07/06/2019

Arquivo 2013: Elis Regina: quem vê estátua não vê polêmica

Porto Alegre - Quem vê hoje a estátua de Elis Regina junto à Usina do Gasômetro, no centro da capital, não imagina a polêmica que envolveu a instalação do monumento. Abordei o tema em duas notas publicadas no Mistura e Manda do site Brasileirinho.

A primeira saiu no Mistura nº131, de 6 de março de 2006:

"Monumento a Elis Regina

Recebemos na segunda, 6, release da Câmara Municipal de Porto Alegre, dando conta de foi aprovada por unanimidade projeto da vereadora Clênia Maranhão para a criação de um monumento em homenagem à cantora Elis Regina. De acordo com o texto assinado pela jornalista Rejane Silva, "Será uma escultura de Elis, como se estivesse cantando, integrada a um fundo feito em concreto e com o seu nome em alto relevo". O local será ainda definido pela Prefeitura.

A homenagem com certeza é mais do que merecida, afinal é vergonhoso constatar o pouco que existe em Porto Alegre lembrando sua ilustre filha, a maior cantora do Brasil: além do Acervo Elis Regina, na Casa de Cultura Mário Quintana (CCMQ), há apenas o nome de dois espaços em centros culturais (a própria CCMQ e Usina do Gasômetro) e uma placa na Vila do IAPI, seu segundo e último endereço porto-alegrense.

Agora, o que me causa espanto é um dos itens do projeto ora aprovado: "A obra será doada pela iniciativa privada, por recursos de captação com base na Lei de Incentivo à Cultura (LIC)". Não sei se deveria me espantar, afinal, de uns tempos pra cá é assim que as coisas têm funcionado na área cultural no Brasil. Mas não consigo achar natural o ente público criar coisas que só vão existir se pagas por entidades privadas. Se não houver interesse publicitário de empresas colocarem sua marca junto ao monumento, Elis seguirá sem homenagem na cidade onde nasceu. Triste."

Fotos: Fabio Gomes - 10.01.13


O projeto acabou encontrando uma empresa interessada, como vamos ver na segunda nota, saída no Mistura nº 180, de 16 de março de 2008:


"Onde vai ficar a estátua de Elis Regina?

Uma estátua em homenagem a Elis Regina está pronta desde a metade de 2006, mas não foi inaugurada até agora por falta de acordo quanto ao local onde ela deva ficar. A questão foi debatida numa reunião no Salão Nobre da Presidência da Câmara Municipal de Porto Alegre, na tarde da quarta, 12.

De um lado, a Companhia Zaffari, que doa o monumento à cidade, quer que ele seja instalado junto à Usina do Gasômetro, no Centro. De outro, moradores do bairro do IAPI, zona Norte da Capital, onde a cantora morou dos 7 aos 18 anos, lembram que já houve uma votação popular que, por maioria absoluta, decidiu pela instalação no IAPI.

- Qual a identificação de Elis com a Usina? - questiona Marisa Ramos, amiga de infância de Elis. Marisa mantém contato com a mãe de Elis, dona Ercy Carvalho Costa, que mora em São Paulo, e diz que dona Ercy também quer a estátua no IAPI.

O argumento apresentado pela Cia. Zaffari para que se prefira a Usina não resiste a uma análise mais detida. O publicitário Luiz Coronel, que representou a empresa, alegou o temor do vandalismo; a secretária-adjunta municipal da Secretaria Municipal da Cultura (SMC), Ana Fagundes, acrescentou que a opção primeira do prefeito José Fogaça era mesmo pelo IAPI, mas observou que "há mais de 200 monumentos e bustos necessitando de restauração devido ao vandalismo". Aos antigos vizinhos da maior cantora do país, ofereceu-se a possibilidade de instalar no local um busto de Elis, obra em bronze do escultor russo Iuri Petrov.

Enfim, o tema segue em discussão; a Associação dos Moradores da Vila dos Industriários (Amovi) deverá promover um debate nos próximos dias para examinar a questão.

Modestamente, quero contribuir para o debate com as seguintes observações:

1 - O vandalismo a monumentos não começou agora; já existia igualmente em 2006, e não pareceu então ser impecilho para que se propusesse a construção do monumento.

2 - Quantos dos "200 monumentos e bustos necessitando de restauração devido ao vandalismo" estavam no IAPI? Até onde sei, a maioria dos monumentos depredados em Porto Alegre localiza-se na área central.

3 - Se não havia intenção de cumprir o decidido na votação que definiu pela instalação no IAPI (ou, por outra, se o local já estava decidido de saída), por que se colocou a questão em votação?

4 - O que leva o Zaffari e a SMC a acreditar que a estátua de Elis no IAPI poderia ser depredada, e o busto feito por Petrov não?????"

** Resumo da ópera: a estátua ficou mesmo na Usina, e desconheço se o busto oferecido ao IAPI foi mesmo instalado. Ah, sim, obviamente todas as perguntas que fiz ficaram sem respostas...

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  • Making-off do texto - Creio que o artigo em si seja bastante autoe-explicativo (risos). Publicado no blog Jornalismo Cultural em 17.1.13, durante o mês que passei em Porto Alegre -  mesma ocasião em que fiz as fotos do post, com celular. As perguntas do final seguem sem resposta. 

