12/11/2016

Momento mágico: Capoeira



Esta foto foi feita em 21 de janeiro, em Macapá, ao final da caminhada do Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. A imagem foi publicada no Facebook no dia seguinte com a legenda:
Aquele momento feliz em que você consegue captar o momento em que um capoeirista dá um mortal no ar! 
* Capoeiristas no leito seco do rio Amazonas - orla central de Macapá, AP

11/11/2016

Belezas Naturais: Mimetismo


Imagino um pássaro falando pro outro:

- Olha, um fotógrafo!

- Disfarça, finge que é um galho que ele desiste e vai embora.


***

Imagem captada nas cercanias da Lagoa da Jansen, em São Luís, em maio.


10/11/2016

Acredite em você!

Em 8 de janeiro, publiquei no LinkedIn artigo intitulado O dia de acreditar em seu potencial é hoje, no qual eu comemorava a notícia de que meu curta Tia Biló passara a integrar o acervo itinerante do FestCineAmazônia, de Porto Velho (RO). Agora em novembro, o mesmo curta, como já noticiei aqui na terça, foi selecionado para exibição na Mostra Cine Redemoinho, em Angra dos Reis (RJ).

Uau, que sorte hein!, alguém poderia dizer. E eu responderia: na verdade, não. Os dois acontecimentos são frutos de uma decisão minha de inscrever meu trabalho em todos os editais, festivais, canais e todos os outros "ais" possíveis. Organizei meu tempo para que à noite, após ter feito o que estava destinado àquele dia (incluindo um novo post aqui no blog), eu possa garimpar oportunidades como estas. Talvez você considere que são relativamente poucos resultados para justificar tanta dedicação; então eu lhe direi que, se não houver dedicação, aí mesmo é que não haverá resultado algum. Afinal, vamos pensar: as oportunidades que chegam ao meu conhecimento estão disponíveis na internet, para todos (não, não disponho de 'informações privilegiadas' - risos). Cabe a mim enviar meu trabalho/ inscrição/ proposta e ficar no aguardo do resultado.

Ajuda muito também você não ficar especialmente preocupado com o resultado. Seja qual for o prêmio - exibição, publicação, prêmio em dinheiro, todas essas, várias outras possibilidades -, o negócio é seguir vivendo, atento, claro, aos prazos informados para divulgação dos resultados. E sempre tendo em mente o binômio "beleza & paciência" - se você for premiado, beleza; se não for, paciência. É apenas um edital, não um veredito definitivo sobre seu trabalho, sua capacidade, sua vida. E também, diferentemente do que foi dito inúmeras vezes ao longo deste ano, ninguém vai viver de editais; eles são lançados para financiar ações específicas, e vários aliás nem envolvem dinheiro. Por exemplo, os dois editais que citei no primeiro parágrafo :)

Se você tiver um trabalho artístico que possa virar livro, seja na área da fotografia, seja na da ilustração, ou mesmo da escrita (ficção, não-ficção, poesia, teatro e todos os vários etcs), saiba que os editais visando publicação são bem raros. Mas isto não é motivo para desanimar, seu livro pode ser publicado por você mesmo. Há várias formas de fazer isso: você pode contratar uma gráfica, imprimir X exemplares e depois cuidar da distribuição e divulgação, ou contratar quem faça isso. Ou você pode utilizar plataformas online onde o internauta poderá adquirir seu livro seja em formato digital (o chamado e-book), seja impresso (aqui você pode optar por edições por demanda, onde só haverá impressão do seu livro quando ocorrer uma venda, o que é uma extraordinária redução de custos, de necessidade de estoques, e mesmo de desmatamento. Pense na Amazônia!). E há ainda o audiobook - já pensou alguém caminhando pela Lagoa ouvindo no iPod um poema seu?

Enfim, talvez como nunca antes na história desse mundo, as oportunidades estão aí, à disposição de todos, Tanto as que lhe são oferecidas quanto as que você mesmo pode criar. Ano passado, por exemplo, coloquei meus curtas num pen-drive e minha exposição de fotos numa mala e circulei com o projeto As Tias do Marabaixo por três estados (Tocantins, Bahia e Rondônia), realizando três sessões dos curtas, duas exposições das fotos e uma edição da Oficina de Cinema Independente. Sem edital nem patrocínio, tudo na cara e na coragem. Se você quer que os outros acreditem em seu trabalho, comece dando o exemplo: acredite em você!
;)



09/11/2016

Curta: Tia Biló


Clique na imagem


Continuando a série de posts com meus curtas sobre As Tias do Marabaixo, hoje é o dia de assistirmos Tia Biló. Este filme, como já noticiei aqui ontem, foi selecionado para a Mostra Cine Redemoinho, que acontece neste final de semana em Angra dos Reis (RJ). 

