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28/07/2019

Arquivo 2013: Batuque na Praça



Há pouco mais de uma hora, o percussionista Douglas Dias (sentado, à esquerda) comandava animada roda de percussão na Praça da República (Belém), no lado da av. Presidente Vargas, próximo ao Teatro Waldemar Henrique.


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  • Making-off do post - Publicado no Som do Norte em 29.12.13, com o título Clique do Dia: Batuque na Praça. Creio que minha ideia era criar uma nova seção no SdN, com fotos feitas e publicadas em curto intervalo de tempo. Porém a seção se resumiu a esse post mesmo.


  • Na foto se vê parte da feira que acontece todos os domingos na Praça da República. 

27/07/2019

Arquivo 2013: S'Esquenta pro Se Rasgum

Sammliz e João Lemos


A foto acima registra um dos melhores momentos da festa S'Esquenta pro Se Rasgum, realizada na madrugada de sábado para domingo no Café com Arte (Belém) - a hora em que João Lemos, vocal e guitarra da banda Molho Negro, após uma performance ensandecida no meio da galera, foi até onde  estava Sammliz, vocal da Madame Saatan, e a puxou de surpresa para o palco para repetirem o dueto em "Aparelhagem de Apartamento", que já haviam feito na quinta, na estréia do show Terruá Pará 2013. Todo o público presente que lotava a galeria do Café gritou o refrão da música a plenos pulmões junto com a dupla. Na platéia, uma ilustre presença: sentado na primeira fila, o produtor Carlos Eduardo Miranda, diretor geral do Terruá. 

A Molho Negro abriu perto de 0h45 do domingo os trabalhos da festa que, como o nome já indica, é uma prévia do 8º Festival Se Rasgum, que inicia no dia 12. E abriu em grande estilo, agitando a galera com seu rock pesado de garagem, fazendo todos cantar sucessos como "Onde Está Meu Mojo?", "Ela Prefere o DJ" e a impagável "Se Ela não é Lésbica tem Namorado". 

Seguiu-se The Baudelaires, fazendo o show de lançamento de seu 3º CD, Charlie, o primeiro gravado com o baixista Marcelo Damaso. O show teve músicas do CD novo, do EP City Love (lançado pelo Som do Norte em 2011) e ainda clássicos da banda como "She's a Queen" (regravada no Charlie) e "Little Rino", ambas entoadas em coro por todos. Nem o já conhecido problema no som do Café prejudicou o entusiasmo da galera com a boa performance dos Baudelaires  (que também toca no Se Rasgum, no dia 14). 

Encerrando a festa, a banda Petit Mort, da Argentina, surpreendeu com seu hard rock em inglês. A vocal e guitarra Michelle Mendez, também autora das canções, encantou a todos com sua magnética presença de palco - ela demonstrava estar se divertindo muito com a resposta do público de Belém. Pela primeira vez no Pará, o grupo está em meio à sua quinta turnê pelo Brasil, ficando no total dois meses fora de casa. O baixista Juan Manuel Recio arrancou algumas gargalhadas do público, ao tocar parte do show de costas para a platéia, rebolando. 

  • Making-off do post - Publicado no Som do Norte em 4.11.13, com o título Foi Show: S'Esquenta pro Se Rasgum.

23/07/2019

Arquivo 2013: Luê em São Paulo

NOTA: Concluída a republicação, neste blog, de antigos posts do blog Jornalismo Cultural com fotos de minha autoria ou em que a Fotografia é o assunto, passo a trazer para cá posts semelhantes do blog Som do Norte, em duas etapas. Inicio com um lote selecionado de postagens de abril de 2013 em diante. Em outro momento, farei uma garimpagem no período que vai de agosto de 2009, quando o blog entrou no ar, até abril de 2013. 

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São Paulo - A cantora Luê fez na capital paulista nesta quarta, 17, o terceiro show da turnê de lançamento do CD A Fim de Onda (http://somdonorte.blogspot.com.br/2013/02/mapeamento-2013-fim-de-onda.html). O evento aconteceu na tradicional casa Tom Jazz, por onde já passaram os maiores nomes da música brasileira contemporânea. A plateia, não muito numerosa, estava repleta de formadores de opinião - as cantoras Márcia Castro e Roberta Sá, a jornalista Patricia Palumbo e o produtor Bernie Walbenny, além do pai de Luê, o músico Júnior Soares, e do produtor da artista, Betão Aguiar. 

A turnê iniciou em Belém em 9 de março (leia o relato de Raissa Lennon em http://somdonorte.blogspot.com.br/2013/03/foi-show-lue-no-theatro-da-paz.html) e passou antes pelo Rio de Janeiro, no dia 20 do mês passado, para encerrar em Salvador no próximo sábado, 27. 

