17/07/2019

Existem alternativas para a censura das redes sociais?

Quem navega pelo Instagram, em especial se segue contas de modelos e/ou fotógrafos e fotógrafas dedicados a ensaios sensuais, tem visto com certa frequência relatos de punições que vão desde a retirada de fotos do ar em função de denúncias até mesmo a exclusão de perfis inteiros.

Esta política, evidentemente, não é exclusiva do Instagram, que destaco na abertura deste texto por ser a maior rede social da atualidade cujo foco é a publicação de fotografias. Como iremos ver ao longo deste artigo, a restrição ao que as próprias redes sociais denominam como "conteúdo adulto" é um traço comum à maioria delas. O que varia é o grau de restrição. 



Fora as manifestações quase diárias de pessoas cujas fotos ou contas têm sido afetadas por denúncias ou mesmo por censura direta das plataformas, o assunto esteve na ordem do dia no final do ano passado, já que a partir de 17.12.18 o Tumblr passou a proibir a postagem de conteúdo adulto, mais especificamente representações de "genitálias de humanos e mamilos femininos" e "atos sexuais", seja em imagens, vídeos, GIFs ou ilustrações, incluindo as da escola de pintura Fotorrealismo, que podem "ser erroneamente interpretados como sendo" de "um ser humano real". A nudez é permitida em algumas situações - é aceita em conteúdo "artístico, educacional, de destaque ou político". (Ao final do texto, você encontra links para todos os textos mencionados no artigo nos quais as redes se manifestam oficialmente sobre o tema). 

O motivo para a guinada na linha editorial permitida no Tumblr foi o banimento, em 16.11.18, de seu aplicativo da App Store. A Apple, dona da loja virtual, justificou a exclusão dizendo que era possível usar o Tumblr para acessar pornografia infantil. Após a implantação das mudanças, o app do Tumblr voltou a figurar na App Store. 

Se hoje um usuário do Tumblr fizer um post que seja classificado (por revisores humanos ou por robôs) como adulto, o post recebe uma sinalização de "conteúdo adulto". O autor pode recorrer, e a revisão será feita por humanos, não por robôs. Já em relação aos blogs já hospedados na plataforma e que, em função do que vinham postando até 17.12.18, foram sinalizados como "explícitos", o Tumblr permite que os criadores desses blogs peçam a remoção desta sinalização (o que poderá ser ou não concedido). Os autores podem continuar a postar nestes blogs conteúdos alinhados com a nova política do Tumblr, mas seus blogs, na totalidade, não podem ser vistos por internautas menores de 18 anos.  



Quem em 2015 quase fez o mesmo que o Tumblr foi o Google, proprietário do Blogger. No início daquele ano, o Google anunciou que a partir do dia 23 de março passaria para privados todos os blogs com conteúdo adulto, o que tornaria o blog acessível, na prática, apenas a seu autor e a usuários convidados. Quem postasse conteúdo proibido depois da data da mudança se arriscaria a ter o blog excluído. A reação da blogosfera na época foi tão negativa que em 27.2.15, apenas três dias após ter anunciado as medidas, o Google voltou atrás e manteve as regras vigentes. 

E quais são elas? O Blogger permite conteúdo adulto, incluindo imagens e vídeos com nudez e atividade sexual, sendo exigido que, neste caso, o autor o sinalize como "blog adulto" (não há previsão de sinalizar apenas um post específico, como no Tumblr). A sinalização pode ser feita pelo próprio Blogger, e neste caso não poderá ser removida pelo autor do conteúdo. Não é permitido criar links para sites pornográficos comerciais, nem representar ou encorajar estupro, ou ainda postar imagens ou vídeos adultos sem o consentimento das pessoas envolvidas. 

Em artigo sobre conteúdo impróprio, o Blogger afirma não monitorar o conteúdo dos blogs que hospeda, nem mesmo mediar disputas. Assim, quem entender que é prejudicado por algum conteúdo, é orientado a primeiramente entrar em contato com o autor do blog. Não obtendo sucesso, a denúncia pode então ser feita diretamente ao Blogger, que analisará o caso e, se necessário, tomará as medidas cabíveis, que podem ser a sinalização do conteúdo considerado ofensivo ou mesmo sua remoção. 



Também pertencente ao Google, o YouTube apresenta bem mais restrições ao conteúdo adulto, não permitindo, por exemplo, a postagem de vídeos contendo nudez, só aceita em contexto educacional, documental, científico ou artístico (o site cita como exemplo de material adequado "um documentário sobre câncer de mama"). Se entender que o conteúdo, mesmo não violando as regras, não é adequado para todos os públicos, o YouTube pode lhe aplicar uma restrição de idade, tornando-o acessível apenas a maiores de 18 anos e impedindo o canal de monetizar ou veicular anúncios nesses vídeos. Qualquer pessoa pode denunciar o conteúdo que entender inadequado, porém o vídeo só será retirado do ar após análise feita pelo site. Na primeira violação das regras, o dono do canal será advertido, podendo perder o canal após a terceira ocorrência.