27/05/2019

A Semana nº 81

  • Na quarta, 22, voltei a publicar as Modelos para Você Enaltecer nos meus Stories do Instagram (com republicação na fan page do Facebook). Com algumas novidades: agora, a postagem é semanal; só entram fotos de minha autoria; e quem estiver na minha lista de Melhores Amigos no Instagram recebe antes. Outra novidade pode vir em breve: estou com uma enquete até as 10:09 desta segunda, 27, para você opinar se eu devo postar seleções de fotos já postadas no Enaltecer como vídeo no IGTV. Corre! (risos)

  • O post mais visto da semana aqui no blog saiu direto do Arquivo. É a história da foto que fiz de Chico Buarque (que na semana passada venceu o Prêmio Camões) e de Luis Fernando Verissimo. Publicado na quinta, 23, foi visto 19 vezes até agora. 

  • Sexta, 24, postei meu primeiro vídeo horizontal no IGTV, e ontem, domingo, 26, o segundo. Até o momento, somados, os dois já obtiveram 252 visualizações. Ainda não sei se o acesso consideravelmente alto para os padrões do meu perfil no Instagram (meu vídeo mais visto até então por lá acumulou 97 visualizações, de 11 de janeiro para cá, cifra que cada um dos outros bateu em menos de 24h) se deve ao fato de pela primeira vez estes vídeos terem prévia no feed (o que é possível se o vídeo durar mais de 1 minuto) ou se o IGTV em si está registrando um "boom" de acessos. O tempo dirá!

  • No sábado, 25, lancei as Fotos em Dobro, uma condição especial para vencedoras de concursos de beleza, miss, escolha de rainha e eventos similares, que tenham ganho seu título no ano de 2019. Atualmente, meu valor mínimo de referência é de 15 fotos digitais por R$ 100,00; as vencedoras de concursos de beleza neste ano irão receber 30 fotos pelo mesmo valor. Se você preenche estes requisitos, entre em Contato o quanto antesentre em contato comigo pelo meu Whatsapp. A oferta é válida até a data em que seja realizada a edição seguinte do concurso que você venceu. Por exemplo: se você foi eleita a Rainha do Baile 2019 em março, pode usufruir das Fotos em Dobro até a realização do próximo concurso de Rainha do Baile, em março de 2020.
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ESTATÍSTICAS DO MEU INSTAGRAM

  • Estou com 2536 seguidores, 8 a mais que na semana anterior (13 a 19.5). Meu perfil recebeu 300 visitas na semana de 20 a 26.5, sendo 61 na segunda 20 e 34 no dia seguinte. 

  • Meu perfil foi descoberto por 12.330 contas na semana, sendo 3,3 mil na segunda e 982 no sábado 25. As impressões pela primeira vez em muito tempo superaram a cifra de 20 mil: foram 22.264.

  • Publiquei 99 conteúdos na semana, 45 a mais que na anterior. A publicação mais vista no feed foi esta foto da modelo paraense Suzan Arraes, postada no sábado, com 308 visualizações desde então (ou seja, em 48 horas, praticamente). 


  • As cidades onde mais tenho seguidores são Belém e Macapá, ambas com 14%, seguidas por Maceió, com 13%, São Paulo (6%) e Rio de Janeiro (2%). Internacionalmente, o Brasil concentra 92% dos meus seguidores, com Argentina, Peru, Índia e Irã vindo logo depois, com menos de 1% cada. 

  • 70% do meu público é de mulheres. Predominam entre elas as da faixa etária de 18 a 24 anos (37%). A faixa etária com maior número de perfis me seguindo é a de 25 a 34 anos, com 38% no geral e com 42% entre os homens.

  • Tive 1,7 mil seguidores online todos os dias da semana, com maior presença de segunda 20 a quinta 23. A exceção foi no domingo 26, com "apenas" 1,6 mil. 

  • Segundo o Gerenciador de Anúncios do Facebook, o horário em que tenho mais seguidores reagindo a meus anúncios neste mês é às 22h (8,76%), seguido de perto pelas 21h (8,11%). Os estados com maior adesão a meus anúncios em maio são Pernambuco (12,42%), a Paraíba (11,45%), o Ceará (10,76%) e o Pará (10,15%). Todos abrangendo mais de 3 mil pessoas!

23/05/2019

Arquivo 2014: Eu fotografei o Chico!


NOTA: Na terça, 21, Chico Buarque foi anunciado como vencedor da edição 2019 do Prêmio Camões, uma das maiores honrarias que um escritor de língua portuguesa pode almejar. Aproveito a ocasião para contar no blog a história desta foto de 1999 (completando 20 anos em pouco mais de dois meses, portanto).
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Em 1999, Chico Buarque incluiu Porto Alegre no roteiro das capitais que receberiam um show da turnê do CD As Cidades, lançado no ano anterior. Era minha chance de enfim ver um show dele, já que em 1994, quando ele se apresentou no Teatro da OSPA com o Paratodos, o ingresso estava custando absurdos 48 reais (se você acha pouco, lembre - ou saiba - que o salário mínimo da época era de R$ 64!). Comparativamente, muito mais caro que os 80 reais de 1999.