Embora eu não tenha presenciado os dois shows anteriores, creio não incorrer em equívoco ao afirmar que a grande mudança foi a estreia na banda, neste show, do guitarrista Régis Damasceno substituindo ninguém menos que Felipe Cordeiro - diretor musical do show e um dos principais arquitetos do novo som de Belém. Régis se saiu bem da difícil missão na maioria das vezes. O restante da banda segue igual - Caetano Malta (guitarra), Klaus Sena (baixo), Da Lua (percussão) e o único paraense, Arthur Kunz (bateria). Mesmo tendo formação no jazz e trânsito maiores pelo rock e MPB, é Kunz (junto com a rabeca de Luê) que garante um caráter mais nortista ao som do espetáculo. 

Luê se mostrou bem desenvolta no palco, traduzindo em gestos, olhares e inflexões de voz o conceito com o qual certa vez Betão Aguiar definiu o som dela para Patricia Palumbo - música sensual brasileira. De fato, uma certa picardia percorria boa parte do repertório, já a partir da canção-título "A Fim de Onda" (Luê - Betão Aguiar - Arnaldo Antunes) - Eu tô a fim de onda/ A fim de onda com você... -  e atingindo o ponto máximo na releitura de Reginaldo Rossi "Em Plena Lua de Mel": Dizem que o seu coração/ Voa mais que avião/ Dizem que seu amor/ Só tem gosto de fel/ Vai trair o marido em plena lua de mel.

Tal clima de sensualidade foi, talvez, responsável por várias manifestações da plateia, que nos intervalos das músicas ia gritando "Gata!", "Linda!" etc., até que em dado momento a cantora pediu, bem-humoradamente: "Se controlem..." 

O repertório incluiu, além das 10 músicas do CD, várias canções, a maioria de autores paraenses, como "Lua Namoradeira", de Dona Onete, "Mistério no Olhar", de Saulo Duarte, e "Nasci para Bailar" (do paraense Paulo André Barata em parceria com o acreano João Donato) - esta, com uma citação de "Baila Comigo", de Rita Lee. A maioria destas outras composições estavam dentro do clima do espetáculo, e foram bastante aplaudidas. A rigor, creio que as únicas canções fora do clima foram  a canção francesa "La Vie en Rose" (Marguerite Monnot Louiguy - Edith Piaf), que Luê solou à rabeca, e "Namoradinha de um Amigo Meu" (Roberto Carlos), num arranjo bem rockão que de certo modo fechou o "momento pesado" do show, vindo logo após o boi-rock "Cavalo Marinho" (Renato Torres - Ronaldo Silva). 

A maior desenvoltura de Luê no palco está de certa forma associada à maior ênfase na cantora que na instrumentista. A rabeca só esteve presente em 9 das 17 músicas - e em uma delas, "Prática", foi só para um arremate final. 

Os momentos mais aplaudidos foram: "Sei Lá" (Felipe Cordeiro), "Nós Dois" (Júnior Soares - Ronaldo Silva) - neste a casa quase veio abaixo - , "Lua Namoradeira", "Cavalo Marinho" e "Mistério no Olhar".


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  • Making-off do post  - Publicado originalmente no Som do Norte em 20.4.13 com o título Foi Show: Luê em São Paulo.

  • Último post de uma série em que acompanhei apresentações de músicos paraenses em outros estados (Amapá, Maranhão, Rio de Janeiro e São Paulo) entre 2012 e 2013, época em que a música do Pará viveu um período de grande prestígio na mídia nacional.



03/07/2019

Arquivo 2013: Placa junto ao Teatro Margarida Schivasappa não informa data de conclusão das obras



Belém - Que transparência é esta de informar o prazo de conclusão de uma obra, sem dizer quando ele começou a ser contado??


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  • Making-off do post - Publicado no blog Jornalismo Cultural em 23.10.13. 

  • O Teatro Margarida Schivasappa foi reinaugurado em 10.6.14, tendo as obras de reforma iniciado em julho de 2012. 

  • Embora citado na placa, o Cine Líbero Luxardo já havia retomado as atividades quando da publicação da minha nota; sua reinauguração ocorreu em 12.1.13. 

  • Não colocar datas de início das obras tem sido uma artimanha frequente dos governantes brasileiros. Mesmo quando alguma data é informada, raramente as obras ficam prontas no prazo previsto, o que parece não incomodar a sociedade, não a ponto de ela se mobilizar para cobrar o cumprimento do que o próprio governo disse que iria fazer. Um caso que ilustra isto à perfeição é o do Museu Joaquim Caetano (Macapá), fechado para reforma desde 2014 - como denunciei neste post - e que até pelo menos maio deste ano, quando saí da cidade, permanecia desativado. Algumas semanas antes de viajar, constatei que as grades do portão principal do Museu não estão nem encostadas ou com cadeado, mas coladas (sim!).  


