11/12/2017

Natalina (1932-2017)

Maria Natalina Silva Costa, a Natalina (27/2/1932-9/12/2017), foi um dos maiores nomes do Marabaixo do Amapá, sendo uma das homenageadas do meu projeto As Tias do Marabaixo.




Conheci Natalina primeiramente através de duas que a homenageiam - "A Beleza da Arte que Emana", de Enrico Di Miceli e Joãozinho Gomes, e "Mão de Couro", de Val Milhomem e Joãozinho Gomes, que incluí em meu curta-metragem Natalina, de 2015, na interpretação do grupo formado por seus familiares, o Berço do Marabaixo. Na abertura do filme, a própria Natalina interpreta um ladrão de Marabaixo de autoria de sua mãe, dona Gertrudes Saturnino, pioneira do Marabaixo no bairro da Favela, em Macapá. O filme já foi exibido nos estados do Amapá, Bahia, Pará, Rondônia e Tocantins. 

Natalina foi uma guerreira em prol do Marabaixo e da defesa de suas tradições durante toda sua vida. Após o falecimento de sua mãe, em 1974, passou a realizar em sua casa no bairro da Favela os festejos anuais do Ciclo do Marabaixo. O local hoje é denominado oficialmente Barracão Gertrudes Saturnino e abriga ainda uma biblioteca de mesmo nome, especializada em livros com o Marabaixo como tema. 

O barracão está intimamente ligado ao projeto As Tias do Marabaixo. Foi na biblioteca que gravamos a entrevista com Natalina, e foi no barracão que foram expostas pela primeira vez as fotos da exposição itinerante do projeto, em agosto de 2014. Natalina visitou a exposição duas vezes - uma no Barracão Gertrudes Saturnino, outra no Amapá Garden Shopping, em setembro de 2014. 

A foto que ilustra o post é inédita, foi feita no Barracão Gerturdes Saturnino em maio de 2015 e faz parte do livro de fotos As Tias do Marabaixo, cuja edição está concluída e que aguarda patrocínio para ser impresso.


06/12/2017

Vídeo: Maracatu Raízes da Tradição (Mãe Vera)

Nos dias 18 e 19 de novembro, acompanhei aqui em Maceió parte da programação do 1º Encontro de Maracatus de Baque Virado, realizado na Praça Multieventos, junto à praia da Pajuçara. 

Este vídeo, inédito, traz o final da apresentação do primeiro grupo a tocar no evento, no dia 18: o Maracatu Raízes da Tradição, de Mãe Vera. 

Mãe Vera (Veronildes Rodrigues da Silva), 59 anos, é mãe de santo e mantém este grupo de Maracatu no Conjunto Eustáquio Gomes. Por seu trabalho de toda uma vida preservando as tradições culturais, recebeu em 28 de novembro o Prêmio  Culturas Populares - Edição Leandro Gomes de Barros, do Ministério da Cultura, na categoria Mestres e Mestras.





Para saber mais sobre Mãe Vera e seu trabalho, recomendo o Blog do Sávio de Almeida, publicou em maio de 2016 um depoimento dela sobre sua trajetória como Yalorixá, além de ter publicado em janeiro de 2012 fotos de seu terreiro Abaçá de Angola Oya Bale - que, segundo a própria Mãe Vera informou ao site Cada Minuto numa reportagem sobre intolerância religiosa, significa, em iorubá, "casa aberta para todos".




02/12/2017

Belezas Culturais: Samba


Hoje, 2 de dezembro, é o Dia Nacional do Samba. Escrevi muito sobre o samba em meu primeiro site, o Brasileirinho, ao longo de seis anos (2002-08), tendo participado na Bahia, em 2007, de dois debates a respeito de suas origens. 

O samba também está presente em meu trabalho como fotógrafo. Trago aqui estas duas fotos de um grupo de samba de raiz que registrei ao participar de uma Festa de Cosme e Damião no Terreiro da Casa Branca, como é conhecido o Ilê Axé Iyá Nassô Oká, localizado no bairro da Federação, em Salvador, em 26 de setembro de 2015. 


30/11/2017

Um ano no Instagram

No domingo, 26, fez um ano que criei minha conta no Instagram. Abaixo, um print do meu perfil de quatro dias atrás. De lá pra cá, publiquei mais duas fotos e ganhei mais 10 seguidores. Meu número de seguidos caiu, para 7.500. 






Na verdade, embora eventualmente chegue a 7.501 ou 7.502, parece que o limite de pessoas que você pode seguir no 'Insta' é mesmo 7.500, embora eu nunca tenha lido isso em lugar nenhum. Ao menos foi após atingir esta cifra que não tenho conseguido seguir novas contas. Se alguém souber como resolver isto (ou mesmo se não há solução), por favor me avise. 

Em texto que publiquei aqui em julho sobre divulgação de trabalho fotográfico, falei de como o Instagram é de longe o site onde meu trabalho fotográfico consegue atingir mais gente, ao passo que no Facebook quem mais interage são meus amigos, e o blog tem uma audiência pequena (porém fiel - risos). Não há muito o que acrescentar ao que disse naquele artigo há 4 meses - inclusive continuo sem conseguir acessar o Direct :/ ... 
É uma pena que a abertura do Instagram para outras plataformas que não smartphones ou tablets não veio acompanhada dos mesmos serviços colocados à disposição de quem tem o acesso móvel. 