O show foi programado para o Teatro do SESI em três noites de agosto (bem durante as minhas férias, olha que lindo!), sexta 13, sábado 14 e domingo 15. Comprei dois ingressos, já que minha mãe também não podia perder esse espetáculo (ela igualmente nunca conseguira ir ouvir o ídolo), e contratamos os serviços de uma van que busca e deixa em casa (comum nas capitais do Sul e Sudeste). Escolhemos o domingo.

Tudo certo, ali por quarta 11 ou quinta 12 vi no jornal que Chico, antes do show de sexta, faria um debate público com o escritor Luis Fernando Verissimo, na Casa de Cultura Mario Quintana, tendo como ingresso cobrado apenas um quilo de alimento não-perecível. No começo da tarde de sexta 13, lá estava eu com meu quilo na mão, pegando ainda o início de uma fila que foi ficando quilométrica. Tudo certo, ainda deu tempo de eu passar em casa (eu morava a umas três quadras dali) buscar minha câmera (ainda era daquelas "de filme", analógicas) e voltar para pegar o memorável encontro no Teatro Bruno Kiefer da CCMQ (como os porto-alegrenses chamam a Casa que já foi um hotel, o Majestic, onde de fato o poeta Mario Quintana morou alguns anos).

Por uma hora e meia, o teatro lotado ouviu embevecido Chico e LFV lerem textos um do outro (Chico leu uma crônica de Verissimo sobre o ovo, foi nessa hora que bati a foto, enquanto LFV leu um trecho de Fazenda Modelo), contarem causos, lembrarem da amizade de seus respectivos pais (o historiador Sergio Buarque de Hollanda e o escritor Erico Verissimo), além de responderem a perguntas da platéia. Um espectador quis saber, diante de tanta eloqüência dos debatedores, onde estava a propalada timidez de ambos - ou se ela seria inventada... O encontro foi mediado por Ben Berardi, diretor da CCMQ à época. Gravado pela TVE (a emissora estatal gaúcha), o debate foi exibido na noite daquela mesma sexta. 


Luis Fernando Verissimo, Ben Berardi e Chico Buarque
13.8.1999
(foto: Fabio Gomes)



Pouco após o final do debate, eu estava conversando com alguns amigos no térreo da CCMQ, quando vimos Chico passar, falando alegremente com algumas crianças, a poucos metros de onde estávamos e em seguida entrou num carro que viera buscá-lo. Afinal, em poucas horas tinha a estréia da turnê! 

Circulam lendas em Porto Alegre que numa das noites em que esteve na cidade Chico retornou à CCMQ, indo conferir um show no café do terraço, então chamado Café Concerto Majestic, e que gostou tanto do que estava rolando que, pela ÚNICA VEZ NA VIDA, levantou-se da mesa e foi dar uma canja ao microfone - o que eu particularmente acho mega improvável, mas enfim... há quem jure. 


  • Making-off do texto - Publicado originalmente em 19.6.14 no blog Jornalismo Cultural com o título Especial Chico Buarque 70 Anos (6): Eu fotografei o Chico!, numa série de sete posts que fiz por ocasião desta "data redonda". O último deles, aliás, contando um sonho que tive com Chico em 2006 (com direito a participação especial de Gal Costa!).


  • A canja mencionada no final, se realmente existiu, deixou de ser a única em 2015, quando Chico deu duas canjas no Bar Semente (Rio de Janeiro), nas noites de 10.2 e 20.5. Sobre estas não resta a menor dúvida, pois foram filmadas e postadas no YouTube. A de Porto Alegre, se alguém presenciou, não tenho como garantir. De resto, seria praticamente impossível haver filmagem, pois em 1999 seria preciso haver uma equipe de TV ou mesmo de cinema para fazer isso. Enfim, fica registrada a lenda. 



20/05/2019

A Semana nº 80

  • Desde o dia 10, me encontro em Belém, dando início a minha temporada anual na cidade, que deve se estender até setembro. A partir de outubro, retorno a Maceió para nova temporada de aproximadamente seis meses na cidade. Semana passada não postei A Semana porque minha internet na nova residência só foi ligada na sexta, 17. 
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ESTATÍSTICAS DO MEU INSTAGRAM

  • Estou com 2513 seguidores, 22 a mais do que na semana anterior (6 a 12.5). Meu perfil recebeu 265 visitas na semana de 13 a 19.5, sendo 20 na sexta 17 e 51 na terça 14.

  • Meu perfil foi descoberto por 13.181 contas na semana, sendo 3 mil na segunda 13 e 1,8 mil na sexta 17.



  • Pela primeira vez desde que comecei a fazer este levantamento semanal, houve uma inversão na ordem das cidades onde tenho mais seguidores. Em primeiro lugar, aparece Belém, seguida por Macapá, ambas com 14% (o que, entendo, significa que são números muito próximos, mas com ligeira vantagem para Belém). Em terceiro, segue Maceió, com 13%, e logo depois São Paulo (6%) e Murici-AL (2%). Internacionalmente, o Brasil segue líder com 92%; outra novidade é o "sumiço" dos Estados Unidos da lista. Empatados em segundo lugar, estão Argentina, Peru, Itália e Kuwait, todos com menos de 1%.

