18/07/2018

Venha ser nossa Cliente VIP (promoção válida para Macapá e Santana - AP)



Lanço hoje a campanha Venha ser nossa Cliente VIP, oferecendo uma condição especial de contratação do meu pacote Ensaio Completo para clientes das cidades amapaenses de Macapá e Santana, com o objetivo de levantar fundos para a aquisição de meu novo equipamento fotográfico.

Necessito adquirir uma nova câmera porque aquela que eu vinha utilizando há dois anos, uma Nikon L330, passou a apresentar sério problema de foco há pouco mais de um mês. Minha opção é voltar a trabalhar com Canon, já que a Nikon deixou de atuar no mercado brasileiro. Vou adquirir uma Canon DSLR EOS Rebel T6 com lente 18-55mm (quem tiver interesse pode ver a página de oferta no site das Casas Bahia e aqui as especificações do modelo no site da Canon). 

Mas enfim, como você pode se tornar uma Cliente VIP e me ajudar a alcançar este objetivo? E, principalmente, o que você ganha com isto? Explico a seguir:

1 - Até 31 de julho, clientes residentes nas cidades de Macapá e Santana, no Amapá, ao adquirir meu pacote de Ensaio Completo e efetuar o pagamento à vista, terão garantida a realização de não apenas um, mas sim de três ensaios. Repetindo: você paga por um ensaio e garante a realização de mais dois gratuitamente. Fica instituído o prazo de 6 meses (180 dias) para a realização de todos os ensaios a que cada cliente tiver direito ao fazer a referida aquisição. Os ensaios poderão ser realizados em Macapá ou em Santana, de comum acordo entre cliente e fotógrafo.

2 - No pacote Ensaio Completo você recebe todas as fotos do seu ensaio, editadas, entregues em mídia digital (CD, DVD ou pen-drive), mais 10 fotos impressas no tamanho 15 x 21 cm, além de um brinde exclusivo. Tudo isto por apenas R$ 500,00. Lembrando que para que você garanta sua participação na campanha Venha ser nossa Cliente VIP e usufrua de todos os benefícios mencionados, é necessário que o pagamento do ensaio seja feito em parcela única até o dia 31 de julho. 

3 - E por fim, mas não menos importante: esta oferta é limitada a três vagas. Tão logo consigamos atingir a meta de três Clientes VIPs nas condições descritas acima, a campanha será encerrada e farei a encomenda da Canon T6 junto às Casas Bahia. Os ensaios começarão a ser agendados tão logo o equipamento me chegue às mãos (o prazo informado pelo site é de até cinco dias úteis, ou seja, ainda na primeira quinzena de agosto). Então se você mora em Macapá ou Santana e tem interesse, entre em contato comigo o quanto antes, não espere o dia 31 porque a campanha poderá já ter sido encerrada! 


Foto da arte: modelo Suzan Arraes fotografada 
no Mangal das Garças (Belém, PA) - 16.6.18

17/07/2018

A Semana nº 57



N'A Semana nº 55, contei aqui que meu curta Visitando os Tukano-Dessana fôra selecionado para um festival russo, o International Ecological Film Festival TO SAVE AND PRESERVE, da cidade de Khanty-Mansiysk, no começo de junho, junto com outros seis curtas brasileiros.

Agora na quarta, 11, recebi nova mensagem dos organizadores do evento, explicando que meu curta foi visto pelos jurados na fase de pré-seleção - o que os levou a me conceder o diploma que ilustra a postagem - porém não chegou a ser exibido nos dias do festival (4 a 8 de junho).   

De todo modo, penso que não deixa de ser uma distinção importante, afinal meu filme foi considerado digno de integrar a pré-seleção de um evento do outro lado do mundo.


11/07/2018

A Semana nº 56

Na segunda, 9, recebi e-mail do A Rebel Minded Festival (Nova York, EUA), informando que a edição deste ano do evento, prevista para agosto, ficou para 2019. Nesse processo, o curta que inscrevi, Visitando os Tukano-Dessana, segue na disputa pela premiação, agora na condição de semi-finalista.

Em português claro, isso quer dizer que haverá outra rodada de avaliação, na qual um júri irá decidir os filmes a serem exibidos no evento (que serão os finalistas). Destes sairão os premiados.

30/06/2018

Semana em Altamira

Encerrei ontem minha breve passagem por Altamira, no sudoeste paraense, aonde havia chegado no sábado, 23. 

A princípio, eu iria fazer pelo menos um ensaio com modelo e aproveitar para efetuar registros de paisagens locais. Como minha câmera estragou ainda antes de eu sair de Belém (na quinta, 21), só o segundo item chegou a ser realizado, ainda assim através do celular. Esta questão do equipamento (ou melhor, de sua ausência) pesou para que eu decidisse abreviar a viagem, que tinha previsto mais uma semana em Altamira e alguns dias em Santarém. Vou aproveitar essa semana e fazer um breve recesso. ;)

Segue uma seleção de fotos feitas durante a semana e publicadas no meu Instagram.




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Estas bóias marcam o limite até onde banhistas podem avançar rio adentro


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21/06/2018

Semana em Belém

Amanhã chega ao final minha rápida passagem por Belém, iniciada na quarta, 13, ao final do encerramento de minha temporada de praticamente um ano em Maceió. Como falei no post anterior, foi por Belém que se deu minha entrada na Amazônia, há 8 anos. O que eu não disse na ocasião, até por só ter me dado conta disto alguns dias depois, é que Belém é a única cidade onde estive todos os anos desde 2010, nem que seja da forma atual - uma semana em rápida passagem. 