02/07/2019

Arquivo 2013: Visitando Vinicius na Bahia

Estive em Salvador nos dias que antecederam o centenário de Vinicius de Moraes, que morou na cidade no começo dos anos 1970, período em que foi casado com a atriz baiana Gessy Gesse. Não chegou a ser planejada (a viagem era para ter acontecido em abril) mas não deixou se ser uma feliz coincidência. Afinal, por sugestão de minha repórter Calila das Mercês, em vez de ficar no centro ou na área do Pelourinho, como faz a maioria, fui me hospedar justamente em Itapuã, bairro que o poeta cantou e onde viveu. Fã dele há pelo menos 35 anos (desde que, ainda no pré-primário, me coube decorar e declamar "O pato pateta"), eu sabia que Vinicius havia construído uma casa para viver com Gesse, e me propus a descobrir se a casa ainda existia ou então o que haveria sido feito dela, e também algo no bairro que remetesse à presença de Vinicius.

Não foi difícil obter estas informações: uma simples busca pelos termos "casa Vinicius Moraes Salvador" apontou que, sim, a casa ainda existe, sendo hoje um anexo do Mar Brasil Hotel, que a adquiriu em 2000. E, em frente ao hotel, há a praça Vinicius de Moraes, com uma estátua do poeta. Coloquei o endereço do hotel (R. Flamengo, 44, Farol de Itapuã) no Google Maps e tracei o roteiro para chegar lá a partir de onde eu estava, o começo da av. Dorival Caymmi, na chamada "praça da Sereia" de Itapuã. Pois bem, a praça se situa bem na orla, junto à av. Octávio Mangabeira.



Seguindo em sentido leste, você vai deparar, à sua esquerda, com a Praça Dorival Caymmi (sim, a "Praça Caymmi" que Vinicius cantou em "Tarde em Itapuã"). Mas não vi ninguém vendendo água de coco ali, isso você conseguirá nos quiosques da orla, em frente à praça. Não deixe de visitar bem ali do lado da praça uma igreja histórica, a de Nossa Senhora da Conceição de Itapuã, construída em 1646.





Saindo da praça Caymmi, atravesse a rua, passe pela Colônia de Pesca e siga pela rua Professor Souza Brito (antiga Estrada do Farol de Itapuã). Ela inicia na esquina com a rua Calazans Neto, que homenageia um artista plástico baiano amigo de Vinicius. Várias transversais da Souza Brito têm nomes que remetem às artes, como Rua da Poesia, da Prosa, da Música...








Farol de Itapuã, no ângulo de "visão"
da estátua de Vinicius na praça com seu nome

Perto do Farol de Itapuã (que me surpreendeu por ser bem pequeno e relativamente escondido, se comparado ao Farol da Barra), há uma curva protegida por guard-raills (mantenha-se na área protegida!) que leva diretamente à Praça Vinicius de Moraes, inaugurada há exatos 10 anos, por ocasião dos 90 anos de Vinicius. Ali fica uma estátua do poeta em tamanho natural, além de pedras com biografia, poemas e letras de músicas. Tirei fotos ali e me preparei para a etapa que poderia ser a mais difícil - conseguir visitar a casa de Vinicius, anexa ao hotel.






Uma pena a falta de 
conservação das placas...






O Blogger só tá aceitando 
estas duas imagens assim, "deitadas..."


Ops! 


O Mar Brasil Hotel é o único hotel que já vi na vida onde você não tem acesso direto à portaria, há um portão com um interfone que você aciona pedindo para entrar. Acionei, pedi, entrei e falei com um mensageiro que queria conhecer a casa do Vinicius. Ele pediu que eu me dirigisse ao balcão. Para a senhora que me atendeu, já me identifiquei como jornalista e não houve dificuldade alguma. Ela me presenteou com um folder que tem o poema "A Casa", de Vinicius, e o histórico do imóvel, e chamou o mesmo mensageiro com quem eu já falara, que me conduziu até a casa anexa. Pelos corredores, há obras de autores como Calazans Neto e Carybé, além de algumas fotos de Vinicius.






A casa de Vinicius em Itapuã foi erguida em 1974, e é mantida preservada pelo hotel desde que a comprou, há 13 anos. Uma sala logo na entrada funciona como "business center", ou seja, é oferecida aos hóspedes para realização de reuniões e como escritório. Os antigos cômodos da casa hoje são quartos do hotel. Há uma especial atenção para o quarto do casal Vinicius e Gesse, que hoje é a Suíte Vinicius - a diária mais alta do hotel, que oscila de R$ 285,00 na baixa estação (março a junho) e pode chegar a R$ 4.170 no pacote para o Carnaval! Não pude visitar a suíte porque ela estava com hóspedes, mas pelo que diz no prospecto o aposento é mantido com a disposição original dos móveis, destacando-se a famosa banheira de frente para o mar (que Vinicius via ao tomar banho, graças a uma parede espelhada - comenta-se que, embora morasse próximo à praia, não era do feitio do poeta ir até o mar).