  • A maioria das pessoas que me seguem é de mulheres (70%). A faixa etária predominante é de 25 a 34 anos, tanto no geral (38%) quanto entre os homens (43%). Entre as mulheres, predomina a faixa de 18 a 24 anos (37%).

  • Em todos os dias da semana, tive 1,7 mil seguidores online, com uma maior concentração de segunda a quinta (13 a 16.5).

  • De acordo com o Gerenciador de Anúncios do Facebook, os Estados que mais responderam a meus anúncios desde o dia 1.5 foram a Paraíba (12,47%) e Pernambuco (12,11%). Os horários onde a resposta aos anúncios se concentra são as 22h (8,55%), seguidos pelas 21h (7,94%). Para surpresa de ninguém, a resposta às 4h da manhã beira o zero (0,47%). 


06/05/2019

A Semana nº 79

  • Na quinta, 2, anunciei no Instagram mudanças no "Modelos pra Você Enaltecer": depois da última publicação diária, que aconteceu em 30 de abril, a atualização dos meus Stories que é semelhante a uma revista digital passará por duas importantes mudanças. Primeira, só vai veicular fotos de minha autoria. Segunda, se tornará uma publicação semanal. Em enquete que realizei também na quinta as seguidoras optaram por a postagem ser realizada em dia fixo, descartando a outra opção que seria postar de surpresa. Se você está lendo este post até as 12:58 da terça, 7, corra lá no Instagram para escolher se as postagens devem acontecer nas terças, quartas ou quintas. 

  • Na sexta, 3, anunciei - também no Instagram - minha nova forma de trabalho com ensaios fotográficos. Não há mais pacotes, exceto o Mini-Ensaio (15 fotos digitais por R$ 100), que tanto é um produto disponível para contratação como serve de referência. 

  • No domingo, 5, camisetas de vários modelos meus homenageando a capital do Amapá (a "Macapá", a "Fortaleza de Macapá" e a "Marco Zero") estiveram à venda no 1º Mega Bazar "É o Bicho", promovido aqui em Macapá pelas ONGs  Anjos Protetores, SalvAção, AMAR, Gateiros Tucujús e Instituto Vira-latas.

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ESTATÍSTICAS DO MEU INSTAGRAM

  • Estou com 2.489 seguidores, 43 a mais do que na semana anterior (22 a 28.4). Meu perfil recebeu 418 visitas entre 29.4 e 5.5, sendo 84 na terça, 30.4, e 32 no sábado, 4.5.

  • Meu perfil foi descoberto por 3.216 contas na semana, sendo 1,7 mil na segunda, 29.4, e apenas 219 na quarta, 1.5 (feriado). 





  • As cidades onde tenho mais público seguem sendo: Macapá (15%), Belém (12%), Maceió (12%) e São Paulo (6%). No quinto lugar, Boa Vista marca presença novamente com 2%. Em termos mundiais, o Brasil segue líder absoluto com 92%, vindo logo depois os Estados Unidos (1%) e Albânia, Panamá e Irã com menos de 1% cada. 

  • As mulheres seguem liderando o ranking de seguidores por gênero, novamente com 70%. A faixa etária predominante entre seguidores em geral é de 25 a 34 anos (37%); entre os homens, esta também é a faixa principal, com 43%. Já entre as mulheres, a faixa de 18 a 24 anos é a dominante, com 37%.

  • Quinta, 2, e sexta, 3, tive 1,7 mil seguidores online. Nos outros dias da semana, foram sempre 1,6 mil.

  • De acordo com o Gerenciador de Anúncios do Facebook, do dia 1.5 até hoje o estado que mais interagiu com meus anúncios foi São Paulo (11,34%), seguido da Bahia (9,45%). Os horários de melhor respostas são as 18h (6,54%) e logo depois as 13h (5,91%). 



02/05/2019

Arquivo 2015: Ilumiara


O grupo Ilumiara, de Belo Horizonte, se apresentou ontem no Teatro Sesc-Senac Pelourinho, dentro da série Sonora Brasil - Cantos de Trabalho, que está percorrendo a rede SESC do Brasil. 


Dos quatro grupos que a capital baiana está recebendo (iniciada na quarta, a série prossegue hoje com as Quebradeiras de Coco Babaçu, do Maranhão, e encerra no sábado com as Destaladeiras de Fumo de Arapiraca, Alagoas, sempre às 19h), Ilumiara é o único formado por músicos-pesquisadores, e não por trabalhadores ligados a uma tradição. Para os demais conjuntos, o simples ato de entoar em um palco músicas que por décadas embalaram trabalhos rurais, interpretada pelas próprias pessoas que executavam estes trabalhos, será uma novidade tanto para quem estiver assistindo quanto para quem for se apresentar. Este não é o caso de Ilumiara, que ousa ao colocar lado a lado no palco instrumentos da tradição brasileira como a rabeca e surpresas como a marimba tocada com arco de violino (foto à esquerda) ou uma espécie de "berimbau de boca" (foto final do post). 