Nesses dias, aproveitei para fotografar lugares daqui pelos quais eu sempre passei, mas nunca tinha parado para registrar. Na quinta, 14, foi a Basílica de Nossa Senhora de Nazaré, no bairro Nazaré, o primeiro onde morei aqui. Já ontem foi a vez do Museu Paraense Emílio Goeldi, que abriga uma rica variedade de fauna e flora da Amazônia, e que eu só tinha visitado uma vez, justamente em minha primeira viagem a Belém - em agosto de 2005 (!). Entre uma coisa e outra, também estive novamente no Mangal das Garças (cenário desta foto e de um ensaio no ano passado) para fazer meu segundo ensaio com a modelo Suzan Arraes, isto no sábado, 16. Parece pouco, mas são mais de 1.100 imagens (fora umas 300 com o celular). 

Abaixo, pela ordem, vemos uma foto da Basílica, outra do Museu e depois do Mangal, todas com a Nikon L330 e inéditas.







O post encerra com uma foto que fiz com celular no único evento cultural que cobri esta semana - o lançamento do clipe da canção "Tereza Navalha", da cantora Gláfira. O evento aconteceu na segunda, 18, no Cine Líbero Luxardo. A imagem é uma foto que fiz da própria tela do cinema, com dizeres inseridos através do aplicativo do Instagram para celular. A publicação no meu perfil aconteceu na terça, 19, quando o clipe foi publicado no YouTube.




As fotos feitas nesta semana com a Nikon L330 devem marcar sua despedida, já que ao final da visita ao Museu a câmera passou a apresentar sério problema de foco associado ao zoom. Pelo tempo de uso (2 anos e 1 mês) e por já ter sido adquirida usada, não valeria a pena tentar o conserto mesmo que a Nikon não houvesse abandonado o Brasil no ano passado. De Altamira, onde chego no sábado, pretendo iniciar pesquisa para adquirir um novo equipamento Canon com o qual possa atender minhas clientes e tocar projetos pessoais.


10/06/2018

Rumo ao Norte

É curioso como às vezes percebemos que nossa vida parece obedecer a alguns ciclos. 

Há 8 anos, nesta data (10.6.10), saí de Porto Alegre para morar em Belém. No ano anterior, tinha lançado o blog Som do Norte e logicamente não fazia mais sentido seguir morando no Sul. Foi o começo de sete incríveis anos onde morei entre Belém e Macapá, e onde meu trabalho foi aos poucos migrando do jornalismo cultural eminentemente musical para a retomada de minha carreira como fotógrafo e me permitindo começar a trabalhar com Cinema, uma antiga paixão minha. O ápice deste período é sem dúvida o projeto As Tias do Marabaixo, que desenvolvo desde 2014. 

Exatos oito anos depois (10.6.18), eis-me a voltar para o Norte, após passar praticamente um ano em Maceió. A primeira parada é, justa e novamente, Belém. Devo ficar uma semana na cidade, e de lá ir para Altamira (com previsão de ficar duas semanas) e mais alguns dias em Santarém, de onde parto então para Macapá.


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Última foto feita em Maceió, 
hoje pela manhã


A Semana nº 55

Como informei n' A Semana nº 54, meu novo curta, Visitando os Tukano-Dessana, foi selecionado para o festival russo International Ecological Film Festival TO SAVE AND PRESERVE. 

Realizado na cidade de Khanty-Mansiysk, o festival existe há 21 anos e, de acordo com o site do evento, teve sua cerimônia de abertura no próprio dia 4. O texto informa ainda que os vencedores seriam anunciados no dia 7; a lista ainda não está divulgada no site. 

Na página com a lista dos participantes, meu nome aparece seguido da localização (Brasil, Maceió), grafado da seguinte forma: 

131.          Бразилия, г.Масейо, Фабио Гомез

Outros seis filmes brasileiros foram selecionados, de Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo.  O festival recebeu mais de 300 inscrições de 53 países.


04/06/2018

A Semana nº 54


  • Ontem, 3, a exibição do meu curta Visitando os Tukano-Dessana encerrou a sessão de vídeos do evento EX_TENSÃO, no Rio de Janeiro

  • E às 19h43 de hoje, 4, fui informado que este mesmo curta foi selecionado para o International Ecological Film Festival TO SAVE AND PRESERVE, que acontece nesta semana (!) em Khanty-Mansiysk (Rússia). 

Coisas do Mundo: Pássaros pousados nos fios


Fiz esta foto com o celular em 21 de maio, caminhando por uma rua da Ponta Verde, aqui em Maceió. Mais ou menos no mesmo lugar onde fiz outra foto semelhante, há quase 2 anos, já publicada aqui no blog, também de celular (no caso, o antigo). A antiga, embora menor, foi feita um pouco mais de longe, de modo que passou melhor a ideia de ser uma partitura do que esta. 

Certamente não consegui o efeito pretendido porque com o sol que batia no visor do celular na hora, eu não via praticamente nada do que estava sendo captado, só em casa é que vi que - mesmo sem ficar parecendo tanto uma partitura - a foto tinha de fato suas qualidades, e a postei no Instagram no dia seguinte.