Este foi o convite para a inauguração 
da casa, em 1974 


O jardim e a piscina (que, segundo o prospecto tem "forma de ameba" mas na qual eu vejo um coração) são originais, bem como o calçamento em torno da piscina. Na parte externa da casa, se encontra também uma réplica da estátua de Vinicius que há na praça.


Mosaico de Udo Knoff, original da casa




Não posso deixar de contar um diálogo que 'pesquei' da conversa do mensageiro que me conduzira com um colega seu, que estavam arrumando as mesas da parte externa da casa, certamente para um evento que aconteceria creio que mais tarde, nesse mesmo dia em que lá estive - a quinta, 17 de outubro (digo isto porque retornei no dia seguinte e a disposição das mesas já era outra). Certamente sem imaginar que eu estava prestando atenção, um deles desdenhou de meu interesse por Vinicius ("Maluquice né, velho?"), no que obteve a concordância do outro ("É mesmo, o cara morreu já tem tantos anos..."). Melhor nem comentar! Na mesma linha, estava uma senhora que encontrei varrendo a calçada em frente a um prédio da Souza Brito, a quem perguntei se aquele era o caminho correto para a praça Vinicius de Moraes: "Olha, ali mais pra frente tem sim a estátua dum, mas não sei quem é não!".

Quando saí da casa do Vinicius, a senhora do hotel com quem eu falara antes me convidou para os eventos programados para o sábado, dia do Centenário (agradeci, já que sairia de Salvador em direção a Belém ainda na noite da sexta). Aproveitei para parabenizar o hotel por preservar a memória da presença de Vinicius em Itapuã.


No dia seguinte, retornei à praça e ao hotel acompanhado de um hóspede da mesma pousada onde fiquei, a quem relatei a visita e que ficou curioso em fazer o mesmo. Fomos recebidos por outro funcionário, que nos perguntou se estávamos hospedados ali quando dissemos que queríamos ir na casa do Vinicius. Mas a senhora que me atendera na véspera me reconheceu e liberou o acesso.

Já na praça, deparamos com uma cena curiosa, pra dizer o mínimo: funcionários da prefeitura limpando o local em plena véspera do Centenário (comentei com um funcionário e ele disse que não havia sido possível fazer isto antes por conta das chuvas. De fato, choveu mais de 12 horas na quarta. Mas e antes??). Além da limpeza, também reparei na colocação dos óculos de Vinicius sobre a mesa, eles não estavam lá na quinta. Foi possível tirar fotos, apenas com a recomendação de não se tocar em nada (creio que devido a produtos químicos utilizados na limpeza).

A caminhada entre a Praça Caymmi e a Praça Vinicius leva entre 20 a 30 minutos. Você até pode pegar um ônibus ou um lotação na praça da Sereia e pedir pra descer no Farol de Itapuã, mas a não ser que você não goste ou não possa caminhar esse trecho de menos de dois quilômetros, recomendo que vá andando e conhecendo melhor o bairro. Tanto na quinta, quando fui de tarde, quando na sexta, quando estive lá pela manhã, não fui abordado por ninguém no caminho e não vi nenhuma ocorrência anormal em relação à segurança. Enfim, é uma visita que recomendo - da próxima vez que for a Salvador, não deixe de visitar o Vinicius!


  • Making-off do post - Publicado no blog Jornalismo Cultural em 19.10.13, dia do Centenário de nascimento de Vinicius de Moraes. Tinha o título original de Especial #Vinicius100Anos: Visitando Vinicius na Bahia, já que fazia parte (sendo, aliás, o ponto final e mesmo o auge) de uma série de posts iniciados no dia 17, quando eu já me encontrava de volta a Belém e reunindo tudo o que eu já escrevera sobre o poeta.

  • No post original, havia duas fotos em que eu aparecia, tiradas pelo hóspede da pousada em que eu estava, citado no antepenúltimo parágrafo. 



01/07/2019

Arquivo 2013: Passeata leva 25 mil às ruas em Macapá (o que vi e ouvi)


Macapá - Passei no começo da tarde de hoje em frente ao Palácio do Setentrião, sede do governo do Estado do Amapá. Tudo aparentando normalidade, salvo um banner assinado pelo Sindicato dos Rodoviários e fixado na grade frontal à esquerda; a ponta esquerda do banner se soltou. Mas fora isso nem sinal de agressão ao patrimônio público, nem reforço (ao menos visível) de vigilância do prédio, que ontem esteve no epicentro da radicalização de um ato que começou pacífico e acabou em conflito. A simples visão do leito da avenida FAB e a própria Praça da Bandeira, ambas ali próximas, também pouco lembravam os acontecimentos da véspera. 