O fato de Ilumiara não estar atrelado a uma tradição específica gera bastante liberdade em seu repertório, que os músicos vão tecendo através de suas próprias pesquisas ou recorrendo a arquivos de pioneiros nesta área como Mário de Andrade e Ayres da Mata Machado. O resultado de todas essas misturas é uma música de ares camerísticos, cuja principal marca é a suavidade (até pela opção de ter como vocalistas duas sopranos, Letícia Bertelli e Marcela Bertelli). A exceção foi ao final, na junção de vissungos que foi entoado por todos os músicos, e que foi a parte do espetáculo com maior carga de influência africana.


  • Pra quem se interessou em conhecer mais, uma boa notícia: Ilumiara acaba de gravar um CD, disponível para audição no Soundcloud do grupo. 


Fotos: Fabio Gomes
Veja o álbum completo no Facebook

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  • Making-off do texto:  Publicado originalmente como "Show Salvador: Ilumiara" no blog Jornalismo Cultural em 31.7.15, durante os três meses que passei em Salvador naquele ano (de julho a outubro). Uma das poucas resenhas com foto que publiquei no período, em que priorizei registrar eventos ligados ao meu trabalho (foi a viagem que fiz divulgando as fotos e os curtas com As Tias do Marabaixo por Tocantins, Bahia e Rondônia). 

  • Os links mencionados no texto seguem ativos, tanto o do álbum com minhas outras fotos, quanto o CD no Soundcloud do grupo. 

  • Esta republicação é o post nº 400 do blog Fabio Gomes Foto & Cinema!

29/04/2019

A Semana nº 78

  • Desde sexta, 26, não tenho mais produtos à venda na Casa do Artesão (Macapá). Para adquiri-los, acesse o link de minha Lojinha Virtual.

  • No domingo, 5 de maio, camisetas com fotos minhas estarão à venda no 1º Mega Bazar "É o Bicho", na Escola Antônio Barbosa (Rua Novo Horizonte, bairro Santa Inês, Macapá), no horário de 9 às 18h. 

  • Este é o 400º post deste blog.
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ESTATÍSTICAS DO MEU INSTAGRAM

  • Estou com 2.442 seguidores, sendo 73 a mais do que na semana anterior (de 15 a 21.4).  Meu perfil recebeu 568 visitas de 22 a 28.4, sendo 137 na quinta, 25, e 56 no sábado, 27.

  • 5.792 contas descobriram meu perfil na semana, sendo 1,9 mil na terça, 15. No sábado, 27, foram apenas 197. 



  • Publiquei 145 conteúdos novos na semana, 43 a mais que na anterior. A mais vista foi esta foto da modelo amapaense Emile Brown Abdon, publicada na segunda, 23, e vista 362 vezes. 

  • Meu público segue concentrado nas seguintes cidades: Macapá com 15% (anteriormente eram 16), Belém 12% (semana passada eram 13), Maceió 12% (subiu, antes eram 11), São Paulo com 6% e a cidade alagoana de Murici com 2%. Os números refletem uma perda de seguidores nas capitais do Norte e um crescimento concreto em Alagoas, nas duas cidades incluídas. Já entre os países, o Brasil se mantém na liderança, agora com 92%  (eram 91%), seguido por Estados Unidos (1%), Argentina, Nigéria e Índia (menos de 1% cada). 

  • Na divisão por gênero, as mulheres continuam na liderança absoluta, com 71%. Em relação à faixa etária, o predomínio é de quem tem entre 25 e 34 anos, tanto na média geral (37%) quanto entre os homens (41%). Entre as mulheres, o predomínio é da faixa de 18 a 24 anos (38%, um ponto percentual a mais que na semana anterior). 

  • Apenas no sábado, 27, tive uma média de 1,5 mil seguidores online; nos outros dias da semana, sempre foram 1,6 mil, concentrados na quinta, 25, e na sexta, 26. 

  • Segundo o Gerenciador de Anúncios do Facebook, desde o dia 1º, meu maior público interagindo com promoções é às 21h (7,60%), seguido pela faixa das 22h (7,11%). Os estados que mais estão reagindo a meus anúncios são o Amapá (11,12%) e a Bahia (8,96%). 

26/04/2019

Arquivo 2017: Inquietações de Ana Lira

Em texto recente ("O todo é maior que a soma das partes"), relatei como concluí, a partir de reflexões durante a realização da minha exposição As Tias do Marabaixo em Belém (março-abril/17), que uma exposição, além de ser uma reunião temporária de obras de arte é, ela própria, uma forma de arte. Nesse texto, quero falar como aprendi com a fotógrafa pernambucana Ana Lira que uma exposição pode ser muito mais que uma reunião de obras de arte (sejam quadros, fotografias, esculturas) reunidas numa galeria num período X de tempo. 