Ainda para mostrar como o Instagram de fato domina seu mercado, quero contar que um dia antes de completar meu "instaversário" (risos) mandei mensagem a uma grande modelo asiática, para que ela me indicasse sites confiáveis que conectem fotógrafos com modelos, já que eu estava desistindo de vez de usar o Model Mahyem (desativei novamente minha conta lá, e desta vez creio que não retorne). Ela me respondeu:

Agora eu uso apenas Facebook, Instagram e Purple Port

De fato, na categoria o Purple Port me parece o melhor site. A lamentar, apenas, que haja poucos profissionais de fora da Europa por lá (predominam as contas britânicas). Mas quem sabe isso possa mudar, não é? Para quem tem curiosidade, convido a clicar neste link para conhecer o "PP", como o chamamos na intimidade. 










27/11/2017

Belezas Culturais: Estátua de Mãe Preta



Na praça 13 de Maio, bairro do Poço, em Maceió, existe uma estátua em homenagem à Mãe Preta. 

O pedestal do monumento tem uma placa com a seguinte inscrição:

Os maceioenses à Mãe Preta pelo muito que devemos a ela.

13 - 05 -1968

Administração Divaldo Suruagy

(Suruagy era o prefeito de Maceió na ocasião)

Pesquisando na internet, não consegui descobrir o autor da escultura, caso alguém souber e puder me informar, agradecerei e atualizarei o post. 

Fiz as fotos em 24 de agosto, com a Nikon S3500. 


25/11/2017

Coisas do Mundo: Muro em Porto Alegre


Sempre procuro estar atento aos dizeres nos muros das cidades onde estou, seja morando ou em viagem. 

Fiz esta foto em alguma esquina de Porto Alegre, em dezembro de 2013.

  • O site Olhe os Muros publicou em 8.2.13 foto do mesmo muro, um pouco mais aberta e informando ser na Rua Riachuelo, Centro Histórico da capital gaúcha. 

  • O blog A Caneta Desfigurada publicou em 24.4.14 poema inspirado neste grafitti, sem indicação de autoria, intitulado justamente Dobro a esquina e já sou outro quem caminha.




22/11/2017

Vídeo: Associação Cultural Raízes da Favela Dica Congó - UNA

Nesta semana, em que está sendo novamente realizado em Macapá o Encontro dos Tambores - o primeiro que não acompanho desde 2012 -, quero compartilhar com vocês este vídeo que filmei há dois anos.  

Gravado em 23 de novembro de 2015 no Centro de Cultura Negra (Macapá), o vídeo traz a apresentação completa da Associação Cultural Raízes da Favela. Realizei esta filmagem a convite da diretora do grupo, Elísia Congó (com o microfone na foto ao lado)(inclusive a filmadora, uma Sony, foi emprestada por ela). Não foi nossa primeira parceria: meses antes, ela me chamara para ser o fotógrafo da Campanha de Valorização do Marabaixo

Em 2014, quando iniciei o projeto As Tias do Marabaixo, conheci a diretora da Associação Cultural Raízes da Favela,  que naquele ano era uma das festeiras do Ciclo do Marabaixo. Parte das filmagens do documentário inédito e das fotos da exposição itinerante foi produzida em sua casa. 





20/11/2017

Belezas Culturais: Estátua de Ganga Zumba

Em 20 de novembro do ano passado, destacamos aqui no blog o monumento em homenagem a Zumbi dos Palmares existente em Salvador. Hoje, em mais um Dia da Consciência Negra, destacamos outro dos líderes do Quilombo dos Palmares, Ganga Zumba. 

Ganga Zumba é homenageado na orla de Maceió através de uma praça com seu nome, junto à praia de Cruz das Almas, e de uma estátua que se ergue nessa praça, estando o homenageado voltado para o mar. Obra do artista pernambucano José Faustino, a estátua foi inaugurada, juntamente com a praça, em 1984. Em 2010, a estátua foi retirada do local durante as obras de revitalização da praça. Após ser dada como desaparecida em 2013, a estátua foi localizada em um depósito e, depois de restaurada, reinaugurada em 19 de novembro de 2015.




Posteriormente, em março de 2016, foram instalados junto ao monumento uma placa identificando o homenageado (que pode ser vista na foto acima), outra placa com o nome da praça e ainda um totem contando a história de Ganga Zumba. A segunda placa e o totem já não se encontravam na praça na primeira vez que estive nela, em 9 de agosto, data em que fiz as fotos que ilustram este post. Já passei algumas vezes pelo local desde então (a mais recente na sexta, 17), e nunca vi nem placa nem totem (fotos deles podem ser vistas aqui). Reproduzo do site Cada Minuto o texto que havia no totem:

Sobre Ganga Zumba

Nascido em 1630, Reino do Kongo, Ganga Zumba é de origem jaga, povo guerreiro de Angola. 

Filho da princesa Aqualtune, trabalhou na organização do primeiro Estado Negro nas Américas, em Palmares. 

Foi o primeiro grande líder do Quilombo dos Palmares, ou Janga Angolana, na Capitania de Pernambuco atual estado de Alagoas, Brasil. Reconhecido, historicamente, como um grande estadista, exímio guerreiro e também estrategista em lutas. 

Era tio de Zumbi e reinou durante mais de quarenta anos, levando o Quilombo dos Palmares ao apogeu e ao reconhecimento como nação pela Coroa Portuguesa 

Demarcou espaços e lugares históricos na luta contra a escravidão. 

Ganga Zumba foi traído e morto em 1678, e os seus seguidores foram reescravizados pelos portugueses.