Para quem não sabe, tivemos aqui em Macapá neste dia 19 uma grande manifestação, intitulada Ato Plural e Democrático por Melhores Condições no Transporte Público do Amapá, que faz parte do grande ciclo de passeatas que acontecem pelo país neste mês de junho. Algumas capitais já estavam se manifestando há algum tempo, mas a questão tomou proporções nacionais após a especial truculência da Polícia Militar de São Paulo na noite de 13 de junho. A partir daí, surgiu em Macapá a iniciativa de também se somar a essa luta que se nacionalizou. A mobilização começou via Facebook e logo deu lugar a reuniões presenciais na própria Praça da Bandeira. Estive numa destas reuniões, na segunda, 17, quando chegou a haver um consenso sobre a permissão para o uso de bandeiras de partidos políticos durante a passeata da quarta, o que posteriormente foi modificado. Vi bandeiras, por exemplo, de associações de estudantes, mas de partidos, nenhuma. A única coisa mais partidária que vi foi um panfleto que um rapaz distribuía em meio à própria marcha, intitulado "Não ao Aumento das Passagens" e assinado pela "Intervenção Comunista", em cujo último parágrafo há uma exortação para trabalhar para construir o partido leninista



A concentração na Praça na quarta estava marcada para as 16h, pouco depois desse horário comecei a me dirigir para lá, indo pela rua General Rondon. A uma quadra da praça, encontrei um grupo de jovens escrevendo seus cartazes - um deles, a moça da foto acima. Um dos rapazes pedia "Fora Feliciano" - ambos os temas, bem como os narizes de palhaço, foram recorrentes na manifestação. Seguimos juntos até a praça, onde me afastei deles procurando amigos com quem havia combinado de me encontrar, e só aí comecei a ter uma real dimensão da massa mobilizada. Já àquela hora, a praça da Bandeira reunia seguramente mais de 2 mil pessoas! Isso eu gostei de ver. O que não gostei de ver foi, logo após minha chegada, dois elementos com o rosto quase todo coberto, com boné enterrado quase tapando a sobrancelha, e lenços escondendo do nariz pra baixo. 



Em seguida localizei minha amiga Prsni Nascimento, que me convidou para criar o cartaz que ela levaria na passeata. Aproveitei um verso do samba "Apesar de Você", de Chico Buarque, e escrevi Apesar de VC amanhã há de ser outro dia, com o 'VC' bem destacado no centro da folha. Mais gente foi chegando, alguns já ocupavam o leito da avenida FAB, fechada já para o trânsito, como boa parte do Centro àquela hora, e em torno de 17h15 iniciou-se a caminhada histórica. Saímos pela av. FAB na direção do Rio Amazonas, dobrando à direita na rua Cândido Mendes, onde houve o primeiro momento de relativa tensão. Na esquina (melhor dizendo, ocupando o lado inteiro da quadra da Cândido Mendes entre FAB e Coriolano Jucá), fica a residência oficial do governador do Estado, Camilo Capiberibe. Guardas da segurança da casa ficaram junto ao muro, ouvindo palavras de ordem dirigidas ao governador, algumas bastante chulas, outras cobrando seu maior empenho para com a saúde e a educação no Amapá. 

Além de Camilo e do deputado Marcos Feliciano, o senador José Sarney, maranhense mas eleito pelo Amapá, e a presidente Dilma Rousseff foram dois alvos preferenciais dos manifestantes, tanto em cartazes quanto em palavras de ordem. Importante: quando falo em palavras de ordem, me refiro ao que eu podia acompanhar de onde estava, já que na posição em que nos encontrávamos não podíamos ver nem o começo nem o final da multidão (que, acredito, foi crescendo à medida em que a marcha avançava). Eu não tinha a menor ideia de que fecharíamos a marcha com 25 mil pessoas - número oficial, fornecido pela Polícia Militar. E absolutamente espantoso, semelhante ao de algumas das manifestações recentes em São Paulo, por exemplo. E S. Paulo, como é sabido, tem uma população muito maior do que Macapá. Para ficar bem claro: como Macapá tem 415 mil habitantes, segundo estimativa do IBGE em 2012, isso significa que 6 em cada 100 habitantes de Macapá participaram do ato plural!  Eu não falei que era histórico?

Mas, enfim, falava eu das palavras de ordem. Elas não eram proferidas o tempo todo, volta e meia alguém puxava o coro de Vem pra rua!, em especial quando se passava por prédios onde os moradores nos assistiam da janela, uns eufóricos, outros atônitos. Outras preferidas foram o Fora Sarney e xingamentos chulos a governantes locais e nacionais. Várias vezes alguém puxou o "Hino Nacional", mas fora isso pouco se cantou. Predominavam na "trilha sonora" da tarde os apitos (quase o tempo todo), algumas vuvuzelas (aquelas cornetas da Copa de 2010) e, infelizmente, um barulho constante de "estalinhos", bombinhas usadas pra comemorar o São João. Eventualmente, alguém ainda soltava rojão, o que além de barulhento é perigoso. É bom ressaltar que não havia carro de som (que aqui em Macapá, nessa translação de sentido tão brasileira, é chamado de trio elétrico), algo comum nestas ocasiões.