O Twitter é outra rede que aposta na sinalização de conteúdos que denomina de "sensíveis" - ou seja, conteúdo adulto (incluindo pornografia) produzido de forma consensual pode ser postado livremente, desde que seja sinalizado, permitindo ao internauta decidir se quer ou não ver o material. Já material que tenha sido, ou pareça ter sido, produzido sem o consentimento de quem apareça na imagem pode ser denunciado, pela pessoa envolvida ou mesmo por qualquer outra (o Twitter justifica a oferta dessa possibilidade reconhecendo "que pode ser difícil para as pessoas afetadas denunciar esse tipo de conteúdo. Para reduzir a carga sobre elas, qualquer pessoa pode denunciar"). As contas que publicarem imagens íntimas sem permissão da pessoa envolvida serão suspensas em caráter imediato e permanente; já as que compartilharem o conteúdo que viola as regras serão primeiramente advertidas a excluírem o tweet, com bloqueio temporário da conta, correndo o risco de suspensão da conta em caso de nova violação das regras.   

Para encerrar esse recorrido pelas redes sociais, vamos falar das duas redes pertencentes a Mark Zuckerberg. O Facebook aborda "Nudez adulta e atividades sexuais" como terceiro item de "Conteúdo questionável" nos seus Padrões da Comunidade. Não é permitida nudez adulta, sendo esta definida como genitália e ânus visíveis e mamilos femininos descobertos, nem imagens de atividade sexual. O Facebook justifica sua política visando evitar que o conteúdo chegue a menores de idade ou haja compartilhamento não consentido, lembrando ainda que há pessoas especialmente sensíveis a estes conteúdos. Permitem-se algumas exceções, "por motivos educativos, humorísticos ou satíricos", ou para retratar protestos, ou por "conscientização sobre uma causa" ou ainda "por motivos médicos ou educacionais". 

Já o Instagram, nas Diretrizes da Comunidade, assim se pronuncia sobre a questão que estamos abordando: "Sabemos que há casos em que as pessoas talvez desejem publicar imagens de nudez de natureza artística ou criativa, mas, por vários motivos, não permitimos nudez no Instagram. Isso inclui fotos, vídeos e alguns conteúdos criados digitalmente que mostram relações sexuais, genitais e close-ups de nádegas totalmente expostas, além de algumas fotos de mamilos femininos. No entanto, fotos de cicatrizes causadas por mastectomia e de mulheres amamentando são permitidas. Nudez em imagens de pinturas e esculturas também é permitida". 

Como você poderá ter percebido, o Instagram é a terceira rede que menciona em suas diretrizes, especificamente, a proibição aos mamilos femininos. Também é a única que apresentou uma explicação oficial para esta restrição. Segundo um dos fundadores (e então CEO) do Instagram, Kevin Systrom, o motivo é evitar que o aplicativo da rede seja classificado como 17+, ou seja, adequado apenas para maiores de 17 anos, na App Store. Systrom fez esta declaração em um evento realizado em Londres em setembro de 2015, conforme noticiou o site Business Insider (leia aqui o artigo original em inglês). Ao final do texto, seu autor, Max Slater-Robins, afirma que procurou a Apple para comentar a declaração de Systrom. Passados, porém, quase quatro anos, a Apple não respondeu...


Ainda nos domínios de Zuckerberg, há outras formas de publicação que não são citadas diretamente nas diretrizes nem do Facebook nem do Instagram: os Stories. Ao não mencionarem nada específico para esta forma de publicação, as redes sinalizam que a ela se aplicam as normas gerais em relação a conteúdo adulto. Assim, em qualquer Story postado, seja no Instagram, seja no Facebook, você encontra um link que permite denunciar aquela publicação. Nada disto, porém, ocorre em relação ao Whatsapp, outro serviço pertencente a Zuckerberg. A rigor, o Whatsapp não é uma rede social, e sim (de acordo com a Wikipedia) um "aplicativo multiplataforma de mensagens instantâneas e chamadas de voz para smartphones". Mesmo não sendo uma rede social, o Whatsapp tem, tanto na versão para smartphones quanto na versão para computadores, um recurso semelhante aos Stories dos seus "irmãos", chamado Status.

Uma importante diferença é em relação à privacidade dos Stories em cada plataforma. No Instagram, seus Stories são públicos, salvo se você tiver uma conta privada, nesse caso apenas os seguidores que você aceitar poderão vê-los. Já no Facebook, você escolhe a privacidade de cada Story ao postar: ele poderá ser público, ou ser visto apenas por seus amigos do Facebook e conexões do Messenger, ou apenas para seus amigos do "Face", ou ainda personalizado (você escolhe quem poderá ver o Story). E, sim, há uma conexão com o Messenger (serviço de mensagens também pertencente ao Facebook), não obrigatória, mas pelo visto desejável por Zuckerberg. Aliás, os Stories visíveis no Messenger podem ser denunciados através do link "Há algo errado", sendo "Nudez" a primeira opção de feedback.

Já no Whatsapp, seus Status só serão vistos por contatos que você adicionar em seu telefone e que também tenham adicionado você como contato. Mesmo assim, você pode alterar estas definições, ocultando seus Status de determinados contatos ("Meus contatos exceto..."), ou ainda deixando-os visíveis apenas para um pequeno círculo de amigos que você escolhe ("Compartilhar somente com..."). Em relação ao conteúdo publicável nos Status, os Termos de Serviço do Whatsapp não manifestam restrição alguma, apenas estabelecem que qualquer pessoa pode solicitar ao Whatsapp que remova algum status que acredite estar violando direitos autorais, aconselhando porém que inicialmente a pessoa entre em contato diretamente com quem publicou o conteúdo a ser contestado. Logo, não infringindo o direito autoral de terceiros, você é livre para publicar o que quiser nos Status do seu Whatsapp, e ainda para definir quem poderá ver este conteúdo.