São visíveis as marcas de emendas junto 
ao ombro direito e no braço esquerdo da estátua


16/11/2017

Botando o acervo pra jogo

Quem acompanha regularmente este blog pode ter percebido que tenho postado menos - o que de modo algum significa que tenha perdido o interesse pelo blog, ou por Fotografia de um modo geral (muito antes pelo contrário!!!). Este é, digamos, um outro lado da liberdade de se ter um blog da qual falei na recente entrevista a Fernanda Pompeu: ter um blog possibilita postar muito, postar pouco ou mesmo não postar nada pelo tempo que o blogueiro achar melhor. Eu ao menos sou radicalmente contra postar algo apenas por postar. É o mesmo que, em entrevista à VEJA no começo de 1986, Herbert Vianna louvou em Chico Buarque: só gravar quando sente que tem algo a dizer (a mesma atitude que inspirou Os Paralamas do Sucesso a espaçar o lançamento de seus discos a partir de meados dos anos 1990). 




É evidente que, em se falando de Fotografia, o ter algo a dizer difere um pouco, por exemplo, de quando priorizei as entrevistas no blog Som do Norte, entre 2014 e 2015 - se o entrevistado não responde, ou mesmo não envia as respostas na data combinada, você de fato não tem o que postar. Felizmente, com o tamanho do meu acervo fotográfico, de fato não corro esse risco (risos). Lembro que, ano passado, em São Luís, quando comentei com uma amiga a ideia de criar este blog, uma das perguntas dela foi sobre se eu tinha muita foto guardada (resposta: simmmm!), e a outra era se eu pretendia continuar fotografando (resposta: simmmmmmmm!), donde concluímos que não seria por falta de material que o blog não iria pra frente. 

O relativo "vácuo" recente foi ocasionado porque eu estava focado em finalizar meu primeiro livro de fotos, As Tias do Marabaixo - Cultura Tradicional do Amapá em Fotografias, uma seleção de imagens que fiz em festas de Marabaixo em Macapá entre 2013 e 2016, mais a repercussão do projeto até julho de 2017. O projeto estava parado desde o começo de 2016; há quase um ano, quando retornei a Macapá, tentei retomá-lo, o que de fato só foi possível a partir de agosto, já aqui em Maceió. Revisei o texto inteiro, reeditei algumas fotos da parte já pronta (que ia até 2015), acrescentei material referente a 2016 e 2017 e revisei o layout da obra, elaborado pelas designers Laryssa Tavares e Ana Lidia Moraes, de Goiânia. O livro portanto está pronto para edição, cabendo-me agora ir em busca de recursos para publicá-lo.

É aqui que o já mencionado imenso acervo de imagens que já produzi pode se revelar de grande valia, nos vários sentidos da palavra. Afinal, é geralmente ao acervo que um fotógrafo recorre ao elaborar projetos de exposições, ao se inscrever em concursos e editais, e ainda para a venda em bancos de imagens. Isto acontece porque dificilmente é exigido que a foto tenha sido produzida recentemente, ao contrário do que se pede em festivais de cinema. A rigor, você só precisará produzir fotos especificamente para determinado concurso caso você não tenha nada mesmo sobre o tema exigido. Daí a importância de, paralelamente ao trabalho com ensaios fotográficos, o fotógrafo produzir imagens também para si.

Esta produção "para si" é que possibilitará desenvolver projetos autorais como livros e exposições, e sustentará a oferta de fotos em bancos de imagens e concursos - enfim, botar o acervo pra jogo. 


:) 

* Ilustrando o post, duas fotos feitas no Parque Estadual 
Lagoa da Jansen, em São Luís, em junho de 2016


10/11/2017

Bem-vindo, Vinícius!



Em 28 de maio, fiz em Belém meu primeiro "ensaio de casal grávido", a convite de minha amiga Vanessa Trópico e de seu noivo Augusto Ribeiro. O casal utilizou minhas fotos como forma de noticiar a todos que esperavam seu filho Vinícius - que nasceu nesta segunda, 6. Ao casal e ao seu bebê, nossos votos de felicidades! 

Esta é uma das fotos que mais gosto daquele ensaio e que até hoje permanecia inédita. Nela, além de captar o encantamento e a expectativa do casal com a vinda do filho, aproveitei o vidro espelhado da parede de um restaurante para "entrar" na imagem, incluindo ainda a nossa assistente de produção do ensaio, Érica Trópico, sobrinha de Vanessa. Também aparecem na imagem pessoas que circulavam naquela manhã de domingo pelo parque Mangal das Garças. 



04/11/2017

Coisas do Mundo: Rua da Poesia



No caminho que leva da Praça Dorival Caymmi ao Farol de Itapuã, no famoso bairro praiano de Salvador, há uma série de ruas transversais à artéria principal, a Professor Souza Brito (antiga Estrada do Farol de Itapuã) que têm nomes peculiares, homenageando várias artes e gêneros literários - são as ruas da Poesia, da Prosa, do Romance, da Canção e da Música. 

Fiz a foto que ilustra o post com um tablet em 17 de outubro de 2013, quando estava em busca da antiga residência do poeta Vinicius de Moraes no bairro (encontrei). 


02/11/2017

É errando que se aprende

Cresci ouvindo, no Rio Grande do Sul, este ditado que dá título ao texto (até pensei em chamá-lo Vivendo e aprendendo, mas ficaria muito parecido com o título deste artigo que publiquei aqui no ano passado). Embora é claro que possamos aprender também com nossos acertos, e mesmo com erros alheios, o fato é que nenhuma das outras opções virou dito popular :) 

Bueno, há uma semana eu caminhava no final da tarde por uma rua de Maceió quando tocou meu telefone. Atendi, e era uma senhora que havia pego meu cartão em algum estabelecimento comercial e queria saber quanto eu cobraria para "tirar cinco a dez fotos".



(Costumo dizer que começar a abordagem a um fotógrafo perguntando pelo preço é o mesmo que o paciente chegar num consultório e de cara perguntar pro médico que remédios deve tomar...)