28/05/2018

A Semana nº 53

N'A Semana anterior, noticiei aqui que meu curta Visitando os Tukano-Dessana será apresentado na VI Edição do EX_TENSÃO. O evento acontece no dia 3 de junho, das 17 às 21 horas, no Espaço MOVA, localizado no bairro Glória, no Rio de Janeiro (RJ). No dia 11, a fanpage do projeto divulgou esta arte onde meu nome consta entre os selecionados.




Já na segunda, 21, um post na fan page apresentou o cartaz e a sinopse do meu curta. 

E no sábado, 26, parte do cartaz foi incluída no vídeo-teaser do evento, também publicado no Facebook. 



23/05/2018

Belezas Naturais: Minimalismo



Tenho vasculhado meus arquivos de fotos em busca de imagens para enviar aos bancos de imagens (falo mais sobre este processo aqui) - no momento contribuo com apenas dois, o Shutterstock e o iStock. De todos os quase 40 serviços similares que testei ou ao menos contatei de novembro para cá, são os únicos sites onde obtive vendas, de modo que acabei por me desligar dos outros para focar nestes dois.

Nesse processo de arqueologia digital nos meus HDs, acabo surpreendido com fotos de que nem me lembrava, como esta, feita sobre a Praça Gogó da Ema, na praia da Ponta Verde, em Maceió, no dia 10 de julho de 2017, com a Nikon Coolpix S3500. 

Postei-a ontem no Facebook, com a legenda Levando o minimalismo ao extremo, e hoje no Instagram (com leve correção na luz) apenas como "Minimalismo". Aqui no blog a imagem está original, sem edição alguma. 



22/05/2018

Modelo da Semana: Juliana Michelin



Nossa modelo desta semana é a alagoana Juliana Michelin, que fotografei aqui em Maceió, nas praias da Pajuçara e da Ponta Verde (foto acima) no dia 11 de maio. 

Apareci (involuntariamente, é bom dizer - risos) em algumas fotos, já que a modelo usou óculos espelhados. Mas acabei aproveitando a ocasião para fazer uma "selfie diferente", como vemos ao lado. 

Vou viajar para o Norte nos primeiros dias de junho, então se você mora em Maceió ou cidades vizinhas e quer fazer um ensaio comigo, peço que entre em contato no máximo até o próximo dia 30, pelo Whatsapp 82-98164-4169.

21/05/2018

A Semana nº 52


  • No dia 10, meu primeiro curta - Tia Zefa no Dia da Consciência Negra 2014 - foi exibido no Cineclube Jacareí, dentro do Festival de Curtas, como já informei n'A Semana nº 51. Abaixo, o cartaz do evento. 





  • Já no dia 11, fui informado de que meu mais recente curta, Visitando os Tukano-Dessana, fará parte da programação da VI Edição do EX_TENSÃO. O evento acontece no dia 3 de junho, das 17 às 21 horas, no Espaço MOVA, localizado no bairro Glória, no Rio de Janeiro (RJ). Será a segunda apresentação do curta no estado, a primeira na capital. Ano passado, o filme estreou publicamente no festival Cine Tamoio, em São Gonçalo



09/05/2018

A Semana nº 51

Amanhã, quinta, 10, meu primeiro curta será exibido em Jacareí (SP). Tia Zefa no Dia da Consciência Negra 2014 será o segundo filme a ser apresentado no "Festival de Curtas" do Cineclube Jacareí. A sessão acontece na Sala Mário Lago (Pátio dos Trilhos, s/nº, Centro), a partir das 19h, Outros 13 curtas serão apresentados - a relação completa você encontra na página do evento no Facebook. A classificação indicativa do evento é a partir de 16 anos.

Conforme eu já mencionei n'A Semana nº 50, todos os filmes que são exibidos às quintas no Cineclube Jacareí irão concorrer em 6 de dezembro ao 11º Prêmio Cineclube Jacareí: Corvo de Gesso. 

É a primeira vez que um filme de minha autoria será apresentado no estado de São Paulo. 


03/05/2018

Coisas do Mundo: Urubuservação



Há exatamente um ano, publiquei no Facebook esta foto que fiz naquele mesmo dia 3.5.17 em Belém, com meu celular da época (felizmente já aposentado). Ele não era exatamente muito bom, então a qualidade da imagem é precária, mas creio que dá para reconhecer que retrata um urubu curvado sobre o leito da rua.  

Qual rua exatamente, não consigo identificar pela foto, mas pelo horário da postagem (12h37) creio ser em algum ponto da Cidade Velha, ou pelo menos imediações do Centro, já que era por ali que eu almoçava naquele tempo. 

Apesar da (falta de) qualidade da foto, quis trazê-la hoje para o blog porque a encontrei hoje nas Lembranças do Facebook, junto com a minicrônica bem-humorada que escrevi para acompanhar a postagem. É o que lemos na sequência.

***

Só urubuservo

Esse urubu pousou no leito da rua, afastando várias pombas que estavam por ali e saíram em revoada, quase passando por cima de mim. Segui caminhando e ao deparar com o urubu, que degustava um filhote de pássaro morto, eis que o urubu se assustou ao me ver (!), quase perdendo o equilíbrio (!!) e por pouco não caindo de costas no asfalto (!!!).

De onde será que esse urubu me conhece????


19/04/2018

Encomende seu ensaio em Maceió até o final de maio!

Está se aproximando do final minha atual temporada em Maceió - devo ficar aqui, ao que tudo indica, no máximo até o começo de junho. Estarei aceitando encomendas de ensaios, portanto, até o final de maio. Aproveite esta oportunidade, porque depois dessas datas não sei quando eu retorno para Alagoas!