Em resumo: exceto a notável exceção dos Status do Whatsapp, todas as outras redes sociais mencionadas têm, em algum grau, restrição à publicação de conteúdo adulto, que, mesmo quando permitido, pode não estar acessível para todos os usuários da plataforma. É importante ter em vista que uma rede social, em última análise, é um site que lhe permite publicar conteúdo. Se por um lado você, como usuário, quer publicar o que achar melhor, sem restrições, por outro os donos da plataforma não querem conteúdos que vejam como problemáticos, causando o afastamento de parte do público ou mesmo prejudicando os negócios (afinal, se a App Store chegou a banir o Tumblr, é no mínimo compreensível que o Instagram não queira ser o próximo desta lista). Ao mesmo tempo, é louvável sim que estas redes mantenham ativos canais que permitam denunciar o uso não-consentido de imagens; mas ainda há uma grande distância entre o modus operandi do Instagram, que retira do ar conteúdos, por denúncia ou por censura, sem notificação prévia ao autor, e a postura do YouTube, que primeiro analisa a denúncia, para depois, se for o caso, retirar o conteúdo do ar.    

Respondendo então a pergunta do título, há atualmente duas alternativas seguras: os Status do Whatsapp (o principal motivo para eu ter usado ali a palavra atualmente é que em 21.5.19 o Facebook comunicou que em 2020 passará a veicular anúncios nos Status, o que talvez enseje uma mudança nas regras atuais) ou então você postar conteúdo adulto em seu próprio site. Em seu site, você não estará sujeito às regras e restrições que os donos das redes sociais impõem para quem delas queira fazer uso. Inclusive estou revendo minha posição, expressa aqui no blog no dia 11.7, de descartar a criação de um site voltado para meu trabalho em Fotografia. Aguardem!

Obs: atualizado em 18.7.19 às 14h28, com três novos parágrafos antes do 'Em resumo', e com nova redação dos dois parágrafos acima. A mudança incorporou referências ao Whatsapp, Messenger e aos Stories de Instagram e Facebook, que não constavam da versão original.  




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Saiba mais








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Ilustrando este artigo, vemos fotos do segmento "Bad Girl" do ensaio Anos 1960, que fiz com a modelo Emile Brown Abdon em novembro de 2018 em Macapá. Uma foto do ensaio, aliás, postada no Instagram, foi removida sem aviso.  Veja a série completa no vídeo abaixo (exclusivo deste blog).




Vídeo: Indique uma Amiga



Vídeo gravado para o IGTV em 16.7.19, daí as referências ao Instagram. Para outras informações sobre a promoção, veja a página especial que montamos.




16/07/2019

Arquivo 2016: Pare de dizer que você tem problemas



Macapá - Se há algo que eu recomendo fortemente é que você pare de achar que tem problemas. "Mas por quê?", você poderia me perguntar. E minha resposta seria: "Porque as palavras têm força". Na verdade, não é preciso ser um especialista em Neurolinguística para perceber isto. Basta lembrar de toda a sabedoria popular associada ao poder do pensamento positivo.

De certa forma, não deixa de ser curioso que, numa sociedade que valoriza tanto a posse de coisas (tema, aliás, brilhantemente abordado por Milton Jung no LinkedIn), se prefira dizer que "temos problemas", e não que "estamos com problemas". Em geral, afora a menção a problemas, nossa tendência para expressar coisas não palpáveis é o uso da expressão "estar com" - podemos estar com saudades, ou com alguma doença, ou com vontade de viajar, ou com um palpite para jogar na Mega Sena. Já o verbo "ter" é costumeiramente associado a objetos que possuímos, seja do tamanho que forem - de um alfinete a uma casa ou um carro.

E quando você tem alguma coisa, é porque de algum modo essa relação não é facilmente modificável. Que o diga o cantor Belchior, que abandonou dois carros há cerca de sete anos (um no estacionamento do aeroporto de Congonhas, em outubro de 2008, e outro na garagem de um flat também localizado na cidade de São Paulo, em março de 2009. Fonte: Época). A propriedade de um carro, por si só, acarreta uma série de consequências jurídico-econômicas; você inclui o carro em sua declaração de Imposto de Renda e recolhe anualmente o IPVA, entre outras obrigações legais. De modo que diferentemente de um alfinete que eventualmente entorte ou enferruje, e que você pode jogar num cesto de lixo ou abandonar ao deus-dará e ninguém voltará a associá-lo a você, um carro não pode ser simplesmente largado por aí; a documentação do veículo seguirá em seu nome, e você será responsável pelos prejuízos que ele acarretar ou danos que vier a sofrer decorrentes do abandono. Em resumo: você diz que tem um carro porque sua relação com este objeto não pode ser facilmente modificada a qualquer momento.