Tia Biló nasceu em 10 de fevereiro de 1925 e foi batizada com o nome de Benedita Guilherma Ramos. Na época, sua família morava onde hoje se situa a Praça Isaac Zagury, na orla central de Macapá, a poucos metros do Rio Amazonas. Quando a cidade se tornou capital do novo Território Federal do Amapá, em 1943, os novos governantes que chegaram removeram a população negra que morava naquela parte da cidade. As famílias afro-descendentes tiveram suas casas desapropriadas e receberam novos terrenos para moradia, nascendo assim os bairros do Laguinho e da Favela. Mestre Julião Ramos seguiu com sua família para o Laguinho, indo morar na Rua Eliezer Levy, na mesma casa onde hoje hoje é celebrado anualmente o Ciclo do Marabaixo, casa esta que recebeu o nome de Centro Cultural Tia Biló, em homenagem à única filha viva de Mestre Julião. Tia Biló continua participando ativamente dos festejos - este ano mesmo, na Quarta-Feira da Murta do Espírito Santo, cantou ladrões por mais de 2 horas na roda de Marabaixo (o que resultou neste vídeo que lancei em maio). 

Nem sempre, porém, Tia Biló canta por tanto tempo. No dia em que eu e a equipe da Graphite Comunicação fizemos os registros que resultaram no curta postado hoje, Tia Biló cantou exatamente o tempo do vídeo, ou seja, menos de 5 minutos. Foi uma incrivelmente feliz coincidência que estivéssemos lá, a postos, no preciso momento em que isto aconteceu. Até porque, sendo o dia de encerramento do Ciclo do Marabaixo de 2014 (domingo, 22 de junho), percorremos todas as casas que realizavam as festas naquele ano, então se tivéssemos chegado um pouco depois talvez não tivéssemos presenciado e registrado este momento. 

Este curta já foi exibido em Macapá (AP), Paraíso (TO), Jequié e Salvador (BA), Porto Velho (RO) e Belém (PA). Trechos dele foram exibidos em reportagem sobre o projeto apresentada no programa Amazônia Revista da TV Amapá em 14 de junho de 2015. Ele também foi selecionado para compor o acervo itinerante do FestCineAmazônia, festival realizado anualmente em Porto Velho. Fora isso, gerou para mim uma grande alegria, quando depois da exibição na Biblioteca Pública de Salvador os estudantes baianos saíram cantando pelos corredores É de manhã, é de madrugada... 
:D



08/11/2016

Curta Tia Biló na Mostra Cine Redemoinho (RJ)



Meu curta-metragem Tia Biló foi selecionado para exibição na Mostra Cine Redemoinho, em Angra dos Reis (RJ). O anúncio foi feito na página da Mostra no Facebook agora há pouco, às 17h52. O curta, que integra a série As Tias do Marabaixo, é o único selecionado da Região Norte.

A Mostra Cine Redemoinho será realizada nos dias 11 e 12 de novembro, próxima sexta e sábado, como evento paralelo do 2º Congresso de Diversidade Cultural e Interculturalidade de Angra dos Reis, no IEAR/UFF (Instituto de Educação de Angra dos Reis da Universidade Federal Fluminense). 

A Mostra, que não é competitiva, tem o intuito de disseminar a produção audiovisual de realizadores independentes, coletivos comunitários e cineastas étnicos do território brasileiro. 

Esta é a primeira vez que um curta-metragem meu é selecionado para exibição em uma mostra. 

07/11/2016

Belezas Culturais: Osmar Júnior no Sescanta 2014


Anualmente, o SESC Amapá promove o festival Sescanta, sem caráter competitivo, onde cantores e compositores inscrevem músicas inéditas. Os selecionados pelo júri fazem algumas noites de show para apresentar sua nova safra ao público.

Fiz esta foto na segunda e última noite do Sescanta de 2014, realizado na unidade Araxá do SESC (Macapá), em 5 de dezembro. Nela, vemos Osmar Júnior, logo após sua participação no show, posando para um fotógrafo. Tive a felicidade de captar o colega em contraste frente à combinação de fumaça e luzes. 

Cantor e compositor, Osmar Júnior, também conhecido como Poetinha, é dos maiores nomes da música do Amapá. tendo integrado nos anos 1980 o Movimento Costa Norte, que estabeleceu as bases do que hoje é  conhecido como MPA (Música Popular Amapaense). 



A Semana nº 19



No sábado, 5, fui agraciado com o Diploma de Destaque Cultural, concedido pelo Conselho Estadual de Cultura do Amapá, em nome do governo do Estado. 