Abaixo seguem, resumidamente, as condições de cada um dos pacotes de ensaio - o Ensaio Digital, o Ensaio Completo e o Monte o seu Pacote

Para encomendar, utilize o formulário ao final do post. Tendo qualquer dúvida, entre em contato através dos canais indicados neste link

Minha vida é fotografar a sua!

Fabio Gomes








A modelo desta campanha é a incrível Bruna Xavier.





16/04/2018

A Semana nº 50

  • Nos dias 24 e 25 de março, inscrevi 6 de meus curtas no 11º Prêmio Cineclube Jacareí: Corvo de Gesso, garantindo assim sua exibição em sessões a serem definidas do Cinema de 5ª, realizadas toda quinta-feira na Sala Mário Lago em Jacareí (SP). O Cineclube da cidade resolveu fazer um festival diferente: em vez de escolher um número reduzido de filmes e exibi-los num espaço curto de tempo (em média os festivais duram de 3 a 5 dias), todos os filmes inscritos são exibidos em ao menos uma sessão ao longo do ano, sendo a premiação entregue em 6 de dezembro. 


  • Em 5 de abril, fui comunicado pelo Darbhanga International Film Festival que meu curta Visitando os Tukano-Dessana foi selecionado para o evento. O festival acontece na cidade de Darbhanga, na Índia, de 20 a 22 de abril. Se meu filme for de fato exibido, será minha estreia no exterior. Digo "se" for exibido porque o festival selecionou mais de 180 filmes e irá priorizar a exibição das obras cujos diretores estiverem presentes. Claro que eu adoraria ir, mas sendo comunicado com tão pouca antecedência, a viagem se torna impossível - marcar um vôo de Maceió a Nova Délhi, ida e volta, com apenas 15 dias de antecedência, não sairia hoje por menos de R$ 5.700!


A imagem pode conter: atividades ao ar livre


  • No sábado, 14, as duas fotos que inscrevi no Brasília Photo Show deste ano foram publicadas no Facebook do festival. Ambas são inéditas aqui no blog. A primeira, "Devoção" (acima), é de 2015 e mostra fitas de promessas amarradas na grade da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, no Pelourinho (Salvador). A segunda, "Velho Chico" (abaixo), foi feita em 2016 e apresenta uma vista do Rio São Francisco no lado sergipano. Clicando no link contido nos nomes, você acessa a publicação das fotos na fan page do Brasília Photo. Ao curtir, comentar e compartilhar estas postagens, você ajuda a comissão julgadora do concurso a entender o impacto e o apelo público das obras; de todo modo, a decisão sobre quais obras premiar caberá unicamente ao júri.

A imagem pode conter: céu, oceano, nuvem, montanha, atividades ao ar livre, natureza e água


  • E no domingo, 15, outro foto minha feita em Sergipe no ano retrasado - mais especificamente no Canyon do Rio São Francisco, no município de Canindé do São Francisco -, também inédita no blog, entrou em votação online. Trata-se do concurso italiano "Viaggia Scatta e Vinci!". Neste caso, quem define o vencedor é a votação do público - que pode ser feita curtindo, comentando e compartilhando/repostando a foto no Facebook ou no Instagram do Ecobnb. Conto com seu voto!




Verde sobre Verde

Essa foto encerra a "trilogia do limão", que começou com o post Verde sobre vermelho e seguiu com O silêncio de depois - ambas postagens de novembro de 2016, remetendo ambas a um almoço meu em Belém em abril daquele ano. 

A foto de hoje também é de um abril, no caso do dia 16.4.17, onde retornei ao mesmo local dos posts anteriores, levando meu limão, e notei que a cor da toalha do restaurante, que costumava ser vermelha, agora era verde. 

É uma foto ainda do meu antigo celular, que comprei (salvo engano) em meados de 2014 e funcionou até 9 de março deste ano. Sua câmera era nada mais que razoável, e ultimamente só fotografava através do aplicativo do Facebook. 





21/03/2018

Coisas do Mundo: Apagão

Na tarde de hoje, praticamente metade do Brasil (todo o Nordeste, mais quatro estados do Norte - Amapá, Amazonas, Pará e Tocantins, num total de 13 unidades da Federação), foi atingido por um apagão. Aqui em Maceió, estivemos sem energia por aproximadamente 3 horas e meia (das 15h50 às 19h10). 

Perto das 18h, fiz da varanda do prédio onde moro estas fotos de uma rua do bairro Ponta da Terra - são as duas últimas; a primeira é o reflexo da lanterna do celular na parede do meu quarto. Pelas fotos externas, é possível ver como, de fato, anoitece bem cedo nesta parte do Nordeste (lembro que há dois anos, em João Pessoa, vi postes de iluminação pública acesos já por volta de 17h20!). Nos outros estados onde morei (Rio Grande do Sul, Pará e Amapá), você sempre tem alguma luz natural ainda perto das 19h.

Além de registrar esse fato lamentável acontecido hoje, aproveito o post para compartilhar com vocês minha primeira postagem múltipla no Instagram, até hoje eu sempre fizera por lá postagens com uma única foto (ou vídeo).


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12/03/2018

A Semana nº 49




08/03/2018

Modelo da Semana: Bruna Xavier (3)



Neste Dia Internacional da Mulher, pensei em postar uma foto de alguma modelo tipicamente brasileira. Depois percebi que esta é uma tarefa de execução muito difícil, já que o Brasil é um país com grande diversidade na formação populacional. Se, porém, elegermos como critério adotado o maior tempo habitando o território que hoje forma nosso país, será difícil não apontar neste quesito os povos indígenas. Daí a escolha por trazer novamente como Modelo da Semana a jovem modelo mato-grossense Bruna Xavier, descendente de índios Bororo. 