Conheci Ana anos atrás, durante a realização de um Intercom (Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação) em Belo Horizonte - se não me engano numa palestra sobre pirataria musical na internet (eram os tempos da Napster), em que ao final o palestrante, que não poupara saliva para condenar o que considerava uma prática ilegal, acabou confessando que também baixava seus MP3s...Ana também chegou a me entrevistar para o extinto site Rabisco, de Recife, sobre o interesse em que o Ministério da Cultura teve, na gestão Gilberto Gil, de me incumbir de continuar as pesquisas de Bernardo Alves sobre aspectos indígenas da origem do samba. Mais tarde, foi a Ana que repassei minhas primeiras câmeras fotográficas de filme, duas Zenit, uma delas a que comprei em 1991! (e que, segundo ela me disse pelo chat do Facebook, ainda funcionava em junho de 2015!!!). Enfim, embora não nos vejamos ou falemos com frequência, Ana é uma pessoa que admiro muito, e fiquei muito feliz ao saber que meu retorno a Belém coincidia com uma estada prolongada dela por aqui, em virtude da realização da etapa Norte da itinerância de sua exposição Não-Dito. Contemplada em edital nacional (Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2015), Não-Dito ficou em cartaz de 11 de janeiro a 24 de fevereiro de 2017, no MABEU (Museu de Arte Brasil-Estados Unidos), que funciona junto ao CCBEU (Centro Cultural Brasil-Estados Unidos).

O edital garantia a exposição em si e a edição do catálogo relativa à etapa de Belém; porém Ana entendeu necessário ir além e se programou para estar na capital paraense durante todo o período da mostra. Aliás, ela chegou ainda antes, participando de atividades na Associação FotoAtiva perto do Natal do ano passado. 


Ana Lira (de amarelo) conversa
com visitantes da exposição
- 16.2.17


A permanência prolongada da artista na cidade acabou sendo fundamental para a concretização de uma série de atividades paralelas, inserindo a proposta da exposição na comunidade local de uma forma que eu nunca havia visto, nem suspeitava ser possível. Além de algumas oficinas de confecção de máscaras (uma delas aparece na foto ao lado), as principais atividades foram as do chamado "grupo de leitura", que se reunia aos sábados à tarde. Num deles, Ana e a equipe que trabalhou na exposição fizeram uma marcha que saiu da Praça Batista Campos e foi até o MABEU. Em outros sábados, o MABEU foi o ponto de partida para que visitantes da mostra fossem levados até lugares icônicos da capital paraense como o Mercado Ver-o-Peso e o espaço cultural Coisas de Negro, este no distrito de Icoaraci. Em outras ocasiões, o grupo permanecia na galeria, mas debatendo temas que iam muito além da exposição em si. Pessoalmente, não participei de muitos desses encontros, já que desde o final de janeiro voltei a estudar Espanhol, justamente no horário em que eles eram realizados. As ideias de Ana Lira que exponho ao longo do texto vieram desses encontros do MABEU, incluindo uma visitação especial para a imprensa, na véspera da vernissage, e ainda do Café Fotográfico da FotoAtiva de 20 de fevereiro, onde Ana foi a convidada. 

Não-Dito é uma exposição que amplia a proposta do projeto Voto!, que Ana iniciou em 2012 quando desenvolvia imagens para o filme coletivo Eleições: Crise de Representação, que não chegou a ser finalizado. Ana conta que andava pelas ruas do Recife, naquele ano de eleição, pensando: "Se as pessoas sempre manifestam raiva da política, mas seguem votando nos mesmos candidatos, para onde essa raiva está sendo canalizada?". Até que constatou que esta raiva é dirigida ao material de propaganda política, tanto os 'santinhos' (pequenos flyers com foto, nome e número do candidato), quanto os cartazes afixados nas paredes e muros. A partir daí, passou a fotografar materiais onde fosse evidente essa ação deliberada do eleitor em modificar o material original. Conta ela que geralmente primeiro são furados os olhos e rasgada a boca das fotos, seguindo-se depois intervenções variadas. Ao longo do processo, Ana passou a registrar também a ação do tempo sobre o material que, passadas as eleições, permanece esquecido nas paredes, com suas cores sumindo gradativamente (primeiro o vermelho, depois o azul, por fim o amarelo, ficando o cartaz preto-e-branco até que nada mais seja visível). A foto abaixo mostra uma parede onde havia cartazes eleitorais.


Foto da visita de 16.2.17


Depois de circular por cidades do Brasil e também no Porto (Portugal), Voto! teve portanto seu conceito ampliado na exposição Não-Dito, que, segundo a própria Ana, "é uma exposição-plataforma-de-pesquisa-artística criada a partir do Voto!", sendo uma "forma de reintegrar projeto e contexto, ou seja, recolocar as fotografias dos cartazes de propaganda política em diálogo com expressões do cenário que motivaram a sua produção", incluindo trechos do filme Eleições: Crise de Representação e materiais coletados para fim de pesquisa. Em Belém também foi possível ver nas paredes do MABEU diversos panfletos e manifestos distribuídos à população por movimentos sociais, não só do Recife, mas também do Pará. Isso porque, vale frisar, por política Ana entende não apenas a realização periódica de eleições, mas mesmo e até principalmente a expressão direta do próprio povo, via manifestos, marchas e outras formas de reivindicação. 