Ok, dessa vez a questão não era relativa a apenas uma foto (como neste texto de agosto), mas o raciocínio não difere muito. Respondi à senhora que a quantidade não influi muito no valor final, já que o fotógrafo sai preparado para fazer 5, 10 ou 200 fotos, e que no caso ela, enquanto cliente, é que optava por receber 5 ou 10. Nesse meio tempo ela me disse também que as fotos eram para publicidade de sua loja virtual. Não consegui saber muito mais que isso, já que a possível cliente estava de fato muito preocupada com o valor que eu iria cobrar. E aí cometi o erro que intitula o texto: com base em uma conversa de, até ali, talvez 4 minutos (a duração da ligação foi de 5min42), passei um valor, que a pessoa considerou muito alto, agradeceu e se despediu, perceptivelmente decepcionada. 

Meu erro foi dar um orçamento num telefonema, sem conhecer mais as necessidades da possível cliente, e sem saber se ela chegou a conhecer o meu trabalho (embora no cartão, além do telefone, conste meu Instagram, não necessariamente ela o acessou). 

A rigor, só tenho preço de trabalho definido para o pacote de ensaio fotográfico. Fora isso, é difícil pré-definir valores, porque cada cliente vem com necessidades bastante específicas, principalmente quando se trata de publicidade. Não tem como determinar um valor que vá abranger a todas as possíveis consultas  - naturalmente, as demandas de uma confecção serão bem diferentes da de um restaurante ou de um salão de beleza. 

Enfim, mais tarde, me dei conta de que o que deveria ter feito ao atender era informar à pessoa que eu me encontrava na rua, pedir por favor que voltasse a ligar dali a X minutos, quando eu já estivesse em casa, e então conversar com mais calma para entender as necessidades daquele trabalho específico e ver como (e por quanto) poderia melhor atendê-lo. 

Queria falar ainda a respeito da questão de clientes pedirem poucas fotos (o que tem me acontecido com bastante frequência) que é de fato uma ilusão pensar que quando você pede cinco, dez ou mesmo uma foto o fotógrafo faça de fato apenas cinco, dez ou mesmo uma e consiga atingir a qualidade que você espera e pela qual está pagando. 

No exemplo que mencionei, em que a cliente queria cinco fotos, digamos que eu fizesse mesmo apenas cinco, e na hora de editar eu percebesse que em uma delas a modelo estava de olhos fechados, em outra houve um leve desfoque que não possa ser corrigido na edição e em uma terceira o flash não tenha funcionado a contento. Então das cinco fotos só restam duas com a qualidade que a cliente precisa, porém esta quantidade não atende à sua necessidade. É por isto que se você diz que quer/precisa cinco fotos, possivelmente o fotógrafo faça 40 ou mesmo 50, para ter depois bastante opções de escolha para se chegar ao melhor resultado que tanto fotógrafo quanto cliente esperam. Aliás, particularmente penso que nem faz muito sentido fotógrafo, cliente e eventualmente modelo e maquiador/a se mobilizarem para produzir uma, cinco ou dez fotos, se for ver bem isto até deveria ser mais caro (risos). 





* Ilustrando o post, raríssimas fotos que fiz em Salvador 
com a Canon T3i, em 28 de setembro de 2015, 
logo depois da revisão e antes de ela emperrar 
de vez e eu vendê-la. 


30/10/2017

A Semana nº 42

  • Na quinta, 26, recebi da Semana da Diversidade de Ouro Preto e Mariana a notícia de que minha Oficina de Cinema Independente foi selecionada para o evento, que acontece nessas duas cidades mineiras entre 13 e 17 de novembro. Não é certo, porém, que eu possa ir, já que o evento não disponibiliza passagens e a data já está bastante próxima. Adoraria ir, é claro; não conheço estas cidades, e não vou a Minas Gerais desde 2004. 

    Fabio Gomes. Foto: Prsni Nascimento.
  • Na sexta, 27, este blog foi o tema principal de minha conversa com a jornalista Fernanda Pompeu, que ela publicou em seu blog Acelera Texto. A matéria é ilustrada por esta foto que a Prsni Nascimento fez de mim em 2015. 

Belezas Naturais: Papagaio



A Beleza Natural de hoje é este papagaio que apareceu na varanda em frente ao quarto onde moro aqui em Maceió, agora pela manhã - mais exatamente há meia hora!

:D

28/10/2017

Coisas do Mundo: Muro em São Paulo



Em outubro de 2013, bem antes da polêmica do atual prefeito João Dória contra os grafiteiros de São Paulo, passei alguns dias na cidade antes de ir para Salvador visitar a casa do Vinicius de Moraes.

Num desses dias, por volta do dia 12, fotografei esse dizer num muro, que talvez fosse no bairro da Bela Vista (Bixiga), onde eu costumava me hospedar quando ia à Paulicéia (a última vez já faz quatro anos e meio, logo antes de me mudar para Macapá). 

Os dois primeiros versos do grafite (Você praça/ acho graça) remetem ao primeiro sucesso de Clara Nunes, "Você Passa e Eu Acho Graça" (1968), uma das últimas composições de Ataulfo Alves, em parceria com Carlos Imperial.



27/10/2017

Belezas Naturais: Baía de Todos os Santos



A beleza natural desta sexta é o brilho do sol refletido na Baía de Todos os Santos, na altura da ilha de Itaparica, que visitei em 2 de outubro de 2015. 

Fiz a foto com a Nikon S3500 a bordo do barco turístico que me levou à ilha; vê-se na imagem o bote que conduzia os passageiros entre o barco e a ilha. 



24/10/2017

Modelo da Semana: Jardy Oliveira


A Modelo da Semana é Jardy Oliveira, de Maceió.

Esta é uma das fotos da sessão que fizemos terça passada, dia 17, na praia da Ponta Verde, aqui na capital alagoana. À noite, sim, o que constituiu um belo desafio para conseguir os melhores registros. 