Da Cândido Mendes, dobramos novamente à direita na Padre Júlio, que concentra maior número de lojas. Boa parte delas estava fechada, com os funcionários na frente acompanhando a passeata. Alguns acenavam e batiam palmas à nossa passagem, vibrando com nossos cartazes que fustigavam figuras da política, além de pedir melhoria no transporte, saúde e educação e condenando a corrupção, a PEC 37 e os gastos excessivos com as obras da Copa do Mundo - fora um protesto bem-humorado pedindo a redução no preço do açaí...

Até o Ministério Público estava protestando!

Nem no ponto mais alto do caminho - a subida da Padre Júlio, quase na esquina da Leopoldo Machado, onde dobramos novamente à direita - era possível ver o final da marcha; imagino que então havíamos atingido já o número de 25 mil participantes. Todos andando, cantando, carregando seus cartazes, na mais perfeita ordem e paz. Afora as bombinhas que não paravam nunca, o que me incomodava um pouco era não saber qual o caminho exato iríamos seguir, embora acreditasse que voltaríamos à praça. Também não gostei muito de ver aqui e ali pelo caminho pequenas fogueirinhas. Numa delas, numa esquina, se estava queimando um boneco, como fosse um Judas malhado em Sábado de Aleluia, sem que fosse possível identificar quem era o destinatário da fúria. 

Ali na Leopoldo, paramos um pouco para comprar água e biscoitos (o sol ainda estava forte, e a Prsni não tinha almoçado). Demoramos um pouco para ser atendidos, pois uma manifestante, que saíra para a marcha com seu scarpin, devia estar com os pés doendo e decidira comprar um chinelo de dedo. Aliás, os figurinos variados na passeata dariam um capítulo à parte - tinha desde estudantes com uniforme, jovens descolados, até patricinhas prontas para desfilar numa passarela (e muita, muita gente com listrinhas verde e amarela em ambos os lados do rosto, havia quem estivesse pintando os outros em plena marcha). Os raros mercadinhos (chamados em Macapá de mini box) abertos atendiam por uma grade, talvez temerosos de ver tanta gente assim junta. Nesse mini box foi o único momento que vi alguém da passeata preocupado com o jogo, perguntando o resultado (o Brasil enfrentara o México, em partida válida pela famigerada Copa das Confederações, o jogo começando às 16h, horário de nossa concentração na praça). O dono do mini box informou que o Brasil ganhara por 2x0. 

Terminado nosso lanche, voltamos à marcha - na verdade, acontecera só um espaçamento, o bloco de pessoas foi ficando um pouco menos compacto, mas em momento algum deixou de passar gente por nós. Também notei que os apitos se concentravam mais na parte da frente da marcha, conforme avançamos voltamos a ouvi-los com força. 

Já na esquina com a av. FAB, onde dobramos novamente à direita para retornar à praça, algumas pessoas se manifestaram em frente à Assembléia Legislativa. Havia policiamento junto ao prédio, mas não vi incidente algum nesse momento. Mais adiante, em frente à Prefeitura Municipal, foi o único ponto onde vi policiais militares em meio à marcha (certamente eles já estavam ali e nós é que passamos por eles), além de um furgão da PM estacionado no leito da rua. Não vi ninguém ser abordado nem se excedendo, afora os esperados refrões chulos. 

Perto de 18h30, chegamos de volta à praça da Bandeira. Aí foi possível ter a dimensão do mar de gente, pois não cabiam mais todos na praça, ocupávamos o leito da Av. Fab e todas as calçadas vizinhas. Foi talvez um dos momentos mais felizes da tarde, pois foi a hora em que se reencontraram amigos, colegas, parentes, amores, que se sabiam presentes na mesma marcha, mas separados talvez por uma distância de milhares de pessoas. Eu cheguei a aguardar algum comunicado de nova marcha, alguma reunião, mas como não viesse nada nesse sentido, comecei a pensar por onde poderia sair da praça, já que o avanço pela av. FAB se mostrava impossível, pois não só seu leito seguia ocupado pela multidão, como à frente desta ainda se ouvia, e infelizmente cada vez mais forte, as tais bombinhas de S. João. Foi aí que encontrei um grupo de amigos, e ficamos conversando até que...

...até que a permanência na praça se mostrou impossível. Não tinha como a gente ver, mas tudo indica que foi nesse momento (perto de 19h) que deva ter ocorrido a tentativa de invasão ao Palácio do Setentrião, pois além do barulho das bombinhas começamos a ouvir barulhos de bombas mais fortes, gente correndo na nossa direção (ou melhor, na da Eliezer Levy) e sentimos a ardência dos gases de pimenta liberados pelas bombas de gás lacrimogêneo usadas pela PM. 

