17/06/2019

A Semana nº 83



  • O post mais visto do blog na semana foi publicado na quarta, 12: uma foto do ex-governador Leonel Brizola que fiz em 2001, junto a um texto de 2004: Leonel Brizola, o criador do Sambódromo. Consolida-se assim a seção "Arquivo" como a que tem gerado maior interesse no blog. 

***


ESTATÍSTICAS DO MEU INSTAGRAM

  • Estou com 2558 seguidores, 14 a mais do que na semana anterior (3 a 9.6). Meu perfil recebeu 177 visitas na semana de 10 a 16.6, sendo 35 no sábado 15 e 18 na quarta 12. Uma boa explicação para a mudança é que voltei a anunciar para fora do Pará na sexta. 

  • Meu perfil foi descoberto por 6.657 contas nesta semana, sendo 2,9 mil no sábado e 147 na quarta.

  • Publiquei 107 conteúdos na semana, 60 a mais que na anterior. A publicação mais vista foi esta foto da modelo Suzan Arraes, feita ano passado, que entrou no ar no sábado e já foi vista 264 vezes. 



  • Meu público segue concentrado em Belém e Macapá (ambas com 14%), seguidas por Maceió (13%) , São Paulo (que caiu um ponto, para 5%) e Rio de Janeiro (2%). Mundialmente o Brasil lidera com 92%, seguido de Argentina, Panamá, Irã e Itália (menos de 1% cada). 

  • As mulheres são 70% do meu público, predominando as faixas etárias de 18 a 24 anos e de 25 a 34, ambas com 36%. A faixa de 25 a 34 também predomina entre o público em geral (38%) e entre os homens (43%). 

  • Tive 1,7 mil seguidores online em todos os dias da semana, exceto o domingo 16 (foram 1,6 mil). A maior concentração foi de segunda 10 a sexta 14. 

  • Voltei a anunciar nacionalmente, então os resultados do Gerenciador de Anúncios do Facebook já espelham uma realidade mais diversificada. O horário de maior resposta aos meus anúncios é às 22h (7,74%), seguido das 21h (7,12%). Os estados que mais interagem com meus anúncios são: a Bahia (12,81%), o Pará (11,17%), a Paraíba (11,06%), Pernambuco (10,69%) e Alagoas (9,08%).

12/06/2019

Arquivo: Leonel Brizola, o criador do Sambódromo



O ex-governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, falecido na segunda, 21, será sempre lembrado como o líder da Campanha da Legalidade (que em 1961 garantiu a posse de João Goulart como presidente) e como um grande incentivador da educação. Ele também ficará na história do carnaval carioca, como o responsável pela construção do Sambódromo.

De acordo com Sérgio Cabral, em seu livro As Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Lumiar, 1996), a idéia do Sambódromo surgiu em 1983, para solucionar um impasse que vinha se arrastando, com a queixa da sociedade em relação ao monta-desmonta das arquibancadas, que deixava a Marquês de Sapucaí livre para o trânsito apenas 4 meses por ano. Após cogitações de realizar o desfile na Av. Presidente Vargas ou no Maracanã (!!!), Brizola anunciou em 11 de setembro que o desfile seria mesmo na Sapucaí, após a construção no local da Passarela do Samba - nome que em seguida o povo esqueceu, para consagrar o espaço como Sambódromo. As obras, supervisionadas pelo filho do governador, João Otávio Brizola, iniciaram em seguida, ficando prontas às vésperas do carnaval.

O desfile de 1984, o primeiro a ser realizado no Sambódromo, foi o único em que se cumpriu a finalidade social da obra projetada por Oscar Niemeyer. O espaço sob as arquibancadas, destinado a que a população carente pudesse assistir ao desfile, a partir de 1985 foi ocupado por mesas e cadeiras, vendidas por preços maiores que os dos lugares de arquibancada, só perdendo para o custo dos camarotes (felizmente, o espaço dos camarotes seguiu sendo aproveitado por 210 salas de aula fora do período de desfiles).

A obra foi muito criticada. O carnavalesco Fernando Pamplona questionou a decisão do secretário de Cultura, Darcy Ribeiro, de não querer decorar o Sambódromo, contrariando uma tradição do carnaval e indo contra concurso da Riotur para decoração com resultado já anunciado. O diretor de harmonia da Beija-Flor, Laíla, viu como negativa a distância entre os sambistas e os espectadores das arquibancadas, esfriando o desfile. O Jornal do Brasil questionava a origem dos recursos para o projeto - o próprio João Otávio admitiu à Última Hora o estouro do orçamento: a previsão inicial era de 5 bilhões de cruzeiros, mas o Sambódromo custou 24 bilhões.

Criticado ou não, Brizola agiu em relação a este assunto, guardadas as devidas proporções, de forma semelhante à Legalidade: identificou uma dificuldade, imaginou o melhor modo de resolvê-la e fez. Seu Sambódromo mudou o carnaval do Rio de Janeiro e inspirou obras semelhantes em São Paulo, Porto Alegre e Belo Horizonte.