:) 


21/10/2017

Coisas do Mundo: A manga no banco



Uma das Coisas mais inusitadas que já fotografei neste Mundo foi esta manga deixada por alguém em 31 de janeiro de 2014 dentro de um caixa automático do Bradesco que existia na época junto ao supermercado Líder da avenida Alcindo Cacela, em Belém. Na época, eu morava praticamente em frente ao mercado (parte da casa onde morei aparece refletida no vidro). 

No mesmo dia, postei a foto em meu Facebook pessoal, acompanhada desta legenda:

P: O que uma manga está fazendo no caixa do Bradesco?
R: Tá fazendo o extrato que o tomate pediu. 

Nessas horas, você lamenta não ter um cartão do Bradesco, pra poder abrir a porta do banco bancário e pegar a manga. 

19/10/2017

Pra frente é que se anda

Neste domingo, 15, eu estava - como de hábito - andando pela orla de Maceió e fazendo alguns registros com minha câmera Nikon S3500, até que, quando fui desligá-la, vi uma mensagem "Erro de lente", seguido de um ponto de exclamação em vermelho (!) e a partir dali o equipamento não mais funcionou. Eu não conseguia nem ligar a câmera, nem desligar. Lamentei, claro, cheguei a pesquisar assistências técnicas da empresa aqui na cidade pra mandar consertar na segunda, mas ainda no domingo descartei a ideia. Me dei conta de que mandar consertá-la simplesmente não fazia sentido.



Última foto da Nikon S3500:
grupo de capoeira encerra apresentação de maculelê
- Ponta Verde, 15.10.17, 17h17


Não que eu a usasse pouco. Ao contrário! Na atual temporada em Maceió, desde o final de junho, já fiz mais de 2 mil fotos, a imensa maioria com a Nikon S3500. A mesma coisa nos memoráveis três meses que passei na Bahia, em 2015, quando ela gerou cerca de 1.500 registros. Aliás, sem dúvida este é o aparelho que mais usei para fotografar nos últimos três anos.

Já não lembro a data exata em que eu havia comprado a Nikon S3500, mas com certeza foi em 2014. Recordo que ao fotografar a Festa de São Jorge no Formigueiro, em Macapá, em 23 de abril daquele ano, percebi que a Canon T3i Rebel chamava muito a atenção, fazendo-me sentir muito exposto em um evento noturno ao ar livre. Talvez eu tenha feito esta aquisição em agosto, após o show Zulusa da cantora Patrícia Bastos junto à Casa do Artesão, no dia 3, na qual usei a Canon. Quando fiz registros do show Tática, de Brenda Melo, em 6 de setembro, já foi com a Nikon.


Primeiro show registrado com a Nikon S3500:
Tática, de Brenda Melo - Macapá, 6.9.14


A partir dali, esta câmera compacta passou a ser minha companhia constante nas caminhadas no fim de tarde pela orla de Macapá. Servia também como equipamento reserva nas coberturas onde a Canon era ainda o equipamento titular.

Porém, em maio de 2015, de uma hora pra outra a Canon emperrou, passando então a Nikon a ser a titular. A usei, por exemplo, na cobertura do Ciclo do Marabaixo 2015 e em todas as fotos da Campanha de Valorização do Marabaixo. Foi com ela nessa condição de titular que embarquei para minha maior viagem até aqui - a dos 11.920 km pelo Brasil, incluindo a já citada temporada na Bahia. Quando estava em Salvador, ainda tentei mandar consertar a Canon, mas ela voltou da assistência quase tão ruim quanto havia chegado lá.

A Nikon ficou então sendo a titular - foi com ela que registrei o Encontro dos Tambores 2015 e todos os ensaios da Campanha Vamos Sonhar Juntos em Macapá e Belém, no começo de 2016 (e também alguns eventos do Ciclo do Marabaixo) - até o começo da viagem dos 10.049 km, quando então adquiri outra Nikon, a L330.

Desde maio de 2016, portanto, a L330 vem sendo usada principalmente para os ensaios pagos e fotos para projetos mais relevantes, voltando a S3500 para seu papel de instantâneos do dia-a-dia.

Não que ela não fosse boa. Ao contrário, senão não poderia ter sido minha titular durante praticamente um ano. Basta dizer que a partir de registros dela fiz esta imagem da Bahia exposta em Florianópolis (abaixo), a maior parte do material do curta Você é África, Você é Linda, e TODO o material do meu oitavo curta, Visitando os Tukano-Dessana, recentemente exibido num festival em São Gonçalo (RJ). Além de parte do material do vídeo Play - inclusive mesmo o material do vídeo que captei com a L330 foi adaptado para ficar com o visual dos registros da S3500 #ui #desculpa
Por estas e outras, já a chamei uma vez de "intrépida" num textão aqui do blog (este).

Pôr-do-sol na Bahia de Todos os Santos
- Salvador, ago/15


Se eu a usava tanto e ela era boa, então por que, como afirmei lááá no começo do texto, não fazia sentido mandar consertar a Nikon S3500? Pelos seguintes motivos:

Ela era boa, não ótima. À noite, aliás, já a partir do entardecer, já não captava bem. Era um equipamento para luz do dia, apenas.

O conserto custaria no mínimo o valor de um modelo igual, usado - encontrei vários no Mercado Livre em torno de R$ 250, mais do que paguei pelo próprio equipamento (R$ 200, lá por agosto/setembro de 2014).

A Nikon não fabrica mais a S3500; pelo que vi na minha pesquisa no domingo, foi substituída pela A100, que apresenta as mesmas características, inclusive não ser boa com fotos noturnas. Só que o valor da A100 já está muito próximo do que paguei pela Nikon L330 ano passado - só que esta veio para ser titular; não há porque gastar o mesmo com um equipamento reserva.