A entrega aconteceu na Praça Veiga Cabral, em Macapá, em evento realizado pelo Conselho juntamente com a Associação Literária do Estado do Amapá e os grupos poéticos Poesia na Boca da Noite e Pena & Pergaminho.

Foi em encontros do Pena & Pergaminho que exibi pela primeira vez os curtas da série As Tias do Marabaixo, em 2015.


05/11/2016

O silêncio de depois

Lembram do limão que vimos aqui no sábado passado no post Verde sobre Vermelho




Hoje vemos o que restou dele após temperar o peixe que almocei em Belém em 3 de abril. 

  • "O silêncio de depois" é parte de um verso de Vinicius de Moraes na canção "Minha Namorada", parceria com Carlos Lyra - Seus braços o meu ninho no silêncio de depois....


04/11/2016

Belezas Naturais: Lago de Palmas



Em foto que fiz em 19 de julho de 2015, o Sol faz arte abstrata na água do Lago de Palmas, junto à Praia da Graciosa. 



03/11/2016

A fotografia irá se acabar?

Na quinta, 27 de outubro, o fotógrafo Sebastião Salgado, ao receber no Rio de Janeiro o Prêmio Personalidade França-Brasil, foi enfático ao prever o fim da nossa profissão: 

- A fotografia está acabando porque o que você vê no Instagram ou no telefone não é fotografia. Fotografia é um objeto materializado que você imprime, você tem, você olha. 

No trecho acima, reproduzi a fala de Salgado neste vídeo postado pela EFE Brasil no YouTube, e que aparece reproduzido, com algumas adaptações, na reportagem de Carlos A. Moreno para o site Terra, ambos postados no dia 28. Tantos estes conteúdos como a matéria creditada à AFP e publicada no mesmo dia pela Ilustrada/Folha de S. Paulo trazem no título a palavra "extinção", que Salgado não chegou a usar, mas que é coerente, sim, com suas previsões. Vamos a outro trecho da sua fala, reproduzido pelo Terra:

- A fotografia é o que os seus pais fizeram quando você era criança: revelaram um filme que fizeram de você na esquina; fizeram um álbum e guardaram essas fotos. A fotografia é algo intrínseco, que você toca. Hoje, o que existe é imagem. A imagem não é fotografia. Mudamos o conceito dela. Passamos para outra coisa. E estamos em processo de eliminação da fotografia. Não acredito que a fotografia vá viver mais do que 20 ou 30 anos. Vamos passar para outra coisa. Fotografia era uma memória, uma referência. Hoje, a imagem é uma linguagem. Instagram é outra coisa. O que eu faço não é isso. O que eu faço é fotografia. Isso é imagem, o que é outro conceito. 

A meu ver, estas declarações de Sebastião Salgado vão pelo mesmo caminho daqueles que proclamam a superioridade sonora dos discos de vinil sobre os CDs e arquivos MP3 ou dos que questionam se um e-book é um livro (basta ver o texto assinado por Joseba Elola publicado no dia 9 de outubro no site da edição brasileira do jornal espanhol El Pais e cujo título é uma ode ao livro impresso: Quero ler em papel). É a confusão entre suporte e produto - a foto não é sua impressão, a música não é o LP, um livro não é sua versão impressa-e-encadernada.

No cinema, o processo já há bastante tempo é todo digital, até que chega a hora de passar o filme pronto para película a fim de exibir no circuito comercial - como já se fazia em 1891! Lembro até que, num debate sobre restauração de filmes antigos, vi alguém reclamar que o que se faz comumente é passar o filme da película para um suporte digital e a partir daí se trabalhar apenas com o filme já digitalizado, deixando de lado a película. Mas o que é mais importante, a criação artística, ou o suporte na qual ela esteja eventualmente?

  • (Um parêntese: ao contrário do que a fala de Sebastião Salgado dá a entender, a fotografia não nasce tendo como desdobramento obrigatório a impressão em papel. A primeira fotografia produzida pelo francês Joseph Niépce, em 1826, foi fixada numa placa de estanho. Treze anos depois, o britânico William Talbot passou a usar papel para as funções hoje desempenhadas pelo negativo, ou seja, captar a imagem, e pelo papel fotográfico, onde essa imagem é reproduzida. Já em 1851, o inglês Frederick Archer cria o negativo de chapa de vidro, facilitando a impressão em papel. Vinte anos depois, o físico Richard Maddox, também inglês, inventou o negativo com emulsão que passou a ser o padrão da indústria, popularizado a partir de 1886 pelo americano George Eastman através da Kodak. Ao longo desses 60 anos, portanto, a impressão em papel convivia com a fixação em outros suportes, como chapas de vidro e de metal.)