  • Making-off do texto - Texto publicado no Mistura & Manda do site Brasileirinho em 28.6.2004, uma semana após o falecimento de Leonel Brizola, e republicado no blog Jornalismo Cultural em 25.8.18 a propósito do aniversário de 57 anos do Movimento da Legalidade. Em 25.8.61, o presidente Jânio Quadros renunciou e os ministros militares se opuseram à posse do vice-presidente eleito, João Goulart. Brizola organizou a resistência da sociedade civil a partir de Porto Alegre, garantindo a posse de Goulart no dia 7 de setembro.

  • A foto que ilustra o post, mostrando Leonel Brizola nos estúdios da Rádio Guaíba (Porto Alegre), é inédita e foi feita quando o ex-governador esteve no RS para a comemoração dos 40 anos da Legalidade, em agosto de 2001. Brizola participou do programa Espaço Aberto, comandado por Armando Burd (à direita). Vemos também à esquerda o radialista Fernando Veroneze. Em 2001 o dia 25 de agosto caiu num sábado, então como o programa ia ao ar de segunda a sexta, a foto ou é do dia 24 (sexta, o mais provável) ou 27 (segunda). Foi a única vez que vi Brizola vivo.

  • A Guaíba tinha um estúdio na esquina das ruas Caldas Júnior com Andradas, visível da rua através de um vidro (o que no jargão de rádio se chama "aquário"). Tirei a foto com minha Zenit de filme, aproximando a objetiva o máximo possível do vidro, de modo a reduzir o reflexo. Creio ter obtido um bom resultado ao captar esta imagem. 

  • Posteriormente, estive no velório de Brizola, no Palácio Piratini, sede do governo gaúcho, na noite de 23 de junho de 2004. O ex-governador foi velado entre a tarde deste dia e a tarde do dia seguinte, seguindo então seu corpo para ser sepultado em São Borja (RS).

10/06/2019

A Semana nº 82

  • Novamente o post mais visto da semana aqui no blog saiu do Arquivo: publiquei na sexta, 7, fotos que fiz da estátua em homenagem a Elis Regina em Porto Alegre, há 6 anos, junto com um relato sobre a polêmica de onde a escultura deveria ser fixada. Leia leia leia.

  • No sábado, 8, estreei no IGTV o quadro "Vida de Fotógrafo", onde vou compartilhar com vocês histórias acontecidas comigo nesses 28 anos (!) fotografando. Na estreia, o dia em que a modelo que posava para mim e eu fomos abordados por um representante da mídia internacional (ririri). Assista clicando aqui.

  • E hoje, segunda, 10, pela manhã, postei a primeira 'antologia' das Modelos para Você Enaltecer no IGTV, resultado de uma enquete que fiz há algum tempo no Instagram com as seguidoras votando em rever as fotos das modelos em outra plataforma. Nesta primeira leva, foram incluídas as fotos de minha autoria publicadas na revista eletrônica em dezembro. 

***

ESTATÍSTICAS DO MEU INSTAGRAM

  • Estou com 2542 seguidores, 2 a mais do que na semana anterior (de 27.5 a 2.6). Meu perfil recebeu 141 visitas na semana de 3 a 9.6, sendo 32 no sábado 8 e 14 tanto na terça 4 quanto na quarta 5.

  • Meu perfil foi descoberto por 459 contas nesta semana, sendo 213 no domingo 9 e 52 na terça. 

  • Publiquei 43 conteúdos na semana, 23 a menos que na anterior. A publicação mais vista no feed é um vídeo-gambiarra postado no domingo e que já acumula 262 visualizações. E por que gambiarra? Porque eu subi um vídeo no sábado (a estreia do 'Vida de Fotógrafo', citada acima) direto pelo celular e fiquei surpreso ao ver que desta forma não gerava a famosa prévia para o feed e a TL. Fiz então minha própria prévia, porque sou desses (risos). 

  • As cidades onde meu público se concentra seguem sendo Belém e Macapá, ambas com 14%, seguidas por Maceió (13%), São Paulo (6%) e Murici-AL (2%). Em termos mundiais, o Brasil lidera com 92%, seguido por Argentina, Nigéria, Índia e Irã, todos com menos de 1% cada. 

  • 70% do meu público é feminino, e destas as faixas etárias predominantes são as de 18 a 24 anos e de 25 a 34 anos, ambas com 36%. No público em geral, predomina a faixa de 25 a 34 (38%), o mesmo que entre os homens (42%). 

  • Tive 1,7 mil seguidores online em todos os dias da semana, com maior concentração na segunda 3, na terça, na sexta 7 e no sábado 8. 

  • Como estou anunciando no momento apenas para o Pará, logicamente o Gerenciador de Anúncios do Facebook aponta este estado como origem de 100% das interações aos meus anúncios. Desde o dia 1.6, o horário onde as interações predominam são as 20h (8,38%), seguido das 18h (7,26%).  

07/06/2019

Arquivo: Elis Regina: quem vê estátua não vê polêmica

Porto Alegre - Quem vê hoje a estátua de Elis Regina junto à Usina do Gasômetro, no centro da capital, não imagina a polêmica que envolveu a instalação do monumento. Abordei o tema em duas notas publicadas no Mistura e Manda do site Brasileirinho.