E quando cheguei neste ponto foi que me caiu a ficha: qual o sentido em comprar hoje uma câmera compacta? O valor que eu gastaria numa Nikon A100, por exemplo, com certeza será melhor empregado num smartphone, que, além de fazer fotos e filmar, já permite o envio direto para o Instagram e demais redes sociais. Este é o caminho a seguir. Pra frente é que se anda!


  • Em tempo: Só pra constar nos autos (risos): por volta do dia 10 de setembro, outro equipamento meu, a minifilmadora Sony HD Blogger, também parou de funcionar. Com ela filmei parte do curta Você é África, Você é Linda e todo o curta Tia Zezé no Encontro dos Tambores, ambos de 2015. Pelo visto, é tempo de renovação!

09/10/2017

Belezas Naturais: Quando a maré baixa....

... revela belezas que estão ali, bem na sua cara, mas que no dia-a-dia não conseguimos ver. Exemplo:

Foto de ontem de manhã


Essas formações rochosas na praia da Ponta Verde, em Maceió, geralmente ficam submersas e não as vemos.


A Semana nº 41



Desde a sexta, 6, meu curta
Tia Zezé no Encontro dos Tambores está participando da etapa de votação popular do 6º Festival de Vídeo Curta na UERJ, que neste ano tem como tema "Identidades". A votação popular vai até o dia 20; cinco dias depois, serão anunciados os finalistas do festival. Para votar no meu curta, clique aqui

07/10/2017

Coisas do Mundo: Em busca da pipa do amigo



Domingo, 10 de setembro, final da manhã. Caminhando pela praia da Ponta Verde, passei por um grupo de garotos que empinavam pipa na faixa da areia. Como eles corriam, e eu não, em dado momento passei a vê-los bem adiante de mim.

Ao chegar próximo à área de Maceió conhecida como Sete Coqueiros, porém, vi que algo detivera o avanço da garotada. A pipa de um deles ficou presa  no alto de um coqueiro. 

Sem demora outro garoto escalou o coqueiro, com agilidade impressionante, para resgatar a pipa do amigo. Soltou-a e em seguida iniciou a descida, naturalmente com mais cautela. Tudo isso em menos de um minuto!


05/10/2017

O que você quer celebrar?

Modelo Amanda Maria - Maceió, 7.9.17
(veja aqui o ensaio que fizemos)


Tem me acontecido com uma certa frequência: entrego meu cartão de visita e a pessoa que o recebe me pergunta se eu fotografo casamentos, ou comenta que seu filho irá fazer aniversário em janeiro, ou quer saber se eu faria as fotos de sua formatura. Ou seja, imediatamente relaciona fotografia com eventos.

Tudo bem, boa parte das fotos feitas diariamente no mundo são mesmo de eventos - para ficar só em um setor, as fotos de casamento têm até congressos específicos, é mesmo um mercado à parte. 

Se formos pensar, isso até faz (muito) sentido, afinal eventos têm a ver com comemorações - como os já citados aniversários, casamentos e formaturas, enfim, momentos que, creio que ninguém irá discordar, devem mesmo ser celebrados.

Mas por que esperar apenas momentos específicos para celebrar - e, por extensão, fotografar? Diariamente vivenciamos o milagre da vida. Mesmo que cientificamente seja muito provável haver vida em outros planetas, em outras galáxias, o fato é que até o momento habitamos o único planeta onde sabemos existir vida. A vida é um milagre que se repete diariamente. Por que não celebrar isto com mais frequência? 

Naturalmente cada pessoa terá sua maneira de celebrar - pode ser saindo com os amigos, pode ser fazendo a viagem dos sonhos (essas duas opções, aliás, costumam render ótimas fotos ;), pode ser da maneira que quiser, inclusive com a realização de um ensaio fotográfico.

Seja um ensaio apenas seu, seja com a pessoa que você ama, com sua mãe, ou seu pai, ou seus filhos, com quem, enfim, você queira figurar em belas imagens. Há quem faça ensaios para dar de presente - uma moça, por exemplo, chama um fotógrafo para produzir imagens que serão presenteadas ao namorado dela. E também há quem opte por presentear  com um ensaio a si mesmo, registrando (e celebrando!) seu atual momento de vida. 

E então? Vamos celebrar? 
=) 


  • Neste link, eu explico como é o meu trabalho com ensaios fotográficos (incluindo o valor). Em Maceió, você pode me contatar pelo fone 82-98164-4169. Para outras localidades, de qualquer parte do Brasil, peça orçamento pelo e-mail fgfotocinema@gmail.com


04/10/2017

Belezas Culturais: Heitor dos Prazeres

Neste dia 4 de outubro, no ano de 1966, falecia Heitor dos Prazeres, nascido em 1898. Sambista, pintor e poeta, Heitor foi parceiro de bambas como Noel Rosa e Herivelto Martins.

Fotografei um quadro seu, datado de 1964, ao visitar há quatro anos a Feira de Antiguidades do MASP, que funciona no vão livre no térreo do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, na avenida Paulista, aos domingos. Postei a foto em meu Facebook pessoal em 19.10.13, então possivelmente a foto tenha sida feita no domingo anterior, dia 13. 





02/10/2017

Belezas Culturais: Sereia de Mestre Zezinho



A orla da praia da Pajuçara, em Maceió, conta desde 29 de setembro com nova obra de arte pública. Trata-se da réplica em 6 metros de altura da escultura Sereia, do artesão Mestre Zezinho. O artista esteve presente na inauguração, que faz parte das comemorações dos 200 anos da criação da capitania de Alagoas por Dom João VI em 16 de setembro de 1817, em consequência da Revolução Pernambucana

José Cícero da Silva, o Mestre Zezinho, é natural de Arapiraca (AL) e vive atualmente em Campo Alegre. Hoje com 50 anos, sempre esculpiu, mas só aos 30 anos descobriu que poderia viver de sua arte. 