Outro aspecto que traduz a inquietação de Ana é, na maior parte da mostra, abolir o modelo 'fotografia-impressa-pendurada-na-parede'. Boa parte do espaço do MABEU estava tomada por impressões das fotos dos cartazes políticos em superfícies transparentes de acrílico, nem sempre sendo possível determinar qual seria o lado 'certo' (se é que isso faz algum sentido nesse contexto), e também possibilitando que o visitante se visse refletido na própria imagem contemplada. Em outras galerias onde a mostra foi apresentada, havia paredes de vidro, ampliando ainda mais o conceito, não só permitindo que parte da cidade fosse vista, como também o próprio espaço expositivo tinha seu aspecto modificado  ao longo do dia em função do movimento do Sol. Depois que Ana ressaltou esse aspecto da montagem, no Café da FotoAtiva, voltei ao MABEU para fazer fotos especificamente buscando apreender esse caráter único-transitório-caótico da exposição, contrastando com minha atitude na primeira visita, em que procurei fotografar enquadrando peça por peça, o que acabaria ficando redundante com o próprio catálogo da mostra. Confesso que gostei mais dos resultados dessa segunda sessão. Vou postar algumas fotos de cada dia e convido você a dizer nos comentários qual lhe pareceu melhor, combinado? :)


  • Fotos da primeira sessão - 16.2.17







  • Fotos da segunda sessão - 22.2.17




Os "santinhos" produzidos especialmente para a exposição


  • Em tempo: a fala de Ana no Café Fotográfico me ensejou outra reflexão, mas esta fica para um próximo texto. 
  • Atualização 17.5.17: O "próximo texto" referido no item acima é este: O que te move?

  • Making-off do texto: Publicado originalmente no site Digestivo Cultural, sendo republicado no blog Jornalismo Cultural, ambas as postagens em 24.4.17.

22/04/2019

A Semana nº 77

No sábado, 20, estive cobrindo três eventos aqui em Macapá. Cada um ganhou seu próprio álbum em nossa fan page: 



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ESTATÍSTICAS DO MEU INSTAGRAM

  • Estou com 2.366 seguidores, sendo 70 a mais do que na semana anterior (de 8 a 14.4). Meu perfil recebeu 448 visitas de 15 a 21.4, sendo 84 na sexta, 19, e 48 na quarta, 17.

  • 4.551 contas descobriram meu perfil na semana, sendo 1,5 mil na terça, 15. No sábado, 20, foram apenas 174. 


  • Publiquei 106 conteúdos novos na semana, 35 a mais que na anterior. A mais vista foi esta foto da modelo alagoana Jardy Oliveira na praia da Ponta Verde, em Maceió - feita em 2017 mas inédita até a quinta, 18. Foi vista 360 vezes na semana. 

  • Meu público segue concentrado nas seguintes cidades: Macapá com 16%, Belém 13%, Maceió 11% e São Paulo agora com 6% (n'A Semana anterior eram 5). Desta vez na quinta posição está novamente a cidade alagoana de Murici, com 2%. O Brasil se mantém na liderança entre os países, com 91%, seguido por Estados Unidos (1%), Albânia, Malta e Irlanda (menos de 1% cada). 

  • Na divisão por gênero, as mulheres seguem na liderança absoluta, com 71% (um ponto percentual a mais do que no levantamento anterior). Em relação à faixa etária, o predomínio é de quem tem entre 25 e 34 anos, tanto na média geral (37%) quanto entre os homens (41%). Entre as mulheres, o predomínio é da faixa de 18 a 24 anos (37%). 

  • Uma novidade na média de seguidores online diariamente é que atingi pela primeira vez desde que faço esse acompanhamento sistemático a cifra de 1,6 mil. Mantive essa média de segunda, 15, a quinta, 18. Nos outros dias da semana a média foi de 1,5 mil. 

  • Segundo o Gerenciador de Anúncios do Facebook, desde o dia 1º, meu maior público interagindo com promoções é às 21h (7,49%), seguido pela faixa das 18h (7,03%). Os estados que mais estão reagindo a meus anúncios são a Bahia (9,32%) e o Ceará (8,55%).

18/04/2019

Arquivo 2013: "Só uma fotinho!"

Reinaldo Gianechini no primeiro dia
do Rock in Rio - 13.9.13 (Foto: EGO)

Eu fico imaginando que realmente é difícil alguém que atingiu certo nível de notoriedade conseguir fazer as coisas mais simples do dia-a-dia. Só fico imaginando, porque é improvável que eu fazendo o que faço (escrevendo na internet sobre cultura independente) eu venha a sofrer com o assédio de fãs (risos). Na verdade, a idéia deste artigo é propor uma reflexão a partir de um fato que aconteceu comigo, reforçado por duas publicações recentes sobre o mesmo tema. 

O fato que aconteceu comigo ocorreu perto de 6h30 da manhã do dia 12 de setembro. Eu estava na área de embarque do aeroporto Santos Dumont (Rio de Janeiro), esperando o vôo para Belém, quando vi sentar numa cadeira a uns 50 metros de mim o cantor Milton Nascimento e duas mulheres, uma aparentando meia idade, a outra mais nova. Decidi ir até eles pedindo para tirar uma foto com Milton. 