Senti de imediato me arderem os olhos, o nariz e a garganta, com uma breve sensação de sufocamento e formigamento. Instintivamente, puxei a gola da camiseta e a pus sobre o nariz, de forma a proteger nariz e boca, enquanto corria, segurando o braço de uma amiga do grupo, para evitar que nos perdêssemos. Paramos na esquina da Eliezer com Iracema Carvão Nunes, junto ao prédio da Receita Federal. Uma caminhonete da PM estava próxima de nós. Seguimos ouvindo estouros (segundo relatos que ouvi depois, nessa altura alguns policiais já estavam usando balas de borracha, mas de onde estávamos não víamos nem ouvíamos isto). Uma menina do nosso grupo se perdera e ninguém conseguia localizá-la, nem pelo celular. Já escurecera, o que não melhorava em nada a situação. Novos estouros, mais gente correndo, e acabei optando por sair dali, enquanto parte do grupo ficou. Aí encontrei minha amiga Ramona Gemaque, que me falou que procurava uma amiga dela que estava perto da escola Guanabara, duas quadras adiante, e fomos pra lá, não sem antes sentir o efeito de mais gases de pimenta.

Ramona encontrou duas amigas na frente de uma lancheria na Presidente Vargas, perto da esquina com a Eliezer Levy. Uma delas não estava se sentindo bem (havia sido atendida com problemas cardíacos na véspera); enquanto Ramona comprava água pra amiga, fui ver uma movimentação que me chamara a atenção na esquina, na faixa de segurança em frente ao campus da UEPA. 

Manifestantes sentaram-se no leito da Presidente Vargas, em cima da faixa, de modo a impedir o trânsito. Apenas motos conseguiam passar, pelas laterais. Quando uma kombi da BPTrans chegou, os manifestantes levantaram e ficaram andando continuamente pela faixa, indo e vindo, de forma a seguir impedindo o fluxo de carros (bloqueio cujo objetivo até agora confesso que não entendi). Seis policiais desceram da kombi e tentaram demover os manifestantes, sem sucesso. Passados alguns minutos, os policiais desistiram e os manifestantes abriram uma brecha no bloqueio para a kombi passar. Os carros bloqueados reagiram esportivamente à situação, sem buzinar nem forçar a passagem. Em dado momento, buscou-se bloquear a passagem também pela Eliezer. Mas aí eu e Ramona já saíamos dali, para encontrar a Prsni, que estava com a mãe dela no começo da Duque de Caxias. Ramona me deixou ali e logo voltou para cuidar da amiga cardíaca. 

Prsni, sua mãe e eu seguimos ouvindo explosões e sentindo gás de pimenta (eu já pela terceira vez). A mãe dela conseguiu falar com o irmão de Prnsi, que seguira com um grupo para a Assembléia. A essa altura, a multidão já se dispersara da praça, que vivia um cenário de guerra. Preferimos sair dali e elas me deram uma carona até em casa. 

Quando estávamos numa loja perto da rua Tiradentes, no centro, ouvimos outra explosão, bem próxima, e (pela quarta vez) o nefando gás de pimenta. O que muito nos admirou, pois estávamos já  a várias quadras da praça  e eram mais de 20h. Dali a pouco, com a situação parecendo normal nas imediações, voltei pra casa. 

Saí pouco depois, para jantar. Fui perto do Arraiá da Beira-Rio, junto à Fortaleza de São José, o que significa que passei duas vezes pelo Teatro das Bacabeiras, onde tudo estava normal até passado de 22h (pelo visto, houvera um espetáculo ou uma formatura de turma de dança infantil, pois várias meninas com roupa de balé saíam com seus papis e mamis).  

Passei por duas paradas de ônibus, na Sâo José e na Tiradentes. Em nenhuma havia ônibus passando, e as pessoas não tinham informação nenhuma. As pessoas da Tiradentes comentaram comigo que o último coletivo que havia passado fôra às 21h - uma e hora e meia antes! 

Também estive no Largo dos Inocentes, mais conhecido como Formigueiro. Um conhecido meu relatou que entrara em confronto, na praça, com um policial que iria atirar num grupo desarmado, ele se pôs na frente e levou uma bala de borracha na perna. Também me contou que a polícia já estivera duas vezes naquela noite no Formigueiro, jogando bombas de gás e atirando balas de borracha nas pessoas que estavam ali, lugar onde habitualmente a juventude macapaense se reúne à noite para conversar e beber numa boa, como estava acontecendo antes das intervenções da polícia, e voltou a acontecer depois disso. Reparei que alguém pichara a Igreja de São José, o prédio mais antigo da cidade (foi inagurado em 1761) escrevendo em sua parede "Abaixo corrupção". 

Eram umas 22h30 passadas quando voltei de vez pra casa. Pelo Facebook, fui sabendo dos ataques a prédios públicos e privados como o Centro Cultural Azevedo Picanço, a Caixa Econômica Federal, a Ótica Diniz e - o que me espantou - o Teatro das Bacabeiras. Como falei, passei antes por ali e não tinha nada de anormal. (Mas hoje, quando estive lá no MIS, mostraram-me as marcas no vidro por onde os vândalos tentaram forçar a entrada, e na calçada pedras retiradas do pavimento.)