Jovem na idade - Bruna está a poucas semanas de completar 18 anos -, a modelo já tem muita experiência na carreira, tendo conquistado muitos títulos de Miss e realizados inúmeros ensaios e desfiles desde os 8 (!) anos. Isto sem que seu tipo físico se encaixe nos chamados padrões - ela mesmo relatou críticas que ouviu e preconceitos que sofreu em texto que publicamos em junho de 2017. 

A foto que ilustra a post foi feita em 4 de agosto de 2016, em Rondonópolis (MT), cidade natal de Bruna, que hoje reside em Santa Fé do Sul (SP). Era inédita até o domingo, 4, quando, publicada no meu Instagram, obteve até o momento mais de 100 curtidas - 110, para ser exato. 

Bruna já foi nossa Modelo da Semana em agosto de 2016 e março de 2017 e ganhou um ensaio completo também em agosto de 2016. 

Ao reverenciar esta jovem com um belo futuro pela frente, estendo meus cumprimentos a todas as mulheres pela passagem de seu dia internacional. 


28/02/2018

A Semana nº 48

Na sexta, 23, republiquei no blog do Digestivo Cultural o texto Existem vários modos de vencer, que havia postado aqui minutos antes. Foi por causa da republicação, aliás, que o texto ganhou o título definitivo - quando o concluí, ele tinha um título bem maior, que chegou a ser divulgado no Facebook como vemos abaixo. 




23/02/2018

Existem vários modos de vencer!

A ideia de escrever este artigo me ocorreu após publicar aqui no blog - mais exatamente no post A Semana nº 47 - que fiquei em 5º lugar em recente seleção, via edital, para uma exposição em Maceió. Me parece natural divulgar isto em um blog criado para compartilhar informações sobre meu trabalho como fotógrafo e cineasta. Mas é evidente que não desconheço que, numa sociedade competitiva como a nossa, muitos não aprovam, ou ao menos não costumam, compartilhar "derrotas".

Coloco "derrotas" entre aspas porque não considero, a rigor, a aludida colocação no concurso como uma derrota de fato. Havia apenas uma vaga, e como houve cinco candidatos que preencheram todos os requisitos do edital - sendo eu um deles - evidentemente o júri apontou o trabalho que, no seu entender, melhor fechava com a proposta da instituição que abriu a seleção. Onde outros podem ver uma derrota, vejo uma oportunidade de aprendizado. Sim, porque você pode ficar se lamentando - ou pode analisar o resultado e pensar o que poderia ter feito melhor para, numa próxima oportunidade, obter melhor classificação.


Maré baixa na Ponta Verde
- Maceió, 8.10.17


Durante alguns anos no começo desta década, trabalhei como produtor/ produtor associado de alguns profissionais da área da Música, e o tema "editais" era tópico constante nas conversas. Certa vez uma cantora me questionou se valia a pena ela, morando no Sudeste, se inscrever em um festival do Norte, pois o evento não previa ajuda de custo para a viagem. Respondi que valia a pena sim se inscrever, pois era uma grande oportunidade de ter seu trabalho avaliado por profissionais do ramo - como vocês sabem, em geral as opiniões que nos chegam sobre nosso trabalho são de familiares e amigos próximos. Um júri de festival tem uma isenção em relação a nós que parentes e amigos não têm, por mais que possam querer. Obtida uma classificação, ela poderia pensar num modo de viabilizar as passagens. 

Ela aceitou meu conselho, se inscreveu e teve sua música classificada - porém não conseguiu, dentro do prazo, apoio para as passagens. Mas teve como saldo positivo para o fato de ter se inscrito a certeza de que sua música era no mínimo tão boa quanto as outras selecionadas. No ano seguinte, ela se inscreveu em outro festival, desta vez no estado vizinho no qual reside, classificou novamente e conseguiu as passagens a tempo, apresentando-se no evento e sendo muito elogiada - além de ter um vídeo de sua participação publicado no YouTube. Eis aqui outro "efeito colateral positivo" da decisão de se inscrever: muitas portas podem se abrir para você, o que não aconteceria de modo algum se você optasse por não enviar seu trabalho.

Há ainda outro aspecto que me parece altamente positivo em relação a submeter seu trabalho a editais. Você recebe um forte estímulo para pensar sobre o seu trabalho de formas que, ao natural, não faria. E não estou chamando de estímulo a premiação em dinheiro (embora ela claramente seja muito bem-vinda!). Falo exatamente da fase de inscrição, onde muitas vezes você precisa detalhar em textos de certo fôlego aspectos do seu trabalho sobre os quais, muitas vezes, você não parara para pensar racionalmente (isso, ao menos, acontece direto comigo!).

Por fim, determinados editais pedem como contrapartida a realização de alguma atividade aberta à comunidade, o que pode resultar, por vezes, na criação de novos produtos. Foi isto, aliás, que aconteceu no já mencionado edital de Maceió. Uma das exigências era que o artista oferecesse uma oficina ao público. Isto me levou a criar uma oficina de Fotografia, algo em que eu já vinha pensando há algum tempo, já que minha Oficina de Cinema é, reconheço, um pouco dispendiosa, por só poder ser realizada em locais onde haja notebooks à disposição dos inscritos. A nova oficina, da qual falarei neste blog em breve, foi pensada justamente para ser mais fácil de realizar que a de Cinema.