Você percebe então o que está em jogo quando diz que tem um problema? Você está, de algum modo, afirmando que possui com o problema um vínculo cuja dissolução não é nada simples. Ao passo que se você mudar o verbo - e a forma de encarar a situação - para "estou com um problema", você modifica o quadro para algo com o que pode lidar: se você está com saudades de alguém, você entra em contato com a pessoa e marca um reencontro; se você está com uma doença, você vai procurar tratamento; se você está com vontade de viajar, você pesquisa preço de passagens, se agenda e viaja; e se você está com um palpite para a Mega Sena, você vai a uma lotérica e aposta (boa sorte!).

Notaram a diferença? Enquanto dizer que "temos um problema" nos paralisa - já que em nossa cultura materialista, "ter" é algo desejável, você raramente se mobiliza para deixar de ter algo que possua -, pensar que "estamos com" alguma coisa de certa forma nos impele, nos convida à ação, para que o estado agora imperfeito se modifique para a situação sonhada.

Fica então minha sugestão: pare de achar que você tem um problema, comece a se dizer que está com um problema (o que lhe fará agir para que deixe de estar com ele) ou mesmo que apareceu um problema - afinal, o que aparece, e não lhe pertence, é melhor que desapareça, não é mesmo?


  • Making-off do post - Esse texto tem toda a cara de mensagem de começo de ano, não é? Pois foi com esse intuito mesmo que ele foi escrito para ser publicado em 11.1.16 no Digestivo Cultural (meu quarto texto por lá), onde saiu com o título de Em 2016, pare de dizer que você tem problemas

  • Chegou a ser republicado no meu finado LinkedIN e mais recentemente, já com o título definitivo, na série "Ovelhas Desgarradas" no blog Jornalismo Cultural, em 12.5.17.

  • A foto que ilustra o texto foi feita em Macapá, em algum momento de 2015. 

Vídeo: Modelos para Você Enaltecer 5




Fotos feitas em Macapá, Maceió e Rondonópolis nos anos de 2016, 2017 e 2019. 

15/07/2019

A Semana nº 87

  • O Arquivo segue em alta por aqui! O post mais acessado deste blog na semana que passou foi o relato 11.920 km pelo Brasil (saudades, inclusive), publicado na terça, 9, e com 21 acessos até agora. 


  • Na sexta, 12, recebi o certificado abaixo, relativo à exibição ano passado do meu curta Visitando os Tukano-Dessana na 3ª Fresta, em Rio Grande (RS). O que eu não sabia até agora era que o filme também foi exibido durante a Feira do Livro da FURG na praia do Cassino (considerada a maior praia do mundo) e também na Prefeitura da cidade, ambas já neste ano. 


  • Na semana que passou, lancei novos produtos: as camisas Basílica de Nazaré e Garça, além de cartões-postais e ímãs de geladeira - todos com fotos feitas em Belém. Veja todos os produtos na minha Lojinha Virtual

  • E ontem, domingo, lancei a promoção Indique uma Amiga. Saiba mais aqui.

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ESTATÍSTICAS DO MEU INSTAGRAM

  • Estou no momento com 2551 seguidores, não tendo havido variação desde a semana anterior (1 a 7.7). Foram 153 visitas ao meu perfil, sendo 27 no sábado 13 e 11 na segunda 8. Já 8.047 contas foram alcançadas por mim na semana de 8 a 14.7, sendo 3,7 mil na sexta 12 e 363 na terça 9.

  • Publiquei 93 conteúdos na semana, 2 a mais que na anterior. A publicação mais vista foi um carrossel com duas fotos da modelo Emile Brown Abdon no ensaio Anos 1960, postado no sábado 13 e já visto 276 vezes. Continuo usando poucas ou às vezes nenhuma hashtag nas postagens e não percebi grandes quedas de audiência.


 

  • Meu público segue concentrado em Belém, Maceió e Macapá, todas com 14%, vindo depois São Paulo (5%) e Rio de Janeiro (2%). As mulheres são 70% do total, com predominância das faixas etárias de 18 a 24 anos e de 25 a 34, ambas com 36%. A faixa de 25 a 34 também predomina entre os homens (42%) e no público geral (38%). 

  • Tive 1,7 mil seguidores online de segunda 8 a sexta 12 (sendo os dias de maior concentração segunda a quinta) e 1,6 mil no sábado 13 e domingo 14. 

  • De acordo com o Gerenciador de Anúncios do Facebook, o horário de maior interação com meus anúncios em julho é às 22h (8,12%), seguido das 23h (7,20%). Os estados que mais respondem a meus anúncios são o Pará (17,04%), a Bahia (15,84%), Pernambuco (11,66%) e a Paraíba (10,61%). 


Arquivo 2016: E por falar em aposentadoria

Passeata da Greve Geral de 28 de abril de 2017,
contra a proposta de reforma da Previdência
- Av. Presidente Vargas, Belém-PA


Belém - O presidente que quer que você contribua 49 anos para receber aposentadoria integral se aposentou aos 55 anos....de idade.

Hoje com 75 anos, Michel Temer é aposentado como procurador do estado de São Paulo desde 1996. Recebe por isso R$ 30.613,24 (valor referente a maio - mesmo descontado o Imposto de Renda, sobram R$ 22.082,70). Mais até do que recebe como Presidente da República - R$ 27.841,00. Somando os valores brutos de aposentado e presidente, são R$ 57 mil/mês, R$ 684 mil/ano.

