrário do que possa parecer, os curadores apreciam, sim, e muito os filmes inscritos, a questão é que há uma seleção porque não é possível exibir tudo, e nessa seleção cada festival tem seus próprios critérios. Visitando os Tukano-Dessana, que mostra a visita de turistas a uma aldeia indígena, poderia por exemplo entrar num festival cujo tema seja o turismo, mas não em outro que tenha foco em filmes sobre gastronomia. Ser rejeitado por um festival não quer dizer que seu filme seja ruim ou você seja um péssimo cineasta, apenas naquele momento aquele não é o material adequado para o evento, na opinião de quem organiza o evento. Por isso, Eduardo Valente recomenda:

- Se inscrevam nos festivais, e de preferência se inscrevam tão logo abra o período de inscrições. 

Isto porque no início é mais fácil os curadores poderem avaliar com calma seu filme. Mas boa parte dos realizadores deixa pra se inscrever nos últimos dias - há festivais que recebem, no dia do encerramento das inscrições, exatos 50% de todos os filmes concorrentes, e aí já há bem menos tempo hábil para apreciações mais demoradas. 
#ficaadica



25/01/2018

"Essa foto tu vai vender, né?" (2)

Em agosto de 2016, publiquei aqui no blog um textão tendo como título a pergunta que também intitula este artigo. Resumidamente, lá eu falava de como ouvia com frequência essa pergunta ao fotografar em locais públicos (como estou há seis meses numa cidade turística como Maceió, pode ser que não a ouça mais porque talvez aqui o estranhamento seja menor).

Naquele artigo eu lamentava que, ao contrário que a pergunta leva a supor, não houvesse um mercado real de venda de nossas fotos. Reconheço hoje que estava desinformado - existe o mercado de bancos de imagens. Embora eu já soubesse de sua existência desde 2008, pelo menos, apenas em fevereiro de 2017 fiz minha primeira inscrição em um banco de imagem, no caso, a Shutterstock. Na ocasião, não fui aprovado e só em novembro voltei a tentar aprovação, tanto na Shutterstock quando em outros bancos. Até que, em 21 de dezembro, tive minha primeira foto colocada à venda pela Adobe Stock.

Isto me animou a me inscrever em outros bancos, enquanto eu seguia aguardando pela análise das fotos enviadas à Shutterstock ainda em novembro. Fui percebendo que levam de 24h até uma semana para dar um retorno. Pensei que não faria mal algum enviar novo lote para tentar aprovação na Shutterstock, o que fiz em 16 de janeiro. No dia 18, fui informado de que passava a ser um contribuidor do banco, tendo 5 fotos aprovadas, com uma destas fotos já vendida para um cliente de São Paulo! É a foto que ilustra este textão.

Aproveitei para perguntar à equipe do site se havia previsão de se pronunciarem sobre as fotos enviadas em novembro, ao que me responderam que, talvez devido algum problema técnico, as referidas fotos não constavam para análise no sistema! Talvez tenha havido algum bug (o que é perfeitamente compreensível ao se ter em mente que a Shutterstock recebe milhares de fotos por dia, do mundo inteiro!). Enfim, ressubmeti algumas daquelas fotos - e nenhuma passou (risos).

Nesse processo, que recém começou, já posso dizer que aprendi algumas lições:

1. A possibilidade de venda é real. Afinal, eu já tive uma foto vendida de cara. O que ganhei pode até ser considerado simbólico (40 centavos de dólar), mas neste caso a imagem pode ser vendida inúmeras vezes, bem como todas as outras que eu tiver em meu portfólio, que está em constante crescimento.

2. Você precisa ir atrás dos seus interesses, ninguém mais no mundo irá fazer isso por você (exceto, talvez, a sua mãe). Vejam, eu poderia estar até agora esperando a Shutterstock se pronunciar sobre as fotos de novembro... que eles nem receberam! Teria perdido de me inscrever em outros bancos, talvez, e principalmente de ter sido aprovado e fazer minha primeira venda. Tem alguma dúvida? Pergunte. Os bancos de imagem querem vender tanto quanto você.

