17.8.16

Belezas Culturais: É sobre o tempo e o amor...baby

Ontem à tarde visitei aqui em Cuiabá o Museu de Arte de Mato Grosso, onde uma das exposições atualmente em cartaz é NATUREZA substantivo feminino. A mostra abriu em 16 de junho e só irá encerrar em 4 de setembro, portanto os interessados não têm desculpa: há tempo, o museu não cobra ingressos e é de fácil acesso (fica na Rua Barão de Melgaço, 3665, em pleno Centro da capital). 

As duas curadoras da exposição, Ruth Albernaaz e Imara Quadros, convidaram 31 artistas mulheres das áreas da pintura, gravura, fotografia, colagem, escultura, grafite, instalação, performance, videoarte, poesia e música a pensar a natureza e o próprio fazer artístico por uma perspectiva feminina. Há também uma sala dedicada a três importantes artistas mato-grossenses já falecidas: Conceição dos Bugres, Ignêz Corrêa da Costa e Osvaldina dos Santos. 

Posso dizer que, no geral, a mostra, que ocupa todo o interior do Museu (dois andares) e ainda conta com um painel em dupla face na área externa, tem inúmeros destaques e merece sim sua visita. De todo modo, nesse post quero destacar a obra que mais me chamou a atenção, pela proposta e pelo nível de realização artística: a instalação É sobre o tempo e o amor...baby, da paranaense radicada em Cuiabá Adriana Milano, que ocupa toda uma sala no segundo andar do Museu. 

Aqui, uma visão geral da obra. 


Detalhe da parte central da instalação. 






Na sequência, duas imagens: a primeira (com um leve efeito sépia) destaca o espelho que fica na base da obra; a segunda oferece uma perspectiva de baixo para cima.


Por fim, trago o texto da própria Adriana que fica em uma parede da sala que abriga a instalação. Apesar do que possa sugerir, não há músicas de Janis Joplin ou nenhuma outra sendo usada como trilha sonora da obra (em outras salas, o recurso sonoro foi utilizado). Agradou-me que, no texto, Adriana não pretendeu "explicar" a própria criação, como por vezes acontece; ela investe mais na criação de outro sentido, faz praticamente uma crônica que prescinde da instalação para fazer sentido (o que, por outro lado, também se dá com a própria instalação). 


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