Ora, se participo de um edital e não sou selecionado, mas nesse processo acabo tendo a "chave" que procurava para criar uma nova Oficina, que poderei inscrever em outros editais e também oferecer para contratação por instituições, não vejo como poderia me considerar "derrotado" nesse processo. A vida no geral é bem mais diversa do que as classificações simplórias querem nos fazer crer.
= )


19/02/2018

A Semana nº 47

  • Na sexta, 16, recebi meu certificado online pela participação no Fotovaral realizado pelo Fotoclube de Rondônia, no Espaço Caboclo (Porto Velho), em 27 de janeiro, durante o evento Feijoada Cabocla - a primeira exposição de que participei neste ano! Em 2016, fotos minhas, impressas, já haviam figurado em outro Fotovaral. Desta feita, o Fotoclube optou por apresentar impressas os trabalhos de fotógrafos de Porto Velho, possibilitando a profissionais de outras cidades enviar fotos por e-mail para serem projetadas na parede. A foto que enviei e foi projetada foi esta inédita, que fiz em Belém no ano passado. Agradeço ao Fotoclube de Rondônia o cuidado que teve, convertendo minha foto para as especificações necessárias para a projeção, algo que eu tentei mas não consegui fazer dentro do prazo solicitado.


  • Também na sexta, publiquei no IMDb uma resenha do clássico filme brasileiro Cidade de Deus, de 2002. Ela ainda é a mais recente crítica sobre o filme publicada no site, podendo ser vista logo que você acessa este link

  • E hoje, segunda, 19, pela primeira vez meu nome saiu no Diário Oficial de Alagoas, a propósito do Edital de Concurso Público para Seleção de Projeto de Artes Visuais para ser Exposto na Galeria do Complexo Cultural Teatro Deodoro. O concurso foi aberto pela Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas para selecionar um único projeto de exposição para a galeria anexa ao teatro, localizado no Centro de Maceió. O edital recebeu onze propostas, seis das quais inabilitadas por descumprimento de itens do edital. De um total de 50 pontos possíveis, o projeto vencedor obteve 50. O meu foi o quinto colocado, com a pontuação de 47,3, ficando 8 décimos atrás do quarta colocada (não é só no desfile de escola de sambas que décimos são importantes para a vitória). O resultado pode ser conferido neste link, na página 27. 

15/02/2018

A Semana nº 46


  • Na sexta, 2 de fevereiro, fiz meu primeiro post de imagem em movimento no Instagram - não se trata de um vídeo, e sim de uma foto do Encontro das Águas, feita em 2015, e "animada"  agora através do programa Gramblr. Veja como ficou!


Uma publicação compartilhada por Fabio Gomes Foto & Cinema (@fabiogomes.fotocinema) em


  • Na quarta, 7, criei nova página no blog Jornalismo Cultural, para divulgar Editais Culturais - neste primeiro momento, Editais de Cinema e de Fotografia. Uma curiosidade é que, até os 44 minutos do segundo tempo, a ideia era criar este espaço neste blog, e não naquele. O que me decidiu a hospedar a página lá é a possibilidade de ampliar, num futuro próximo, o mapeamento para editais de outras áreas, como por exemplo a Literatura. Atualizações semanais às segundas-feiras, ou a qualquer momento em edição extraordinária! 

;)





06/02/2018

Como encomendar seu ensaio fotográfico



Apresento hoje a vocês meu novo pacote de ensaio fotográfico. Com o pacote Ensaio Completo, você receberá todas as fotos do seu ensaio, editadas, entregues em mídia digital (CD, DVD ou pen-drive, ou enviadas pela internet, através do serviço WeTransfer), mais 10 fotos impressas no tamanho 15 x 21 cm, além de um brinde exclusivo. Tudo isto por apenas R$ 500,00 (o valor pode ser pago parceladamente).

Você segue tendo a opção de contratar o pacote Ensaio Digital, no qual você terá todas as fotos do seu ensaio, editadas, entregues em mídia digital (CD, DVD ou pen-drive, ou enviadas pela internet), por apenas R$ 400,00 (o valor pode ser parcelado).

A primeira arte ligada a esta campanha é ilustrada por uma foto inédita que fiz da modelo Bruna Xavier no Cais de Rondonópolis (MT), em que a vemos admirando a natureza exuberante do Rio Vermelho, em agosto de 2016. 

Como encomendar seu ensaio

Preencha e envie o formulário abaixo. Em seguida entrarei em contato com você.



01/02/2018

Como meu filme foi parar em dois festivais italianos


Em 15 de janeiro, anunciei aqui no blog que pela primeira vez um filme de minha autoria era selecionado para um festival fora do Brasil. Meu oitavo curta, Visitando os Tukano-Dessana, está entre os finalistas do Cefalù Film Festival, que acontece no segundo semestre em Palermo (Itália).

Exatos 15 dias depois, na terça, 30, o mesmo curta foi anunciado como semifinalista do STIFF - por extenso, o San Mauro Torinese International Film Festival, da cidade de San Mauro Torinese, região do Piemonte, também na Itália, programado para maio. Atualização 5.2.18: A lista dos finalistas ainda será divulgada, só então terei a confirmação de que meu filme será ou não exibido no STIFF. 