3. Esse processo de ter suas fotos analisadas por terceiros é incrível. A maioria de nós tem suas fotos vistas e comentadas apenas por parentes e amigos e/ou os clientes que as encomendaram (quando é o caso). Clientes tendem a ser mais objetivos (afinal estão pagando!), o que não acontece com parentes e amigos... É claro que a análise dos bancos de imagens obedece a certos critérios - eles vão procurar aprovar as fotos que tenham maior potencial de vendas, de acordo com as diretrizes da empresa e principalmente do que os clientes deles estão procurando. Inclusive foi pensando nisso que fiz essa foto de preservativos masculinos, visando ser aproveitada em alguma reportagem falando de prevenção à saúde, ligada ou não ao Carnaval  (o que me levou a submeter a imagem como "editorial" e não "comercial"). Aliás, tive a ideia de submeter a foto à Shutterstock como "editorial" depois que a CanStockPhoto rejeitou a imagem por conter logotipos (mais detalhes no próximo item).

4. Quando você, como eu, trabalha com vários bancos de imagens, acaba compreendendo rápido que ter uma foto rejeitada não é o fim do mundo. Isso não significa que a foto não é boa ou você "não leva jeito" para fotografar. Como disse acima, cada banco analisa conforme seus próprios critérios, o que varia muito. Vamos tomar como exemplo essa mesma foto que vendi na Shutterstock.
  • A Adobe Stock a rejeitou por "recusa de propriedade intelectual", entendendo que os logotipos que aparecem na imagem podem gozar de proteção legal, o que impediria ou dificultaria a venda. A CanStockPhoto também a recusou pelo mesmo motivo, mas foi isso que me mostrou a melhor forma de mandar o material para a Shutterstock. 
  • Por fim, a iStock está com a imagem "sob revisão", tendo me aconselhado a remover os logos e submeter novamente (o que não creio que valha a pena fazer, já que a imagem está aprovada em outros três bancos). 

Em resumo: 6 sites analisaram a foto, 3 aprovaram (em 1 ela até já foi vendida) e, nos outros 3 que não a aceitaram, o motivo foi evitar um possível futuro probema envolvendo direitos sobre os logotipos identificáveis na foto, e não qualquer questão referente à qualidade em si da imagem. Considero isto um saldo altamente positivo.
=)


22/01/2018

A Semana nº 45

  • Na quinta, 18, realizei minha primeira venda em um banco de imagens. Através do Shutterstock, um cliente de São Paulo adquiriu esta minha foto - um close num display de distribuição de preservativos, que eu fotografara aqui em Maceió no sábado, 13. Clique no link e conheça meu portfólio nesse que é o maior banco de imagens do mundo. 



  • E na sexta, 19, descobri no site do Dia Mundial da Filosofia que tive esta foto, intitulada Baiana do Acarajé, premiada no recente Concurso Nacional de Fotografias "O Olhar do Pensador: Fotografando Ideias" - 2017, que teve como tema O Trabalho como Ferramenta de Desenvolvimento do Ser Humano e da Sociedade. O concurso foi promovido pela associação Nova Acrópole, com cooperação da representação da Unesco no Brasil. O resultado saiu em novembro de 2017, porém na ocasião eu não fui informado. O concurso premiou 3 fotografias e selecionou outras 17 para fazer parte de uma exposição itinerante, Veja aqui as 20 fotos selecionadas. Todas as fotos participaram de uma exposição itinerante nos meses de novembro e dezembro; o regulamento previa que fossem ao menos 5 capitais brasileiras. Quando eu receber a confirmação de quais cidades a exposição percorreu, informo aqui. 