Para comparar, o valor médio dos benefícios concedidos pelo INSS, em maio de 2016, foi de R$ 1.303,58 para os trabalhadores urbanos e de R$ 880,84 (ou seja, um salário mínimo) para os rurais. Nenhum destes, com a reforma da Previdência proposta por Temer, poderia se aposentar hoje com 55 anos.

Em entrevista a Miriam Leitão em outubro, Temer comentou sua aposentadoria precoce, querendo usá-la como justificativa para a reforma ora em tramitação:

"É interessante como o meu exemplo serve para revelar como há aposentadorias precoces. Passaram-se 20 anos e estou aqui conversando. Ainda consigo trabalhar. Naquele tempo não se pensava nisso, naquele tempo era natural, você tinha tantos anos de serviço ou de contribuição e se aposentava. Foi o que aconteceu comigo como procurador do estado. Mas há 20 anos atrás, o déficit da previdência não era o tamanho que é hoje. Hoje são R$ 100 bilhões, R$ 140 (bilhões) no que vem, R$ 180 (bilhões) daqui a dois anos."

Vamos analisar as ideias por trás desta citação:

1 - Ninguém sabia que há aposentadorias precoces, era necessário que Temer revelasse isso (ele chegou a dizer a Miriam: "Minha aposentadoria é uma revelação", como se falasse de um grande mistério)

2 - Há 20 anos, o rombo (ou 'déficit', como prefere Temer) da Previdência era menor do que hoje. O fato de haver um rombo de 100 bilhões hoje, produzido com as regras que estão em vigor, faz com que o presidente pense não em gerir melhor a Previdência para diminuir o rombo, mas sim em estender o tempo de contribuição - o que só posso ver como uma forma de punir o trabalhador pela má administração dos recursos feita pelo próprio governo!

3, para mim o mais grave - "Ainda consigo trabalhar. ....naquele tempo era natural, você tinha tantos anos de serviço ou de contribuição e se aposentava". Mas é essa a ideia-base de um sistema de previdência: você contribui X anos, comprova as contribuições, se aposenta e passa a receber pelos anos trabalhados! Porém nesse trecho da fala presidencial posso detectar uma visão condenatória à possibilidade de alguém ainda ter vigor físico, saúde etc etc e sair do mercado de trabalho (que aliás foi o que o próprio Temer fez ao se aposentar há 20 anos).

Tentando fazer uma leitura unificada do trecho, teríamos algo como: 'havendo um déficit gigantesco na Previdência, o trabalhador brasileiro não tem o direito de se aposentar numa idade em que ainda possa desfrutar de qualidade de vida".

Mas por qual motivo, fora resquícios feudais ou escravocratas, a população deve ser punida pela má gestão da Previdência, algo que cabe ao governo controlar?

Na visão presidencial, enquanto você tiver energia para trabalhar, e mesmo quando possivelmente já não a tiver, você deve estar trabalhando e contribuindo para o INSS, para que você conserte um problema que não foi você quem causou!



  • Making-off do post - Escrito para o site Digestivo Cultural, onde foi publicado em 19.12.16, sem foto.

  • Republicado em 18.5.17 na série "Ovelhas Desgarradas" do blog Jornalismo Cultural, onde aproveitei para tirar do ineditismo a foto que ilustra o post, que não saíra na na cobertura da Greve Geral deste blog nem em nenhum outro lugar.

14/07/2019

Indique uma Amiga



Promoção relativa ao Instagram @fabiogomes.fotocinema

Não há limites de indicações, ressalvando-se que só será válido um cupom de desconto por ensaio contratado. 

Quando da realização do ensaio, será verificado se a amiga indicada continua a seguir o perfil @fabiogomes.fotocinema, do contrário o cupom perde a validade.

Esta promoção não é cumulativa com as Fotos em Dobro.

Video: Modelos para Você Enaltecer 4



Fotos feitas em Belém, Macapá, Maceió e Rondonópolis nos anos de 2016, 2017, 2018 e 2019.

13/07/2019

Arquivo 2017: Não somos eternos



(O título se refere à sua, à minha, à nossa presença enquanto pessoas aqui no planeta Terra. Não vou entrar na questão de imortalidade da alma e vida eterna, ok? Sigamos.) 

O ser humano tem a estranha mania de se julgar eterno, ou mesmo imortal. Isso se reflete em vários aspectos de como funcionam nossas sociedades, ao menos no Ocidente. Contratos de trabalho, por exemplo. Creio que só jogadores de futebol e atores/atrizes de televisão assinem contratos por tempo fixo. A praxe do mercado é que, ao ser contratado por uma empresa privada, ambas as partes esperem que você só saia de lá aposentado - afinal, nem a empresa espera que você vá para uma concorrente, nem você almeja uma demissão. O próprio medo da demissão reflete um pouco como é forte essa expectativa de que o vínculo seja duradouro. 

Mas vamos pensar em termos de vida mesmo, não só trabalho. Quantas vezes adiamos um sonho, um projeto, uma viagem, tanta coisa!, com o pensamento de ah isso eu faço depois! uma hora aí eu faço isso. O problema desta equação é que nunca saberemos a variável que é = o tempo que nos resta neste planeta.