Jamais em minha vida imaginei que um filme feito sem grandes recursos (basta dizer que toda a captação foi feita com minha já aposentada câmera compacta Nikon S3500) poderia ter esta carreira internacional. De certo modo, posso dizer que editei o filme pensando nisso, em abril do ano passado, mas com o correr do tempo percebi que não seria algo muito simples. Mas também não é algo de outro mundo, né, do contrário eu não teria conseguido. Resolvi então neste textão contar pra vocês como tudo aconteceu.

O filme tem 13 minutos e 4 segundos de projeção, e menos de um quarto deste tempo tem o que se poderia chamar de diálogos. A rigor, há apenas uma frase em português, dita por um índio Tukano-Dessana que atua como uma espécie de mestre-de-cerimônias na aldeia que visitei em novembro de 2015, numa ilha do Rio Negro, próxima a Manaus, e o restante são cantos tradicionais desse povo. Na maior parte do tempo, porém, as danças apresentadas são ao som de flautas de variados formatos e tamanhos, além de alguma percussão, sem canto. 

Pensei então que tinha em mãos um bom material para festivais tanto no Brasil quanto no exterior, e comecei a inscrevê-lo em todos os festivais possíveis. De abril para cá, foram 116 inscrições apenas através de um site, o Film Freeway. Existem outros sites, como o Movibeta, o FestHome e o Click for Festivals, mas considero o Film Freeway mais amigável, além de ser o único que apresentou resultados positivos até o momento. Em tempo: poucos festivais brasileiros utilizam os serviços destes sites, então as dicas a seguir servem mais para quem quer ver seu trabalho exibido no exterior, OK? Sigamos. 

Não tem muito mistério. Você, tendo pelo menos um filme de sua autoria, pode criar uma conta nestes sites e subir todas as informações do filme (dá um certo trabalho no começo, mas isso permite que depois você se inscreva com muita facilidade). Concluído isto, você pode pesquisar os festivais que têm relação com o seu filme. No Film Freeway, você pode pesquisar usando alguns filtros - eu sempre pesquiso festivais com sessões presenciais e festivais online, que não cobrem inscrição e que aceitem documentários. Isto gera uma lista pela qual navego procurando os festivais mais interessantes pro meu filme. Aí bastam alguns cliques e pronto! Sites como os citados têm reduzido a exigência de envio de DVDs pelo Correio, com o risco de custar caro e demorar num envio para o exterior.

Alguns festivais só aceitam filmes sobre determinado tema, ou de diretores do próprio país, ou ainda com até determinada idade. Mesmo assim toda semana há dezenas de novos festivais cadastrados em cada uma das plataformas citadas. O Film Freeway tem uma área do diretor onde você pode ver todos os festivais onde se inscreveu e a atual situação em cada um deles, com cores facilitando uma rápida identificação.
  • A questão da cobrança por inscrição - algo raro no Brasil, praticamente uma praxe no exterior - pesa muito. É comum se cobrar algo em torno de 40 dólares por inscrição. Imaginem se eu fosse pagar 40 dólares para cada um destes 116 festivais - daria "apenas" R$ 14.694,88, pela cotação de hoje. Impensável. Lembrando que a inscrição é não-reembolsável: se seu filme não for selecionado, ou mesmo se você desistir de concorrer, este valor não lhe será devolvido. 

Uma coisa que constatei ao longo desses dez meses é que a questão das legendas é mesmo fundamental. Procurarei ficar atento a isto num futuro curta. Por ora, a meta é aproveitar a chamada 'janela' dos festivais - o período entre um a dois anos após a conclusão de um filme no qual os festivais aceitam sua inscrição. 

Enfim, viram como se inscrever não é nenhum mistério? Claro que ler bem em inglês ajuda (o Movibeta tem versão em espanhol, o FestHome tem versão em português, no caso dos outros o Google Translator taí pra dar aquela mãozinha esperta). Se você tem um ou mais filmes concluídos em 2017 ou mesmo este ano, considere a possibilidade de se cadastrar em ao menos um dos sites mencionados. Faça seu cadastro e depois é só acompanhar as newsletters semanais dos sites, sempre destacando festivais novos e aqueles que estão encerrando as inscrições. 

Pra finalizar, uma dica que ouvi no debate "Curadoria e Crítica nos Festivais - Experiências", do qual participaram os críticos e realizadores Camila Vieira e Eduardo Valente, durante a 8ª Mostra Sururu de Cinema Alagoano, no Centro Cultural Arte Pajuçara (Maceió), em 16 de dezembro de 2017. Diretor artístico do Festival de Brasília, Valente procurou desfazer a imagem negativa que os cineastas pudessem ter dos curadores de festivais - ao contrário do que possa parecer, os curadores apreciam, sim, e muito os filmes inscritos, a questão é que há uma seleção porque não é possível exibir tudo, e nessa seleção cada festival tem seus próprios critérios. Visitando os Tukano-Dessana, que mostra a visita de turistas a uma aldeia indígena, poderia por exemplo entrar num festival cujo tema seja o turismo, mas não em outro que tenha foco em filmes sobre gastronomia. Ser rejeitado por um festival não quer dizer que seu filme seja ruim ou você seja um péssimo cineasta, apenas naquele momento aquele não é o material adequado para o evento, na opinião de quem organiza o evento. Por isso, Eduardo Valente recomenda:

- Se inscrevam nos festivais, e de preferência se inscrevam tão logo abra o período de inscrições. 