Sereia está no começo da avenida Antônio Gouveia, a poucos metros de outra escultura, a que homenageia o ator Paulo Gracindo (ao lado), instalada em julho. As fotos do post foram feitas no sábado, 30 de setembro. Na noite de 27, quarta, ao passar pelo local, acompanhei parte da montagem da obra; algumas pessoas já faziam selfie com a obra antes mesmo dela ser inaugurada oficialmente. 

  • Maceió já conta com outra escultura de sereia, criada em 1962 pelo escultor pernambucano Corbiniano Lins. A obra está sobre um rochedo, sobre a barreira de corais dentro do mar, na praia que desde a instalação da estátua passou a ser conhecida como Praia da Sereia. Desde então, a figura da sereia se incorporou ao imaginário popular sobre a cidade, inspirando ao cantor e compositor alagoano Carlos Moura a canção "Maceió, Minha Sereia", lançada por ele no LP Rosa de Sol (1982). 



29/09/2017

Coisas do Mundo: A charge escaneada de Noel Rosa

Em 2008, eu editava um site especializado em samba e choro chamado Brasileirinho (que ficou no ar entre 2002 e 2016), e tive a ideia de criar dentro dele um hotsite dedicado a Noel Rosa, cuja obra passava então ao domínio público. 

A imagem que escolhi para ser a capa do hotsite foi esta charge, uma autocaricatura que Noel fez já próximo ao final da vida. 

Como a imagem se encontra na página 2 da segunda edição (1977) do livro No Tempo de Noel Rosa, de Almirante, foi um pouco difícil escanear, resultando então nessa faixa mais clara à direita (a falha no 'e' da primeira linha é do próprio livro). Como se tratava, na ocasião, de um impresso de mais de 30 anos, o papel já estava levemente manchado (a mancha mais visível é a que está abaixo do cigarro, há outras no canto superior direito). E por algum motivo a imagem escaneada não ficou com o fundo branco, e sim levemente rosado. 

É evidente que, tendo Noel morrido em 1937, ao longo desses 80 anos esta imagem já deve ter sido reproduzida incontáveis vezes (nesta notícia de 2008, aparece uma outra versão da mesma charge). Mesmo assim, considero incrível constatar como essa charge que eu escaneei dentro da minha casa, em Porto Alegre, há 9 anos, ganhou o mundo. 

Você pode vê-la:

  • Na Galeria da página de Noel Rosa na Wikipedia em espanhol
  • E nesta matéria da revista Exame, de 2.12.13, onde achei a pista que esclarece por que justamente a imagem que eu escaneei ganhou o mundo. Mesmo que a Exame tenha publicado a imagem com recortes, é possível identificar a 'famosa' mancha abaixo do cigarro, e na legenda esta imagem tem por crédito "Creative Commons".

Fui então no site https://creativecommons.org/ e pesquisei "Noel Rosa charge". Vejam que o primeiro resultado da pesquisa....




.... tem como referência justamente a imagem que estava no site Brasileirinho, à qual, há exatos cinco anos (29.9.12), alguém resolveu atribuir uma licença Creative Commons, embora ela não seja necessária por se tratar de obra já entrada no domínio público. 

  • Desde a semana passada, estou republicando no blog Jornalismo Cultural o conteúdo que outrora esteve no hotsite do Brasileirinho, e naturalmente foi esta charge a escolhida para novamente ser a identidade visual da série. Acompanhe as postagens semanais por lá através da tag Sextas do Noel.




27/09/2017

Minha estréia no Cinema

No post nº 200 deste blog, comentei minha carreira como cineasta, que completava então dois anos, a contar do lançamento do curta Tia Zefa no Dia da Consciência Negra 2014, em 26.2.15  (daí o nome do post, Dois anos de Cinema). E cheguei a citar que meu primeiro projeto de filme inscrito em um edital data de 2005. O que não cheguei a comentar naquele texto é que bem antes disso eu já havia participado de algumas produções - seja dando depoimento para documentários musicais, seja como figurante em ficção. Sim!

Foi exatamente como figurante que apareci pela primeira vez numa produção cinematográfica. Trata-se do curta-metragem O Guarda-Linhas, de Liloye Boubli. Você pode assistir este filme no Vimeo


Marcelo Picchi e Gianfrancesco Guarnieri
em O Guarda-Linhas


O curta, com roteiro da própria Liloye em parceria com Geraldo Carneiro, é baseado no conto "El guardagujas", que integra o livro Confabulario, publicado em 1952 pelo escritor mexicano Juan José Arreola (1920-2001). Confabulario foi um dos títulos que deu a Arreola a fama de um dos mais importantes nomes do conto fantástico no México - o crítico americano Seymour Menton escreveu que, em contos como "El guardagujas", Arreola revelava estar "constantemente preocupado pelo verdadeiro sentido do mundo em que vive". 

As filmagens aconteceram em Bento Gonçalves e Garibaldi, duas cidades da Serra gaúcha, em abril de 1993. Na época, eu colaborava com a Rádio Viva, de Bento Gonçalves, produzindo o programa A Voz dos Distritos, um radiojornal que abordava temas da área rural do município. Como parte das filmagens do curta aconteceram justamente na área rural de Bento, convenci um dos diretores da rádio, Fernando Rachele, que também era o apresentador do programa, a fazermos uma edição especial sobre O Guarda-Linhas. Excepcionalmente, coube a mim o privilégio de, além de produzir, apresentar este programa, já que naquela semana Rachele não pôde gravá-lo. 