Na verdade, acredito que deveríamos, sim, nos pensar como seres finitos. Não estou dizendo para ficarmos o tempo todo pensando em nossas próprias mortes futuras, mas ao menos deixar de jogar tudo para um futuro tão tão distante. Isso serve pra muita coisa. Vou dar alguns exemplos pessoais:


  1. Em 2009, quando lancei meu blog Som do Norte, ainda morando em Porto Alegre, eu sabia que em algum momento iria morar em Belém, o que de fato acabou acontecendo no ano seguinte. Nesse meio tempo, me perguntei "O que tem em Porto Alegre que é absolutamente imperdível e que eu devo aproveitar nesses últimos meses aqui?". A resposta foi as quintas de choro e jazz, com o veterano flautista Plauto Cruz, no bar Odeon - que, detalhe: ficava a duas quadras da minha casa e onde eu só fôra até então apenas UMA vez. Passei a ir toda quinta até me mudar pro Pará.

  2. Ano passado, meti o pé na estrada com a cara e a coragem e fiz meu projeto As Tias do Marabaixo circular por três estados em cinco meses. Nesse processo, acabei ficando um trimestre inteiro na Bahia - o que simplesmente foi muito além de qualquer sonho anterior. A foto do post é desse período, um dos tantos pôres-de-sol que presenciei junto ao Elevador Lacerda (esse foi o de 28 de setembro de 2015). Qual seria a pergunta aqui? Talvez algo relativo a editais para circulação (cada vez mais escassos) e à minha própria vontade de passar mais tempo nesses lugares (além da Bahia, o roteiro incluiu Tocantins e Rondônia). 

Enfim, penso que isso vale pra tudo, ou ao menos pra bastante coisa. Comece a se perguntar: quando é que vou começar a caminhar/correr/fazer atividade física? O que tem na minha cidade que vem gente de fora pra ver e eu nunca fui? Etc etc Vai por mim: depois que você entender que é finito, pode começar a aproveitar a vida infinitamente melhor! ;)



  • Making-off do post - Foi meu último artigo original para o LinkedIn - minha 55ª publicação no site, postada em 16.11.16. Republicado no blog Jornalismo Cultural em 4.5.17.

11/07/2019

Arquivo 2016: Os blogs poderão voltar a ser mais relevantes que as redes sociais?



versão original deste texto, intitulada "Eu blogo, tu blogas?", entrou no ar ontem em minha coluna no Digestivo Cultural. Quem é do meio jornalístico sabe que muitas vezes os textos são escritos com uma certa antecedência, o que foi o caso com este, escrito em 24 de junho. Não tinha eu como imaginar que, apenas dez dias depois, um dos temas dominantes no debate público seria o futuro das redes sociais como as conhecemos hoje, em virtude da mudança do ranqueamento do feed de notícias do Facebook.

O assunto logo repercutiu aqui no LinkedIn Pulse:
  • Eden Wiedemann foi taxativo ao afirmar: O Facebook vai acabar. (a análise dele lembra em alguns pontos a que fiz para a coluna Papo Cabeça, ainda em 2012, intitulada O Facebook não pode ser seu único canal de comunicação profissional).

  • Gina Bianchini lançou um convite para que criemos redes sociais melhores, nas quais as pessoas se conectariam por interesses em comum, o que também é a proposta da nova rede social do criador do Orkut; intitulada Hello, estará disponível apenas para dispositivos móveis. A entrevista de Orkut Büyükkökten a Paula Candiago Soprana e Bruno Ferrari pode ser lida aqui. 

  • Enquanto escrevo esta introdução, Fernanda Pompeu acaba de publicar em seu Diário Digital um questionamento sobre quão confiáveis são as informações que as pessoas publicam em seus perfis nas redes sociais, onde "todo mundo é legal".

  • Já Renê Fraga apresenta uma visão mais otimista, a começar pelo título de seu artigo: Novo Feed de Notícias do Facebook vai salvar a internet! Isto porque, com a limitação do conteúdo que aparece no feed do Facebook,  "As marcas e profissionais terão que procurar novas formas de introduzir seus conteúdos e até mesmo retomar esforços em mídias como o Twitter, LinkedIn, Google+, YouTube e, por que não, os Blogs."

Então, nesse momento em que os blogs podem voltar a ser parte importante da websfera, compartilho com vocês uma reflexão sobre minha trajetória de blogueiro ao longo dos últimos sete anos.

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Em 23 de junho, coloquei no ar aquele que é meu 12º blog - Fabio Gomes Foto & Cinema. Como o nome já indica, naquele espaço estarei destacando meu trabalho com as imagens, ao contrário de quase todos os anteriores, voltados para o jornalismo cultural. Eu já divulgava meus filmes e fotos em uma fan page no Facebook, mas conforme vinha intensificando meu trabalho nesta área (audio)visual, fui sentindo a necessidade de ter um local específico na internet. Num blog (assim como num site), você pode gerenciar melhor o aspecto das publicações, assim como o público dispõe de ferramentas para localizar facilmente o que procura, dois aspectos em que o Facebook historicamente deixa a desejar. 