Salvador, 2015


15/01/2018

A Semana nº 44

Às 5h57 da manhã desta segunda, 15, recebi por e-mail esta notícia que certamente será uma das melhores do ano inteiro: meu curta-metragem Visitando os Tukano-Dessana está na seleção oficial do Cefalù Film Festival!!!

A terceira edição do evento acontece na cidade italiana de Palermo entre os dias 1 de junho e 31 de dezembro. Não tenho no momento maiores detalhes, apenas que meu curta é um dos 100 finalistas e que irá concorrer ao Prêmio Pino Scicolone, no valor de mil euros. 

É a primeira vez que um filme de minha autoria é selecionado para um festival no exterior!

=)


13/01/2018

Coisas do Mundo: Perspectiva



No próximo dia 19, o Trapiche Eliezer Levy, construído sobre o Rio Amazonas, na área central em Macapá, passará a contar com um complexo turístico. Leia mais sobre a programação no site do jornalista Chico Terra

Fiz esta foto do Trapiche no final da tarde de 9 de novembro de 2016, sobre a linha do bondinho que então se encontrava desativado. Na época, após uma reforma acontecida em meados daquele ano, a circulação  de pessoas no Trapiche só era permitida de segunda a sexta. 



11/01/2018

Balanço de 2017

Nunca fui muito afeito a publicar retrospectivas de ano, como contei aqui ao fazer o balanço de 2016. Igualmente venho evitando, mesmo privadamente, fazer "planejamento do ano". Em verdade, tenho metas de vida que independem de data - até porque se você for ver, amarrar metas a datas nem sempre faz muito sentido. Digamos que você se proponha a emagrecer 10 quilos em 2018. Se chegar 31 de dezembro e você perdeu 6, vai fazer o quê? Prosseguir no bom caminho, buscando completar os 4 que ainda faltam, ou abandonar a meta, apenas por ter chegado à "data-limite"? 

Pra mim, 2017 foi um ano bem diferente dos anteriores - em 2015 e 2016, viajei quase 22 mil km pelo Brasil. Já o ano passado teve uma divisão quase salomônica: passei o primeiro semestre em Belém e o segundo em Maceió (com uma ligeira "vantagem" para a capital de Alagoas, já que cheguei aqui em 29 de junho, tendo saído da capital do Pará dois dias antes, de ônibus - o que dá aproximadamente 2.100 km). Foi o primeiro ano desde 2010 em que não estive nenhuma vez em Macapá.


Cursos - Esta divisão do ano em partes iguais passadas em regiões diferentes não foi planejada para ser assim. Saí de Macapá ao final de 2016 pensando em ficar em Belém por pelo menos dois anos. O motivo principal foi meu interesse em fazer um curso de Comissário de Bordo. Ao mesmo tempo em que era uma tentativa (a última, espero!) de fazer algo sem ligação direta com Cultura, Arte e Comunicação, a possível-nova-carreira tinha sim sua ligação com Fotografia. Eu pensava nas possibilidades geradas pelo fato de ter uma escala mensal programada viajando pelo país, podendo usar as folgas para fazer fotos de paisagens, agendar ensaios etc. O curso de Comissário dura quatro meses, mas só consegui fazer o primeiro mês, por questões financeiras - além do curso em si, é necessário fazer uma série de exames, nem todos oferecidos pela rede pública de saúde. 

Além disso, parte do meu orçamento já estava comprometida com outra despesa relacionada a uma futura carreira aérea: o estudo de idiomas. Em janeiro, depois de uma vida como autodidata, fui estudar Espanhol em uma escola pela primeira vez. O teste de nivelamento encaminhou-me já para a etapa Avançada do curso, que comecei a fazer nas tardes de sábado ainda em janeiro; ao final do semestre, completei o curso. Já no Inglês, que eu não estudava formalmente há, talvez, 25 anos (!), o nivelamento me encaminhou para o nível Intermediário, o que significa(va) pelo menos mais dois anos e meio de estudo. Este fator, aliás, foi o principal para eu resolver não retomar o curso de Comissário - até ter a fluência que o mercado exige, já estaria com 48 anos, e sem experiência no ramo aéreo, e o que não faltam hoje no mercado são jovens com o curso e experiência, mandando muito bem no Inglês. Enfim, decidi abraçar de vez meu destino com a Cultura,  a Arte e a Comunicação, tudo que eu sempre fiz que deu certo estava ligado a pelo menos uma destas áreas. 