A primeira saiu no Mistura nº131, de 6 de março de 2006:

"Monumento a Elis Regina

Recebemos na segunda, 6, release da Câmara Municipal de Porto Alegre, dando conta de foi aprovada por unanimidade projeto da vereadora Clênia Maranhão para a criação de um monumento em homenagem à cantora Elis Regina. De acordo com o texto assinado pela jornalista Rejane Silva, "Será uma escultura de Elis, como se estivesse cantando, integrada a um fundo feito em concreto e com o seu nome em alto relevo". O local será ainda definido pela Prefeitura.

A homenagem com certeza é mais do que merecida, afinal é vergonhoso constatar o pouco que existe em Porto Alegre lembrando sua ilustre filha, a maior cantora do Brasil: além do Acervo Elis Regina, na Casa de Cultura Mário Quintana (CCMQ), há apenas o nome de dois espaços em centros culturais (a própria CCMQ e Usina do Gasômetro) e uma placa na Vila do IAPI, seu segundo e último endereço porto-alegrense.

Agora, o que me causa espanto é um dos itens do projeto ora aprovado: "A obra será doada pela iniciativa privada, por recursos de captação com base na Lei de Incentivo à Cultura (LIC)". Não sei se deveria me espantar, afinal, de uns tempos pra cá é assim que as coisas têm funcionado na área cultural no Brasil. Mas não consigo achar natural o ente público criar coisas que só vão existir se pagas por entidades privadas. Se não houver interesse publicitário de empresas colocarem sua marca junto ao monumento, Elis seguirá sem homenagem na cidade onde nasceu. Triste."

Fotos: Fabio Gomes - 10.01.13


O projeto acabou encontrando uma empresa interessada, como vamos ver na segunda nota, saída no Mistura nº 180, de 16 de março de 2008:


"Onde vai ficar a estátua de Elis Regina?

Uma estátua em homenagem a Elis Regina está pronta desde a metade de 2006, mas não foi inaugurada até agora por falta de acordo quanto ao local onde ela deva ficar. A questão foi debatida numa reunião no Salão Nobre da Presidência da Câmara Municipal de Porto Alegre, na tarde da quarta, 12.

De um lado, a Companhia Zaffari, que doa o monumento à cidade, quer que ele seja instalado junto à Usina do Gasômetro, no Centro. De outro, moradores do bairro do IAPI, zona Norte da Capital, onde a cantora morou dos 7 aos 18 anos, lembram que já houve uma votação popular que, por maioria absoluta, decidiu pela instalação no IAPI.

- Qual a identificação de Elis com a Usina? - questiona Marisa Ramos, amiga de infância de Elis. Marisa mantém contato com a mãe de Elis, dona Ercy Carvalho Costa, que mora em São Paulo, e diz que dona Ercy também quer a estátua no IAPI.

O argumento apresentado pela Cia. Zaffari para que se prefira a Usina não resiste a uma análise mais detida. O publicitário Luiz Coronel, que representou a empresa, alegou o temor do vandalismo; a secretária-adjunta municipal da Secretaria Municipal da Cultura (SMC), Ana Fagundes, acrescentou que a opção primeira do prefeito José Fogaça era mesmo pelo IAPI, mas observou que "há mais de 200 monumentos e bustos necessitando de restauração devido ao vandalismo". Aos antigos vizinhos da maior cantora do país, ofereceu-se a possibilidade de instalar no local um busto de Elis, obra em bronze do escultor russo Iuri Petrov.

Enfim, o tema segue em discussão; a Associação dos Moradores da Vila dos Industriários (Amovi) deverá promover um debate nos próximos dias para examinar a questão.

Modestamente, quero contribuir para o debate com as seguintes observações:

1 - O vandalismo a monumentos não começou agora; já existia igualmente em 2006, e não pareceu então ser impecilho para que se propusesse a construção do monumento.

2 - Quantos dos "200 monumentos e bustos necessitando de restauração devido ao vandalismo" estavam no IAPI? Até onde sei, a maioria dos monumentos depredados em Porto Alegre localiza-se na área central.

3 - Se não havia intenção de cumprir o decidido na votação que definiu pela instalação no IAPI (ou, por outra, se o local já estava decidido de saída), por que se colocou a questão em votação?

4 - O que leva o Zaffari e a SMC a acreditar que a estátua de Elis no IAPI poderia ser depredada, e o busto feito por Petrov não?????"

** Resumo da ópera: a estátua ficou mesmo na Usina, e desconheço se o busto oferecido ao IAPI foi mesmo instalado. Ah, sim, obviamente todas as perguntas que fiz ficaram sem respostas...

***

  • Making-off do texto - Creio que o artigo em si seja bastante autoe-explicativo (risos). Publicado no blog Jornalismo Cultural em 17.1.13, durante o mês que passei em Porto Alegre.  As fotos foram feitas com celular. As perguntas do final seguem sem resposta.