Enquanto configurava as diferentes áreas do novo blog, foi inevitável ficar me sentindo como em 2009, quando criei meu primeiro blog que teve destaque, o Som do Norte. Ao longo desses sete anos pouca coisa de fato mudou no bom e velho Blogger. A facilidade de uso é a mesma, assim como o caminho para localizar e implantar algumas funcionalidades continua tortuoso. De toda forma, ao menos para mim, o Blogger é bem mais fácil de operar que seu congênere Wordpress - ao menos mais intuitivo.

Minha primeira experiência com blogs foi em 2003, ano em que o formato se impôs como uma novidade na websfera brasileira. Criei um blog do qual confesso que já nem lembro o nome, até porque ele só esteve no ar uns poucos dias, e para o qual não produzi conteúdo original, limitando-me a republicar nele textos sobre cinema. Mais especificamente, resenhas de filmes, escritas para meu site Brasileirinho, lançado no ano anterior. Minha intenção era entender a ferramenta; cumprida essa meta, excluí o blog. A experiência talvez tenha ocorrido em maio, pois em 9 de junho daquele ano lancei dentro do Brasileirinho o informativo Mistura & Manda, que incorporava algumas características de blog - atualização periódica (semanal, aos domingos), textos curtos e o convite para que a pessoa comentasse e enviasse sua opinião (ou, no caso, "misturasse e mandasse"); este último cumpria a função da caixa de comentários de um blog. Além de ser postado no site, o M&M era enviado por e-mail a assinantes. O M&M seguiu sendo atualizado até o começo de 2009.

Minha experiência seguinte com blog foi como colaborador do Protocolo do Incenso - Ritual & Atração, criado pela jornalista e atriz paulista Vanessa Morelli, ali por 2008, e que já não está no ar. Posteriormente colaborei também com o Falando das Telas, do crítico de cinema Ruy Jobim Neto, também sediado em São Paulo (2009); com o blog do Coletivo Megafônica (Belém, 2011); e sou colaborador permanente do Roraima Rock'n'Roll, do músico e produtor Victor Matheus, desde seu lançamento em 2010. 

Minha opção por trabalhar com blog, e não site, ao me propor a abordar a musicalidade da Amazônia, em meados de 2009, foi em parte pela facilidade de uso, já comentada ao início desse texto, e também porque os blogs viviam talvez seu momento de maior prestígio e influência no Brasil, ao contrário do que ocorria seis anos antes. Para ilustrar a popularidade que o Som do Norte obteve logo de saída basta dizer que em dezembro de 2009, com apenas quatro meses no ar, enquete realizada pelo blog para escolher a Música do Ano recebeu mais de 21 mil votos! 

Isto me levou a no ano seguinte dedicar novo blog à sonoridade amazônica: o Música do Norte, onde só posto álbuns inteiros, sejam clássicos ou lançamentos. Já em 2011, transformei em blog meu antigo site Jornalismo Cultural, lançado em 2005, e criei meu único fan-blog, o Noel Rosa Sempre, para publicar notícias ligadas ao legado do artista e disponibilizar sua obra que se encontra em domínio público. 

No ano seguinte, pus no ar meu blog mais ao estilo "internet roots", o Rapidola. O Rapidola começou em 2010 como um informativo do Som do Norte enviado a assinantes, ao estilo do Mistura & Manda, porém com um diferencial: não continha textos completos, apenas links, com uma breve frase de abertura, pinçada de uma das notícias linkadas. A seleção incluía posts de outros blogs que também falassem da música nortista. O Rapidola-blog nasceu para deixar acessíveis esses informativos, e a referência a 'roots' é porque eram exatamente assim os primeiros blogs da internet: uma coleção de links (duvida? Confira). Também em 2012, comecei a editar o blog da Poeta Amadio, de Porto Velho, artista cujo trabalho venho produzindo desde então (na época em que produzia vários artistas, acabei criando outro blog para divulgá-los, o Artistas Som do Norte).  Já o blog do projeto As Tias do Marabaixo está no ar desde 2014, quando comecei o trabalho de resgate e divulgação do Marabaixo, cultura tradicional de matriz africana típica do Amapá.

Os poucos blogs que lancei sem ligação com cultura ou comunicação tiveram vida curta. Em 2013, decidi criar um guia virtual de restaurantes econômicos, que geralmente ficam fora dos guias turísticos disponíveis no mercado. O Comendo Bem e Barato foi pensado para se viabilizar obtendo anúncios dos estabelecimentos citados no blog, o que acabou não se confirmando. Já o Apontam Estudos era uma antologia de posts publicados em meu Facebook pessoal. A criação da ferramenta 'Lembranças' pela rede social esvaziou o sentido desse espaço existir. 

Como já mencionei, vai longe o auge dos blogs no Brasil. A audiência foi caindo lentamente a partir de 2012; no começo de 2013, pareceu embalar novamente (lembro de ter falado sobre isso numa conversa que tive com alunos da PUC-SP em abril daquele ano - no mês anterior, o Som do Norte atingira 21 mil visitas únicas, marca jamais repetida), mas depois seguiu em queda, mantendo-se agora estável. Digamos que é um público pequeno, porém fiel. Claro que estou falando de meus espaços no Blogger, até porque não tenho acesso às estatísticas dos blogs de outros jornalistas. 