A produção do curta recebeu muito bem a ideia do programa para a rádio - fui autorizado pela própria Liloye, inclusive, a resumir o roteiro no programa, sem restrições quanto a revelar o final da história. Da equipe do filme, apenas o ator Marcelo Picchi não quis gravar entrevista pra rádio; além da diretora, entrevistei o produtor Carlos Del Pino - que apontou a relevância do cinema brasileiro, num momento em que o setor ainda se ressentia da extinção da Embrafilme durante o governo Collor de Mello; lembro que Del Pino comentou que "estamos com uma equipe de cinema inteira aqui, a Rede Globo não viria gravar uma novela em Bento Gonçalves". Conversei também com o ator Gianfrancesco Guarnieri (apenas um dos maiores nomes do teatro brasileiro em todos os tempos), que fez questão de citar meu nome em ao menos uma das respostas (quem já trabalhou em rádio no interior sabe da importância disto); meu contato com Guarnieri me provou, uma vez mais, o quanto são humildes os verdadeiramente grandes.

O Guarda-Linhas foi selecionado para o 26º Festival de Brasília (24 a 30.11.93) e teve três apresentações especiais em Bento Gonçalves nos dias 8, 9 e 10.4.94, no Cine Ipiranga (localizado aliás a poucos metros da estação ferroviária onde decorre boa parte da história). O Ipiranga estava desativado desde dezembro de 1992 e desde então abria apenas esporadicamente - em junho de 1993 chegou a exibir "dois filmes ecológicos", como mencionei na minha coluna do jornal Semanário de 9.4.94 onde noticiei a exibição do curta na cidade:

"O Guarda-Linhas

Este é o título do curta-metragem filmado no ano passado aqui em Bento Gonçalves e que está sendo apresentado no Cine Ipiranga neste final de semana. Com astros como Gianfrancesco Guarnieri e Marcelo Picci [sic], o filme foi rodado na Estação Ferroviária, Cidade Alta, no antigo roteiro turístico ferroviário para Jaboticaba, distrito de Tuiuty, e na propriedade da família Strapazzon e localidade de São Miguel, distrito de São Pedro. Os figurantes foram todos recrutados entre a população local (eu também apareço)."

(Lembro que uma amiga minha riu muito deste 'eu também apareço'... risos)

O convite para fazer esta figuração foi totalmente inesperado. Eu estava cobrindo as filmagens na Estação Ferroviária, um dia depois de fazer as entrevistas e acompanhar as gravações em São Miguel, e a equipe de produção me convidou a tomar parte na cena onde uma multidão tenta entrar no trem. Alguém conseguiu um sobretudo emprestado e é com ele que apareço brevemente entre 10:01 e 10:04 do curta - abaixo, algumas fotos (meu cabelo ainda era preto, afinal eu tinha apenas 22 anos - risos). Lembro que em algum jornal de Bento chegou a sair uma foto onde sou visto com certo destaque, logo atrás de Marcelo Picchi, mas no filme minha aparição é de fato bem discreta (e nem teria porque ser de outra maneira). Olha eu ali à direita, batendo na lataria pro trem parar (risos). 






25/09/2017

A Semana nº 40

  • Desde a terça, 19, este blog integra o programa de afiliados do Booking.com. Através da caixa de pesquisa presente na coluna esquerda do blog, você pode pesquisar onde se hospedar em sua próxima viagem - e, ao fazer uma reserva a partir do link aberto aqui no blog, você estará também nos ajudando a financiar esta iniciativa. 

  • Também na terça, meu curta Visitando os Tukano-Dessana foi exibido pela primeira vez. O filme integrou a 3ª sessão de documentários do Cine Tamoio Festival - 2ª Edição, em São Gonçalo (RJ). O curta não chegou a ser indicado para nenhuma das categorias de premiação em disputa no evento. A cerimônia de entrega dos prêmios aconteceu na sexta, 22.

  • Ainda na terça, inscrevi cinco das fotos que foram utilizadas no curta citado acima no concurso World Nomads 2017 Travel Photography Scholarship (abaixo, uma delas). Você pode ver as fotos no site do concurso clicando aqui.


23/09/2017

Ensaio de setembro: Amanda Maria



A modelo em destaque no nosso Ensaio de Setembro, comemorando os 15 meses do blog no ar, é Amanda Maria, que vocês já puderam conhecer nos últimos dias através das fotos que publicamos com a prévia do ensaio.

A meu pedido, ela escreveu um texto se apresentando a vocês:

Sou alagoana, tenho 17 anos, nasci e vivo na cidade de Murici... Comecei meus primeiros passos na carreira de modelo já faz 1 ano e 2 meses, foi um sonho desde criança que está sendo realizado. Pretendo chegar longe, com muita fé e humildade!!!



Fizemos as fotos num dia maravilhoso - o feriado de 7 de setembro, uma quinta-feira. Apesar de o clima em Maceió estar bem mais chuvoso que o normal este ano, no dia do ensaio tivemos a bênção de não cair uma gota no período em que estávamos fotografando nas praias urbanas da Pajuçara e Ponta Verde.

Acompanhe o trabalho de Amanda Maria no Instagram



A clássica foto com o Farol da Ponta Verde
não poderia faltar


E aí em meio ao ensaio encontramos esta moldura
 que aguardava ser preenchida por uma obra-prima!




Aqui Amanda posa junto ao painel do Centro Cultural Arte Pajuçara,
que está em campanha visando arrecadar fundos para
se manter em funcionamento. Saiba mais na fanpage do Centro.

  • Veja o ensaio no YouTube: