29/04/2017

América no Céu

Ontem, após fotografar o começo da marcha da Greve Geral em Belém, estava indo almoçar quando olhei para o céu e me deparei simplesmente com esta cena: o mapa da América do Sul desenhado pelo vão entre as nuvens!



Felizmente na mesma hora fiz a foto, porque cheguei a começar a atravessar a rua, parei no canteiro central e voltei para ver se conseguia fazer outro registro, porém as nuvens já haviam se movimentado e a figura já se desfizera.

Durante a tarde, postei a foto no meu Instagram, usando como legenda o verso inicial da canção "América do Sul", de Paulo Machado, lançada por Ney Matogrosso no LP  Água do Céu/Pássaro, de 1975:

Deus salve a América do Sul!

28/04/2017

Greve Geral em Belém

Fotos que fiz agora de manhã na concentração da marcha da Greve Geral de hoje, contra a Reforma Trabalhista e a Reforma da Previdência, em análise no Congresso Nacional. A concentração aconteceu junto à Praça da República, no Centro de Belém, e seguiu pela avenida Nazaré em direção ao bairro São Brás. 

A principal palavra de ordem da manifestação, o Fora Temer, ocupava os mais diferentes espaços. 





Mas como em toda boa manifestação democrática, havia espaço para as mais diversas causas. 





Quando a caminhada iniciou, chamou a atenção este grupo portando sombrinhas com véus...


... que faziam parte deste cortejo fúnebre simbolizando o enterro da CLT (que na prática é o que se tenta fazer no Congresso, não se enganem!). 



 A polícia militar se fez presente, acompanhando os manifestantes durante a marcha, sem intervir, ao menos no período em que estive no local (entre 10h e 11h30, aproximadamente).


23/04/2017

Ensaio de abril: Mary Cumaru às margens do Rio Amazonas

O sucesso das publicações anteriores com a modelo amapaense Mary Cumaru - 540 acessos de seu post como Modelo da Semana e 425 ao post do Ensaio de janeiro -  me animou a escolher outras 10 fotos da sessão que fizemos no Complexo do Araxá, em Macapá, no dia 24 de novembro de 2016. Nove delas são inéditas. 


Esta primeira é a única foto deste lote que já foi divulgada, em meu Instagram, no dia 1 de março. Para nossa felicidade, foi comentada pela grande cantora paraense Alba Maria, que relacionou a figura de Mary no espelho com Oxum, a orixá que reina sobre a água doce dos rios. Veja a sequência de comentários que Mary e eu trocamos com Alba Maria:


Clique para ampliar


Inspirado nesta manifestação de Alba Maria, escolhi, dentre as fotos ainda inéditas do ensaio, apenas imagens onde aparecesse também o Rio Amazonas. 



















Veja o ensaio em vídeo:


Clique na imagem



22/04/2017

Arestas



Agora de tarde, pouco antes da aula de Espanhol, tirei essa foto com meu celular no pátio da escola. De imediato a postei em meu Facebook pessoal, com a legenda 

Aresta (Geometria quotidiana)- Belém, 2017

... em que a palavra "quotidiana" de algum modo substitui "euclidiana" (o ramo da Geometria que estuda as figuras com duas e três dimensões, baseada nos postulados de Euclides de Alexandria, que nasceu por volta do ano 330 a.C. e viveu na corte do rei Ptolomeu I do Egito). 


21/04/2017

Belezas Naturais: Baía do Guajará



Fiz esta foto em 2 de abril, na altura do Mercado Ver-O-Peso (Belém). Já falei aqui no blog de minha predileção por esse tipo de foto só com água, ou no caso desta, com predominância da água. 

Esta baía é muito especial para mim, foi nela que espargi as cinzas da minha mãe, em 13 de maio de 2012 - justamente, o Dia das Mães daquele ano. Ela havia falecido em Porto Alegre no dia 10 de janeiro. O ponto de depósito foi na altura da escadinha do início da av. Presidente Vargas, do lado esquerdo. 


20/04/2017

Coisas do Mundo: Quando os carroceiros se encontram


Tentei inscrever essa foto agora num edital específico para fotos de cavalos. Não consegui fazê-lo porque  a inscrição se dá unicamente pelo Instagram, que como todo mundo sabe tem uma inexplicável preferência por fotos quadradas. 

Resolvi então blogar essa foto pra vocês conhecerem. É uma inédita da minha temporada do ano passado em São Luís (entre maio e junho). Essa avenida onde os dois carroceiros pararam pra bater um papo é uma via que circunda o Parque Estadual da Lagoa da Jansen. Na calçada em frente do parque, em largo trecho da avenida, há uma série de bares e restaurantes; um deles aparece na foto. 


14/04/2017

O todo é maior que a soma das partes

Anteontem, chegou ao final a maior exposição já feita unicamente com trabalhos meus - As Tias do Marabaixo, na Galeria Theodoro Braga (Centur), em Belém. 

(A maior, com toda a certeza. Confesso que já não recordo quantos dias durou, nem quantas fotos tinha minha primeira individual, intitulada Descobrindo a Cidade, realizada em Porto Alegre no ano 2000, mas creio que deva ter durado uma semana, e certamente teria menos de 18 fotos, o número das imagens que estavam em exposição no Centur. Mesmo considerando as exibições anteriores do mesmo material, a exposição recém-finda foi a maior, quer se considere as realizadas em Macapá em 2014 - no Amapá Garden Shopping foram exibidas apenas 16 imagens, durante 17 dias; a mostra na Fortaleza São José de Macapá durou 10 dias -, quer se tome como parâmetro as exibições em outros estados no ano seguinte, abertas ao público em geral - em Paraíso e Salvador, a mostra durou apenas um dia.) 

A exposição iniciou em 15 de março. Como a Galeria Theodoro Braga não funciona aos finais de semana, foram ao todo 21 dias de exibição. Sendo morador do mesmo bairro onde a galeria está situada, pude estar presente na grande maioria desses dias, geralmente uma hora e meia no final da tarde. Foi em um desses dias, no intervalo entre uma visita e outra, que me dei conta de que a exposição (não a minha, falo do evento cultural em si) é, ela própria, uma forma de arte! 

Explicando: em uma exposição, o público não aprecia apenas o trabalho do artista, mas também tem acesso à abordagem da equipe curatorial, que é algo único, criado especificamente para aquele período, a ele só sobrevivendo na forma de registros. Tentando achar um paralelo, só me ocorrem performances teatrais ou musicais. 

Vejam o magnífico trabalho que a equipe de iluminação da Galeria Theodoro Braga (João Paulo do Amaral e Ricardo Andrade) fez com esta foto. 




A imagem, que mostra dona Natalina beijando a coroa do Divino Espírito Santo durante o Cortejo da Murta de 2014, recebeu uma iluminação que, como comentei com a equipe, a deixou com um aspecto de vitral de igreja colonial, totalmente condizente com o tema religioso retratado. Também contribuiu para o impacto o fato de esta foto, por ser a única vertical de todas as 18, ter ficado isolada das demais, a meio caminho entre o ambiente de entrada (onde havia apenas fotos) e o ambiente mais interno da galeria (transformado praticamente numa sala de cinema). A ambientação pode, portanto, agregar significados às obras expostas, constituindo pois um diálogo entre a curadoria e o trabalho do artista, fazendo com que o todo acabe sendo maior que a soma das partes! 

A "sala de cinema" já estava instalada no local, por ter feito parte da mostra anterior. Encontrei o ambiente assim no dia da reunião para acertar os detalhes da exposição, e Eliane Moura (responsável pela expografia, juntamente com João Paulo do Amaral) disse que seria possível mantê-la para a exibição dos 5 curtas-metragens do projeto, o que achei ótimo. (Uma curiosidade: como o conjunto de curtas tem pouco mais de 22 minutos, estimo que cada um deles foi exibido em torno de 650 vezes ao longo dos 21 dias que durou a exposição!). Por mais que sempre disponibilizemos nossos trabalhos audiovisuais na internet, é evidente que não há porque abrir mão da exibição em uma tela; a experiência fica disponível para quem dela possa usufruir, e de todo modo o trabalho segue acessível no YouTube. Sou da opinião de que quanto mais frentes de acesso melhor. 



Estudantes de Belém assistem na galeria ao curta em homenagem a Tia Chiquinha - 20.3.17


Outro desdobramento que a exposição teve, e que eu nem podia imaginar, foi a exibição no Cinema Líbero Luxardo (também localizado no Centur), durante 22 dias, de um vídeo-convite que incluía todas as 18 fotos da mostra. Abaixo, um registro que fiz da exibição do vídeo antes de uma sessão do cinema, em 24 de março. 




10/04/2017

Devorando cultura

Não costumamos misturar muito em nossa linguagem conceitos de Cultura e Gastronomia, salvo raras exceções como Que delícia de filme/livro (mas é bem raro, convenhamos) ou, já mais frequentemente, Devorei o novo livro do Fulano de Tal, muito bom, não conseguia largar. Lembro de um livro que devorei, uma biografia de Villa-Lobos por Maria Maia, lançada em 2000: cheguei em casa, joguei minha mochila prum lado, a roupa pro outro e só após devorar as pouco mais de 100 páginas da obra fui pensar em fazer qualquer outra coisa (me preocupar com o jantar, por exemplo). 

Mas eis que Lidiane Souza, ao participar no dia 2 de abril do Ver-a-Bóia no Mercado Ver-o-Peso (Belém), inovou, devorando o CD Universo Paralelo, do cantor Danniel Lima. A foto, postada ontem no meu Instagram, já foi curtida pelo próprio Danniel. 


Nhac!


A Semana nº 29

Na quinta, 6, comecei a publicar no blog Jornalismo Cultural uma série de textos a que denominei "Ovelhas Desgarradas". O nome designa vários artigos que escrevi para outros sites e que nunca cheguei a postar em meus blogs. A leva inicial de ovelhas resgatadas se refere a minha produção para o LinkedIn, que estou priorizando porque vou cancelar minha conta naquele site tão logo acabe a republicação dos meus textos que só estão lá. A estreia da nova seção foi com o texto A dois passos do Paraíso, no qual eu falo da minha ida para Paraíso (TO), primeira cidade fora do Amapá a conhecer o projeto As Tias do Marabaixo, em julho de 2015. Ilustrando a matéria, foto de Bruno Vinicius M. Simões em que apareço ao lado de Tia Chiquinha, no dia que iniciamos as gravações do meu documentário. 



08/04/2017

Coisas do Mundo: Frase no muro em Macapá (2)


Postei essa foto, então inédita, em 6 de abril do ano passado no LinkedIn, Twitter e Facebook. Na ocasião, para marcar meus 25 anos de Fotografia (como já contei aqui, me tornei fotógrafo profissional em algum dia do começo de março de 1991) eu fiz uma série de postagens singelamente denominadas "Foto do Dia", e nas quais hoje identifico a semente deste blog.

Esta foto foi feita em Macapá no dia 20 de dezembro de 2015. O muro em questão fica na av. General Rondon, no Centro, quase esquina com a Coriolano Jucá, junto à UEAP (Universidade Estadual do Amapá). O muro, ou melhor dizendo, a parede circunda o terreno onde havia uma casa, já demolida. Este é um dos inúmeros grafites feitos no local, aproveitando que as paredes ficaram expostas. 

Ao rever esta postagem nas Lembranças do Facebook nesta quinta, acrescentei o seguinte comentário à postagem:

muros de Macapá, sempre uma pitada de filosofia durante sua caminhada u.u