O novo blog Foto & Cinema atingiu 500 visitas nos primeiros 11 dias, uma média de 40 por dia, o que considero muito bom, tendo em vista que só o divulguei até agora em redes sociais. Mas nem ele nem nenhum outro dos que ainda estão ativos se comparam ao blog que desde o ano passado mantenho dentro do site Digestivo Cultural, o Cinema Independente na Estrada. Em média, meus posts lá têm 339 acessos, com a fantástica marca de 1.652 para o post inaugural do blog, que conta a história do projeto As Tias do Marabaixo (os números foram colhidos em 24.6.16).

Só para comparar, os posts do Som do Norte que atualmente chegam a 300 acessos são os de entrevistas ou lançamentos exclusivos. Aliás, exclusividade me parece ser a palavra-chave que justifica a manutenção de blogs, era assim no passado e hoje segue sendo. Desde o ano passado, parei de postar no Som do Norte agenda de shows - as informações sobre os shows em sua cidade você obtém hoje muito mais fácil através de redes sociais ou mesmo por Whatsapp. 

Considero sim que os blogs seguem sendo boas ferramentas, principalmente se quem o edita tem noções de HTML, que ajudam a compensar a limitação de recursos. Para quem gosta de publicar regularmente, um blog ainda é preferível às redes sociais (que vejo como seu complemento: grandes ferramentas para a difusão do conteúdo blogado), mais ainda se você pretende usar o blog como forma de oferecer serviços e produtos (o mural do Facebook, talvez propositalmente, não se presta muito bem a este fim).

Pra concluir: por muito tempo ouvi a pergunta, geralmente a propósito do Som do Norte: "Ah, seu blog é tão legal, por que você não o transforma num site?" Mas na verdade são coisas bem diferentes: cada vez mais, um site é recomendado se você quer publicar um conteúdo de forma institucional, com atualizações ocasionais. Para publicar regularmente e se manter pesquisável & localizável neste mar sem fim que é a internet, vá por mim: a melhor opção em 2016 segue sendo o bom e velho blog.



  • Making-off do texto - "Eu blogo, tu blogas?" é um raríssimo caso de texto meu escrito com muita antecedência que, ao finalmente sair, encontra o seu assunto na ordem da dia. Aproveitei o ensejo para republicá-lo no LinkedIn, com outro título e incorporando links de publicações recentes sobre o assunto - tão recentes que cheguei a incluir um texto de Fernanda Pompeu publicado enquanto eu redigia a introdução que abre este artigo, que foi o meu 47º texto a sair no LinkedIn, em 5 de julho de 2016, apenas um dia depois de "Eu blogo, tu blogas?" entrar no ar. Até 2.5.17, o artigo recebeu 92 acessos, na maioria de leitores de Macapá, São Paulo e Curitiba, 3 comentários e 7 "gostei". Em linhas gerais os artigos seguem o mesmo texto, com algumas diferenças a partir do terceiro parágrafo (contando a partir do trecho "Em 23 de junho, coloquei no ar...."). 

  • Making-off 2 - Depois de sair no Digestivo Cultural em 4.7.16 e no LinkedIN no dia seguinte, foi republicado no Jornalismo Cultural, dentro da série Ovelhas Desgarradas, em 2.5.17, ocasião em que ganhou o making-off anterior. 

  • A pergunta feita no título já pode ser respondida, se não no sentido de "poderão" (afinal, não havendo um limite temporal, ainda podem vir a ser mais relevantes, nem que seja teoricamente), mas ao menos até agora não se voltou à situação vigente entre 2008 e 2012. Os blogs se tornaram um veículo de nicho. Tenho obtido índices de leitura que considero interessantes neste blog: há dias de 50 acessos, por exemplo. A princípio, poderia se atribuir isto ao fato de eu ter voltado a atualizá-lo com frequência praticamente diária. Porém são índices semelhantes aos do Jornalismo Cultural, que não é atualizado desde setembro... Concluo que há sim um público que segue interessado em ler blogs, e ao qual não faz diferença quando o post que lhe interessa foi publicado (mais um motivo, aliás, para seguir republicando aqui a série Arquivo). 

  • O artigo citado de Gina Bianchini não está mais no ar.

  • A arte que ilustra o post foi o logotipo deste blog entre 1.7.16 e 23.6.17. 

  • Colaborei com o Roraima Rock'n'Roll até setembro de 2016. O blog Noel Rosa Sempre saiu do ar em 18.9.16. Editei o blog da Poeta Amadio até agosto de 2016. 

  • Em relação ao que é dito no penúltimo parágrafo sobre oferta de serviços e produtos, atualmente considero que o blog é um espaço interessante para o detalhamento de ambos e até como forma de ser um registro oficial das suas condições de trabalho, enquanto as redes sociais podem ser usadas para compartilhar links de forma simples ou mesmo através de anúncios, que podem muito bem direcionar para páginas do seu blog. 

  • A dúvida exposta no último parágrafo já não me acomete. Recentemente, descartei em definitivo a ideia de criar um site sobre meu trabalho de Fotografia & Cinema. O principal motivo? Não vejo o que eu poderia publicar num site que eu não possa postar num blog.