Também fui começando a ver a repercussão do evento. Como era de esperar, e é de lamentar, a 'grande mídia' procurou dar muito mais destaque ao conflito e aos atos de vandalismo do que à manifestação pacífica e histórica que o antecedeu. Uma pena. Espero com o meu relato ter ajudado a situar melhor as coisas para quem não esteve presente. Na verdade, foram duas coisas: uma marcha pacífica que reuniu 25 mil pessoas, e depois uma sequência de atos de vandalismo praticados por uma minoria, ao que a PM respondeu, de um modo que acabou dispersando a todos, pacíficos e vândalos. 

O grupo que organizou o ato de ontem agendou reunião com o prefeito Clécio Luís para a noite de hoje, e fará na sexta reunião para avaliar o ato de quarta. Dali pode sair a convocação de novo ato. Outro grupo, sem ligação com o primeiro, encontra-se agora no começo desta noite na praça da Bandeira, com outra manifestação.

O meu balanço do evento, da marcha em si, é amplamente positivo. Deploro, é claro, o vandalismo, e tenho a certeza que os organizadores do movimento no Amapá saberão buscar soluções para evitar a presença de pessoas que não pensam na construção de uma sociedade melhor, e sim apenas querem se aproveitar da multidão para cometer seus atos ilícitos. 

Continuemos indo pra rua, Brasil, em ordem e em paz. A mudança recém começou! 

  • Making-off do texto - Publicado no blog Jornalismo Cultural em pleno calor das chamadas Jornadas de Junho, em 20.6.13.  

  • Participei ainda de outra passeata, exatamente uma semana depois, em 26.6. Porém ao longo da semana, e nos dias seguintes, percebi que o movimento estava tomando um rumo que não me agradava, só voltando a tomar parte em manifestações em 2017. 

  • O post original contém outras fotos, de Leandro Cavalcante, Blog Fora de Rota e Maksuel Martins Souza. 

  • Na fan page FabioGomes FotoCinema do Facebook, há um álbum com outras fotos que fiz na concentração da passeata. 

29/06/2019

Arquivo 2013: Feriado fora do eixo em Macapá


Macapá - Ontem, feriado do Dia do Trabalhador, a Casa Fora do Eixo Amapá desenvolveu duas programações gratuitas. Em sua nova sede, no bairro do Beirol (zona sul da capital), houve shows com as bandas Heloim e Mysterial (foto).

No sábado que passou, 27 de abril, a Mysterial tocara no Liberdade ao Rock, anunciando a despedida de sua vocalista Vanessa Rafaelly, que está de viagem marcada para Curitiba, onde vai se aperfeiçoar em Música. Mas o show de ontem é que representa de fato a despedida. Foi uma performance curta e insana, como geralmente são os shows de heavy metal. O set list alternou músicas em inglês e português, e o vocal de Vanessa foi do lírico ao gutural, entusiasmando o (pouco) público presente, que bateu cabeça a valer. 

Não cheguei a acompanhar o show da Heloim, pois nessa hora ainda estava participando da sessão de cinema que acontece todas as quartas, 18h, no Conjunto Habitacional Mucajá, próximo à Casa Fora do Eixo. A foto do cartaz que anunciava o evento dava bem a ideia do que se passa - o filme é projetado, a partir de um notebook, na parede de um dos prédios do conjunto, reunindo um público majoritariamente mirim: a faixa de idade dos espectadores ontem variava entre 2 a 14 anos, se tanto. Isso é que é formação de plateia!

Alguns levam cadeiras de casa, outros vêem da janela, a maioria senta no meio-fio e curte. Pra quem quiser fazer um lanche, há próximo uma carrocinha vendendo pastel e suco (tudo por R$ 1!). Nem o breve corte de luz (que durou pouco mais de um minuto) esfriou o entusiasmo da galera. 

O programa de ontem incluiu um clipe de rap, uma edição do TV Juventude explicando a origem do nome da Orla Santa Inês, um curta sobre o bairro macapaense Novo Horizonte (curiosamente, na hora em que foi anunciado que se explicaria o porquê do nome, foi mostrado uma história sobre uma vaca que apareceu um dia boiando no lago do bairro, o que levou o lugar a ser conhecido por muito tempo como Lago da Vaca...) e, ao final, o longa O Filho de Rambow, recentemente exibido (24 de abril) também no Clube de Cinema. Este longa eu não cheguei a ver, pois foi a hora em que me dirigi à Casa Fora do Eixo para acompanhar o show da Mysterial. 

Ah, sim: na hora em que foi exibido o filme sobre o bairro Novo Horizonte, foi feita uma votação e a gurizada presente em peso votou pela realização de um filme sobre o Mucajá. Aguardemos! 

  • Making-off do texto - Publicado no blog Jornalismo Cultural em 2.5.13.