Me aproximei do grupo com o celular na mão para já deixar evidente minha intenção, logo compreendida pela senhora de meia idade, que já foi me desincentivando - "Ah, agora não! Talvez depois!" Respondi que compreendia perfeitamente, e que se não fosse mesmo possível estaria tudo bem. Pouco depois, a senhora saiu para talvez resolver alguma coisa, e não retornou até que fui chamado para o embarque. Ainda olhei na direção de Milton, mas como ele estava de óculos escuros ficava difícil saber se ele estava de fato olhando para mim. De todo modo, nem ele nem a moça que ficara fizeram qualquer menção de que eu me aproximasse, então segui para meu avião. Resisti à tentação de fazer uma foto "roubada", sem que ele percebesse.

Devo dizer que é muito raro que eu peça foto com celebridades que eventualmente encontre. Acredito que, fora do palco, no dia-a-dia, o artista tem direito a seu sossego. Dois dias antes, por exemplo, havia visto o cantor Danilo Caymmi com um amigo numa cafeteria em Copacabana e não pedi para tirar foto (assim como não o fizera quando vi Danilo na área de café da manhã de um hotel em Salvador onde eu também estava hospedado, em novembro de 2007 - se bem que na época eu não tinha celular que tirasse foto). Então o que me fez levantar e pedir a foto a Milton? Não sei. Talvez o fato de que eu admire mais Milton do que Danilo, mas com certeza a convicção de que (o eventual incômodo) seria "rapidinho". Que me parece ser uma das bases do "direito à foto" que os fãs julgam ter. A outra base é justamente a notoriedade do artista. 

Foi isto que gerou um ligeiro incidente ontem, no primeiro dia do Rock in Rio, conforme noticiado pelo site Ego. Reproduzo aqui a republicação do site 180graus.com, ilustrada com a foto que abre este post:

Gianecchini curte show no meio da galera e se nega a posar com fã
'Entende, por favor. Estamos aqui conversando', disse o ator para uma admiradora

Assim que começou o show de David Guetta, Reynaldo Gianecchini seguiu para a pista com uns amigos - entre eles Ildi Silva e Lucas Malvacini - para curtir a apresentação do DJ.

Durante os poucos minutos que permaneceu na pista, o ator foi abordado por alguns fãs, que tiveram que ouvir um "não" do ator, que se recusou a posar para fotos com seus admiradores.

"Imagina se eu paro para tirar foto com todo mundo? É muito chato", disse ele para uma das admiradoras. Para uma fã mais insistente, Gianecchini tentou explicar: "Entende, por favor. Estamos aqui conversando". Após menos de dez minutos na pista, Giane e seus amigos voltaram para o camarote.

E na edição da revista Época que chegou às bancas hoje, há uma crônica, "A síndrome da foto pelo celular", assinada pelo escritor Walcyr Carrasco, autor da atual novela das nove da TV Globo, Amor à Vida, o que mostra que o assunto está mesmo na ordem do dia. Ele narra momentos de constrangimento pelos quais passou, incluindo duas moças que lhe pediram fotos quando ele, em meio a um evento literário no Rio Grande do Sul, tentava apenas... ir ao banheiro (Tive de implorar: "Tenho de ir ou vou fazer xixi na calça."). Carrasco também relata que foi xingado de "metido a besta" por uma senhora que o encontrou no aeroporto, quando ele estava falando ao telefone. Como ele pediu que ela esperasse, foi brindado com o epíteto. O novelista também arrisca uma explicação para o fenômeno: fãs consideram que alguém conhecido ou famoso tem obrigação de posar. E mais: sorrindo!

O fenômeno, que começou quando os telefones celulares passaram a ter câmeras fotográficas com resolução de imagem ao menos razoável (há cerca de dez anos, mais ou menos), parece não ter data para acabar, já que cada vez temos acesso a equipamentos mais modernos, permitindo fotos de resolução sempre melhor. E, hoje em dia, já com a possibilidade de envio direto para sites e redes sociais como Instagram, Facebook, Twitpic etc. Algo impensável há até quinze anos atrás, quando o máximo de incômodo reservado aos artistas era o pedido de fotos após um show, isso se alguém tivesse conseguido entrar com máquina fotográfica. Isto era proibido, por exemplo, no show que Roberto Carlos apresentou em Bento Gonçalves, RS, em maio de 1993. Quem levou máquina precisou entregar na portaria e só teve o equipamento de volta após o show. Não precisei passar por isso, já que deixei a minha em casa. :) 

  • Making-off do texto - Publicado originalmente no Jornalismo Cultural em 14.9.13, motivado pelo encontro (e a "não-foto") com Milton Nascimento.

  • A foto que abre a matéria é creditada ao próprio site EGO na postagem original, com texto assinado por Gabriel Castelo Branco e Tatiana Regadas. Nenhum destes créditos consta da reprodução do texto feito pelo 180graus.com, onde eu o encontrei na ocasião (e onde a foto não mais aparece), razão pela qual acabei não mencionando nenhuma destas autorias. 

  • O Twitpic, para quem não sabe ou não lembra, era uma ferramenta que permitia a postagem de fotos no Twitter, que diferentemente do que ocorre hoje, não tinha esse recurso como nativo. Criado em 2008, o Twitpic foi desativado em 2014, ou seja, no ano seguinte à publicação do meu artigo. Você consegue ver as fotos postadas até 2014 se estiver logado no Twitter, mas o site não aceita fotos novas.