Isto porque no início é mais fácil os curadores poderem avaliar com calma seu filme. Mas boa parte dos realizadores deixa pra se inscrever nos últimos dias - há festivais que recebem, no dia do encerramento das inscrições, exatos 50% de todos os filmes concorrentes, e aí já há bem menos tempo hábil para apreciações mais demoradas. 
#ficaadica



25/01/2018

"Essa foto tu vai vender, né?" (2)

Em agosto de 2016, publiquei aqui no blog um textão tendo como título a pergunta que também intitula este artigo. Resumidamente, lá eu falava de como ouvia com frequência essa pergunta ao fotografar em locais públicos (como estou há seis meses numa cidade turística como Maceió, pode ser que não a ouça mais porque talvez aqui o estranhamento seja menor).

Naquele artigo eu lamentava que, ao contrário que a pergunta leva a supor, não houvesse um mercado real de venda de nossas fotos. Reconheço hoje que estava desinformado - existe o mercado de bancos de imagens. Embora eu já soubesse de sua existência desde 2008, pelo menos, apenas em fevereiro de 2017 fiz minha primeira inscrição em um banco de imagem, no caso, a Shutterstock. Na ocasião, não fui aprovado e só em novembro voltei a tentar aprovação, tanto na Shutterstock quando em outros bancos. Até que, em 21 de dezembro, tive minha primeira foto colocada à venda pela Adobe Stock.

Isto me animou a me inscrever em outros bancos, enquanto eu seguia aguardando pela análise das fotos enviadas à Shutterstock ainda em novembro. Fui percebendo que levam de 24h até uma semana para dar um retorno. Pensei que não faria mal algum enviar novo lote para tentar aprovação na Shutterstock, o que fiz em 16 de janeiro. No dia 18, fui informado de que passava a ser um contribuidor do banco, tendo 5 fotos aprovadas, com uma destas fotos já vendida para um cliente de São Paulo! É a foto que ilustra este textão.

Aproveitei para perguntar à equipe do site se havia previsão de se pronunciarem sobre as fotos enviadas em novembro, ao que me responderam que, talvez devido algum problema técnico, as referidas fotos não constavam para análise no sistema! Talvez tenha havido algum bug (o que é perfeitamente compreensível ao se ter em mente que a Shutterstock recebe milhares de fotos por dia, do mundo inteiro!). Enfim, ressubmeti algumas daquelas fotos - e nenhuma passou (risos).

Nesse processo, que recém começou, já posso dizer que aprendi algumas lições:

1. A possibilidade de venda é real. Afinal, eu já tive uma foto vendida de cara. O que ganhei pode até ser considerado simbólico (40 centavos de dólar), mas neste caso a imagem pode ser vendida inúmeras vezes, bem como todas as outras que eu tiver em meu portfólio, que está em constante crescimento.

2. Você precisa ir atrás dos seus interesses, ninguém mais no mundo irá fazer isso por você (exceto, talvez, a sua mãe). Vejam, eu poderia estar até agora esperando a Shutterstock se pronunciar sobre as fotos de novembro... que eles nem receberam! Teria perdido de me inscrever em outros bancos, talvez, e principalmente de ter sido aprovado e fazer minha primeira venda. Tem alguma dúvida? Pergunte. Os bancos de imagem querem vender tanto quanto você.

3. Esse processo de ter suas fotos analisadas por terceiros é incrível. A maioria de nós tem suas fotos vistas e comentadas apenas por parentes e amigos e/ou os clientes que as encomendaram (quando é o caso). Clientes tendem a ser mais objetivos (afinal estão pagando!), o que não acontece com parentes e amigos... É claro que a análise dos bancos de imagens obedece a certos critérios - eles vão procurar aprovar as fotos que tenham maior potencial de vendas, de acordo com as diretrizes da empresa e principalmente do que os clientes deles estão procurando. Inclusive foi pensando nisso que fiz essa foto de preservativos masculinos, visando ser aproveitada em alguma reportagem falando de prevenção à saúde, ligada ou não ao Carnaval  (o que me levou a submeter a imagem como "editorial" e não "comercial"). Aliás, tive a ideia de submeter a foto à Shutterstock como "editorial" depois que a CanStockPhoto rejeitou a imagem por conter logotipos (mais detalhes no próximo item).

4. Quando você, como eu, trabalha com vários bancos de imagens, acaba compreendendo rápido que ter uma foto rejeitada não é o fim do mundo. Isso não significa que a foto não é boa ou você "não leva jeito" para fotografar. Como disse acima, cada banco analisa conforme seus próprios critérios, o que varia muito. Vamos tomar como exemplo essa mesma foto que vendi na Shutterstock.
  • A Adobe Stock a rejeitou por "recusa de propriedade intelectual", entendendo que os logotipos que aparecem na imagem podem gozar de proteção legal, o que impediria ou dificultaria a venda. A CanStockPhoto também a recusou pelo mesmo motivo, mas foi isso que me mostrou a melhor forma de mandar o material para a Shutterstock. 
  • Por fim, a iStock está com a imagem "sob revisão", tendo me aconselhado a remover os logos e submeter novamente (o que não creio que valha a pena fazer, já que a imagem está aprovada em outros três bancos). 

Em resumo: 6 sites analisaram a foto, 3 aprovaram (em 1 ela até já foi vendida) e, nos outros 3 que não a aceitaram, o motivo foi evitar um possível futuro probema envolvendo direitos sobre os logotipos identificáveis na foto, e não qualquer questão referente à qualidade em si da imagem. Considero isto um saldo altamente positivo.
=)