Minhas aulas de Inglês começaram em abril, aos sábados pela manhã. Consegui encarar dois meses de aulas o sábado inteiro; ao final de maio, optei por sair do Inglês, tanto por incompatibilidade com o programa lecionado quanto por questões administrativas com a escola. Mesmo não almejando mais ser comissário, lógico que vale a pena seguir com o Inglês (fotografar modelos internacionais é um dos meus planos a médio prazo), e opções de onde estudar não faltam. De modo que a vinda a Alagoas, pensada inicialmente apenas para o mês de julho (quando Belém literalmente pára), se transformou em uma mudança, sendo a primeira vez que moro fora da Região Norte nos últimos 7 anos. Por ora, a ideia é ficar aqui até final de maio, pelo menos. 

Rede - 2017 foi o ano em que pela primeira vez encomendei impressos para divulgar meu trabalho como fotógrafo, tanto em Belém quanto em Maceió. A rigor a estratégia em si não funcionou - no sentido de alguém que nunca ouviu falar de mim ver o cartão, me telefonar e me contratar ou ao menos marcar uma reunião. Os ensaios que fiz nas duas cidades foram encomendas de amigos ou acertadas a partir de contatos nas redes sociais (novamente com a liderança do Facebook). 

Foi também o ano em que criei uma rede de representantes que se destinava a captar clientes de ensaio para mim em outros estados. Contei com cinco pessoas fazendo isto, no Amapá, Mato Grosso, Rondônia (capital e interior) e Tocantins, de maio a setembro. Embora a rede não tenha gerado contratações, não abandonei a ideia: pretendo relançá-la este ano, com algumas modificações.



Editais - Um setor no qual posso dizer que as coisas vão bem é em relação a editais. A maior alegria neste campo foi a premiação que recebi no Edital Pauta Livre da Fundação Cultural do Pará, levando a exposição e a mostra de curtas As Tias do Marabaixo para a Galeria Theodoro Braga (Belém), durante um mês (março-abril) - o maior evento já dedicado a meu trabalho. Durante esse período, o cine Líbero Luxardo, também de Belém, exibiu um vídeo-convite da exposição, editado por mim. Ainda por edital, fui selecionado para expor fotos em Macapá e Florianópolis (abril).  

Já na área de Cinema, tive dois filmes selecionados para exibição em festivais: Tia Biló na MILC - Mostra Itinerante Livre de Cinema: Perspectivas Periféricas (Fortaleza, julho) e Visitando os Tukano-Dessana no Cine Tamoio (São Gonçalo, RJ, setembro). Este último curta foi finalizado em abril, a partir de material captado em novembro de 2015 no Amazonas, e está sendo mantido inédito na internet porque decidi priorizar a "janela" dos festivais (o período de 1 a 2 anos em que os festivais aceitam a inscrição de um filme), e alguns deles pedem ineditismo total, inclusive na internet.

O mais estranho em relação a editais foram três vezes em que "ganhei mas não levei". Uma foi de um edital ainda de 2016, mas para ser executado em 2017 - a 1ª Chamada Pública da Casa de Cultura Mario Quintana (Porto Alegre). Tive aprovada a exibição dos cinco curtas da série As Tias do Marabaixo. A CCMQ entrou em contato comigo por e-mail em 4 de janeiro, solicitando um telefone de prefixo 51 com o qual pudesse me contatar (o que é beeeem estranho, já que o edital era nacional). Respondi que eu mesmo poderia ligar, bastando eles me informarem um telefone. Não houve resposta; acabei pegando um número do site mesmo e liguei na semana seguinte; soube então que o responsável pelo edital estava de férias (o que não significa necessariamente que o edital deveria parar, não é?). Deixei recado para entrarem em contato, por e-mail que fosse, o que não aconteceu.

Outro caso no estilo foi o edital nacional de ocupação da Galeria Trapiche Santo Ângelo, de São Luís, para o qual propus uma exposição inédita com fotos da Lagoa da Jansen. Aqui os organizadores nem chegaram a me informar que eu fôra selecionado, eu é que descobri garimpando pela internet, em março, já um mês depois do anúncio do resultado. Houve alguma troca de e-mails pensando numa data para a mostra, mas isto não chegou a ficar resolvido até que a comunicação foi interrompida, ainda em março. De modo que eu achei arriscado preparar o material para expor em São Luís sem saber se a exposição iria acontecer, como de fato não ocorreu.
Atualização 19.1.18: Em contato com a Galeria hoje, ficou acertada uma exposição individual minha no espaço, em data a ser agendada. 

Enfim, lição aprendida: estou descartando os editais em que cabe ao artista uma série de gastos (impressão das fotos, confecção de moldura, transporte das obras, viagem para o local da exposição, eventualmente coquetel na noite de abertura etc), sem uma contrapartida financeira da instituição, e priorizando a inscrição em editais que ofereçam premiação em dinheiro para as exposições selecionadas.

Algo semelhante aconteceu com relação à Oficina de Cinema Independente, selecionada para a  Semana da Diversidade de Ouro Preto e Mariana, que aconteceu nessas cidades mineiras em novembro. Fui comunicado da seleção no final de outubro, porém posteriormente a organização do evento não fez nenhum outro contato. 

Resumo da ópera: fui selecionado em sete editais este ano. O resultado: três exposições, duas exibições de filmes em festivais e dois "vácuos". Só para comparar, em 2016 obtive duas seleções (a da CCMQ e da Mostra Cine Redemoinho, em Angra dos Reis), mas só comecei a me inscrever em editais a partir de setembro. 
Atualização 22.1.18: Tive uma foto selecionada no Concurso Nacional de Fotografias "O Olhar do Pensador: Fotografando Ideias", que gerou uma exposição itinerante. O balanço do ano atualizado, portanto, agora é: seleção em oito editais, quatro exposições e duas participações em festivais. 

Saldo final - Também tive fotos publicadas em jornais e sites de Macapá e Belém, no primeiro semestre, a maior parte em função de estar com a exposição d'As Tias na capital paraense. Fotos minhas também foram utilizadas para divulgação de shows em Macapá e Belém no primeiro semestre.

Um avanço foi a conclusão da edição do livro As Tias do Marabaixo, que desde novembro está com design pronto para a impressão; desde então, tenho inscrito o projeto em editais visando publicá-lo.

Quase ao final do ano, em novembro, resolvi investir na venda de fotos através de banco de imagens. Tive minha primeira foto aprovada para venda pelo Adobe Stock em 21 de dezembro, e desde então já tive meu trabalho aceito por mais 11 sites. Vários outros estão ainda analisando meu material (um deles, inclusive, está fazendo isso há quase dois meses!). Outra coisa que me permiti fazer, também no finalzinho de '17, foi legendar pela primeira vez um curta meu em Espanhol (olhaí como o curso já está demonstrando sua utilidade!); fiz isto para inscrever Tia Zezé no Encontro dos Tambores em um festival internacional. 

Considero o saldo do ano positivo, com excelentes realizações. Em relação aos problemas acontecidos, já identifiquei o que fazer visando um resultado melhor em 2018. E vamo que vamo! 


Fotos inéditas feitas em Maceió 
no segundo semestre de 2017